terça-feira, 2 de setembro de 2008



Solta-me as mãos
E deixa livre o meu coração!
Deixa que os meus dedos percorram
Os caminhos do teu corpo.
A paixão – sangue, fogo, beijos –
Incendeia-me em labaredas trémulas.
Ai, tu não sabes o que é isto!
É a tempestade dos meus sentidos
Dobrando a selva sensível dos meus nervos.
É a carne que grita, com suas línguas ardentes!
É o incêndio!
E está aqui, mulher, como um tronco intacto.
Agora que a minha vida feita de cinzas voa
Até ao teu corpo cheio, como a noite, de astros!
Deixa-me livres as mãos
E deixa livre o meu coração!
Só te desejo a ti, a ti só desejo!
Não é amor, é um desejo que se esgota e que se extingue,
É a precipitação de fúrias, aproximação do impossível.
Mas tu estás aí.
Estás para me dares tudo,
E para me dares o que tens, à terra vieste –
Como eu, para te ter
E te desejar,
E te receber!


Pablo Neruda
trad.: O'Sanji
foto Giuseppe Sarcinella

segunda-feira, 1 de setembro de 2008


Escultura


Eu já te amava pelas fotografias
Pelo teu ar triste e decadente dos vencidos.
Pelo teu olhar vago e incerto
Como o dos que não pararam no riso e na alegria.
Te amava por todos os teus complexos de derrota,
Pelo teu jeito contrastando com a glória dos atletas
E até pela indecisão dos teus gestos sem pressa.
Te falei um dia fora da fotografia
Te amei com a mesma ternura
Que há num carinho rodeado de silêncio
E não sentiste quantas vezes
Minhas mãos usaram meu pensamento,
Afagando teus cabelos num êxtase imenso.
E assim te amo, vendo em tua forma e teu olhar
Toda uma existência trabalhada pela força e pela angústia
Que a verdade da vida sempre pede
E que interminavelmente tens que dar!...


Adalgisa Nery
foto: Andi Ionita

Sonho de consumo

IFA 2008 - Eletrodomésticos high-tech


Se Rosie, a simpática empregada-robô do desenho Os Jetsons, existisse de verdade e visitasse a feira berlinense IFA, não conseguiria disfarçar o receio de perder o emprego. No pavilhão Home Appliances, totalmente dedicado aos eletrodomésticos inteligentes, novidade da 48ª edição do maior evento do setor de eletrônicos de consumo na Europa, o que não faltam são auxiliares para as tarefas mais enfadonhas do dia-a-dia doméstico.

Secadora de roupas Electrolux com tecnologia que usa vapor para passar camisas


Geladeiras que se conectam à Web e podem ser comandadas pelo iPod, máquinas de lavar que passam peças de roupa, lavadoras de louça que auxiliam na economia de até 400 euros ao ano e robôs que aspiram todos os cantos da casa são alguns dos itens expostos no espaçoso pavilhão —ao lado de milhares de cafeteiras ultra sofisticadas (algumas, custando mais de mil euros; uma tendência entre os europeus, segundo um executivo ouvido pelo UOL Tecnologia).

Entre os equipamentos dos sonhos de qualquer dona de casa (ou solteiro preguiçoso), estão o Roomba, robô que aspira a casa enquanto o dono pode ir ler o jornal, passear no parque ou realizar uma tarefa profissional, e o Scooba, que lava o piso de áreas externas.

Feitos pela empresa norte-americana iRobot (que também fabrica robôs destinados a uso militar, como desarmamento de bombas e espionagem de território inimigo), ambos chegam à Europa em versões renovadas.

O primeiro, o Roomba, tem bateria com duração de 100 minutos, o que, segundo o diretor da iRobot na Europa, Milan Vajs, permite que ele limpe quatro cômodos. Possui função que limita em quais áreas da casa pode entrar e programação para os dias em que deve entrar em ação. Ao fim do trabalho, volta sozinho para a base que recarrega sua bateria. Na Europa, custará 299 euros quando for lançado, em novembro.

Já o Scooba é o robô da empresa que cuida da área externa da casa. Com compartimento para um litro d'água, lava pisos e coleta a água que usa, armazenada em um tanque interno do equipamento. Também a ser lançado na Europa, em novembro, por 399 euros.

