terça-feira, 30 de setembro de 2008

A culpa é do Fantástico

Eventos em homenagem ao centenário de morte de Machado de Assis


Eu sou distraída, mas tem alturas em que fico pior, e quando isso acontece, eu escuto a notícia de leve, é como se o cérebro não processasse a informação. Há uma semana venho escutando sobre o centenário de morte de Machado de Assis; no domingo passado, no Fantástico, alguns escritores brasileiros leram trechos de obras de Machado e eu assisti a tudo num autêntico estado de torpor.

Ontem abri a internet e não me lembro de ter lido nada sobre Machado, também não tive tempo de ler meu jornal diário e nem sei o que se passou na TV. Hoje, bastante mais tranqüila, li parte do meu jornalzinho no café da manhã e agora resolvi abrir a net para encontrar notícias para colocar no blog. Estou morta de vergonha comigo mesma. Para reparar meu descaso com o "bruxo do Cosme Velho", segue abaixo a notícia que deveria ter sido colocada aqui ontem.

. . .


Nesta segunda-feira, 29 de setembro, completou 100 anos da morte do escritor Machado de Assis. Nascido no Rio de Janeiro em 1839, o autor de obras como "Dom Casmurro" e "Memórias Póstumas de Brás Cubas" é considerado o maior escritor brasileiro de todos os tempos.

Machado de Assis publicou seus primeiros poemas na década de 1850. Na década de 1860, tornou-se colaborador do jornal "Diário do Rio de Janeiro". Suas obras mais conhecidas - e que caracterizaram o estilo realista pelo qual ficou famoso - começaram a ser realizadas a partir de 1880, quando publicou "Memórias Póstumas de Brás Cubas" (1881), "Quincas Borba" (1891), "Várias Histórias" (1896) e "Dom Casmurro" (1899).

O escritor foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, a qual foi eleito presidente em 1897.

Morto no dia 29 de setembro de 1908 em sua casa na rua Cosme Velho, no Rio de Janeiro, Machado de Assis foi homenageado na Festa Literária de Paraty (Flip), no último mês de julho, com uma mesa que debateu sua obra formada por Ana Maria Machado, Luiz Fernando Carvalho e Sergio Paulo Rouanet.

Exposição
Até o próximo dia 26 de outubro o Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, recebe exposição que homenageia o autor por meio de obras gráficas, projeções multimídia e cenografias recriando ambiente e época nos quais o escritor viveu.

Algumas unidades do Sesc na capital paulista também têm programação voltada ao centenário de Machado. No Sesc Vila Mariana, por exemplo, o ciclo "À Moda de Machado" realiza nesta terça-feira (30) leitura do conto "Pai Contra Mãe", seguida de debate sobre a obra e o autor.

No Sesc Itaquera (av. Fernando Espírito Santo Alves de Mattos, 1000), nos dias 12 e 19 de outubro, há navegação orientada por sites sobre o autor. As inscrições para participar do evento podem ser feitas pelo telefone (11) 2523-9326.

Na unidade de Ribeirão Preto (r. Tibiriça, 50. Tel.: (16) 3977-4477), interior de São Paulo, na terça-feira (30) às 20h ocorre leitura dramática de "Dom Casmurro".

Já no Rio de Janeiro, a Biblioteca Nacional (r. México, s/n. Tel.: (21) 3095-3862) exibe, até 8 de novembro, cerca de 200 documentos de Machado de Assis, entre fotos, manuscritos, cartas, jornais e as primeiras edições de seis livros do autor.

Na sede da Academia Brasileira de Letras (av. Presidente Wilson, 203. Tel.: (21) 3974-2500), a exposição "Machado Vive!" reúne, até 30 de outubro, 68 dedicatórias de romancistas e poetas ao escritor.


fonte:UOL

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Tá quase acabando




Hoje eu estou assim... há dias que o melhor é ficar no quentinho da caminha.


fonte:euzinha

Mulher bate mais em briga de casal, indica pesquisa

As mulheres reagem mais em brigas de casal. A diferença é que as agressões delas contra os companheiros, mais constantes, são leves, como empurrões e tapas, e as deles, mais graves e violentas. A revelação consta do 1º Levantamento Nacional sobre Padrões de Consumo de Álcool no Brasil, feito pelo médico Marcos Zaleski, a partir de entrevistas com 1.445 pessoas em todo o Brasil.

O estudo, feito com apoio da Unidade de Estudos de Álcool e Outras Drogas (Uniad) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), revelou que 5,7% das entrevistadas admitiram ter batido pelo menos uma vez em seu parceiro nos 12 meses anteriores à entrevista. No caso dos homens, o índice foi de 3,9%. "Foi uma surpresa. Todos imaginavam que o número de homens agressores seria maior que o de mulheres", diz Zaleski.

