terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Mobilidade urbana








Às vezes sou obrigada a fazer fisioterapia por conta da minha coluna e braços, mas a minha visão sobre quem a frequenta sempre foi muito restrita, era chegar e me enfiar num cubículo e depois ir embora.
Mas aí aconteceu algo diferente: como minha mãe estava com labirintite, foi necessário eu dispensar algumas horas do meu dia para acompanhá-la e aí a forma de enxergar a fisioterapia se alterou.
Sendo apenas uma acompanhante eu vi quem chegava e partia durante meia hora no ambiente de um Centro de Fisioterapia, e agradeci a Deus pela minha saúde e pedi desculpas pelas vezes que reclamei da vida.
A quantidade de cadeirantes que vi sem pernas, sem partes de pernas e sem pés foi um número imenso, sem contar as que precisavam se amparar em muletas.
Ao mesmo tempo eu pensei em como há coisas tão injustas, já que não ver essas pessoas no meu dia-a-dia é, certamente, pela falta de acessibilidade da cidade onde moro.
Já temos rampas nas calçadas, mas adianta pouco se o cidadão estaciona na saída delas impedindo o acesso. Elevadores em ônibus também, mas é preciso que tenha em todos. É preciso mais, mas muito mais para que quem tem alguma deficiência em locomoção possa ser tão independente quanto eu e você que podemos nos deslocar sem problemas.



2 comentários:

Luis Eme disse...

ainda falta fazer tanto...

e o perigo dos buracos dos passeios para os cegos?

beijos Cris

Cris Caetano disse...

Isso é grave, para cegos e não só, conheço duas que se machucaram: uma quebrou o pé e outra teve uma torção séria.

Beijos, Luis

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