terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Desencontros





Maria quer algo de José.
Algo que demonstre que José a ama.
Ela espera ansiosamente tal gesto de amor.

José é um homem bom e trabalhador.
Pensou no que agradaria Maria.
Deu-lhe um ventilador.

Maria queria flores.
Ganhou ventilador.
Expressou sua dor.

José não a compreendeu.
Esperava alegria e sorrisos.
Recebeu um desagradável mau humor.

É sempre assim, pensam ambos.
Novamente não conversam.

Maria, em sua carência de amor, espera que da próxima vez
José satisfaça seus silenciosos desejos.
Gosta de ganhar presentes de surpresa.
Perde a chance de explicar o que deseja.
É obrigação de José perceber o que ela quer.

José não entendeu a frustração de Maria.
Honesto, responsável e dedicado marido,
No que foi que ele errou?
Não consegue falar a linguagem dos sentimentos.
Talvez nunca tivesse olhado no fundo dos olhos de Maria.

Ambos sofreram fundo, cada um, suas próprias carências...

Maria, por amor a José, continua esperando flores...
José, por amor a Maria, continua trazendo ventiladores...

Içami Tiba (é psiquiatra e escritor)

. . .


Maria deveria conversar com o pobre José... Quando Maria conversa com José e ele continua o mesmo, ele passa a ser o insensível José, e é essa a hora de Maria partir...

4 comentários:

Maria disse...

Seria tão mais fácil se falassem...

Gostei do poema, que não conhecia.

Beijinho, Cris.

Cris Caetano disse...

Sem dúvida...

Beijinhos, Maria

Andréia disse...

se ela conversa com ele e ele continua trazendo ventiladores... tsc tsc... merecia um na cabeça para acordar...rs. Brincando... é hora de Maria dizer tchau mesmo.

Cris Caetano disse...

Eu não havia pensado nisso... gostei da parte do ventilador na cabeça...rsrsrsrs

Beijos

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