No total das agressões - que inclui episódios em que a pessoa bateu, apanhou ou houve violência mútua -, a mulher também aparece como mais impetuosa. Elas se envolveram em 14,6% dos casos de Violência entre Parceiros Íntimos (VPI) e eles, em 10,7%.

A questão da bebida é controversa. Mulheres assumiram estar embriagadas em 9,2% das brigas com violência - homens disseram que suas parceiras haviam bebido em 30,8% dos casos. Eles admitiram ter bebido em 38,1% dos episódios de VPI, mas elas rebateram que o parceiro estava embriagado em 44,6% dos casos. Vale destacar que apenas um dos parceiros foi entrevistado por domicílio, ou seja, os números não retratam os dois lados da mesma moeda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

n.r.: É deprimente que um casal chegue à violência, não importa quem agride, é a total falta de respeito pelo companheiro ou companheira.


fonte:Agência Estado

sábado, 27 de setembro de 2008


Deixa-me amar-te


Deixa-me amar-te em meus silêncios
Na calmaria do teu coração que me acolhe
E de onde se desprendem meus sonhos
Em vôos etéreos de plena liberdade

Deixa-me amar-te em minha solidão
Ainda que meus labirintos te confundam
E que teus fios generosos de compreensão
Emaranhem-se no tapete dos meus enigmas

Deixa-me amar-te sem qualquer explicação
Na ternura das tuas mãos que me sorriem
Escrevendo desejos em versos despidos
Na minha alva tez que te cobre e descobre

Deixa-me amar-te em meus segredos
Para que desvendes o que também desconheço
A alma dos meus abismos onde anoiteço
E meus olhos adormecem embalados pelo mistério

Deixa-me amar-te em tuas demoras, longas horas
Em que meu corpo se veste de céu à tua espera
E minhas mãos em frenesi acendem estrelas
Para alumiar-te, ainda que ausente estejas…


Fernanda Guimarães
foto: Andreas Heumann

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

... eu vou ali e já volto...




Preciso amar-te por isso digo fica
esta noite...
... Fica esta noite, ainda
outra, o tempo que demorar a cumprir
a decisão de amar-te...
... apenas vou precisar amar-te, depressa.


Helder Moura Pereira
foto: Tommy Edwards

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Lembrando e ouvindo Maysa Matarazzo

Ontem através dos comentários, a Ana (Pedras no Sapato) se lembrou de Maysa Matarazzo e eu lhe prometi que se encontrasse o vídeo, colocaria aqui. Não é realmente do meu tempo, mas conheci-a através dos meus pais, e a música de que tenho memória da voz de Maysa na minha vida é "Meu Mundo Caiu", que é de sua própria autoria.

Achei um vídeo e depois de um minuto e pouco de blá-blá-blá entre Maysa e dois senhores da TV japonesa, pode-se ouvir essa linda música na sua belíssima voz.



Ana, um beijinho pra ti.



fonte:YouTube

Minimizando o erro cometido

Júri vai 'repetir últimos passos' de Jean Charles


Os jurados que acompanham o inquérito público sobre o caso de Jean Charles de Menezes, morto por policiais britânicos em julho de 2005, irão visitar, nesta terça-feira, locais ligados ao trajeto feito pelo brasileiro no dia em que foi morto.

Neste segundo dia de inquérito, os jurados visitarão a estação de metrô de Stockwell, onde Jean Charles foi morto, e o apartamento onde o brasileiro morava, no bairro de Tulse Hill, no sul de Londres.

Jean Charles de Menezes, de 27 anos, foi baleado sete vezes depois de ter sido confundido com um suposto homem-bomba, Hussain Osman, em 22 de julho, um dia depois de uma série de tentativas fracassadas de atentados suicidas no sistema de transporte de Londres.

O legista Michael Wright irá acompanhar os jurados para ajudar a esclarecer dúvidas sobre cada local.

As seis mulheres e cinco homens que compõem o júri serão levados, primeiro, para a estação de Stockwell, mais especificamente para a plataforma 2, onde Jean Charles entrou em um vagão de trem da Northern Line do metrô antes de ser morto.

Acredita-se que os trens de metrô continuarão funcionando normalmente durante a visita, mas os jurados só deverão permanecer no local por alguns minutos.

Depois, eles irão visitar o prédio de apartamentos onde o brasileiro morava, na rua Scotia.

Policiais que investigavam Hussain Osman haviam montado uma operação no local no dia 22 de julho depois das tentativas de atentados do dia anterior.

Os jurados também visitarão a New Scotland Yard e estações de polícia em Leman Street, no leste de Londres, e em Nightngale Lane, no sudoeste da capital.

'Convencidos'

Na segunda-feira, primeiro dia do inquérito que deve durar 12 semanas, os jurados ficaram sabendo que os policiais que atiraram em Jean Charles tomaram a decisão de matá-lo em questão de segundos.

