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segunda-feira, 11 de março de 2013

Cadê o básico?






Ah, e os teatros, cadê? E o incentivo, cadê? Tinha que haver uma maior movimentação no Brasil, tinha que ter teatro nas escolas, criar plateia. Teatro não é só entretenimento, teatro mostra o retrato cultural do país. Você acaba deixando tudo na mão do público. E o público, com essa vida difícil, só quer ver comédia. Você não precisa assistir Romeu e Julieta e Hamlet todo dia, mas, um dia, você precisa ter vontade de ver. Você precisa entender um pouco de Shakespeare. Mas eu compreendo a razão de o povo não querer entrar num teatro e assistir três horas de Hamlet: ninguém ensinou. Tem que ter teatro nas escolas, tem que ter música nas escolas, é óbvio. Mas, amor, não tem nem merenda nas escolas, não tem professor nas escolas, como eu vou exigir que tenha teatro? O que eu estou exigindo hoje do meu país é saúde e segurança. Minha grande luta é essa, apesar de ser atriz e produtora. Eu adoraria poder exigir teatro, mas, me pergunto: como vou exigir teatro se não tem hospital, Jesus Cristo?

Luana Piovani



fonte:Estadão

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O câncer no Brasil





No ano passado, aproximadamente 60 mil pacientes não puderam submeter-se aos serviços de radioterapia, e 80 mil não conseguiram ser operados para extração de um tumor: "Além de não conseguir atender a todos — na radioterapia o índice de não atendidos é de 34% e em cirurgia, de 53% — os pacientes começam o tratamento muito depois do tempo devido. No caso dos procedimentos de quimioterapia, o tempo de espera médio foi de 76,3 dias, e apenas 35% dos pacientes foram atendidos com 30 dias (prazo recomendado pelo Ministério da Saúde). Na radioterapia, o resultado é ainda pior: 113,4 dias de espera e apenas 16% atendidos no primeiro mês."

fonte:Folha de S.Paulo - 3 de novembro

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Falta remédio contra câncer em hospital de Heliópolis



O Hospital Heliópolis, referência na zona sul no atendimento a pacientes com câncer, está sofrendo há mais de um mês com a falta de medicamentos para tratamento quimioterápico.

A unidade é administrada pelo governo estadual.

De acordo com pacientes e funcionários do hospital, os remédios usados no combate ao câncer em falta são: xeloda, temodal, erlotinibe, sunitinibe, lapatinibe e everolimus.

Os pacientes com reumatismo também têm dificuldade para encontrar sulfassalazina, azatioprina e metotrexato.

Também há reclamações da falta de materiais básicos, como luvas, seringas, ataduras e respiradores, e do número insuficiente de médicos e funcionários, além de aparelhos médicos sucateados usados, especialmente, no pronto-socorro.

Resposta


A Secretaria de Estado da Saúde informou que o Hospital Heliópolis é considerado o quarto melhor hospital de oncologia da cidade de São Paulo.

A direção do hospital esclarece que nenhum paciente cadastrado teve o tratamento interrompido por falta dos medicamentos citados.

No caso do everolimus, a pasta diz que houve falta pontual, por atraso do fornecedor.

A secretaria afirma ainda que não foi constatada falta de materiais. O pronto-socorro não irá fechar nos fins de semana, mas é dada prioridade para os casos mais graves.

"Também não procede a informação sobre a saída de 260 médicos", afirma. O hospital recebeu em outubro R$ 2,8 milhões para modernização.



fonte: Agora São Paulo

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Brasil






Qual será o próximo Ministério recheado de corruptos? Aceitam-se apostas!


imagem:Google

quinta-feira, 17 de março de 2011

Obama no Brasil





A visita de Barack Obama ao Brasil levantou uma questão bizarra, o ciúme. É possível ler nos jornais de hoje que partidários do PT, ligados ao governo anterior, leia-se Presidente Luis Inácio Lula da Silva, se sentem incomodados por Obama vir ao Brasil na gestão da Presidente Dilma Russef e não ter vindo na de Lula.

Não sei se é pra rir ou pra chorar.


fonte:jornal
imagem:Google

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Populismo cruel






Grande vantagem oferecer ao utente remédios para a pressão e diabetes com custo zero enquanto triplicam, provavelmente para compensar a perda do lucro, os demais remédios.

O remédio Sinvastatina, que antes custava mais ou menos 11 reais, no Programa Farmácia Popular (do Governo Federal), agora custa mais ou menos 41 reais. Felizes daqueles que só têm problemas de pressão ou diabetes, coitados de todos os outros.

Façam as contas: o salário mínimo aumentou para 545 reais, um remédio custa 41 reais e o governo está pensando no povo? Não me parece.



quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Desigualdade na educação 'é calcanhar de Aquiles do Brasil', diz jornal






Uma análise publicada nesta quarta-feira pelo jornal francês Le Monde afirma que as desigualdades no sistema educacional são o "calcanhar de Aquiles do Brasil".

Intitulado "As desigualdades da educação, calcanhar de Aquiles do Brasil", o artigo repercute o resultado de um levantamento da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coloca o nível educacional do Brasil no mesmo nível de Trinidad e Tobago.

"Elogiado por seus inúmeros progressos nos campos econômico e social, o Brasil permanece estagnado em uma área crucial: a educação", diz o texto.

