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domingo, 24 de agosto de 2008

Tecnicamente mais capazes, EUA levam o ouro do Brasil

Brasil é prata no vôlei masculino



A derrota deste domingo na final das Olimpíadas de Pequim para os EUA em 3 sets a 1, por 20-25, 25-22, 25-21 e 25-23, deixou o Brasil com a prata e marcou um período na seleção masculina.

Apesar de vencer o primeiro set contando com ótimo desempenho do meio-de-rede André Heller, a seleção sucumbiu com a atuação do rival Stanley, que arrasou os brasileiros nos saques poderosos, e também com a distribuição de bola do levantador Ball.

O revés tirou dos brasileiros a chance de se tornar o primeiro time a conquistar duas vezes seguidas o título das Olimpíadas e do Mundial. Já os Estados Unidos precisaram superar uma tragédia para chegar ao ouro. No começo da Olimpíada, o sogro do técnico Hugh McCutcheon foi assassinado em Pequim de forma trágica.

Antes mesmo da decisão, o Brasil também já tinha uma perda no grupo que mudou a rotina do time. A história começou há dois anos. Na véspera da final do Campeonato Mundial de 2006, sem conseguir dormir, o ponteiro Giba e o levantador Ricardinho tiveram uma longa conversa. No papo, fizeram um pacto: continuar juntos até a Olimpíada de Pequim.

Na manhã da decisão, a dupla cooptou outros jogadores: o líbero Escadinha, o central Gustavo e o ponteiro Dante. Assim, o Brasil manteria sua espinha dorsal por pelo menos mais dois anos. Mas no percurso o pacto foi drasticamente quebrado com o corte de Ricardinho da equipe.

Capitão da seleção, Ricardinho saiu do time dois dias antes da estréia dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. O técnico Bernardinho alegou problemas no relacionamento com o jogador. Os atletas do grupo apoiaram a decisão.

Sem o levantador, o time seguiu em frente. Conquistou o ouro no Pan depois de 24 anos de jejum, mas perdeu a Liga Mundial de 2008 em casa para os Estados Unidos. Nas Olimpíadas de Pequim, entretanto, o grupo se uniu para tentar ganhar a medalha de ouro. Não deu, ficou apenas com a prata.

Durante a campanha na China, o Brasil passou pelo Egito e Sérvia de forma convicente, mas parou na Rússia, contra quem a equipe tinha caído na decisão do terceiro lugar da Liga de 2008. As vitórias sobre Polônia, Alemanha, China e Itália (na semifinal) deram motivação e esperança. Novamente, os Estados Unidos atrapalharam o sonho de mais um título.

Agora, o pacto será definitivamente encerrado. Gustavo já decidiu sair da seleção, enquanto Escadinha ainda não sabe se irá continuar no time. Até mesmo o técnico Bernardinho coloca em dúvida a sua permanência no comando da seleção.


fonte:UOL

sábado, 23 de agosto de 2008

1ª medalha brasileira no Taekwondo é de Natália Falavigna

Falavigna vence decisão do bronze e ganha 1ª medalha do Brasil no taekwondo



Há quatro anos, Natália Falavigna chegou à semifinal do taekwondo dos Jogos de Atenas, mas fracassou nas lutas que dariam a medalha. O vilão foi o pé direito, quebrado antes da Olimpíada, que a deixou em quarto lugar. Em Pequim-2008, a lutadora paranaense deu a volta por cima.

Mesmo após perder a semifinal, em um combate apático contra a norueguesa Nina Solheim, a brasileira se levantou, reencontrou a determinação que mostrou em suas duas primeiras lutas na China e foi ao pódio, conquistando o bronze na categoria acima de 67 kg. Foi o primeiro do país na modalidade, após Natália e Diogo Silva (68 kg) baterem na trave em 2004, com dois quartos lugares.

"Quando ela perdeu a chance do ouro, ameaçou chorar. Eu não deixei. Disse a ela: 'A sua medalha é a primeira. Não importa a cor'", afirmou o técnico da atleta, Fernando Madureira.

O bronze olímpico em Pequim-2008 é o resultado de um ciclo vitorioso, mas cheio de tropeços de Falavigna. Após Atenas-2004, ela conquistou o Mundial de 2005, em Madri, na Espanha. Somado à performance na Grécia, a paranaense foi alçada ao estrelato e conquistou o Prêmio Brasil Olímpico daquele ano, dado para a melhor atleta brasileira da temporada, entre todas as modalidades.