O legista Michael Wright disse que os dois policiais estavam "convencidos" de que Jean Charles iria detonar uma bomba no metrô.

Falando aos jurados sobre os eventos que culminaram com a morte do brasileiro, Wright enumerou uma série de ocasiões nas quais os policiais não estavam certos se estavam ou não perseguindo um homem-bomba.

Ele falou sobre as diferenças entre as instruções sendo passadas por rádio - e registradas na sala de controle da Scotland Yard - e a interpretação dessas informações feita pelos policiais.

Wright também disse aos jurados que quando Jean Charles entrou na estação de metrô, nenhum integrante da equipe de vigilância o havia identificado positivamente como Hussain Osman.

Falando sobre a decisão dos policiais de atirar, o legista disse que os dois atiradores juntos haviam disparado nove balas, sete das quais atingiram a cabeça do brasileiro.

Os dois policiais - identificados apenas como Charlie 2 e Charlie 12 - irão prestar depoimento pela primeira vez ao longo do inquérito.

O júri irá decidir se Jean Charles foi ou não morto ilegalmente.

Ao falar aos jurados no início do inquérito, Wright disse que a procedimento é um exercício para descobrir o que aconteceu exatamente no dia e "não um fórum para determinar culpa ou compensação e muito menos para punir alguém."

n.r.: a incompetência da polícia não é privilégio do Brasil, mas é muito triste perceber que em todos os casos onde isso acontece, procura-se meios para minimizar um erro. A vida desse rapaz está perdida, nada pode aliviar a dor de seus familiares, mas o importante é punir o erro e começarem a usar meios de inteligência mais eficazes e não de "achismos" para ir à caça de simples bandidos ou terroristas.


fonte:BBC Brasil

As vantagens dos machistas

Homens 'machistas' têm salário maior, indica estudo


Homens que foram criados com a idéia de que mulheres devem ficar em casa tendem a ganhar salários mais altos, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Flórida, nos Estados Unidos.

O estudo, publicado na revista especializada Journal of Applied Psychology, sugere que, de forma sistemática, esses homens têm salários maiores do que funcionários com "pensamentos modernos".

Em média, segundo os cientistas, a diferença salarial é equivalente a US$ 8,5 mil (cerca de R$ 15,5 mil) a mais por ano.

A pesquisa foi conduzida em larga escala com entrevistas de 12.686 homens e mulheres em 1979, quando tinham entre 14 e 22 anos, e outras três entrevistas nas duas décadas seguintes - a última em 2005.

"Pessoas mais tradicionais podem estar tentando preservar a separação histórica de papéis no trabalho e em casa", diz Timothy Judge, um dos pesquisadores. "Nossos resultados provam que este é o caso."

Entrevistas

Nas entrevistas realizadas desde 1979, os pesquisadores perguntaram se homens e mulheres acreditavam que o lugar da mulher era em casa ou se ter mulheres trabalhando poderia levar a aumentos nas taxas de delinqüência juvenil.

De forma previsível, mais homens concordavam com isso do que mulheres, apesar de a diferença entre os gêneros ter diminuído de forma significativa com o passar do tempo.

Mas, quando os homens eram perguntados sobre seus salários, outra diferença surgiu. Os homens com opiniões mais "tradicionais" ganhavam mais.

Inversamente, as mulheres que tinham uma opinião contrária ganhavam um pouco mais – uma média de US$ 1,5 mil (cerca de R$ 2,7 mil) – do que mulheres de opiniões mais "tradicionais".

Magdalena Zawisza, psicóloga da Universidade de Wincheter, na Grã-Bretanha, afirma que existem várias teorias que podem explicar a diferença.

"Pode ser que homens mais tradicionais sejam mais interessados em poder, em termos de acesso a recursos – no caso, dinheiro – e também em termos de uma mulher mais submissa", afirmou.

"Outra teoria sugere que os empregadores tendem a promover homens que são os únicos provedores da casa – eles reconhecem que estes homens precisam de mais apoio para suas famílias", acrescentou.

n.r.: mas quando eu falo que as coisas não mudaram tanto assim, e que aquilo que se diz nem sempre é o que se faz, ninguém concorda comigo.


fonte:BBC Brasil

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Adoro essa música



fonte:YouTube

Cientistas datam construção de Stonehenge de 2300 a.C.

Arqueólogos dataram a construção de Stonehenge, o conhecido conjunto pré-histórico de círculos de pedras na planície de Salisbury, no sul da Inglaterra, para o período em torno de 2300 a.C. - um passo importante para descobrir como e porque o misterioso monumento foi criado.

A data, definida pelo método de datação por radiocarbono, é considerada a mais precisa já realizada e significa que as pedras foram colocadas no local 300 anos depois do que se imaginava antes.

A determinação da data foi o principal resultado de uma grande escavação no local por pesquisadores britânicos.