A análise nota que o país conseguiu "praticamente vencer" o analfabetismo entre os mais jovens, mas "continua a castigar um em cada dez brasileiros de 15 a 17 anos". "Na prática, a escolarização não é universal."

Para o jornal francês, "o marasmo brasileiro é resultado em parte da democratização do ensino promovida nos anos 1990. O afluxo de milhões de novas crianças levou a uma queda no nível de ensino, acentuada pela rejeição a expulsar os piores estudantes de das escolas".

"A mediocridade do ensino público está no centro do problema", diz o texto, segundo o qual "os professores são mal formados e mal pagos". "Muitos têm pouca bagagem escolar e experiência", afirma o Monde.

Além disso, "a estrutura federal do Brasil – em três escalões – agrava esses fenômenos" ao criar mais burocracia e abrir espaço para a corrupção no setor.

"Assim se perpetua, com algumas exceções, um ensino de base em dois níveis: público, gratuito, muitas vezes em estado de calamidade, para as crianças das famílias pobres; privado, pago, de bom nível, para os filhos das famílias abastadas, mais bem preparados para o vestibular e gozar do terceiro ciclo e dos centros de pesquisa financiados com dinheiro público", descreve o vespertino francês.

O jornal avalia que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ensaiou algumas ações, "reais, embora tardias e insuficientes". Exemplo disso é o orçamento da saúde, que "tem crescido, mas permanece muito longe, em termos per capita, dos níveis do Chile ou a Argentina", lista o artigo.

"O Brasil tomou consciência do seu calcanhar de Aquiles diante de uma dupla urgência, econômica e social. De um lado, seu forte crescimento obriga à formação da mão-de-obra qualificada que lhe falta, sob pena de perder competitividade. De outro, uma classe média em plena ascensão reivindica seu direito ao conhecimento, chave de um futuro melhor", avalia o vespertino francês.

"Esta dupla necessidade deveria incitar a presidente eleita, Dilma Rousseff, a prolongar o ciclo virtuoso que mal começou a ser esboçado sob o governo de seu predecessor."


. . .



E "vencer o analfabetismo" é muito relativo e só para dar um exemplo do que é "vencer o analfabetismo" temos o Deputado "Tiririca" que não é analfabeto absoluto. E seguindo a lógica concluo que está todo mundo muito satisfeito com a educação no Brasil, mesmo sendo como ela é.

Quando eu falo... mas ninguém me leva a sério...


terça-feira, 9 de novembro de 2010

IDH do Brasil está abaixo da média da América Latina e é inferior ao do Peru




De acordo com o ranking anual de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) realizado pela ONU (Organização das Nações Unidas), o Brasil, com nota de 0,699, obteve uma nota abaixo da média da América Latina, que foi de 0,704. A média brasileira, no entanto, ainda é superior à mundial, que alcançou 0,624.

O Chile é o país latino-americano mais bem colocado, no 45º lugar e nota de 0,783, seguido pela Argentina (46º). Na América Latina, o Brasil também aparece atrás de Uruguai (52º), Panamá (54º), México (56º), Trinidad e Tobago (59º). Costa Rica (62º) e Peru (63º).


Sobe e desce


A mudança de metodologia provocou alterações importantes no ranking dos países. A França caiu de 8º para 14º, enquanto Israel perdeu 12 posições e recuou de 15º para 27º. Por outro lado, o pequeno principado de Liechtenstein, que no ano passado era o 19º, na versão 2010 do levantamento figura em sexto.

Após figurar em 13º no ano passado, os Estados Unidos subiram para a 4ª colocação, à frente do Canadá - país vizinho e tido como exemplo de desenvolvimento no mundo.

Cuba, que em 2009 figurava em 51º lugar, não aparece na lista deste ano, devido à mudança de metodologia (o país não teria os indicadores requisitados pela ONU para compor o índice).


Nova metodologia

A formulação do IDH, índice criado em 1990, passou por uma grande mudança este ano, segundo a ONU. Devido à nova metodologia, não se pode comparar o novo IDH de 2009 com índices anteriores.

O índice manteve suas características principais — varia de 0 a 1 (quanto mais próximo de 1, maior o nível de desenvolvimento humano) e engloba três aspectos essenciais do desenvolvimento humano: conhecimento (medido por indicadores de educação), saúde (medida pela longevidade) e padrão de vida digno (medido pela renda).

A ONU também mudou os indicadores de renda e educação. Devido à reformulação, houve uma redução no número de países e territórios abrangidos: 15 (além de Cuba, foram excluídos Omã e Líbano, por exemplo) saíram da listagem por não disporem de informações verificáveis para pelo menos um dos quatro indicadores usados no índice.


IDH - Índice de Desenvolvimento Humano é uma medida comparativa que engloba três dimensões: riqueza, educação e expectativa de vida ao nascer. É uma maneira padronizada de avaliação e medida do bem-estar de uma população.



fonte:UOL

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

A política me deprime



Falo muito pouco, ou quase nada sobre política aqui no Nuvens, não que eu não goste (aliás, me interesso bastante), até porque a questão não é gostar ou não. Apenas o objetivo deste blog é falar de poesia e arte, bem mais do que qualquer outro assunto. Às vezes acontece de achar um assunto interessante ou simplesmente o assunto me incomodar e isso ser o suficiente para que eu tenha vontade de falar sobre ele e fugir da linha deste Nuvens.

