terça-feira, 13 de julho de 2010

Depressão à porta



Acordei de muito bom humor, diga-se de passagem, faz um dia lindo hoje. Mas as eleições batem à porta e por conta disso vai surgir ao longo dos meses alguma tristeza. Nada mudará como ainda não mudou.

Um bando infinito de candidatos já começa a aparecer em propagandas na TV dizendo em como investirão na educação e na saúde e eu sei que não investirão (mas o tema saúde e educação dão muitos votos). Trabalharão uns dias em Brasília e passarão o fim de semana prolongado em suas cidades de origem pagando as passagens de avião com o meu dinheiro, receberão ajuda de custo de combustível com o meu dinheiro, colocarão amigos em secretarias que receberão um salário pago com o meu dinheiro que sai do meu bolso para pagar impostos.

A nossa educação de base continuará deficiente, os professores continuarão mal pagos, as escolas se manterão precárias em termos de instalação, o investimento na reciclagem dos professores mais uma vez não acontecerá.

Mas amigos de amigos continuarão votando em seus amados canditados com a intenção de uma boquinha no governo.

E eu votarei nulo até aparecer finalmente um candidato no qual eu acredite. Me recuso a votar no menos pior ou votar em fulano para que sicrano não ascenda ao poder.

E sinto uma imensa pena que no Brasil a esquerda se corrompa pela direita na grande maioria das vezes.

2 comentários:

Duarte disse...

Impotência é o que se sente quando os anos passam e tudo segue igual, ou pior. Nem sempre fazemos o que podemos e devemos, também é certo.
A pressão tem que seguir até que se logrem os fins.

Anima-te e sê fiel a ti mesma.

Um grande abraço

Cris Caetano disse...

É verdade, Duarte. E já errei muito tentando acertar da maneira menos certa. Por enquanto a melhor opção é essa, mas torço para voltar a ter uma opção.

Beijinhos

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