Por séculos, arqueólogos se maravilham com o monumento, já que análises minerais indicam que o círculo original de pedras gigantes foi transportado à planície de um local a 240 km de distância, no sul do País de Gales.

Essa façanha fez com que muitos acreditassem que as pedras tivessem 'poderes'.

Até agora, acreditava-se que a construção do primeiro círculo datava do período entre 2600 a.C. a 2400 a.C.

Para definir a data exata, o professor Tim Darvill, da Universidade de Bournemouth, e o arqueólogo Geoff Wainwright, receberam permissão das autoridades para escavar um pedaço de terra de apenas 2,5 m x 3,5 m entre dois círculos das pedras gigantes.



A escavação produziu cerca de 100 peças de material orgânico das bases das pedras, agora enterradas. Dessas peças, 14 foram enviadas para a Universidade de Oxford para uma análise com radiocarbono.

O resultado indicou a construção para o período "entre 2400 a.C. a 2200 a.C" - o ano de 2300 a.C. foi tirado como uma média.

Uma data ainda mais precisa será revelada nos próximos meses.

"É uma sensação incrível, um sonho se tornando realidade", disse Wainwright, ex-arqueólogo-chefe da English Heritage.

Centro de curas
Darvill e Wainwright acreditam que Stonehenge era um centro de curas - "uma Lourdes neolítica" para a qual os enfermos viajavam para serem curados pelos poderes do arenito cinzento, conhecido como "pedras azuis."

Eles apontam para o fato de que "um grande número" de cadáveres encontrados em túmulos perto do local mostra sinais de doenças e ferimentos físicos sérios e uma análise dos dentes mostra que "cerca de metade" dos corpos era de pessoas que "não eram nativas da região de Stonehenge."

Mas sem uma data precisa para a construção de Stonehenge tem sido difícil provar essa ou qualquer outra teoria.

Curiosamente, o período estabelecido pelo método de radiocarbono bate com a data do enterro do chamado "Arqueiro de Amesbury", cujo túmulo foi descoberto a cerca de 4,8 km de Stonehenge.

Alguns arqueólogos acreditam que ele seja a chave para entender a razão pela qual Stonehenge foi construído. Os restos mortais dele foram datados para o período entre 2500 a.C. e 2300 a.C.

Análises do cadáver do arqueiro e de artefatos encontrados no túmulo dele indicam que ele seria um homem rico e poderoso, com conhecimento de trabalho com metais, e que tinha viajado da região dos Alpes europeus para Salisbury por razões desconhecidas.

Análises também indicaram que ele sofria de um ferimento no joelho e de um problema dentário potencialmente fatal, o que fez com que Wainwright e Darvill acreditassem que o arqueiro tenha ido para Stonehenge em busca de cura.

Debate
Mas outros pesquisadores acreditam que não se pode descartar outras teorias para a construção do monumento.

"A teoria de que foi um centro de curas é plausível, mas eu não acredito que possamos descartar outras - que o templo era um ponto de encontro entre a terra dos vivos e a dos mortos, por exemplo", disse Andrew Fitzpatrick, da Wessex Archaeology.

"Eu não estou convencido de que o 'Arqueiro de Amesbury' tenha vindo para Stonehenge para ser curado. Eu acredito mais que ele era um metalúrgico que viajou para o local para vender seus conhecimentos", afirmou.

"De qualquer forma, ainda não está claro se o enterro dele aconteceu mesmo antes de Stonehenge", concluiu.


fonte:BBC Brasil

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Bom fim de semana... shiuuuuuuuu....



Sou feita de uma carne perecível
futuro de outra carne, sem nenhuma
eternidade. A rocha é uma invencível
parte da terra; que ela me resuma
no seu mesmo destino mineral.
A solidez ausente que tortura
nossa matéria frágil, no final
se renderá: serei de pedra dura.

Nunca mais chorarei nessa passagem
de poesia. Com nítida certeza,
recorto nas montanhas minha imagem
mais que raiz, expressa na beleza.
Pela terra em que não me desfiguro,
hei de surgir um dia em cristal puro.


Lupe Cotrim
foto: Alin Ciortea

Democracia?!?!

Venezuela expulsa chefe de ONG de direitos humanos


Quem anda aqui nesse Nuvens há um tempo já percebeu que eu evito falar em política, não porque eu não goste ou não me importe, muito pelo contrário. Mas há tempos ando lendo por aí comentários de alguns países da América Latina e que estes são democráticos e eu questiono muito essa visão de democracia. Democracia pra mim, não é apenas o povo ter o direito de eleger um governante, é principalmente como esse governante eleito dirige o país no qual é o líder político.

. . .


A Venezuela expulsou o diretor da organização de defesa de direitos humanos Human Rights Watch no país, José Miguel Vivanco, após a divulgação de um relatório que critica as instituições e o governo.