Ao lado do novo status chegaram também as cobranças. Em 2007, ano mais importante de sua preparação, ela sofreu duas derrotas que a fizeram mudar os planos para os Jogos de Pequim. No Pan-Americano do Rio de Janeiro, na final, e no Mundial de Pequim, ela foi derrotada pela mexicana Rosario Espinoza.

Com a rival engasgada, Natália trocou sua equipe. Chamou a professora-orientadora de seu trabalho de conclusão do curso de Educação Física na faculdade, Lilian Barazetti, para ser sua preparadora.

Convocou também o psicólogo Hélio Gonçalves, que trabalhou com a equipe de revezamento do atletismo prata em Sydney-2000. Durante a preparação, Gonçalves se deslocou semanalmente desde Cascavel (quatro horas de estrada) para trabalhar nos padrões de comportamento da brasileira durante as competições.

A preparação, porém, não resistiu à norueguesa Nina Solheim. Em um combate apático, Natália foi derrotada pela européia na decisão dos juízes, após quatro rounds que terminaram empatados. Na decisão do bronze, a vítima foi a sueca Karolina Kedzierska.


fonte:

O ouro tem sabor especial

Time vitorioso enfim se livra do rótulo de "amarelão" com ouro em Pequim



As derrotas para a Rússia na semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e na decisão do Mundial-2006 e para Cuba na final dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007 deixaram a seleção brasileira feminina de vôlei com uma fama: a de perder o controle nos momentos decisivos. Agora, com o inédito ouro obtido em Pequim neste sábado, em vitória por 3 sets a 1 (25-15, 18-25, 25-13, 25-21) sobre os Estados Unidos, esta equipe consegue a sua redenção e tira qualquer dúvida de que tem uma das melhores gerações na história.

Ao longo da competição, a equipe verde-amarela havia passado sem maiores desafios por seus outros adversários. Um a um, caíram Argélia, as temidas Rússia, Sérvia e Itália, Japão nas quartas-de-final, China na semi e, por fim, os Estados Unidos.

Mas a última vitória foi a mais suada de todas. Depois de terem vencido os sete jogos anteriores sem perderem sets, as brasileiras perderam a segunda parcial do jogo ante as norte-americanas e ainda sofreram para fechar a quarta etapa. Mas conseguiram, e se livraram do estigma de ‘amarelonas’.

Desde que José Roberto Guimarães assumiu o time, em 2003, o Brasil se acostumou a disputar decisões. O grupo foi quatro vezes campeão do Grand Prix, tornando-se uma potência da modalidade. Nos principais campeonatos, porém, a seleção falhava.

O pior deles foi nas Olimpíadas de 2004, quando teve uma campanha parecida com a de Pequim. Foi à fase final invicta, com apenas quatro sets cedidos até as semifinais. No time, a ponta Mari se destacava. Era novata na seleção, mas uma das preferidas da levantadora Fernanda Venturini.

Na semifinal com a Rússia, veio o rótulo. Com erros sucessivos, quando precisava apenas de um ponto para ir à decisão do ouro (24-19 era o placar no quarto set), o elenco perdeu a chance de uma final inédita. Mari, a mais acionada, foi considerada uma das culpadas.

O técnico Zé Roberto se manteve no cargo e proporcionou à Mari, sempre uma das jogadoras de melhor desempenho nas estatísticas, novas chances de redenção. Após a pressão de 2004, o novo revés no Mundial de 2006 aumentou o drama. Naquela final, a mesma Rússia voltou a atrapalhar o Brasil. A seleção estava a dois pontos de ganhar o título, mas levou a virada das russas.

O que parecia mera coincidência se repetiu em 2007. Já vista como uma das mais fortes no mundo, a seleção não “amarelava” até a fase final das competições. Ganhava os jogos, assumia a posição de favorita ao título, mas depois vinha a decepção. No Pan de 2007, não foi diferente. Depois de atropelar as rivais, o Brasil desperdiçou uma série de match points na decisão contra Cuba. Resultado: medalha de prata em casa.

O título nas Olimpíadas poderá servir, então, para apagar qualquer imagem de derrota do time. Para o técnico, o ouro é uma resposta a uma geração que merecia mais prestígio. “Esse é um dos times mais vencedores de todos os tempos”, disse o técnico Zé Roberto, antes da final contra os Estados Unidos.

