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sábado, 23 de agosto de 2008

O ouro tem sabor especial

Time vitorioso enfim se livra do rótulo de "amarelão" com ouro em Pequim



As derrotas para a Rússia na semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e na decisão do Mundial-2006 e para Cuba na final dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007 deixaram a seleção brasileira feminina de vôlei com uma fama: a de perder o controle nos momentos decisivos. Agora, com o inédito ouro obtido em Pequim neste sábado, em vitória por 3 sets a 1 (25-15, 18-25, 25-13, 25-21) sobre os Estados Unidos, esta equipe consegue a sua redenção e tira qualquer dúvida de que tem uma das melhores gerações na história.

Ao longo da competição, a equipe verde-amarela havia passado sem maiores desafios por seus outros adversários. Um a um, caíram Argélia, as temidas Rússia, Sérvia e Itália, Japão nas quartas-de-final, China na semi e, por fim, os Estados Unidos.

Mas a última vitória foi a mais suada de todas. Depois de terem vencido os sete jogos anteriores sem perderem sets, as brasileiras perderam a segunda parcial do jogo ante as norte-americanas e ainda sofreram para fechar a quarta etapa. Mas conseguiram, e se livraram do estigma de ‘amarelonas’.

Desde que José Roberto Guimarães assumiu o time, em 2003, o Brasil se acostumou a disputar decisões. O grupo foi quatro vezes campeão do Grand Prix, tornando-se uma potência da modalidade. Nos principais campeonatos, porém, a seleção falhava.

O pior deles foi nas Olimpíadas de 2004, quando teve uma campanha parecida com a de Pequim. Foi à fase final invicta, com apenas quatro sets cedidos até as semifinais. No time, a ponta Mari se destacava. Era novata na seleção, mas uma das preferidas da levantadora Fernanda Venturini.

Na semifinal com a Rússia, veio o rótulo. Com erros sucessivos, quando precisava apenas de um ponto para ir à decisão do ouro (24-19 era o placar no quarto set), o elenco perdeu a chance de uma final inédita. Mari, a mais acionada, foi considerada uma das culpadas.

O técnico Zé Roberto se manteve no cargo e proporcionou à Mari, sempre uma das jogadoras de melhor desempenho nas estatísticas, novas chances de redenção. Após a pressão de 2004, o novo revés no Mundial de 2006 aumentou o drama. Naquela final, a mesma Rússia voltou a atrapalhar o Brasil. A seleção estava a dois pontos de ganhar o título, mas levou a virada das russas.

O que parecia mera coincidência se repetiu em 2007. Já vista como uma das mais fortes no mundo, a seleção não “amarelava” até a fase final das competições. Ganhava os jogos, assumia a posição de favorita ao título, mas depois vinha a decepção. No Pan de 2007, não foi diferente. Depois de atropelar as rivais, o Brasil desperdiçou uma série de match points na decisão contra Cuba. Resultado: medalha de prata em casa.

O título nas Olimpíadas poderá servir, então, para apagar qualquer imagem de derrota do time. Para o técnico, o ouro é uma resposta a uma geração que merecia mais prestígio. “Esse é um dos times mais vencedores de todos os tempos”, disse o técnico Zé Roberto, antes da final contra os Estados Unidos.

"Aqui a gente estava muito tranqüilo porque todo o trabalho foi planejado e feito. Muitas das críticas que recebemos nós merecemos, porque a gente não conseguia fechar algumas partidas. Aquilo doía na gente porque a gente não queria admitir. Eu sabia que o time tinha caráter, tinha brio, tinha garra, que poderia ganhar de qualquer time do mundo, mas as derrotas aconteceram. Acho que a gente aprendeu, não adianta de sair batendo em todo mundo. Tem que se trabalhar. Só fica a história e essa medalha vai ficar pra sempre", encerrou o treinador.


n.r.: Num jogo não se tem certeza absoluta de nada, mas a confiança no time de vôlei feminino era grande e não fomos decepcionados. Agora falta o vôlei masculino. Será outra parada dura, mas já vencemos da Itália. É esperar pra ver e torcer muito.


fonte:UOL

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

É ouro, Maureen. É ouro!!!

Por um centímetro, Brasil leva o ouro no salto em distância



A consagração olímpica de Maurren Maggi chegou oito anos depois de sair dos Jogos de Sydney-2000 machucada e cinco após o pesadelo de 2003. Na manhã desta sexta-feira (noite em Pequim), a brasileira exorcizou definitivamente seus demônios. Com um salto de 7,04 m logo em sua primeira tentativa, conquistou nos Jogos Olímpicos de Pequim a primeira medalha de ouro feminina do Brasil.

A saltadora superou feito conquistado pela judoca Ketleyn Quadros, que faturou também na China a primeira medalha brasileira individual, com o bronze. Antes de 2008, nenhuma atleta do país havia superado o quarto lugar. A primeira a alcançar este resultado foi Aída dos Santos no salto em altura, em Tóquio-1964. Quarenta anos depois, Natália Falavigna ocupou este posto na categoria acima de 67 kg do taekwondo, após ser derrotada pela venezuelana Adriana Carmona.