O relatório da Human Rights Watch (HRW), divulgado na quinta-feira, apresenta um balanço dos 10 anos de gestão de Hugo Chávez no qual afirma que o governo "debilitou as instituições democráticas e as garantias de direitos humanos" neste período.

O Ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Nicolas Maduro, disse que Vivanco violou a Constituição do país. O documento foi divulgado uma semana após a expulsão do embaixador dos Estados Unidos na Venezuela.

"Intolerância política"

Em nota, o ministério das Relações Exteriores da Venezuela disse que o chileno José Miguel Vivanco violou a Constituição do país ao "interferir ilegalmente nos assuntos internos" do país.

"Com base nos valores constitucionais de defesa da soberania nacional e da dignidade do povo venezuelano, (o governo) decidiu expulsar do território venezuelano o referido cidadão", diz a nota. O assistente de Vicanco e co-autor do relatório, o americano Daniel Wilkinson, também foi expulso.

No documento, intitulado "Intolerância política e oportunidades perdidas para o progresso dos direitos humanos na Venezuela", a organização, que tem sede em Nova York, afirma que depois do fracassado golpe de Estado contra o presidente venezuelano, em 2002, Chávez teria "tomado" as instituições do Estado.

Entre as principais áreas criticadas aparecem "o controle" do governo sobre o poder judiciário, "discriminação política aos opositores", "limitações à liberdade de expressão e ao sindicalismo".

Uma das principais críticas apresentadas no documento afirma que na Venezuela "não há separação de poderes" e utiliza como exemplo a ampliação do número de cadeiras no Tribunal Supremo de Justiça, de 20 para 32, em uma reforma realizada em 2004.

Na avaliação da HRW, esse sistema teria sido implementado para que os magistrados favoráveis ao governo alcançassem maioria. Essa mudança foi qualificada pela HRW "como a mais grave violação do estado de direito", desde o golpe de 2002.

"Existe uma ausência de controle judicial, o que tem sido aproveitado por Chávez para aplicar políticas discriminatórias que limitam o exercício da liberdade de expressão dos jornalistas, da liberdade sindical dos trabalhadores e da capacidade da sociedade civil de promover os direitos humanos", afirmou José Miguel Vivanco, diretor da HRW, durante a apresentação do informe, nesta quinta-feira em Caracas.

Representantes do governo ouvidos pela BBC Brasil rejeitaram o informe da HRW e negaram que no país os direitos humanos e a democracia estejam em perigo.

Informe "incorreto"

Para German Sálton, representante do Estado venezuelano na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, o informe é "incorreto" e não contempla aspectos que, a seu ver, são "conquistas" dos 10 anos de governo.

"A realidade venezuelana mostra números diferentes deste informe: o governo erradicou o analfabetismo, levou saúde à população mais pobre, garante acesso ao trabalho, isso é respeito aos direitos humanos, não violação", afirmou Sálton.

"Quando houve o golpe de Estado e o canal estatal foi tirado do ar, esta organização não emitiu nenhuma frase condenando esta violação à liberdade de expressão, nem tampouco contra o golpe", acrescentou.

Crise diplomática

Para Saul Ortega, deputado da Comissão de Relações Exteriores da Assembléia Nacional, a divulgação do informe está relacionada com a mais recente crise diplomática entre Venezuela e EUA.

Na semana passada Chávez ordenou a expulsão do embaixador norte-americano de Caracas "em apoio à Bolívia" e recebeu uma idêntica resposta por parte da Casa Branca.

"Não é por acaso que depois da expulsão do embaixador norte-americano os EUA começaram a nos atacar com os dois temas centrais para desqualificar um governo: narcotráfico e direitos humanos", afirmou Ortega à BBC Brasil.

Há dois dias, o governo dos EUA incluíram a Venezuela e Bolívia na lista de países que fracassaram na luta contra o tráfico de drogas no último ano.

"Discriminação"

No seu balanço sobre a gestão de Chávez, a HRW afirma que "a discriminação política" tem sido uma das características da atual presidência.

De acordo com o documento, houve "demissão de opositores políticos em algumas instituições estatais" e a criação de "sindicatos paralelos" aliados às políticas governamentais.

O deputado Saúl Ortega nega a existência de perseguição de trabalhadores opositores ao governo e disse que o Parlamento criou uma lei para coibir esta prática.

"Há uma lei vigente que proíbe as demissões injustificadas, para, entre outras coisas, impedir este tipo de abuso de poder por motivações políticas", afirmou.

Entre outras considerações, Human Rights Watch "recomenda" ao governo o "reestabelecimento da credibilidade" do Tribunal Supremo de Justiça e a criação de um organismo autônomo que administre a freqüência de rádio e televisão.


fonte:BBC Brasil

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

A culpada por esta música estar aqui é a Maria. Eu andava quieta ouvindo Madame Piaf no meu canto, sozinha com meus botões. Passei ontem no Cheiro da Ilha e dou de cara com Monsieur Brel cantando Amsterdam. De Amsterdam para as minhas lembranças de Ne Me Quitte Pas, foi um pulo. Ainda pensei se continuava escutando sozinha ou dividia. Está aqui o resultado dessa dúvida.