"Aqui a gente estava muito tranqüilo porque todo o trabalho foi planejado e feito. Muitas das críticas que recebemos nós merecemos, porque a gente não conseguia fechar algumas partidas. Aquilo doía na gente porque a gente não queria admitir. Eu sabia que o time tinha caráter, tinha brio, tinha garra, que poderia ganhar de qualquer time do mundo, mas as derrotas aconteceram. Acho que a gente aprendeu, não adianta de sair batendo em todo mundo. Tem que se trabalhar. Só fica a história e essa medalha vai ficar pra sempre", encerrou o treinador.


n.r.: Num jogo não se tem certeza absoluta de nada, mas a confiança no time de vôlei feminino era grande e não fomos decepcionados. Agora falta o vôlei masculino. Será outra parada dura, mas já vencemos da Itália. É esperar pra ver e torcer muito.


fonte:UOL

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Medalha com sabor amargo

Brasil bate a Bélgica e fica com bronze de consolação no futebol


Três dias após o duro golpe da derrota para a Argentina na semifinal, a seleção brasileira reuniu força e motivação para bater a Bélgica nesta sexta-feira por 3 a 0 em Xangai, em resultado que confere ao time de Dunga a medalha de bronze dos Jogos de Pequim, espécie de prêmio de consolação para a equipe que cruzou o mundo atrás do inédito ouro no torneio olímpico de futebol.

Gols do meia Diego e do atacante Jô selaram a vitória brasileira diante dos belgas.

A partida desta sexta foi a reedição da estréia olímpica das duas seleções, integrantes do grupo C na primeira fase. Na oportunidade, ainda no começo de agosto, o Brasil venceu os belgas com muita dificuldade por 1 a 0, com gol de Hernanes.



Com a medalha de bronze assegurada, a delegação brasileira parte para Pequim neste sábado, onde participa da cerimônia do pódio, que acontecerá no estádio Ninho de Pássaro logo depois da decisão entre as finalistas Argentina e Nigéria.

Com Lucas e Thiago Neves suspensos, em razão das expulsões na semifinal contra a Argentina, além da lesão no braço de Rafael Sobis, Dunga realizou alterações na equipe que iniciou o duelo pelo bronze, com as entradas de Ramires no meio-campo e Jô, no ataque.

No primeiro tempo, o Brasil começou com mais posse de bola e acuou a Bélgica em sua intermediária defensiva. No entanto, os armadores da seleção insistiram demais pelas jogadas pelo centro e acabaram encontrando dificuldades em superar a parede de marcadores belgas.

Com esse quadro tático, o gol brasileiro veio na primeira boa incursão pela linha de fundo. Aos 27min, Rafinha foi acionado na ala direita e cruzou para trás, na direção de Diego. Na seqüência, o meia bateu cruzado de direita na saída de Bailly para inaugurar o placar.

No entanto, a superioridade técnica não impediu a seleção de passar por alguns sustos na defesa, principalmente em jogadas de contra-ataque dos belgas, construídos em cima de vazios inexplicáveis do sistema defensivo. Num desses lances, aos 40min, por pouco Martens não igualou para os europeus.

Mas antes mesmo do intervalo, o Brasil respondeu ao esboço de pressão dos belgas e ampliou o placar. Após uma boa troca de bolas, Ramires bateu cruzado da direita e exigiu defesa de Bailly. No rebote, Jô empurrou de cabeça para o gol.

Na etapa final, a seleção diminuiu o ritmo, marcou mais um com Jô e se contentou em administrar a vantagem que lhe deu o bronze.


fonte:UOL

Brasil coloca duas duplas no pódio

Ricardo e Emanuel levaram o bronze e Márcio e Fábio Luiz, a prata no vôlei de praia



O ouro não veio, mas o Brasil conseguiu um feito inédito nesta sexta-feira no vôlei de praia. Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, duas duplas masculinas do país subiram ao pódio.

Na Arena de Chaoyang, em um dia de muito calor, Márcio e Fábio Luiz conquistaram a medalha de prata, enquanto Ricardo e Emanuel ficaram com o bronze. Os campeões foram os norte-americanos Phil Dalhausser e Todd Rogers.

"Eu estou muito feliz. Essas duas medalhas são importantes para o vôlei de praia brasileiro", disse Fábio Luiz após a derrota para a dupla dos Estados Unidos na final.


fonte:UOL

É ouro, Maureen. É ouro!!!