Apenas em sua segunda participação olímpica, apesar dos 32 anos, a atleta vai ao pódio pela primeira vez para coroar uma das carreiras mais bem sucedidas e conturbadas do esporte nacional. Até chegar ao atual ciclo olímpico, Maurren Maggi viveu um verdadeiro calvário.

Nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, ela chegou como uma das favoritas ao ouro. Sua marca até então, 7,26 m, de junho de 1999, a colocava no seleto grupo das atletas que passaram dos 7 metros. A marca é tão boa que, desde então, somente três atletas saltaram mais longe em todo o planeta, todas russas: Tatyana Kotova (7,42 m em 2002), Tatyana Lebedeva (7,33 m em 2004) e Irina Simagina (7,27 m em 2004).

n.r.: Dessa vez, sofri e me emocionei. Por toda a trajetória da Maurren, valeu a pena tanta emoção.


fonte:UOL

sábado, 16 de agosto de 2008

Sacrifício recompensado

César Cielo é campeão olímpico



Quando César Cielo conquistou a medalha de bronze nos 100 m livre, na quarta-feira, e disse que iria trazer também a medalha de ouro, poucos acreditaram no que o nadador falava. Nesta sexta-feira, ele cumpriu a promessa. Com 21s30, a apenas dois centésimos do recorde mundial, o brasileiro quebrou novamente a marca olímpica da prova e conquistou o primeiro ouro do Brasil em Pequim.

"É difícil, os 50 m são sempre difíceis. Com nadadores como esse ao lado nunca se sabe. No fim, tudo deu certo", celebrou o brasileiro.

Com a medalha de ouro dos 50 m livre, conquistada nesta noite (manhã de sábado em Pequim), ele se torna o primeiro brasileiro campeão olímpico da natação. Antes dele, as principais glórias nas piscinas eram de prata, duas com Gustavo Borges (100 m livre em Barcelona-1992 e 200 m livre em Atlanta-1996) e uma com Ricardo Prado (400 m medley em Los Angeles-1984).

Dois franceses completaram o pódio, Amaury Leveaux com 21s45 para levar a prata, e Alain Bernard, atual campeão olímpico dos 100 m livre, bronze com 21s49. "Eu estava nervoso antes. Todos que entraram na final, qualquer um podia vencer. Fiquei focado na minha raia, fui buscar meu melhor. Não olhei em volta. E foi meu dia de sorte, meu melhor foi suficiente", comentou o brasileiro.

Nas eliminatórias para a prova, Cielo já dava sinais de que poderia surpreender. No primeiro dia em que caiu na água para nadar a distância, ele quebrou o recorde olímpico, com 21s47 - a marca foi quebrada logo na seqüência por Leveaux, com 21s46. Nas semifinais, ele voltou a abaixar o melhor tempo já nadado em edições olímpicas. Com 21s34, ele foi para a final com o melhor tempo entre os oito classificados.

O medalhista de ouro em Pequim disse que, aos poucos, foi ganhando a certeza de que tinha chances reais de brigar por medalha. "[A crença no ouro] Começou ontem depois da semifinal, quando nadei abaixo do recorde olímpico e senti que podia nadar um pouquinho mais abaixo ainda. Fiquei o dia inteiro pensando nessa prova, mas alguma coisa me ajudou a dormir. Consegui dormir, mesmo nervoso".

Nada mal para o garoto de Santa Bárbara d'Oeste que tentou, antes da natação, ser judoca ou jogador de vôlei. "O problema do judô é que eu era muito mais alto que os meninos da minha idade, então me colocavam pra lutar com os mais velhos e eu levava muita porrada". O vôlei foi uma escolha do pai, também César. Quem definiu a carreira do nadador, porém, foi a mãe, Flávia, que o levou para o Pinheiros em 2003.

Em São Paulo, ele passou a treinar com o nadador que, anos mais tarde, superaria: Gustavo Borges. "Fiquei quase dois anos treinando com ele e aprendi muita coisa. O Gustavo é muito atencioso e perfeccionista, e me ajudou a melhorar minha técnica", conta. Foi o veterano que levou o jovem nadador para Auburn, a universidade em que se consagrou como um dos maiores velocistas do circuito universitário norte-americano.

E foi de Auburn que veio outra peça chave na conquista: o australiano Brett Hawke. Técnico na universidade, ele se integrou à comissão técnica da equipe brasileira à pedido de Cielo, para manter o programa de treinos tão vitorioso que o brasileiro fazia nos EUA. Ex-nadador olímpico, Hawke foi sexto em Atenas-2004.

"O que eu sempre digo a ele é que a melhor fase da minha carreira veio quando eu menos pensava nos meus adversários", lembra o técnico. Nos 100 m livre, em que nadou na raia oito, o conselho funcionou para o bronze. Nos 50 m livre, foi ainda mais longe: valeu ouro.

. . .


E o Brasil fez bonito no futebol jogando contra Camarões. Foi constantemente vaiado pela torcida presente no estádio mesmo jogando um bom futebol. Motivo? Não sei, os jogadores camaroneses não são nenhuns coitadinhos, a maior parte de seus jogadores atua em grandes equipes de Futebol. Mas é muito melhor vencer quando há muita gente torcendo contra.


fonte:UOL
foto: UOL e Estadão

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