A letra diz o seguinte:

Não me deixes,
É preciso esquecer,
Tudo se pode esquecer
Que já para trás ficou.
Esquecer o tempo dos mal-entendidos
E o tempo perdido a querer saber como
Esquecer essas horas,
Que de tantos porquês,
Por vezes matavam a última felicidade.

Não me deixes.
Te oferecerei
Pérolas de chuva
Vindas de países
Onde nunca chove;
Escavarei a terra
Até depois da morte,
Para cobrir teu corpo
Com ouro, com luzes.
Criarei um país
Onde o amor será rei,
Onde o amor será lei
E você a rainha.

Não me deixes.
Te Inventarei
Palavras absurdas
Que você compreenderá;
Te falarei
Daqueles amantes
Que viram de novo
Seus corações ateados;
Te contarei
A história daquele rei,
Que morreu por não ter
Podido te conhecer.

Não me deixes.
Quantas vezes não se reacendeu o fogo
Do antigo vulcão
Que julgávamos velho?
Até há quem fale
De terras queimadas
A produzir mais trigo;
Que a melhor primavera
É quando a tarde cai,
Vê como o vermelho e o negro
Se casam
Para que o céu se inflame.

Não me deixes.
Não vou chorar mais,
Não vou falar mais,
Escondo-me aqui
Para te ver
Dançar e sorrir,
Para te ouvir
Cantar e rir.
Deixa-me ser a sombra da tua sombra,
A sombra da tua mão,
A sombra do teu cão.

Não me deixes,
Não me deixes.


fonte:YouTube

Sasha de capa e capuz

Prometido é devido




Lambidinhas do Sasha para a Ana.


fonte:euzinha
Onde os limites
Ao poder dum amor cego
Sob a venda negra da paixão

Onde os limites
Se
A pele é seda
A dor é prazer
O obsceno aguilhão
A exaustão prado ameno

Retirada a venda à paixão
Resta a calma no olhar
Ao mais fundo da alma
Com limites


Daniel Sant'Iago
foto: Theo Berends

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ladrão "família" devolve carro com criança dentro

Um ladrão chamou a polícia ao perceber que, no banco de trás do veículo que havia furtado, dormia um menino de cinco anos, durante a madrugada de hoje, em Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Segundo informações do portal Zero Hora, ele ligou para a Brigada Militar informando onde abandonaria o carro.

O veículo pertencia a um casal que, segundo o Zero Hora, estava em um bar na hora do furto. O policial que atendeu à ocorrência chegou a afirmar que o ladrão teria reclamado da irresponsabilidade do casal. "Ele ligou com um tom de indignação pelo absurdo da criança estar sozinha dentro do carro àquela hora", afirmou Cláudia Crusius, delegada do 2º DP, onde o boletim de ocorrência foi registrado.

O ladrão furtou o veículo, um Monza azul 1983, por volta das 2h, no centro de Passo Fundo. Ao perceber a presença do menino, ele ligou para o 190 e informou que deixaria o carro na Rua 7 de Agosto, 488, no bairro Operário. No boletim de ocorrência não consta que o ladrão tenha levado algum objeto de dentro do veículo.

Quando a Brigada Militar encontrou o Monza, o garoto ainda estava dormindo. O carro estava com documentos vencidos e acabou guinchado. O menino foi levado para Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento e a mãe foi chamada a se apresentar às 10h no Conselho Tutelar.

A polícia ainda não encontrou o ladrão. "A princípio, vamos ter que apurar a situação. Mas, pelo insólito da situação, eu já adianto que não vou pedir a prisão", disse a delegada.


fonte:UOL

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Essa chuva que não pára...

E essa chuva que não pára... sinto-me em São Paulo ou no Porto, menos no Rio. Desde Domingo, a chuva não pára e faz frio, isso deprime uma pessoa. Sasha só vai à rua de capa e capuz e quando volta pra casa, vem num mau humor, como se eu tivesse culpa dele não poder patinhar a rua toda, estar vestido daquele jeito e ter de secar as patas. É um problemão pro meu orelhudo.



Não tenho foto de Sasha com capa por motivos óbvios, mas tenho de arranjar um jeito de tirar uma foto porque ele fica muito engraçado.


fonte:euzinha

O que esperar de um casamento

Artista cria vestido de noiva com 1,5 mil luvas de cozinha


Um vestido de noiva feito de luvas de cozinha e assinado pela artista plástica britânica Susie MacMurray é o destaque de uma exposição que abre neste mês em Nova York.