E foi o que aconteceu hoje depois de assistir o Jornal na TV e ficar decepcionada com o rumo da política por aqui.

Não tenho nada contra manifestações, desde que pacíficas, mas violência e agressão, não. É demais para minha cabeça essa gana de poder, seja de que lado for. Nunca foi do meu feitio me cegar por idealismo político, e há muito tempo tenho um (um não, dois) pé atrás com relação à política na América Latina de uma forma geral.

Não acredito em "Salvador da Pátria" - ou "Salvadoras" - e também já há algum tempo decido meu voto (ou a nulidade do mesmo) utilizando a eliminação dos defeitos, bem mais que a crença nas virtudes.

Segue a notícia, mas abro um parênteses para mencionar que o PT se pronunciou numa nota ao Jornal que assisti contra o ato de violência e se eximiu de culpa. Não vá lá alguém dizer aqui, nos comentários, que só escrevi para apontar o dedo contra o PT.

Só mais uma coisa: infelizmente li a mesma notícia em Jornais estrangeiros (e como não sairia, não é mesmo?). Acho isso deprimente.

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"O candidato do PSDB, José Serra, foi agredido na tarde desta quarta-feira, quando fazia uma caminhada pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. Militantes do PT confrontaram com bandeiras a comitiva do tucano, gerando muito empurra-empurra. De acordo com o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o presidenciável chegou a ser ferido na cabeça.

Segundo o pastor Maurício Teixeira, que estava ao lado de Serra no momento de maior conflito, um militante petista atirou uma bonina de adesivos de papel, que acertou a cabeça do candidato.

O empurra-empurra entre os militantes tucanos e petistas começou na metade final da caminhada, depois que os cabos eleitorais do PT passaram a xingar Serra. No meio da confusão entre as militâncias, o objeto teria sido lançado na cabeça do presidenciável. Comerciantes fecharam as lojas com medo da briga.


Serra seguiu para uma clínica onde fez uma tumografia e alguns exames. A assessoria de Serra cancelou a visita às obras do Maracanã e embarcou no final da tarde para São Paulo."


. . .



Serra não foi o único atingido, houve jornalistas atingidos também, ou seja, sobrou para quem estava por lá.

E infelizmente eu tenho que perguntar: se Serra ganhar as eleições acontecerá o quê? Estamos ou não numa Democracia?


fonte e foto: texto editado daqui

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

O Brasil sangra...

O peso da corrupção, por Míriam Leitão



É evidente que houve um aumento da corrupção no governo. Houve um momento em que era comum dizer que o rigor da apuração dava a impressão de mais corrupção. Agora, é difícil esconder. O caso Erenice traz sinais inquietantes. Um deles é a sem-cerimônia com que uma família no coração do governo se espalhou em lobbies, nepotismo, conflitos de interesse.

Cinco anos depois do mensalão, e já sabedores de que alguns dos suspeitos de 2005 hoje respondem a processo no Supremo Tribunal Federal, os integrantes do grupo em torno da ex-ministra-chefe da Casa Civil faziam seus negócios. Mesmo que se desconsiderem todos os pontos ainda obscuros ou inconsistentes, ainda assim, o que resta é prova clara de que há uma sensação de impunidade no governo.

O ano de 2005 ficará como marco de uma fronteira, e ela não é boa. Naquele ano, após as longas noites que os cidadãos ficaram de vigília acompanhando as estarrecedoras confissões e depoimentos dos responsáveis pelo caso do mensalão, o país tinha dois caminhos: encobrir ou enfrentar. Escolheu o pior. O melhor seria ter debatido a construção dos mecanismos de proteção da sociedade brasileira contra a repetição dos mesmos eventos. O que acabou prevalecendo foi o caminho das versões mutantes do presidente da República, que saiu do "fui traído", para a versão mais conveniente que é a de dizer que é vítima da "elite".

O Brasil está num momento importante da sua história. Venceu vários obstáculos, fez reformas modernizantes, estabilizou a economia e começa a incluir os que estavam à margem do progresso. Isso foi feito por governos diferentes. Somos considerados no mundo um caso de sucesso, temos algumas vantagens em relação aos concorrentes, podemos atrair capital que financie o nosso desenvolvimento.

A corrupção, no entanto, é um entrave político e econômico. Na política, por óbvio. A qualidade das instituições está se deteriorando. Depois do deprimente espetáculo de políticos da base recebendo dinheiro distribuído por um fornecedor do governo, do escatológico dinheiro na cueca, o país não melhorou. Novos escândalos surgiram. No Executivo e no Congresso. O caso do DEM de Brasília, por ter sido tão bem documentado, deixou nas retinas as imagens da corrupção em mãos, meias, paletós, sacolas e bolsas. O resto é um certo cansaço do cidadão, como se tudo isso fizesse parte da paisagem.

Outra forma de distorção é o uso abusivo da máquina pública para fins partidários. A saída do governo, para fugir da acusação de crime político de espionagem de adversários, foi a de rebaixar uma instituição como a Receita a uma recorrente praticante de crime comum.

A compra de dossiê forjado para combater adversários foi banalizada, depois que nada aconteceu com pessoas do comitê de campanha do presidente da República em 2006, que foram apanhadas com a extravagante quantia de R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo.