Por um centímetro, Brasil leva o ouro no salto em distância



A consagração olímpica de Maurren Maggi chegou oito anos depois de sair dos Jogos de Sydney-2000 machucada e cinco após o pesadelo de 2003. Na manhã desta sexta-feira (noite em Pequim), a brasileira exorcizou definitivamente seus demônios. Com um salto de 7,04 m logo em sua primeira tentativa, conquistou nos Jogos Olímpicos de Pequim a primeira medalha de ouro feminina do Brasil.

A saltadora superou feito conquistado pela judoca Ketleyn Quadros, que faturou também na China a primeira medalha brasileira individual, com o bronze. Antes de 2008, nenhuma atleta do país havia superado o quarto lugar. A primeira a alcançar este resultado foi Aída dos Santos no salto em altura, em Tóquio-1964. Quarenta anos depois, Natália Falavigna ocupou este posto na categoria acima de 67 kg do taekwondo, após ser derrotada pela venezuelana Adriana Carmona.



Apenas em sua segunda participação olímpica, apesar dos 32 anos, a atleta vai ao pódio pela primeira vez para coroar uma das carreiras mais bem sucedidas e conturbadas do esporte nacional. Até chegar ao atual ciclo olímpico, Maurren Maggi viveu um verdadeiro calvário.

Nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, ela chegou como uma das favoritas ao ouro. Sua marca até então, 7,26 m, de junho de 1999, a colocava no seleto grupo das atletas que passaram dos 7 metros. A marca é tão boa que, desde então, somente três atletas saltaram mais longe em todo o planeta, todas russas: Tatyana Kotova (7,42 m em 2002), Tatyana Lebedeva (7,33 m em 2004) e Irina Simagina (7,27 m em 2004).

n.r.: Dessa vez, sofri e me emocionei. Por toda a trajetória da Maurren, valeu a pena tanta emoção.


fonte:UOL

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Yeah, Yeah, Yeah

Brasil despacha a China e vai para a final no Volei feminino e é prata na Vela com Scheidt e Prada






fotos: UOL

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Argentina 3 x 0 Brasil

A galera que conheço aqui no Rio, não acreditava em um Ouro, mas tínhamos que perder pra Argentina? Agora, pode ser que venha um bronze. Pode ser...



A imagem é feia, a atitude repreensível e merecidamente valeu uma expulsão. Depois de um primeiro tempo medíocre e dois gols, não adianta nada correr atrás do prejuízo dessa forma.


foto: UOL

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Desorganização põe fim à Fabiana Murer

Após sumiço de vara, Murer fica longe do pódio e critica organização


A brasileira Fabiana Murer sofreu com um incidente bizarro na final do salto com vara nesta segunda-feira. Após fazer seu primeiro salto, a brasileira reclamou que uma de suas varas tinha sumido. Com isso, acabou saltando apenas 4,45 m, ficando a 35 cm de sua melhor marca e longe do pódio olímpico.

Revoltada, a paulista chegou a impedir que uma das adversárias, a chinesa Gao Shuying, fizesse seu salto, posicionando-se à frente dela, até que o assunto fosse tratado.

Junto à comissão de árbitros dos Jogos, Fabiana checou as suas varas e as de suas adversárias, mas não encontrou a que procurava, a com a qual se classificou para a final, com 4,50 m. "Eu chequei o tubo", dizia, visivelmente contrariada.

"No aquecimento eu já tinha visto, mas achei que tinha contado errado. E, na hora que precisei, a vara não estava lá", afirmou ao SporTV, depois de eliminada. "Normalmente eu carrego num tubo, eles tiraram e colocaram nesse carrinho que gira - que é uma porcaria. Eles até tinham escrito (em um formulário) que tinham dez varas minhas, mas quando fui ver faltava uma".

Em decisão feita com seu técnico, Élson Miranda, a solução foi não saltar a segunda série, em 4,55 m, indo direto às três tentativas nos 4,65 m, para a qual ela também não tinha o equipamento ideal, uma vez que a vara que faltava seria para os 4,55 m e 4,65 m.

No entanto, o fato mostrou ter abalado a atleta, que não acertou nenhum de seus saltos, derrubando o sarrafo três vezes. Com isso, a campeã pan-americana se despediu dos Jogos de modo prematuro e amargo.