Intitulada "A Mixture of Frailties" ("Uma mistura de fragilidades"), a peça demorou vários meses para ser montada e é feita de cerca de 1,5 mil luvas de cozinha viradas do avesso.

Depois de uma temporada em exposição no museu Tuille House, em Carlisle, no noroeste da Inglaterra, a obra será um dos destaques da mostra "Second Lives: Remixing the Ordinary", que será inaugurada no dia 27 no Museu de Arte e Design de Nova York.

Em entrevista à BBC Brasil, a artista afirmou que a produção da obra faz parte de seu interesse pela "natureza visceral dos contos de fadas".

"Os contos de fadas geralmente funcionam como contos de alerta e precaução. Esse vestido, enquanto belo e extravagante, pode provavelmente ser visto como uma armadilha - cuidado com o que você deseja", disse MacMurray.

Segundo a curadora da Tuille House, Fiona Venables, a obra faz referência "tanto ao sonho da menina de um vestido de casamento branco quando à realidade das tarefas domésticas".

Materiais
Além de "A Mixture of Frailties", a artista criou ainda outra peça similar, feita de balões metálicos.

A obra, intitulada "Gladrags", é um casaco composto de 10 mil balões metálicos cor-de-rosa e contou com ajuda de três assistentes para ser produzida.

Assim como no vestido de noiva, "Gladrags" - atualmente em exposição na galeria Pallant House, em Chischester, na Inglaterra - também revela o interesse da artista pelo material e sua associação com o conteúdo da obra.


fonte:BBC Brasil

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Sem palavras

Eu já fui católica - batizada, crismada e tudo o mais -, hoje prefiro dizer que sou espiritualista independente porque não me encaixo em religião nenhuma ao mesmo tempo que não quero, nem acho necessário me afastar de Deus.

Mas porque cargas d'água estou eu aqui escrevendo sob a minha opção espiritual?

Uma amiga, um dia desses me disse que se não pararmos de fumar - já parei, voltei, mas ando sem pachoorra para ficar me policiando -, iremos pro Umbral porque somos uma espécie de suicidas. Não acho, sou uma pessoa em alguns momentos bem boazinha e creio sinceramente que vou fazer uns desvios quando chegar lá em cima. Bem, era o que pensava. Um belo dia, vi o padre Fábio de Melo na TV e o dito canta e tem uma voz lindíssima. Não é o meu gosto musical preferido, mas até dá pra escutar - e a voz dele "falada" é ainda mais bonita - e mais não digo porque ainda conto com os tais desvios.




fonte:YouTube

Terrorismo cultural

Grupo reivindica furto de Goya em Bogotá


Um grupo que diz lutar contra a "burocracia da arte" reivindicou o furto da gravura do pintor espanhol Goya que desapareceu na quinta-feira em Bogotá, segundo comunicado revelado neste domingo.

O grupo, que se apresenta como Comando Arte Livre S-11 (em referência ao dia 11 de setembro), assumiu ter furtado a obra em uma mensagem enviada para a Fundação Gilberto Alzate Avendaño, onde a gravura "Tristes Presentimientos de Lo que Va a Acontecer" estava exposta.

A nota é entitulada "Goya, tua gravura volta à luta" e defende o furto da obra - que era exibida junto com outras 79 gravuras -- como uma ação da arte livre contra a burocracia.

"Sua gravura rompe as teias-de-aranha do museu e se lança aos combates do presente. Passa para nossas mãos, para as mãos da arte livre de políticos, e aponta agora contra a imagem de todos esses burocratas exploradores do povo", diz a mensagem.

"Goya não está com eles, os oportunistas, mas sim com os oportunos. Por isso sua gravura passa para nossas mãos. Para as mãos do público que não vai a coquetéis, que não paga a entrada (de 2,4 dólares) cobrada pela Fundação Gilberto Alzate Avendaño para ver a exposição".

O coronel Yesid Vásquez, comandante operacional da Polícia de Bogotá, declarou estar analisando o texto, mas que "até agora não há indícios de que esse grupo exista. Pode ser para desviar as investigações, há inconsistências".

Carolina Potes, da empresa Old Masters Art Brokers, que organizou a exposição, estimou que os ladrões estão tentando disfarçar o crime com uma "ideologia política", pois perceberam o tamanho do que fizeram e constataram que "não vão enriquecer, porque não é uma obra de valor comercial". Além disso, "Goya era um burguês e não um combatente das idéias. Tudo isso é falso", argumentou.