O rebaixamento dos padrões morais e a repetição produzem descrença no cidadão. Parece um filme visto e revisto. As autoridades afirmam nada saber e invocam o princípio jurídico da dúvida em favor do réu. Que ninguém duvide que esse princípio é fundamental. Mas está na hora de alguém invocar um princípio que proteja a vítima da repetição incessante dos desvios do dinheiro coletivo.

Na economia, os reflexos não são menos corrosivos. Aumentam custos, induzem à ineficiência. Como o grande mercado de qualquer economia é o de compras governamentais de mercadorias e serviços, e como é o setor público que distribui licenças de operação de serviços, todas as empresas se organizam na lógica da corrupção. Em vez de buscar a eficiência, se esforçar por uma tecnologia ou um processo de produção mais barato para ganhar a licitação, é muito mais lucrativo recrutar quem sabe entregar o envelope à pessoa certa. Os funcionários das empresas que sabem aumentar a eficiência, reduzir o custo ou promover o salto tecnológico do produto a ser vendido ao Estado têm menos importância do que os que conhecem corredores, gavetas, bolsos ou contas bancárias das pessoas certas.

Dessa forma, cria-se um ambiente de contágio mútuo, um círculo vicioso. Quanto mais a empresa corrompe, mais o Estado é corrompido. Quanto mais o Estado é corrompido, mais qualquer negócio com ele só pode ser feito mediante o pagamento por fora. Quanto mais se paga propina, mais o serviço encarece e perde qualidade. Quanto mais avança esse processo, mais se criam privilégios e cartórios.

Num país assim, os melhores investidores não entram. O risco e o grau de incerteza crescem. O país passa a atrair investidores que sabem jogar o mesmo jogo e isso acaba contaminando também o capital externo que entra.

A corrupção tem de ser vencida, porque é um obstáculo ao progresso político, econômico e institucional. Mas essa grave barreira ao nosso futuro é discutida aos espasmos, a cada novo escândalo. A solução não é pregar o moralismo que já nos levou a outros descaminhos. A solução sempre será prestação de contas, transparência e punição.


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Mas não voltei ainda.



fonte:Míriam Leitão

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Simpáticos, cordiais e canalhas

por Nelson Motta


Cuidado com os simpáticos e cordiais, sempre advirto minhas filhas, e mais ainda com os bajuladores e paparicadores: são condições básicas necessárias para o exercício da canalhice. Claro, se além de canalha o cara é antipático, grosso, mal-educado, fica bem mais difícil encontrar vítimas para as suas canalhices. Poderá ser apenas um bandido óbvio. Canalhas não, eles podem ser vistos até como pessoas "respeitáveis", podem ser muito queridos pela família, pelos amigos e aliados, que se beneficiam das suas canalhices, sem passar vergonha na rua, na escola e no trabalho. É o canalha gente boa.

Nada contra a simpatia ou cordialidade, pelo contrário, com elas a vida e a convivência se tornam muito mais agradáveis, civilizadas e produtivas, e me esforço diariamente para usá-las como um estilo de vida. Não uma arma.

Assim como o psicanalista Hélio Pellegrino dizia que a inteligência voltada para o mal é pior do que a burrice, a simpatia e a cordialidade, quando usadas para o exercício da canalhice, são piores do que a secura e a dureza no trato. É o estilo preferido dos políticos brasileiros, dos grandes ladrões públicos, dos oligarcas que enriquecem com a política, mas não abrem mão de uma aura de respeitabilidade e prestígio - que lhes permite continuar nas canalhices.

São pessoas aparentemente doces e carinhosas, paizões e vovôzinhos, que defendem o clã em qualquer circunstância. São generosos e tolerantes com familiares, amigos e agregados, mas sempre com dinheiro público. São contadores de causos pitorescos, gostam de citar provérbios populares de suas regiões, aparentam simplicidade interiorana, mas são raposas urbanas vorazes e vaidosas. Espertos, bem informados e maledicentes, são fontes disputadas por jornalistas, que em troca os poupam de maiores críticas. Católicos fervorosos, mantém laços estreitos com o candomblé, mas jamais o admitem.

Eles são muitos, estão no Senado, na Câmara, em altos cargos da administração pública, estão todos ricos, poderosos e impunes. Em Brasília, os que os conhecem pessoalmente confirmam que são simpáticos e cordiais. Em bora canalhas


fonte: Jornal O Globo, pág.7, de 24 de julho de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

ÉEEEEEEEEEEEEEEE TRICAMPEÃO!!! BRASIL!!!

BRAZIU, ZIU, ZIU!

Ô joguinho nervoso... com um primeiro tempo medíocre, ganhar de virada foi mais gostoso. Ainda bem que brasileiro é surdo, pulei, gritei, xinguei e ninguém reclamou.


Lúcio, a raça do brasileiro



O gol roubado









Um domingo prá lá de feliz!!!


fotos:UOL

terça-feira, 16 de junho de 2009

Comissão do Senado aprova projeto de lei que propõe fim de fusos horários no país

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado aprovou hoje (16) projeto de lei de autoria do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) que acaba com os fusos horários no país.

Pela proposta, todos os Estados passam a adotar o horário de Brasília (hora legal). A matéria ainda será analisada em caráter terminativo pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Se aprovado, o projeto de lei segue para apeciação na Câmara.

O relator do projeto, Gim Argello (PTB-DF), acredita que, como há consenso, ele pode ser aprovado no Senado antes do recesso parlamentar de julho.