O executivo Vajs festeja o sucesso do equipamento na feira (onde o estande da iRobot é bastante procurado) e nos mercados norte-americano e europeu. "Desde o lançamento do conceito de robô-aspirador, no início da década, já vendemos mais de 2,5 milhões de equipamentos", explica.


fonte:UOL

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Bom fim de semana





fonte:Youtube


...quando dou, não tomo
multiplico, somo.
amo, mas não domo
...
quando eu dou, eu como...


Silvia Sangirardi
foto: Michael Ezra

Madonna inflaciona no Brasil

Ingresso em SP é o triplo da entrada em Buenos Aires


Ver Madonna rebolar no Brasil não é só caro: sem contar a taxa de conveniência de 20% para compras on-line, os preços dos ingressos para o show no Rio estão entre os mais altos da turnê "Sticky & Sweet", atrás apenas de três cidades européias, Viena, Düsseldorf e Londres. São Paulo, onde o ingresso mais barato custa R$ 20 a menos que o cobrado dos cariocas, fica na sétima posição, em seguida a Rio, Paris e Roma.



O levantamento feito pela Folha considerou as entradas mais baratas em 32 das 39 cidades por onde passará a turnê e revela que os ingressos dessa categoria no Brasil, de R$ 180 no Rio e R$ 160 em S.Paulo, seriam suficientes para comprar dois ingressos em Detroit, onde a cantora cresceu nos EUA.

Na Europa, devido às altas cotações da libra e do euro, os ingressos saem mais caros que no Rio em três das 16 cidades previstas na turnê. Mas nominalmente e em relação ao custo de vida e ao poder de compra locais, também custam menos da metade do que é cobrado no país (veja quadro ao lado).

Ainda assim, nesses lugares a variação entre o lugar mais caro e mais barato em configuração igual à de São Paulo é pequena: R$ 60 a mais, no caso de Londres. Ou menos ainda: R$ 26, em Paris. No Morumbi e no Maracanã, o mesmo lugar (platéia em pé em frente ao palco) sai por R$ 600 (R$ 720 com a taxa de conveniência).
Em lugares do porte do Rio e de São Paulo, como Cidade do México, Buenos Aires e Santiago, o ingresso mais barato para assistir ao show sai pelo equivalente a R$ 45, R$ 51 e R$ 72, respectivamente.

"Se o Brasil fosse um país sério, não se cobraria isso. É abuso de poder econômico. Madonna não tem nada a ver com isso, a culpa é dos especuladores, que inflacionam. Sem falar na dificuldade que colocaram para comprar o ingresso", diz o fotógrafo Ricardo Valença, que vem de Recife para SP, mas não ainda não sabe como comprará o ingresso.

n.r.: Mais vale ir à Argentina, passear, dançar um tango com a pessoa amada - ou com um argentino charmoso - e depois, ver Madonna.


fonte:Folha de S.Paulo

quinta-feira, 28 de agosto de 2008



Cansei-me do teu silêncio
Olha pra mim e dá-me um abraço apertado,
Quero sentir o teu coração...


Maria
foto: Alin Ciortea

Há gosto pra tudo

Grupo francês quer descriminalizar nudismo em locais públicos


Uma associação na França quer descriminalizar a prática do nudismo em espaços públicos como parques, florestas e montanhas.

A intenção da Associação para a Promoção do Naturismo em Liberdade (Apnel, na sigla em francês) é fazer com que a nudez deixe de ser caracterizada como exibicionismo sexual, pelo menos fora dos centros urbanos.

“Queremos que os naturistas não sejam mais obrigados a freqüentar somente colônias de férias especializadas, onde eles ficam limitados a um espaço geográfico preciso”, disse à BBC Brasil Sylvie Fasol, presidente da Apnel.

O exibicionismo sexual em qualquer lugar acessível aos olhares do público é considerado crime pelo Código Penal francês e a prática prevê pena de um ano de prisão e 15 mil euros de multa (cerca de R$ 22 mil).

“A lei francesa é ambígua. Uma pessoa que caminha nu em um espaço público não deve ser classificada obrigatoriamente de exibicionista sexual. Queremos que a nudez se torne algo banal”, diz a presidente da Apnel.

Direitos

Os membros da associação esclarecem que não estão reivindicando o direito de caminhar nus pelas ruas das cidades, mas desejam fazer passeios e caminhadas por trilhas em campos e montanhas, mesmo em áreas turísticas, sem correr o risco de serem presos.

