Se vós me reduzis ao desespero, advirto-vos de que uma mulher em tal estado é capaz de tudo.(Molière)
quinta-feira, 22 de julho de 2010
...

...Hoje é mais um dia em que pensei em ti... queria muito estar contigo agora... há coisas sobre mim que precisas saber... e há coisas sobre ti que eu queria saber. Não te quero assustar. Estou, nem sei bem, um tanto surpreso...
...Sinto-me vago e vazio, nem sei bem. Algo me falta. Alguém. Como vou dormir sem o teu abraço? Essa era a pergunta que também eu fazia enquanto te esperava. E ainda não conhecia o teu abraço, o teu toque, o teu cheiro, o teu beijo. Já renascia. Era a força do sim...
...Gosto quando o vento me traz o teu rosto num frio gélido e a tua mão morena, morna me aperta e toca como uma nuvem. Gosto quanto te afundas nos meus olhos. Depois salvo-te desassossegadamente e renasço.
Inês Almeida
foto:Lisa Splinder
...Sinto-me vago e vazio, nem sei bem. Algo me falta. Alguém. Como vou dormir sem o teu abraço? Essa era a pergunta que também eu fazia enquanto te esperava. E ainda não conhecia o teu abraço, o teu toque, o teu cheiro, o teu beijo. Já renascia. Era a força do sim...
...Gosto quando o vento me traz o teu rosto num frio gélido e a tua mão morena, morna me aperta e toca como uma nuvem. Gosto quanto te afundas nos meus olhos. Depois salvo-te desassossegadamente e renasço.
Inês Almeida
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quarta-feira, 21 de julho de 2010
...

Com voz trémula pergunto-te o que é ser feliz
Com uma lágrima de alegria refugio-me nas tuas palavras
Com emoção sinto-te carregado de todas as dores
Respiro-te. Estilhaço-me. Perco-me. Abraço-te.
E recolho-me, juntando todos os meus amores...
Maria in O Cheiro da Ilha
foto:Jonas Valtersson
Com uma lágrima de alegria refugio-me nas tuas palavras
Com emoção sinto-te carregado de todas as dores
Respiro-te. Estilhaço-me. Perco-me. Abraço-te.
E recolho-me, juntando todos os meus amores...
Maria in O Cheiro da Ilha
foto:Jonas Valtersson
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terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Certezas

Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim.
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível.
E que esse momento será inesquecível,
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre.
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho.
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe.
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas.
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros.
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão.
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim.
e que valeu a pena.
Mário Quintana
foto:CacaoCocoa
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim.
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível.
E que esse momento será inesquecível,
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre.
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho.
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe.
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas.
Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim".
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros.
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão.
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim.
e que valeu a pena.
Mário Quintana
foto:CacaoCocoa
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Se joga que hoje é sexta!
Dancei muuuuuito na night do Porto. As amigas eram demais, sempre. Saudades...
E chego a conclusão que é bom ter saudades, sempre que apertam aparece um jeito de resolvê-las. Me aguardem... sei lá quando, mas ela voltou a apertar.
E chego a conclusão que é bom ter saudades, sempre que apertam aparece um jeito de resolvê-las. Me aguardem... sei lá quando, mas ela voltou a apertar.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Não