A brasileira não poupou críticas. "Eles atrapalharam minha competição. A revolta é com a organização, pois foi uma desorganização. É um absurdo perder um equipamento numa prova dessas" disse ela. "Nunca mais volto à China", concluiu, segurando o choro.

n.r.: Vale a pena ressaltar que a marca de 4,80m já havia sido alcançada anteriormente por Fabiana. Mas a minha intenção não é deixar transparecer alguma teoria da conspiração, mas sim a desorganização dos Jogos que não se responsabiliza pelo equipamento de um atleta, numa competição tão importante como os Jogos Olímpicos.


fonte:UOL

Brasil, na vela, leva o bronze

Fernanda Oliveira e Isabel Swan conquistam outra medalha para o Brasil



Há quatro anos, nas Olimpíadas de Atenas, Fernanda Oliveira e sua proeira na época, Adriana Kostiw, disputaram os Jogos com um barco velho, de uma geração anterior ao de todas as suas concorrentes. Elas foram a grande surpresa da delegação de vela brasileira na época, conquistando a classificação apenas na última hora.

Mesmo assim, começava ali o projeto olímpico que, nesta segunda-feira, terminou com a medalha de bronze na classe 470 feminina, a primeira de velejadoras brasileiras nos Jogos Olímpicos. "Esse é o resultado de um trabalho de quatro anos, em que as meninas evoluíram muito. A Fernanda montou uma equipe em forma da dupla, me contratou, trouxe a Bel para Porto Alegre, usou psicólogo, personal trainer. Foi um 'pool' de esforços que terminou com esse terceiro lugar", afirmou o técnico Paulo Ribeiro, que trabalha com a dupla desde 2005.

Ao voltar dos Jogos de Atenas, Fernanda resolveu adotar uma estratégia nova para a campanha olímpica seguinte. Conseguiu um patrocinador que se prontificou a investir durante quatro anos e montou toda uma estrutura para tirar a vela feminina da sombra masculina no país. Com dinheiro, conseguiu trazer uma proeira novata, mas que mostrava talento, a niteroiense Isabel Swan, para morar no Rio Grande do Sul, nas águas do Rio Guaíba.

Aos poucos, os resultados foram aparecendo. Em 2006, já com um ano de treinos, as duas terminaram em quarto lugar na Semana de Kiel, na Alemanha, uma das mais importantes da vela mundial. Um mês depois, veio a Semana Pré-Olímpica de Qingado. Na mesma raia em que os Jogos Olímpicos foram disputados, elas conquistaram o quarto lugar, aproveitando o bom desempenho nos ventos fracos chineses.

Um mês depois, agora em Rizhao, também na China, veio a prova mais forte de que o projeto estava no caminho certo. O quarto lugar no Mundial de 470 foi o melhor resultado de uma dupla brasileira em classes olímpicas na história. A partir daí, Fernanda e Isabel passaram a despertar atenção entre as concorrentes.

"Antes, quando a gente chegava nas regatas, ninguém dava atenção. A partir do Mundial, começaram a nos notar, observar mais, chamar a gente para treinos conjuntos", lembra Fernanda. Desde então, as brasileiras só evoluíram. Mesmo em uma classe competitiva, chegaram entre as dez primeiras em seis das sete regatas internacionais que disputaram depois do Mundial.

A única em que tiveram um desempenho ruim foi na Semana Olímpica Francesa, em Hyéres, em abril desse ano, na qual acabaram em 19º lugar. Na sequência, porém, conquistaram o vice-campeonato da Semana Olímpica da Holanda, melhor resultado da carreira da dupla em competições internacionais.

Em todo esse período, elas contaram com um intercâmbio com a dupla da Itália, Giulia Conti e Giovanna Micol, então líderes do ranking mundial. As européias, que chegaram em Pequim como favoritas e terminaram fora do pódio, vieram ao Brasil várias vezes, para treinar com as brasileiras. "Esse intercâmbio foi proveitoso. Pudemos aprender muito", conta Fernanda.

. . .


E hoje, sumiu, desapareceu, escafedeu-se uma das varas de Fabiana Murer, uma das favoritas no salto com vara. Tomara que isso não a atrapalhe nas próximas provas.


fonte:UOL

sábado, 16 de agosto de 2008

Sacrifício recompensado

César Cielo é campeão olímpico



Quando César Cielo conquistou a medalha de bronze nos 100 m livre, na quarta-feira, e disse que iria trazer também a medalha de ouro, poucos acreditaram no que o nadador falava. Nesta sexta-feira, ele cumpriu a promessa. Com 21s30, a apenas dois centésimos do recorde mundial, o brasileiro quebrou novamente a marca olímpica da prova e conquistou o primeiro ouro do Brasil em Pequim.