Fasol conta que a Apnel foi criada há cerca de um ano justamente para prestar auxílio financeiro a uma pessoa que havia sido presa por passear nu na natureza.

Atualmente a associação conta com 110 membros que pagam a anuidade, além de vários simpatizantes do movimento que participam dos eventos realizados pelo grupo.

Entre as atividades elaboradas pela Apnel estão vários passeios na natureza organizados anualmente por diferentes membros da associação, espalhados por toda a França. As atividades ocorrem entre os meses de abril e outubro, quando as temperaturas permitem a prática do nudismo.

Alguns membros da organização já foram abordados pela polícia militar durante esses passeios. “Mas como estávamos em família, havia inclusive crianças, ninguém foi preso”, conta Fasol.

Público

A presidente da associação afirma que de forma geral, a reação do público ao encontrar com os nudistas durante essas caminhadas - chamadas de “têxteis” pelos ativistas - é de surpresa e estupefação, mas ela afirma que nunca houve nenhum tipo de incidente.

“Não nos escondemos deles na primeira moita que aparece, mas nos apresentamos e explicamos os objetivos do nosso movimento. De qualquer forma, temos sempre uma peça de roupa ao alcance da mão em caso de necessidade”, diz ela.

“Dialogamos com as pessoas que encontramos durante os passeios e sentimos, de uma forma geral, que o público está disposto a aceitar essa forma de liberdade”, afirma a presidente da Apnel.

n.r.: Bem, eu reservo-me ao direito de só querer ver pelado quem estou a fim. Minha visão é muito sensível.


fonte:BBC Brasil

quarta-feira, 27 de agosto de 2008



Te amo
de uma maneira inexplicável
de uma forma inconfessável
de um modo contraditório
Te amo!
com meus estados de ânimo que são muitos
e mudam de humor
continuamente pelo que já sabes...
O tempo!
A vida!
A morte!
Te amo!
com o mundo que não entendo
com a gente que não compreendo
com a ambivalência de minha alma
com a incoerência de meus atos
com a fatalidade do destino
com a conspiração do desejo
com a ambigüidade dos fatos
Te amo!
Ainda quando te digo
que não te amo...
Te amo!
Até quando te engano...
não te engano!
No fundo levo a cabo um plano
para amar-te melhor

Te amo! sem refletir inconscientemente
irresponsavelmente
espontaneamente
Te amo!

por instinto
por impulso
irracionalmente
efetivamente
Não tenho argumentos lógicos
nem sequer improvisados
para fundamentar
este amor que sinto por ti
que surgiu misteriosamente do nada
que não resolveu magicamente nada
e que milagrosamente
com este pouco, com este nada
tem melhorado o pior de mim
Te amo
com um corpo
que não pensa
com um coração
que não raciocina
com uma cabeça
que não coordena
Te amo!
incompreensivelmente
sem perguntar-me porque te amo
sem importar-me porque te amo
sem questionar-me porque te amo
Te amo!
singelamente porque te amo
Eu mesmo não sei
porque te amo!
Te amo!


Pablo Neruda
fot: Susan Burnstein

Esses espanhóis são doidos

Milhares se divertem na "La Tomatina", em Espanha



Milhares de pessoas invadiram a cidade espanhola de Buñol para participar do festival "La Tomatina", uma gigantesca guerra de tomates.



O evento, que é realizado todos os anos, atrai pessoas de diversas partes do mundo, que transformam as ruas do normalmente pacato vilarejo.

n.r.: Mais fotos do evento, no link do título.


fonte: UOL

E graffiti é arte?

Belo Horizonte discute importância do grafite na arte com bienal


Entre os dias 30 de agosto e 7 de setembro a capital mineira sedia a 1ª Bienal Internacional de Graffiti de Belo Horizonte. O evento inclui exposições, seminários e intervenções nas ruas da cidade com o objetivo de discutir a importância do grafite no cenário artístico atual.

trabalho de Graphis


Com curadoria do artista plástico e grafiteiro Rui Santana, a bienal expõe o trabalho de grafiteiros de São Paulo, Belo Horizonte, do Rio de Janeiro, Recife, além de representantes de outros países, como Chile, Porto Rico, Holanda e Japão.