Para o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), o processo integraria diferentes mercados, além de facilitar transmissões de televisão, rádio e horários de viagens. Interlocutor do governo na Casa, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que o governo federal e os dos Estados são inteiramente favoráveis ao projeto.

O território brasileiro é cortado por três fusos horários, mas a maioria do país adota a hora de Brasília, chamada hora legal brasileira, estabelecida pelo Decreto 2.784, de 18 de junho de 1913.

Apenas o arquipélago de Fernando de Noronha e a ilha da Trindade seguem o primeiro fuso, com duas a menos em relação à base de cálculo internacional de horário, Greenwich, e Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre seguem o terceiro fuso, com quatro horas a menos.

O texto do projeto não modifica o horário de verão.


fonte:UOL

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Terra de aves, Brasil desperdiça potencial turístico de observação

O Brasil é segundo país do mundo com maior diversidade de aves. Com 1.822 espécies, fica atrás somente da Colômbia (1.865 espécies). Contudo, o turismo para observação desses animais, mais conhecido pelo termo em inglês "birdwatching", ainda é fraco por aqui.

Segundo Guto Carvalho, coordenador da Avistar (Encontro Brasileiro de Observação de Aves), o país recebe cerca de 2.000 observadores de aves por ano. Se forem consideradas as pessoas que vêm ao país a negócios e que aproveitam para praticar a avistagem, o número sobe para 5.000. É pouco para o potencial da biodiversidade brasileira.

O terceiro país em diversidade de aves, o Peru (com 1.820 espécies), recebe em média 18 mil pessoas por ano, segundo Omar Barreda, da Comissão de Promoção do Peru para Exportação e Turismo. Hoje, a maioria dos turistas de observação de aves no Brasil é estrangeira.

"Cada turista fica em média de uma semana a dez dias. Nesse tempo, gasta cerca de US$ 2.000. Mais até, se incluirmos as passagens internacionais e guias. É difícil prever, mas a médio prazo esse mercado pode crescer de 300% a 500%. Assim, se continuar a incentivar esse tipo de turismo, o Brasil pode ganhar US$ 10 milhões por ano", afirma Carvalho.

Para tentar estimular a atividade, a Abeta (associação brasileira do ecoturismo) criou neste ano um material sobre a observação de aves no Brasil, em inglês, para ser distribuído no exterior. A ação tem o apoio da Embratur e do Ministério do Turismo. Em agosto, o folheto já foi distribuído na British Bird Fair, em Londres.

Israel Waligora, diretor socioambiental da Abeta, ressalta que foi "a primeira vez que o Brasil esteve presente institucionalmente nessa feira". "Em anos anteriores, algumas empresas e guias participavam de forma isolada e desarticulada", afirma o dirigente.

O país, porém, muitas vezes não facilita a prática e até a atrapalha. Segundo José Fernando Pacheco, diretor do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos, o melhor horário para fazer observação é ao nascer do Sol, mas muitos parques só abrem após as 8h. "No Bosque da Barra, no Rio, se você faz jogging pode entrar antes de o parque abrir oficialmente, mas se está com binóculos não pode", diz. "Alguns até tentam fingir que são corredores."

Pacheco conta também que na reserva biológica Sooretama, no Espírito Santo, não são mais permitidos observadores de aves. Segundo ele, a justificativa é que o uso de "playbacks" de cantos de pássaros -as "iscas" sonoras para atrair as aves- estressa os animais. "Mas em 30 anos eu nunca vi problema nenhum. Nos EUA, em que num espaço pequeno existem 500 pessoas usando "playback", pode haver prejuízo, mas aqui é diferente", afirma.

Conservação
Na opinião dos organizadores da atividade, a observação de aves pode ajudar na conservação das espécies e, também, no aumento de conhecimento científico. Muitos observadores passam dicas sobre novas aves a cientistas ou redescobrem espécies consideradas extintas. Delta Willis, da entidade americana Sociedade Nacional Audubon, diz que há cem anos observadores de aves têm participado da contagem anual de animais feita pela instituição.

"Essas informações vão para o relatório da situação das aves, que contém boas e más notícias. "Birdwatchers" documentaram, por exemplo, o retorno da águia-americana, que esteve à beira da extinção, e o declínio de aves comuns, como a codorna "bobwhite" [Colinus virginianus]", afirma Willis.

Apesar de a observação de aves ainda não ser popular no Brasil, um evento com congressos sobre o tema, o Avistar, cresce ano a ano. Em 2006, o público foi de 3.000 pessoas, no ano seguinte, passou para 15.000 e, neste ano, 25.000.

"A observação de aves era um assunto de pequenos clubes e de cientistas, ornitólogos. De alguns anos para cá esse número começou a crescer exponencialmente", diz Carvalho. Mas ainda é pouco se compararmos com os EUA -uma pesquisa do governo mostrou que, em 2006, 47,7 milhões de americanos observaram aves.

Riqueza biológica
A América do Sul é o continente mais rico do mundo em aves, assim como a África se destaca por mamíferos. Boa parte dessa diversidade se deve aos Andes. "A Colômbia [que possui 1.865 espécies] tem três cadeias de Andes, uma área de floresta amazônica, um pedaço de Caribe com floresta própria, entre outros ambientes", diz Pacheco. Naquele país, porém, a violência das Farc atrapalha o turismo na Amazônia.