"É difícil, os 50 m são sempre difíceis. Com nadadores como esse ao lado nunca se sabe. No fim, tudo deu certo", celebrou o brasileiro.

Com a medalha de ouro dos 50 m livre, conquistada nesta noite (manhã de sábado em Pequim), ele se torna o primeiro brasileiro campeão olímpico da natação. Antes dele, as principais glórias nas piscinas eram de prata, duas com Gustavo Borges (100 m livre em Barcelona-1992 e 200 m livre em Atlanta-1996) e uma com Ricardo Prado (400 m medley em Los Angeles-1984).

Dois franceses completaram o pódio, Amaury Leveaux com 21s45 para levar a prata, e Alain Bernard, atual campeão olímpico dos 100 m livre, bronze com 21s49. "Eu estava nervoso antes. Todos que entraram na final, qualquer um podia vencer. Fiquei focado na minha raia, fui buscar meu melhor. Não olhei em volta. E foi meu dia de sorte, meu melhor foi suficiente", comentou o brasileiro.

Nas eliminatórias para a prova, Cielo já dava sinais de que poderia surpreender. No primeiro dia em que caiu na água para nadar a distância, ele quebrou o recorde olímpico, com 21s47 - a marca foi quebrada logo na seqüência por Leveaux, com 21s46. Nas semifinais, ele voltou a abaixar o melhor tempo já nadado em edições olímpicas. Com 21s34, ele foi para a final com o melhor tempo entre os oito classificados.

O medalhista de ouro em Pequim disse que, aos poucos, foi ganhando a certeza de que tinha chances reais de brigar por medalha. "[A crença no ouro] Começou ontem depois da semifinal, quando nadei abaixo do recorde olímpico e senti que podia nadar um pouquinho mais abaixo ainda. Fiquei o dia inteiro pensando nessa prova, mas alguma coisa me ajudou a dormir. Consegui dormir, mesmo nervoso".

Nada mal para o garoto de Santa Bárbara d'Oeste que tentou, antes da natação, ser judoca ou jogador de vôlei. "O problema do judô é que eu era muito mais alto que os meninos da minha idade, então me colocavam pra lutar com os mais velhos e eu levava muita porrada". O vôlei foi uma escolha do pai, também César. Quem definiu a carreira do nadador, porém, foi a mãe, Flávia, que o levou para o Pinheiros em 2003.

Em São Paulo, ele passou a treinar com o nadador que, anos mais tarde, superaria: Gustavo Borges. "Fiquei quase dois anos treinando com ele e aprendi muita coisa. O Gustavo é muito atencioso e perfeccionista, e me ajudou a melhorar minha técnica", conta. Foi o veterano que levou o jovem nadador para Auburn, a universidade em que se consagrou como um dos maiores velocistas do circuito universitário norte-americano.

E foi de Auburn que veio outra peça chave na conquista: o australiano Brett Hawke. Técnico na universidade, ele se integrou à comissão técnica da equipe brasileira à pedido de Cielo, para manter o programa de treinos tão vitorioso que o brasileiro fazia nos EUA. Ex-nadador olímpico, Hawke foi sexto em Atenas-2004.

"O que eu sempre digo a ele é que a melhor fase da minha carreira veio quando eu menos pensava nos meus adversários", lembra o técnico. Nos 100 m livre, em que nadou na raia oito, o conselho funcionou para o bronze. Nos 50 m livre, foi ainda mais longe: valeu ouro.

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E o Brasil fez bonito no futebol jogando contra Camarões. Foi constantemente vaiado pela torcida presente no estádio mesmo jogando um bom futebol. Motivo? Não sei, os jogadores camaroneses não são nenhuns coitadinhos, a maior parte de seus jogadores atua em grandes equipes de Futebol. Mas é muito melhor vencer quando há muita gente torcendo contra.


fonte:UOL
foto: UOL e Estadão

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Jogos Olímpicos 2008

César Cielo é bronze na natação




Em Atlanta-1996, Fernando Scherer entrou na final dos 50 m livre com o oitavo tempo. “Não dá”, pensaram. Deu. A medalha de bronze do catarinense nas águas norte-americanas foi a última individual da natação brasileira. Nesta quarta-feira (horário de Brasília), agora nas Olimpíadas de Pequim, a história se repetiu.