Trabalho de DMS


A programação da bienal inclui quatro exposições, seminários com grafiteiros e estudiosos do assunto, intervenções nas ruas da cidade e programação musical com grupos e DJs, acompanhados de performances de videoarte.

Dninja


Para mais informações sobre o evento e programação completa, acesse o site oficial da bienal: www.bigbh.com.br

Trem pintado pelo grafiteiro Trampo


n.r.: Pra mim, é! É arte urbana ou arte "marginal". Mas está lançada de novo a discussão.


fonte:UOL

terça-feira, 26 de agosto de 2008



Querer-te é sentar-me na praça, logo de manhã, só para te ver passar
Querer-te é os teus olhos, o teu sorriso cúmplice, as tuas palavras
Querer-te é também não me veres, se por acaso alguém está perto
Querer-te é haver sol e vento e estrelas. É o verde das acácias e das
palmeiras e as rosas de Jericó alinhadas até à ponta das dunas
Querer-te é o castanho doce dos figos sobre a mesa, as tâmaras, a voz
da grande Kolthoum vinda de uma janela num cântico apaixonado
ao Nilo
Querer-te é haver noite - ah, sobretudo a noite! E é o teu corpo nu,
exausto, branco como um templo, porque todos os corpos são um
templo no solo consagrado que há
Querer-te é o sorriso no rosto das crianças, o grácil e dançante
caminhar das mulheres, a fonte, as águas
Querer-te é tudo, até o meu desejo de te não querer


Victor Oliveira Mateus
foto: Elena Retfalvi

segunda-feira, 25 de agosto de 2008



Me encontro
no corpo
do teu caminho,
te cubro,
levanto,
vibro,
deslizo,
me perco em ti.....!



Maurizio Bersani, aqui
foto: Irca Pánková

Strani amore

Esta música ficou internacionalmente conhecida na voz de Laura Pausini. Gosto. Mas prefiro ouvi-la na voz de Renato Russo porque o tom mais grave confere à música um sentimento mais profundo. Enfim, gosto mais, e na sua voz, me arrepia.

Meu italiano não é lá essas coisas para arriscar uma tradução, mas posso dizer que a letra fala de amor, lógico, de um amor que não deu certo porque havia sofrimento. Às vezes o amor tem mesmo esse desencontro e o melhor sempre, é ser feliz.




fonte:YouTube


...Eu sei amar,
Mas meu amor,
O que eu não sei,
É ser banal...


Judith Teixeira
foto: Ben Christopher

Gentil demais

por Marta Medeiros


Recebi um livro chamado "A arte de ser gentil", que tem o dispensável subtítulo "A bondade como chave para o sucesso", o que, a meu ver, descredibiliza um pouco o autor, o sueco Stefan Einhorn, porque ser gentil deveria ser uma atitude para facilitar as relações humanas, e não uma meta para o sucesso. Que sucesso? Agora tudo o que a gente faz tem que visar o sucesso.

O texto da contracapa diz que uma pessoa gentil terá mais oportunidades de se tornar feliz, rica, bem-sucedida e realizada, e que o livro fornecerá soluções imediatas e de longo prazo para os interessados em se tornarem seres humanos melhores. Foi tudo o que eu li até agora, a contracapa, e creio que não vou adiante. Primeiro, porque tenho uma pilha de outros livros me aguardando, e essa glória toda. Sou gentil simplesmente porque acho mais fácil do que ser grosseira. Dispende menos energia. E também porque eu não vejo graça nenhuma em magoar as pessoas. Até aí, estou padrão. O que ninguém me ensinou é que gentileza demais pode, por incrível que pareça, ser um defeito, e dos graves.

Óbvio que não se deve ser rude com amigos, parentes, colegas de trabalho, vizinhos, comerciários, mas ser exageradamente gentil com todo mundo pode colocar a nossa vida em risco. Por exemplo: o que você faz se, ao chamar o elevador de um prédio estranho, à noite, a porta se abrir e lá dentro estiver um sujeito mal-encarado, com uma cicatriz pertubadora na face e vestindo um sobretudo enorme que poderia muito bem esconder duas pistolas, três granadas, uma faca de cozinha e um rifle? Você simplesmente teria uma vontade súbita de descer pela escada e sumir de vista. Pois eu entraria no elevador toda faceira, daria boa noite e ainda seria capaz de comentar sobre o clima, pois Deus que me livre de ele achar que sou preconceituosa e que sua aparência me fez pensar que ele pudesse ser um esquartejador de mulheres. Por que ele não pode ser um pai de família, como outro qualquer?

