quarta-feira, 7 de julho de 2010

Sem noção







Quando depositamos muita confiança ou expectativas em uma pessoa, o risco de se decepcionar é grande. As pessoas não estão neste mundo para satisfazer as nossas expectativas, assim como não estamos aqui, para satisfazer as dela.
Temos que nos bastar... nos bastar sempre e quando procuramos estar com alguém, temos que nos conscientizar de que estamos juntos porque gostamos, porque queremos e nos sentimos bem, nunca por precisar de alguém. As pessoas não se precisam, elas se completam... não por serem metades, mas por serem inteiras, dispostas a dividir objetivos comuns, alegrias e vida.
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com a outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente, não é o homem ou a mulher de sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você, e principalmente a gostar de quem gosta de você. O segredo é não cuidar das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!

. . .


Vira e mexe me deparo com este texto, e hoje o recebi por email, e como sempre a autoria é atribuída a Mario Quintana, que infelizmente não está vivo para dizer que não o escreveu. Acho que nem é a primeira vez que falo nele, enfim...

O texto começa lindo e verdadeiro e segue assim quase até o final quando o fecho de ouro é extremamente infantil e meloso, onde um Mario Quintana pouco inteligente diz que você deve cuidar do seu jardim e a partir daí o outro virá até você, você vai achar não quem você estava procurando e sim quem procurava por você. Só que a lição de vida também tem de servir para o outro, que neste momento (se resolveu seguir o conselho deste Quintana) estará cuidando de seu próprio jardim esperando por alguém e também não estará procurando pelo outro acreditando que há de ser encontrado. E enquanto um espera daqui e o outro espera acolá, ninguém se encontra.

E eu, na minha simples análise da vida, acredito que a vida até marca encontros e cabe a nós e a mais ninguém decidirmos os passos a dar, mas só marca porque estamos com a intenção de encontrar alguém, é como se pensamentos na mesma sintonia se encontrassem, mas se ficarmos com a cabeça enfiada no jardim cuidando de tirar as ervas daninhas não veremos o girassol lindo que o vizinho tudo-de-bom plantou no jardim dele.

Escolha a melhor flor do jardim, roube-a e ofereça-a, e se for uma pessoa conquiste-a, faça acontecer.

Portanto, deixem as borboletas livres que a natureza cuida delas, cuidem dos jardins porque o Planeta agradece, mas vivam interagindo com respeito e amor ao seu próximo e seremos todos muito felizes e assim as metades das laranjas se encontrarão.

n.r.: confesso uma profunda antipatia por esse texto, não sei explicar porque ele me irrita tanto... e olha que eu sou sensível quando o assunto é a palavra...


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