A gravura, de 17,8 x 22 cm, corresponde à primeira impressão da série "Os Desastres da Guerra" - realizada entre 1810 e 1814 - e integra o patrimônio cultural espanhol. Segundo os organizadores, a obra está segurada em 4 mil euros.


n.r.: é, pode ser. Mas que há maluco pra tudo, há.


fonte:AFP

domingo, 14 de setembro de 2008

Laranjeiras sob o olhar de um angolano

Laranjeiras de mim...

por *Ondjaki

...talvez as pessoas gostem de lembrar e celebrar a cidade do Rio de Janeiro com as praias e as copacabanas e as ipanemas e as mulatas e as cervejas num futebol de Maracanã enlouquecido pela multidão, passando pelos carnavais e as favelas, tudo bem, pode ser, para mim, a cidade do Rio é e vai sendo o pacato bairro das Laranjeiras, com as árvores bonitas de poemas silenciosos e o cocô dos cães nos passeios,

em Luanda, quando pisamos em cocô de cão dizemos "ativei uma mina", e o meu olhar está sempre permanentemente alerta, é raro eu ativar uma dessas incômodas minas, Laranjeiras é o lugar da minha calma e da minha quase distância de mim, aqui conheci antigos amigos que me faltava colecionar, o mundo mágico e palavroso do meu amigo Lino (dono de uma infância fabulosa com laivos concretos de realidade), aqui sei das vozes das crianças ao fim da tarde e o silêncio bonito, mudo, dos miúdos que saem alegres da escola de surdos, muitas vezes aprecio, em Laranjeiras o intervalo dos meninos na escola para surdos, quanta alegria silenciosa!, quanta beleza nos gestos que inventam dizer sorrisos,

mais adiante, a Rua Alice, a comida agradável na Adega do Serafim, alguns metros depois, é raro não estar lá o Edgar na sua tasca, ou está de pé junto ao balcão ou fica mais ao fundo, como que saboreando a tarde, talvez pensando na vastidão do tempo que já atravessou, ali perto gritam os taxistas, buzinam, passam velozes os entregadores nas suas bicicletas gordas de rápida frequência, o hospital das pessoas com problemas de coração, e também crianças - ali dentro se joga o futuro dos corpos e o destino das vidas, o coração, órgão que afinal cataliza a vida, ou a interrompe, frágil no seu tamanho e responsável - dizem - por emoções associadas à poesia, à coragem, às decisões, aos rumos,

ao fim da tarde, no início da General Glicério, um senhor de idade avançadíssima abre as janelas como quem fosse voar ou convidar pássaros para a sua tarde, deixa que a sua música clássica invada a rua e contagie os passantes, sorrio para ele, ao que me corresponde com uma mirada que é misto de loucura e vôo, se ele não faz adeus com a mão, faz com o olhar,

ali existe um ruído de árvores ao fim da tarde, que Luandino Vieira, escritor angolano, chama de "xaxualhar" (um belo termo, penso), o maximbombo (ônibus) 184 vai levar o seu condutor à Central, ele que queria ficar ali a conversar com os outros, a beber o seu café,

mais longe os bicheiros fazem o seu trabalho com maior ou menor simpatia, gatafunham rabiscos, poderosos códigos, permanecem atentos aos celulares, passa um homem gordo com um cinto frágil na cintura, todas as tardes aposta (terá ganho?, continua a ganhar?), o arrumador de carros sorri mesmo quando não lhe dão a prometida moeda, do supermercado saem as empregadas com as compras, as velhotas de roupa mal escolhida e de varizes desprotegidas, as babás escuras com os meninos claros,

dentro do supermercado sou invadido pela timidez do meu sotaque, procuro os artigos antes de fazer perguntas em voz alta, se as faço obrigam-me a falar mais alto e as pessoas olham para mim, "você é português?", eu só queria encontrar uma caixa com seis ovos em vez de 24, "sou angolano", digo, mas as caixas de seis ovos são raras, o alho francês aqui tem ouro nome, o sal grosso é demasiado grosso, as stella artois são baratas, o vinho português é caro, o sabão líquido de lavar a louça é demasiado diluído, mas ali onde a General Glicério encontra a Rua das Laranjeiras, no cantinho, está a Nossa Sorveteria e Confeitaria, com a simpatia do senhor Adriano (e as respectivas filhas),

lá o suco de melancia misturado com melão é uma maravilha, ou então uma cerveja bem gelada, porque junto das cinco, infalivelmente, a bela criatura - senhor Barone? - a quem chamam de Vovô vai chegar, na sua inclinação cronológica, vai sorrir, cumprimentar e beber religiosamente o seu copo de cerveja, enquanto ninguém mais fala, só o arvoredo, como que inventando segredos longínquos, no que o Luandino diz ser o "xaxualhar" das árvores, aqui, na cidade do Rio de Janeiro, no quieto bairro das Laranjeiras, perto de um dos terraços mais simpáticos do mundo...


*Ondjaki é escritor angolano e está passando uma temporada no Rio, onde vai ministrar um curso no POP - Pólo de Pensamento Contemporâneo.


n.r.: é, minha Laranjeiras é mesmo assim, e me impressionou o olhar dele sobre as crianças surdas, esse sempre foi o meu olhar. E a minha GG, é um caso de amor à parte...


fonte:Revista O Globo
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