Se eu pego um táxi e o motorista demonstra não ter o menor senso de direção, arranha as marchas, não usa o pisca-pisca e tira um fino dos outros carros, eu é que não vou mandá-lo de volta pra auto-escola. Se ele correr a 200km/h, tampouco solto os cachorros, vá saber o dia horroroso que ele está descontando no acelerador, coitado. Nesse caso eu simplesmente "me lembro" de que o endereço onde pretendo ir fica na próxima esquina, e não três bairros adiante, e saindo pedindo desculpas pelo meu equívoco.

Se um garçom se aproximar perigosamente de mim com uma panela cheia de óleo fervente, eu não dou um pio, imagina se vou pedir para ele se afastar. Certamente ele vai me considerar uma elitista estúpida - já não basta ter pedido uma fondue caríssima, ainda vou ser grossa? Nada disso, uma queimadura no braço não mata ninguém. E se eu estou caminhando pela rua e, na direção contrária vem um adolescente com um gorro enterrado até o nariz e as duas mãos enfiadas numa jaqueta, eu começo a rezar, mas não troco de calçada, imagina o trauma que posso causar no menino: vai ver é até um amigo da minha filha.

Se você tem mais de 9 anos de idade, já sabe o que é ironia e entendeu meu recado: seja gentil, mas não gentil demais. Se tiver que ferir suscetibilidades para salvar a sua pele, não pense duas vezes. Atravesse a rua. Desça pela escada. Dê no pé. Sucesso é chegar em casa com vida.


fonte:Revista O Globo

domingo, 24 de agosto de 2008

Tecnicamente mais capazes, EUA levam o ouro do Brasil

Brasil é prata no vôlei masculino



A derrota deste domingo na final das Olimpíadas de Pequim para os EUA em 3 sets a 1, por 20-25, 25-22, 25-21 e 25-23, deixou o Brasil com a prata e marcou um período na seleção masculina.

Apesar de vencer o primeiro set contando com ótimo desempenho do meio-de-rede André Heller, a seleção sucumbiu com a atuação do rival Stanley, que arrasou os brasileiros nos saques poderosos, e também com a distribuição de bola do levantador Ball.

O revés tirou dos brasileiros a chance de se tornar o primeiro time a conquistar duas vezes seguidas o título das Olimpíadas e do Mundial. Já os Estados Unidos precisaram superar uma tragédia para chegar ao ouro. No começo da Olimpíada, o sogro do técnico Hugh McCutcheon foi assassinado em Pequim de forma trágica.

Antes mesmo da decisão, o Brasil também já tinha uma perda no grupo que mudou a rotina do time. A história começou há dois anos. Na véspera da final do Campeonato Mundial de 2006, sem conseguir dormir, o ponteiro Giba e o levantador Ricardinho tiveram uma longa conversa. No papo, fizeram um pacto: continuar juntos até a Olimpíada de Pequim.

Na manhã da decisão, a dupla cooptou outros jogadores: o líbero Escadinha, o central Gustavo e o ponteiro Dante. Assim, o Brasil manteria sua espinha dorsal por pelo menos mais dois anos. Mas no percurso o pacto foi drasticamente quebrado com o corte de Ricardinho da equipe.

Capitão da seleção, Ricardinho saiu do time dois dias antes da estréia dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007. O técnico Bernardinho alegou problemas no relacionamento com o jogador. Os atletas do grupo apoiaram a decisão.

Sem o levantador, o time seguiu em frente. Conquistou o ouro no Pan depois de 24 anos de jejum, mas perdeu a Liga Mundial de 2008 em casa para os Estados Unidos. Nas Olimpíadas de Pequim, entretanto, o grupo se uniu para tentar ganhar a medalha de ouro. Não deu, ficou apenas com a prata.

Durante a campanha na China, o Brasil passou pelo Egito e Sérvia de forma convicente, mas parou na Rússia, contra quem a equipe tinha caído na decisão do terceiro lugar da Liga de 2008. As vitórias sobre Polônia, Alemanha, China e Itália (na semifinal) deram motivação e esperança. Novamente, os Estados Unidos atrapalharam o sonho de mais um título.