No Brasil, o número passou de 1.590 espécies em 1981 para 1.822 espécies em 2008 -um aumento de 14,5%. A razão do crescimento é principalmente a descoberta de "espécies escondidas", ou seja, perceber que animais classificados como subespécies são, na verdade, outras espécies. Isso só acontece ao estudar melhor os animais e seus hábitos.

Mesmo havendo muitas espécies, não se pode ignorar que elas têm sofrido com a perda de seus habitats por meio do desmatamento. No Brasil, há 160 espécies na lista de ameaçadas de extinção do Ministério do Meio Ambiente (9% do total).

Pedro Develey, diretor de conservação da Save (Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil), diz que, enquanto ainda se descobre a biodiversidade da Amazônia, o país perde populações de outras espécies na mata atlântica e no cerrado.

Avistar - http://www.avistarbrasil.com.br/


fonte:Folha de S.Paulo

domingo, 24 de agosto de 2008

Tecnicamente mais capazes, EUA levam o ouro do Brasil

Brasil é prata no vôlei masculino



A derrota deste domingo na final das Olimpíadas de Pequim para os EUA em 3 sets a 1, por 20-25, 25-22, 25-21 e 25-23, deixou o Brasil com a prata e marcou um período na seleção masculina.

Apesar de vencer o primeiro set contando com ótimo desempenho do meio-de-rede André Heller, a seleção sucumbiu com a atuação do rival Stanley, que arrasou os brasileiros nos saques poderosos, e também com a distribuição de bola do levantador Ball.

O revés tirou dos brasileiros a chance de se tornar o primeiro time a conquistar duas vezes seguidas o título das Olimpíadas e do Mundial. Já os Estados Unidos precisaram superar uma tragédia para chegar ao ouro. No começo da Olimpíada, o sogro do técnico Hugh McCutcheon foi assassinado em Pequim de forma trágica.

Antes mesmo da decisão, o Brasil também já tinha uma perda no grupo que mudou a rotina do time. A história começou há dois anos. Na véspera da final do Campeonato Mundial de 2006, sem conseguir dormir, o ponteiro Giba e o levantador Ricardinho tiveram uma longa conversa. No papo, fizeram um pacto: continuar juntos até a Olimpíada de Pequim.

Na manhã da decisão, a dupla cooptou outros jogadores: o líbero Escadinha, o central Gustavo e o ponteiro Dante. Assim, o Brasil manteria sua espinha dorsal por pelo menos mais dois anos. Mas no percurso o pacto foi drasticamente quebrado com o corte de Ricardinho da equipe.

Capitão da seleção, Ricardinho saiu do time dois dias antes da estréia dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. O técnico Bernardinho alegou problemas no relacionamento com o jogador. Os atletas do grupo apoiaram a decisão.

Sem o levantador, o time seguiu em frente. Conquistou o ouro no Pan depois de 24 anos de jejum, mas perdeu a Liga Mundial de 2008 em casa para os Estados Unidos. Nas Olimpíadas de Pequim, entretanto, o grupo se uniu para tentar ganhar a medalha de ouro. Não deu, ficou apenas com a prata.

Durante a campanha na China, o Brasil passou pelo Egito e Sérvia de forma convicente, mas parou na Rússia, contra quem a equipe tinha caído na decisão do terceiro lugar da Liga de 2008. As vitórias sobre Polônia, Alemanha, China e Itália (na semifinal) deram motivação e esperança. Novamente, os Estados Unidos atrapalharam o sonho de mais um título.

Agora, o pacto será definitivamente encerrado. Gustavo já decidiu sair da seleção, enquanto Escadinha ainda não sabe se irá continuar no time. Até mesmo o técnico Bernardinho coloca em dúvida a sua permanência no comando da seleção.


fonte:UOL

sábado, 23 de agosto de 2008

1ª medalha brasileira no Taekwondo é de Natália Falavigna

Falavigna vence decisão do bronze e ganha 1ª medalha do Brasil no taekwondo



Há quatro anos, Natália Falavigna chegou à semifinal do taekwondo dos Jogos de Atenas, mas fracassou nas lutas que dariam a medalha. O vilão foi o pé direito, quebrado antes da Olimpíada, que a deixou em quarto lugar. Em Pequim-2008, a lutadora paranaense deu a volta por cima.

Mesmo após perder a semifinal, em um combate apático contra a norueguesa Nina Solheim, a brasileira se levantou, reencontrou a determinação que mostrou em suas duas primeiras lutas na China e foi ao pódio, conquistando o bronze na categoria acima de 67 kg. Foi o primeiro do país na modalidade, após Natália e Diogo Silva (68 kg) baterem na trave em 2004, com dois quartos lugares.

"Quando ela perdeu a chance do ouro, ameaçou chorar. Eu não deixei. Disse a ela: 'A sua medalha é a primeira. Não importa a cor'", afirmou o técnico da atleta, Fernando Madureira.

O bronze olímpico em Pequim-2008 é o resultado de um ciclo vitorioso, mas cheio de tropeços de Falavigna. Após Atenas-2004, ela conquistou o Mundial de 2005, em Madri, na Espanha. Somado à performance na Grécia, a paranaense foi alçada ao estrelato e conquistou o Prêmio Brasil Olímpico daquele ano, dado para a melhor atleta brasileira da temporada, entre todas as modalidades.