Depois de 12 anos do feito de Scherer, coube a César Cielo mais uma vez desafiar os favoritos, cair na água com tempo pior do que o de todos os seus rivais, e sair da água festejando o pódio. O tempo de 47s67 foi o melhor da vida do nadador de Santa Barbara d´Oeste. O melhor da história de um sul-americano.

“Ontem (terça-feira), o professor Ricardo (Moura, supervisor da CBDA, Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos) me lembrou que o Fernando tinha saído da raia oito para o bronze nos 50 m. Disse que já tinha visto essa história. Eu pensei que ele estava louco, mas quando cheguei na piscina, senti que pelo menos o bronze estava aberto. Que dava para pegar”, afirmou o novo medalhista.

O que parecia impossível, também, era prestar atenção à raia oito. Todos que estavam no complexo aquático do Cubo d’Água, em Pequim, tinham seus olhos voltados para as raias centrais, onde a dupla batalhava pelo ouro e prata. Logo ao lado estava Pieter van den Hoogenband, atual bicampeão olímpico da distância.

“Até agora eu não sei ainda como eu fiz isso. Pensei, estou na raia oito, longe da marola. E pior do que oitavo eu não podia ficar. Tentei ir para cima e fiz a minha prova perfeita. Em nenhum momento olhei para o lado", explicou Cielo.

O nadador paulista entrou na água como zebra total. O melhor tempo de sua vida, 47s91, não estava entre os primeiros colocados. Em Pequim, até o início dessa final, tinham sido nadadas oito das dez melhores provas dos 100 m da história, com o recorde mundial da distância tendo sido quebrado três vezes.

Cielo passou pelos primeiros 50 m em terceiro e manteve a colocação no final, com 47s67. Chegou empatado com o norte-americano Jason Lezak, que nadou na raia ao seu lado. Ao final da prova, Cielo olhou para o placar e não acreditou. Seu nome era o quarto na lista. Ele não acreditou. “Olhei, meu nome estava em quarto, mas eu tinha certeza que tinha visto um três ali. Tinha certeza”. Foi então que ele percebeu o empate e, enfim, comemorou.

O brasileiro não conteve a emoção e foi às lágrimas ao falar de seu feito. "É muito bom, parece que era para ser, eu tinha sonhado que tinha ficado em terceiro, mas acordei e falei estou na raia oito. Mas consegui. É muito bom trazer essa medalha para o Brasil".


fonte:UOL

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Brasil leva o bronze no judô

Guilheiro e Ketleyn colocam Brasil no pódio e fazem história


Leandro Guilheiro e Ketleyn Quadros. Cada um a sua maneira, os dois judocas inscreveram seus nomes na história do esporte brasileiro nesta segunda-feira. O paulista tornou-se o primeiro judoca a obter duas medalhas seguidas em Jogos Olímpicos na modalidade. Já a brasiliense se transformou na primeira atleta nacional a subir ao pódio olímpico em uma prova individual em todos os tempos.

Por caminhos diferentes, os dois também construíram sua chegada às Olimpíadas de Pequim. O primeiro alcançou a glória em Atenas-2004, mas enfrentou três cirurgias, quatro problemas físicos sérios e não conquistou títulos importantes fora do país. E apontava apenas um responsável. "Sou o culpado pelas lesões. Não por maldade, mas por falta de autoconhecimento. Em todos os treinos, eu passava do meu limite", reconheceu o judoca em entrevista ao UOL Esporte antes de embarcar para Pequim.



A auto-sabotagem tirou o atleta do cenário internacional e poucos confiavam em uma boa performance na China. Na mesma categoria, Ketleyn Quadros ainda buscava seu espaço no judô nacional quando Guilheiro subiu ao pódio em Atenas. Ela chegou à seleção brasileira, mas não conseguia superar Danielle Zangrando, medalhista mundial.

A virada só veio neste ano, quando a brasiliense obteve bons resultados em eventos internacionais e ainda viu a concorrente se machucar. A opção da técnica Rosicléia Campos levou a ex-titular a reclamar que não teve chance de provar que poderia ir às Olimpíadas. Porém, a escolha foi mantida.