Agora, o pacto será definitivamente encerrado. Gustavo já decidiu sair da seleção, enquanto Escadinha ainda não sabe se irá continuar no time. Até mesmo o técnico Bernardinho coloca em dúvida a sua permanência no comando da seleção.


fonte:UOL

sábado, 23 de agosto de 2008

1ª medalha brasileira no Taekwondo é de Natália Falavigna

Falavigna vence decisão do bronze e ganha 1ª medalha do Brasil no taekwondo



Há quatro anos, Natália Falavigna chegou à semifinal do taekwondo dos Jogos de Atenas, mas fracassou nas lutas que dariam a medalha. O vilão foi o pé direito, quebrado antes da Olimpíada, que a deixou em quarto lugar. Em Pequim-2008, a lutadora paranaense deu a volta por cima.

Mesmo após perder a semifinal, em um combate apático contra a norueguesa Nina Solheim, a brasileira se levantou, reencontrou a determinação que mostrou em suas duas primeiras lutas na China e foi ao pódio, conquistando o bronze na categoria acima de 67 kg. Foi o primeiro do país na modalidade, após Natália e Diogo Silva (68 kg) baterem na trave em 2004, com dois quartos lugares.

"Quando ela perdeu a chance do ouro, ameaçou chorar. Eu não deixei. Disse a ela: 'A sua medalha é a primeira. Não importa a cor'", afirmou o técnico da atleta, Fernando Madureira.

O bronze olímpico em Pequim-2008 é o resultado de um ciclo vitorioso, mas cheio de tropeços de Falavigna. Após Atenas-2004, ela conquistou o Mundial de 2005, em Madri, na Espanha. Somado à performance na Grécia, a paranaense foi alçada ao estrelato e conquistou o Prêmio Brasil Olímpico daquele ano, dado para a melhor atleta brasileira da temporada, entre todas as modalidades.

Ao lado do novo status chegaram também as cobranças. Em 2007, ano mais importante de sua preparação, ela sofreu duas derrotas que a fizeram mudar os planos para os Jogos de Pequim. No Pan-Americano do Rio de Janeiro, na final, e no Mundial de Pequim, ela foi derrotada pela mexicana Rosario Espinoza.

Com a rival engasgada, Natália trocou sua equipe. Chamou a professora-orientadora de seu trabalho de conclusão do curso de Educação Física na faculdade, Lilian Barazetti, para ser sua preparadora.

Convocou também o psicólogo Hélio Gonçalves, que trabalhou com a equipe de revezamento do atletismo prata em Sydney-2000. Durante a preparação, Gonçalves se deslocou semanalmente desde Cascavel (quatro horas de estrada) para trabalhar nos padrões de comportamento da brasileira durante as competições.

A preparação, porém, não resistiu à norueguesa Nina Solheim. Em um combate apático, Natália foi derrotada pela européia na decisão dos juízes, após quatro rounds que terminaram empatados. Na decisão do bronze, a vítima foi a sueca Karolina Kedzierska.


fonte:

O ouro tem sabor especial

Time vitorioso enfim se livra do rótulo de "amarelão" com ouro em Pequim



As derrotas para a Rússia na semifinal dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 e na decisão do Mundial-2006 e para Cuba na final dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro-2007 deixaram a seleção brasileira feminina de vôlei com uma fama: a de perder o controle nos momentos decisivos. Agora, com o inédito ouro obtido em Pequim neste sábado, em vitória por 3 sets a 1 (25-15, 18-25, 25-13, 25-21) sobre os Estados Unidos, esta equipe consegue a sua redenção e tira qualquer dúvida de que tem uma das melhores gerações na história.

Ao longo da competição, a equipe verde-amarela havia passado sem maiores desafios por seus outros adversários. Um a um, caíram Argélia, as temidas Rússia, Sérvia e Itália, Japão nas quartas-de-final, China na semi e, por fim, os Estados Unidos.

Mas a última vitória foi a mais suada de todas. Depois de terem vencido os sete jogos anteriores sem perderem sets, as brasileiras perderam a segunda parcial do jogo ante as norte-americanas e ainda sofreram para fechar a quarta etapa. Mas conseguiram, e se livraram do estigma de ‘amarelonas’.