Ao lado do novo status chegaram também as cobranças. Em 2007, ano mais importante de sua preparação, ela sofreu duas derrotas que a fizeram mudar os planos para os Jogos de Pequim. No Pan-Americano do Rio de Janeiro, na final, e no Mundial de Pequim, ela foi derrotada pela mexicana Rosario Espinoza.

Com a rival engasgada, Natália trocou sua equipe. Chamou a professora-orientadora de seu trabalho de conclusão do curso de Educação Física na faculdade, Lilian Barazetti, para ser sua preparadora.

Convocou também o psicólogo Hélio Gonçalves, que trabalhou com a equipe de revezamento do atletismo prata em Sydney-2000. Durante a preparação, Gonçalves se deslocou semanalmente desde Cascavel (quatro horas de estrada) para trabalhar nos padrões de comportamento da brasileira durante as competições.

A preparação, porém, não resistiu à norueguesa Nina Solheim. Em um combate apático, Natália foi derrotada pela européia na decisão dos juízes, após quatro rounds que terminaram empatados. Na decisão do bronze, a vítima foi a sueca Karolina Kedzierska.


fonte:

O ouro tem sabor especial

Time vitorioso enfim se livra do rótulo de "amarelão" com ouro em Pequim



As derrotas para a Rússia na semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e na decisão do Mundial-2006 e para Cuba na final dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007 deixaram a seleção brasileira feminina de vôlei com uma fama: a de perder o controle nos momentos decisivos. Agora, com o inédito ouro obtido em Pequim neste sábado, em vitória por 3 sets a 1 (25-15, 18-25, 25-13, 25-21) sobre os Estados Unidos, esta equipe consegue a sua redenção e tira qualquer dúvida de que tem uma das melhores gerações na história.

Ao longo da competição, a equipe verde-amarela havia passado sem maiores desafios por seus outros adversários. Um a um, caíram Argélia, as temidas Rússia, Sérvia e Itália, Japão nas quartas-de-final, China na semi e, por fim, os Estados Unidos.

Mas a última vitória foi a mais suada de todas. Depois de terem vencido os sete jogos anteriores sem perderem sets, as brasileiras perderam a segunda parcial do jogo ante as norte-americanas e ainda sofreram para fechar a quarta etapa. Mas conseguiram, e se livraram do estigma de ‘amarelonas’.

Desde que José Roberto Guimarães assumiu o time, em 2003, o Brasil se acostumou a disputar decisões. O grupo foi quatro vezes campeão do Grand Prix, tornando-se uma potência da modalidade. Nos principais campeonatos, porém, a seleção falhava.

O pior deles foi nas Olimpíadas de 2004, quando teve uma campanha parecida com a de Pequim. Foi à fase final invicta, com apenas quatro sets cedidos até as semifinais. No time, a ponta Mari se destacava. Era novata na seleção, mas uma das preferidas da levantadora Fernanda Venturini.

Na semifinal com a Rússia, veio o rótulo. Com erros sucessivos, quando precisava apenas de um ponto para ir à decisão do ouro (24-19 era o placar no quarto set), o elenco perdeu a chance de uma final inédita. Mari, a mais acionada, foi considerada uma das culpadas.

O técnico Zé Roberto se manteve no cargo e proporcionou à Mari, sempre uma das jogadoras de melhor desempenho nas estatísticas, novas chances de redenção. Após a pressão de 2004, o novo revés no Mundial de 2006 aumentou o drama. Naquela final, a mesma Rússia voltou a atrapalhar o Brasil. A seleção estava a dois pontos de ganhar o título, mas levou a virada das russas.

O que parecia mera coincidência se repetiu em 2007. Já vista como uma das mais fortes no mundo, a seleção não “amarelava” até a fase final das competições. Ganhava os jogos, assumia a posição de favorita ao título, mas depois vinha a decepção. No Pan de 2007, não foi diferente. Depois de atropelar as rivais, o Brasil desperdiçou uma série de match points na decisão contra Cuba. Resultado: medalha de prata em casa.

O título nas Olimpíadas poderá servir, então, para apagar qualquer imagem de derrota do time. Para o técnico, o ouro é uma resposta a uma geração que merecia mais prestígio. “Esse é um dos times mais vencedores de todos os tempos”, disse o técnico Zé Roberto, antes da final contra os Estados Unidos.

"Aqui a gente estava muito tranqüilo porque todo o trabalho foi planejado e feito. Muitas das críticas que recebemos nós merecemos, porque a gente não conseguia fechar algumas partidas. Aquilo doía na gente porque a gente não queria admitir. Eu sabia que o time tinha caráter, tinha brio, tinha garra, que poderia ganhar de qualquer time do mundo, mas as derrotas aconteceram. Acho que a gente aprendeu, não adianta de sair batendo em todo mundo. Tem que se trabalhar. Só fica a história e essa medalha vai ficar pra sempre", encerrou o treinador.


n.r.: Num jogo não se tem certeza absoluta de nada, mas a confiança no time de vôlei feminino era grande e não fomos decepcionados. Agora falta o vôlei masculino. Será outra parada dura, mas já vencemos da Itália. É esperar pra ver e torcer muito.


fonte:UOL

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

É ouro, Maureen. É ouro!!!

Por um centímetro, Brasil leva o ouro no salto em distância



A consagração olímpica de Maurren Maggi chegou oito anos depois de sair dos Jogos de Sydney-2000 machucada e cinco após o pesadelo de 2003. Na manhã desta sexta-feira (noite em Pequim), a brasileira exorcizou definitivamente seus demônios. Com um salto de 7,04 m logo em sua primeira tentativa, conquistou nos Jogos Olímpicos de Pequim a primeira medalha de ouro feminina do Brasil.