Se houve diferenças, em comum os dois medalhistas de bronze levaram a desconfiança que alcançariam bons resultados nesta segunda e também um sorteio desfavorável. A brasiliense teve de enfrentar logo na segunda rodada a holandesa Deborah Gravenstijn, dona de 17 medalhas em etapas da Copa do Mundo. Ketleyn perdeu e teve de enfrentar a espanhola Isabel Fernandez, campeã olímpica em Sydney-2000. A brasiliense ganhou o desafio e, a partir daí, embalou para a inédita conquista.

"Tudo aconteceu muito rápido. Não sei explicar. Quando ganhei, eu não acreditei", disse Ketleyn, que tratou de observar rapidamente duas pessoas que assistiam orgulhosas ao seu triunfo nas arquibancadas: a mãe e a madrinha. "Fiquei só olhando para as pessoas vendo qual a reação delas", resumiu a primeira brasileira com uma medalha em prova individual.

Guilheiro passou um verdadeiro sufoco na estréia e chegou a estar perdendo para o argentino Mariano Bertolotti. A virada só veio no minuto final, quando o atleta nascido em Suzano forçou três punições e ganhou. Porém, na terceira luta, veio o duelo com o sul-coreano Ki Chun Wang, campeão mundial. O brasileiro dificultou a vida do rival, forçou a prorrogação, mas sucumbiu. Assim, teve de enfrentar a repescagem, mas, a exemplo de Atenas-2004, soube manter o equilíbrio emocional para ganhar duas lutas e levar o bronze.

"Passei por tantas dificuldades nesses últimos três, quatro anos, que só participar dessa Olimpíada já era um presente. E recebi essa dádiva que é ganhar a medalha. Mas o fato por si só de estar aqui já é uma dádiva", celebrou o paulista, que comemorou o seu 25º aniversário na China, quatro dias antes de entrar para a história do judô como o único a conseguir duas medalhas consecutivas em Olimpíadas. Até então, apenas Aurélio Miguel fora a dois pódios, mas ele foi ouro em Seul-1988 e bronze em Atlanta-1996.

As medalhas de bronze foram o desfecho para um dia que ainda teve uma arrasadora vitória da seleção feminina de vôlei sobre a Rússia por 3 sets a 0, com incríveis 25-14, 25-14 e 25-16. "Foi a vitória mais fácil que tive na seleção sobre elas. Foi demais", resumiu o técnico José Roberto Guimarães. Um triunfo que foi uma pequena vingança das derrotas sofridas para a mesma adversária na semifinal das Olimpíadas de Atenas-2004 e na decisão do Mundial do Japão-2006.

Os favoritos Ricardo e Emanuel ganharam outra no vôlei de praia, a nadadora Gabriella Silva conquistou o sétimo lugar na final dos 100 m borboleta, e a seleção feminina de handebol empatou com a Hungria, uma das potências mundiais, por 28 a 28. O dia também foi emocionante com uma final notável do revezamento 4 x 100 m livre da natação, em que os EUA melhoraram em 3s59 o recorde mundial, mas ganharam por apenas 0s09 da França e apenas na braçada final de Jason Lezak. Além das duas equipes, outros três quartetos ficaram abaixo da antiga marca.



fonte:UOL Esporte

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos

Pequim 2008


A cerimônia de abertura dos jogos olímpicos, ensaiada durante 10 meses teve um resultado extraordinariamente belo, onde a história milenar chinesa se misturou à tecnologia do século 21, transformando o estádio do Ninho do Pássaro, em Pequim, num imenso painel de luzes, cores e harmonia.















A pérola da cerimônia de abertura ficou por conta de Galvão Bueno, narrador esportivo da TV Globo, comentando sobre o Tai-Chi-Chuan, chama-a de dança e compara à nossa Capoeira. Semelhanças? Deve ser porque as pessoas se movimentam nos dois casos. Capoeira é uma luta que se desenvolve numa roda e onde é preciso que dois lutadores participem, e Tai-chi-chuan é uma arte marcial. Claro que os repórteres que participavam da narração, sutilmente o corrigiram.

. . .


Enquanto isso, num imenso país da America Latina, onde o populismo arcaico ainda impera na voz de seu lider máximo, Lula diz que quer que as Olimpíadas de 2016 seja no Brasil e para os pobres. E eu, cara-pálida, que faço parte da elite esmagada pelos maiores impostos do mundo, como entraremos nessa festa? Bem, espero que até lá, Lula esteja em outra dimensão...


foto:UOL
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