Desde que José Roberto Guimarães assumiu o time, em 2003, o Brasil se acostumou a disputar decisões. O grupo foi quatro vezes campeão do Grand Prix, tornando-se uma potência da modalidade. Nos principais campeonatos, porém, a seleção falhava.

O pior deles foi nas Olimpíadas de 2004, quando teve uma campanha parecida com a de Pequim. Foi à fase final invicta, com apenas quatro sets cedidos até as semifinais. No time, a ponta Mari se destacava. Era novata na seleção, mas uma das preferidas da levantadora Fernanda Venturini.

Na semifinal com a Rússia, veio o rótulo. Com erros sucessivos, quando precisava apenas de um ponto para ir à decisão do ouro (24-19 era o placar no quarto set), o elenco perdeu a chance de uma final inédita. Mari, a mais acionada, foi considerada uma das culpadas.

O técnico Zé Roberto se manteve no cargo e proporcionou à Mari, sempre uma das jogadoras de melhor desempenho nas estatísticas, novas chances de redenção. Após a pressão de 2004, o novo revés no Mundial de 2006 aumentou o drama. Naquela final, a mesma Rússia voltou a atrapalhar o Brasil. A seleção estava a dois pontos de ganhar o título, mas levou a virada das russas.

O que parecia mera coincidência se repetiu em 2007. Já vista como uma das mais fortes no mundo, a seleção não “amarelava” até a fase final das competições. Ganhava os jogos, assumia a posição de favorita ao título, mas depois vinha a decepção. No Pan de 2007, não foi diferente. Depois de atropelar as rivais, o Brasil desperdiçou uma série de match points na decisão contra Cuba. Resultado: medalha de prata em casa.

O título nas Olimpíadas poderá servir, então, para apagar qualquer imagem de derrota do time. Para o técnico, o ouro é uma resposta a uma geração que merecia mais prestígio. “Esse é um dos times mais vencedores de todos os tempos”, disse o técnico Zé Roberto, antes da final contra os Estados Unidos.

"Aqui a gente estava muito tranqüilo porque todo o trabalho foi planejado e feito. Muitas das críticas que recebemos nós merecemos, porque a gente não conseguia fechar algumas partidas. Aquilo doía na gente porque a gente não queria admitir. Eu sabia que o time tinha caráter, tinha brio, tinha garra, que poderia ganhar de qualquer time do mundo, mas as derrotas aconteceram. Acho que a gente aprendeu, não adianta de sair batendo em todo mundo. Tem que se trabalhar. Só fica a história e essa medalha vai ficar pra sempre", encerrou o treinador.


n.r.: Num jogo não se tem certeza absoluta de nada, mas a confiança no time de vôlei feminino era grande e não fomos decepcionados. Agora falta o vôlei masculino. Será outra parada dura, mas já vencemos da Itália. É esperar pra ver e torcer muito.


fonte:UOL

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Medalha com sabor amargo

Brasil bate a Bélgica e fica com bronze de consolação no futebol


Três dias após o duro golpe da derrota para a Argentina na semifinal, a seleção brasileira reuniu força e motivação para bater a Bélgica nesta sexta-feira por 3 a 0 em Xangai, em resultado que confere ao time de Dunga a medalha de bronze dos Jogos de Pequim, espécie de prêmio de consolação para a equipe que cruzou o mundo atrás do inédito ouro no torneio olímpico de futebol.

Gols do meia Diego e do atacante Jô selaram a vitória brasileira diante dos belgas.

A partida desta sexta foi a reedição da estréia olímpica das duas seleções, integrantes do grupo C na primeira fase. Na oportunidade, ainda no começo de agosto, o Brasil venceu os belgas com muita dificuldade por 1 a 0, com gol de Hernanes.



Com a medalha de bronze assegurada, a delegação brasileira parte para Pequim neste sábado, onde participa da cerimônia do pódio, que acontecerá no estádio Ninho de Pássaro logo depois da decisão entre as finalistas Argentina e Nigéria.

Com Lucas e Thiago Neves suspensos, em razão das expulsões na semifinal contra a Argentina, além da lesão no braço de Rafael Sobis, Dunga realizou alterações na equipe que iniciou o duelo pelo bronze, com as entradas de Ramires no meio-campo e Jô, no ataque.