A saltadora superou feito conquistado pela judoca Ketleyn Quadros, que faturou também na China a primeira medalha brasileira individual, com o bronze. Antes de 2008, nenhuma atleta do país havia superado o quarto lugar. A primeira a alcançar este resultado foi Aída dos Santos no salto em altura, em Tóquio-1964. Quarenta anos depois, Natália Falavigna ocupou este posto na categoria acima de 67 kg do taekwondo, após ser derrotada pela venezuelana Adriana Carmona.



Apenas em sua segunda participação olímpica, apesar dos 32 anos, a atleta vai ao pódio pela primeira vez para coroar uma das carreiras mais bem sucedidas e conturbadas do esporte nacional. Até chegar ao atual ciclo olímpico, Maurren Maggi viveu um verdadeiro calvário.

Nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, ela chegou como uma das favoritas ao ouro. Sua marca até então, 7,26 m, de junho de 1999, a colocava no seleto grupo das atletas que passaram dos 7 metros. A marca é tão boa que, desde então, somente três atletas saltaram mais longe em todo o planeta, todas russas: Tatyana Kotova (7,42 m em 2002), Tatyana Lebedeva (7,33 m em 2004) e Irina Simagina (7,27 m em 2004).

n.r.: Dessa vez, sofri e me emocionei. Por toda a trajetória da Maurren, valeu a pena tanta emoção.


fonte:UOL

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Yeah, Yeah, Yeah

Brasil despacha a China e vai para a final no Volei feminino e é prata na Vela com Scheidt e Prada






fotos: UOL

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Brasil, na vela, leva o bronze

Fernanda Oliveira e Isabel Swan conquistam outra medalha para o Brasil



Há quatro anos, nas Olimpíadas de Atenas, Fernanda Oliveira e sua proeira na época, Adriana Kostiw, disputaram os Jogos com um barco velho, de uma geração anterior ao de todas as suas concorrentes. Elas foram a grande surpresa da delegação de vela brasileira na época, conquistando a classificação apenas na última hora.

Mesmo assim, começava ali o projeto olímpico que, nesta segunda-feira, terminou com a medalha de bronze na classe 470 feminina, a primeira de velejadoras brasileiras nos Jogos Olímpicos. "Esse é o resultado de um trabalho de quatro anos, em que as meninas evoluíram muito. A Fernanda montou uma equipe em forma da dupla, me contratou, trouxe a Bel para Porto Alegre, usou psicólogo, personal trainer. Foi um 'pool' de esforços que terminou com esse terceiro lugar", afirmou o técnico Paulo Ribeiro, que trabalha com a dupla desde 2005.

Ao voltar dos Jogos de Atenas, Fernanda resolveu adotar uma estratégia nova para a campanha olímpica seguinte. Conseguiu um patrocinador que se prontificou a investir durante quatro anos e montou toda uma estrutura para tirar a vela feminina da sombra masculina no país. Com dinheiro, conseguiu trazer uma proeira novata, mas que mostrava talento, a niteroiense Isabel Swan, para morar no Rio Grande do Sul, nas águas do Rio Guaíba.

Aos poucos, os resultados foram aparecendo. Em 2006, já com um ano de treinos, as duas terminaram em quarto lugar na Semana de Kiel, na Alemanha, uma das mais importantes da vela mundial. Um mês depois, veio a Semana Pré-Olímpica de Qingado. Na mesma raia em que os Jogos Olímpicos foram disputados, elas conquistaram o quarto lugar, aproveitando o bom desempenho nos ventos fracos chineses.

Um mês depois, agora em Rizhao, também na China, veio a prova mais forte de que o projeto estava no caminho certo. O quarto lugar no Mundial de 470 foi o melhor resultado de uma dupla brasileira em classes olímpicas na história. A partir daí, Fernanda e Isabel passaram a despertar atenção entre as concorrentes.

"Antes, quando a gente chegava nas regatas, ninguém dava atenção. A partir do Mundial, começaram a nos notar, observar mais, chamar a gente para treinos conjuntos", lembra Fernanda. Desde então, as brasileiras só evoluíram. Mesmo em uma classe competitiva, chegaram entre as dez primeiras em seis das sete regatas internacionais que disputaram depois do Mundial.

A única em que tiveram um desempenho ruim foi na Semana Olímpica Francesa, em Hyéres, em abril desse ano, na qual acabaram em 19º lugar. Na sequência, porém, conquistaram o vice-campeonato da Semana Olímpica da Holanda, melhor resultado da carreira da dupla em competições internacionais.

Em todo esse período, elas contaram com um intercâmbio com a dupla da Itália, Giulia Conti e Giovanna Micol, então líderes do ranking mundial. As européias, que chegaram em Pequim como favoritas e terminaram fora do pódio, vieram ao Brasil várias vezes, para treinar com as brasileiras. "Esse intercâmbio foi proveitoso. Pudemos aprender muito", conta Fernanda.

. . .


E hoje, sumiu, desapareceu, escafedeu-se uma das varas de Fabiana Murer, uma das favoritas no salto com vara. Tomara que isso não a atrapalhe nas próximas provas.


fonte:UOL
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