No primeiro tempo, o Brasil começou com mais posse de bola e acuou a Bélgica em sua intermediária defensiva. No entanto, os armadores da seleção insistiram demais pelas jogadas pelo centro e acabaram encontrando dificuldades em superar a parede de marcadores belgas.

Com esse quadro tático, o gol brasileiro veio na primeira boa incursão pela linha de fundo. Aos 27min, Rafinha foi acionado na ala direita e cruzou para trás, na direção de Diego. Na seqüência, o meia bateu cruzado de direita na saída de Bailly para inaugurar o placar.

No entanto, a superioridade técnica não impediu a seleção de passar por alguns sustos na defesa, principalmente em jogadas de contra-ataque dos belgas, construídos em cima de vazios inexplicáveis do sistema defensivo. Num desses lances, aos 40min, por pouco Martens não igualou para os europeus.

Mas antes mesmo do intervalo, o Brasil respondeu ao esboço de pressão dos belgas e ampliou o placar. Após uma boa troca de bolas, Ramires bateu cruzado da direita e exigiu defesa de Bailly. No rebote, Jô empurrou de cabeça para o gol.

Na etapa final, a seleção diminuiu o ritmo, marcou mais um com Jô e se contentou em administrar a vantagem que lhe deu o bronze.


fonte:UOL

Brasil coloca duas duplas no pódio

Ricardo e Emanuel levaram o bronze e Márcio e Fábio Luiz, a prata no vôlei de praia



O ouro não veio, mas o Brasil conseguiu um feito inédito nesta sexta-feira no vôlei de praia. Pela primeira vez na história dos Jogos Olímpicos, duas duplas masculinas do país subiram ao pódio.

Na Arena de Chaoyang, em um dia de muito calor, Márcio e Fábio Luiz conquistaram a medalha de prata, enquanto Ricardo e Emanuel ficaram com o bronze. Os campeões foram os norte-americanos Phil Dalhausser e Todd Rogers.

"Eu estou muito feliz. Essas duas medalhas são importantes para o vôlei de praia brasileiro", disse Fábio Luiz após a derrota para a dupla dos Estados Unidos na final.


fonte:UOL

É ouro, Maureen. É ouro!!!

Por um centímetro, Brasil leva o ouro no salto em distância



A consagração olímpica de Maurren Maggi chegou oito anos depois de sair dos Jogos de Sydney-2000 machucada e cinco após o pesadelo de 2003. Na manhã desta sexta-feira (noite em Pequim), a brasileira exorcizou definitivamente seus demônios. Com um salto de 7,04 m logo em sua primeira tentativa, conquistou nos Jogos Olímpicos de Pequim a primeira medalha de ouro feminina do Brasil.

A saltadora superou feito conquistado pela judoca Ketleyn Quadros, que faturou também na China a primeira medalha brasileira individual, com o bronze. Antes de 2008, nenhuma atleta do país havia superado o quarto lugar. A primeira a alcançar este resultado foi Aída dos Santos no salto em altura, em Tóquio-1964. Quarenta anos depois, Natália Falavigna ocupou este posto na categoria acima de 67 kg do taekwondo, após ser derrotada pela venezuelana Adriana Carmona.



Apenas em sua segunda participação olímpica, apesar dos 32 anos, a atleta vai ao pódio pela primeira vez para coroar uma das carreiras mais bem sucedidas e conturbadas do esporte nacional. Até chegar ao atual ciclo olímpico, Maurren Maggi viveu um verdadeiro calvário.

Nos Jogos Olímpicos de Sydney, em 2000, ela chegou como uma das favoritas ao ouro. Sua marca até então, 7,26 m, de junho de 1999, a colocava no seleto grupo das atletas que passaram dos 7 metros. A marca é tão boa que, desde então, somente três atletas saltaram mais longe em todo o planeta, todas russas: Tatyana Kotova (7,42 m em 2002), Tatyana Lebedeva (7,33 m em 2004) e Irina Simagina (7,27 m em 2004).

n.r.: Dessa vez, sofri e me emocionei. Por toda a trajetória da Maurren, valeu a pena tanta emoção.


fonte:UOL

quinta-feira, 21 de agosto de 2008




já não existes
fui-te devorando aos poucos
sem te matar
comecei pelas partes mais tenras
para acabar nos olhos
só assim teria a certeza que assistirias até ao final
enquanto me despia completamente de ti


Luisa, aqui
foto: Hein Lass

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