Não digas que conheces minhas dores
Deixas-me com meus desamparos
Não sabes do estio dos meus lábios
E das marcas que abraçam minha solidão
Pedaços de ti que arranham meu corpo
Não penses que é melhor assim
Nem pressuponhas que a saudade finda
Como se o teu silêncio e deserção
Apagassem o perfume do desejo
Ou a inquietude de sentir-te em mim
Não me obrigues a entender a crueldade
Prefiro ignorar esta estrada que dizes destino
Não quero dar-te ao esquecimento dos sentidos
Nada sei destas trilhas em que sucumbes
Soterrado pelos passos que te negas
Não me convides às tuas renúncias
Nem me batizes nestas águas
Que sangram e definham teu peito
Tenho ardores de vida que me cingem
Férteis à espera que te resgates de ti
Não me amputes de mim, dos meus sonhos
Nem me indiques tuas confortáveis saídas
Prefiro o rasgar de entranhas, a febre do sentir
Ao discurso patético do conformismo
Lanço à fogueira, a impotência, o desistir
Sim, hoje estou em carne viva
Palavras à flor da pele, despindo-se
Ainda que seja este um grito confinado
Ao subterrâneo do meu mundo
Este que já não te alcança.
Fernanda Guimarães
foto:Jonas Valtersson
Deixas-me com meus desamparos
Não sabes do estio dos meus lábios
E das marcas que abraçam minha solidão
Pedaços de ti que arranham meu corpo
Não penses que é melhor assim
Nem pressuponhas que a saudade finda
Como se o teu silêncio e deserção
Apagassem o perfume do desejo
Ou a inquietude de sentir-te em mim
Não me obrigues a entender a crueldade
Prefiro ignorar esta estrada que dizes destino
Não quero dar-te ao esquecimento dos sentidos
Nada sei destas trilhas em que sucumbes
Soterrado pelos passos que te negas
Não me convides às tuas renúncias
Nem me batizes nestas águas
Que sangram e definham teu peito
Tenho ardores de vida que me cingem
Férteis à espera que te resgates de ti
Não me amputes de mim, dos meus sonhos
Nem me indiques tuas confortáveis saídas
Prefiro o rasgar de entranhas, a febre do sentir
Ao discurso patético do conformismo
Lanço à fogueira, a impotência, o desistir
Sim, hoje estou em carne viva
Palavras à flor da pele, despindo-se
Ainda que seja este um grito confinado
Ao subterrâneo do meu mundo
Este que já não te alcança.
Fernanda Guimarães
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quarta-feira, 14 de julho de 2010
Você se sente manipulado?
Ou melhor, você sabe quando está sendo manipulado?
O assunto correu ontem, numa conversa onde alguém disse que aquele que conduzia o assunto manipulava os demais involuntariamente. Discordei, mas isso me levou a pensar em quando somos realmente manipulados e pensei em diversar situações, mas falarei apenas de duas.
Sinto-me manipulada pela violência, ela me restringe os movimentos e me conduz a caminhos menos inseguros do que outros os quais sei que são totalmente inseguros. Não vou a todos os lugares que gostaria, portanto ela me comanda, me manipula, mesmo sem ter uma presença física.
A manipulação sempre me incomodou.
Um belo dia qualquer há muitos (muitos mesmo) anos atrás, cismei que precisava me conhecer melhor e decidi fazer terapia. Na época escolhi o terapeuta de um dos meus tios e lá fui eu.
Foi tudo muito bem na primeira sessão (uma vez por semana), até que na sessão seguinte, o dito terapeuta apareceu sentado com uma mola nas mãos, que irritantemente jogava de um lado para o outro durante toda a sessão, sem parar.

Achei que ele queria que eu falasse sobre a mola, perguntasse sobre aquilo e por esse motivo não perguntei. Claro que na cabeça do terapeuta, muito provavelmente, haviam duas situações: se eu perguntasse, seria avaliada como a fulanda A e se eu não perguntasse, seria avaliada como a fulana B. Normalmente eu perguntaria, mas como me senti manipulada, resolvi fazer o papel da fulana B e preferi ser avaliada de forma errada (eu era muito novinha, devia ter uns 18/19 anos e adorava contrariar).
A terapia durou um mês, não por culpa da mola, mas porque ele disse que eu deveria comprar e dar um presente a um conhecido em função de um sonho que tive com a pessoa, onde ganhava um cãozinho. Fiquei em estado de choque. Tanto que até hoje lembro com quem sonhei e qual era o presente que ganhava no sonho. Somei a mola com o presente a ser comprado e me "demiti" na sessão seguinte e o surpreendi (isso me causou uma grande surpresa na época). Pediu-me explicações do que havia ido mal e eu, com o ar mais blasé do mundo disse que apenas não tinha mais tempo devido aos estudos.
Acho que normalmente percebemos quando somos manipulados, é daí que vem o confronto com a situação.
Sinto-me manipulada pela violência, ela me restringe os movimentos e me conduz a caminhos menos inseguros do que outros os quais sei que são totalmente inseguros. Não vou a todos os lugares que gostaria, portanto ela me comanda, me manipula, mesmo sem ter uma presença física.
A manipulação sempre me incomodou.
Um belo dia qualquer há muitos (muitos mesmo) anos atrás, cismei que precisava me conhecer melhor e decidi fazer terapia. Na época escolhi o terapeuta de um dos meus tios e lá fui eu.
Foi tudo muito bem na primeira sessão (uma vez por semana), até que na sessão seguinte, o dito terapeuta apareceu sentado com uma mola nas mãos, que irritantemente jogava de um lado para o outro durante toda a sessão, sem parar.

Achei que ele queria que eu falasse sobre a mola, perguntasse sobre aquilo e por esse motivo não perguntei. Claro que na cabeça do terapeuta, muito provavelmente, haviam duas situações: se eu perguntasse, seria avaliada como a fulanda A e se eu não perguntasse, seria avaliada como a fulana B. Normalmente eu perguntaria, mas como me senti manipulada, resolvi fazer o papel da fulana B e preferi ser avaliada de forma errada (eu era muito novinha, devia ter uns 18/19 anos e adorava contrariar).
A terapia durou um mês, não por culpa da mola, mas porque ele disse que eu deveria comprar e dar um presente a um conhecido em função de um sonho que tive com a pessoa, onde ganhava um cãozinho. Fiquei em estado de choque. Tanto que até hoje lembro com quem sonhei e qual era o presente que ganhava no sonho. Somei a mola com o presente a ser comprado e me "demiti" na sessão seguinte e o surpreendi (isso me causou uma grande surpresa na época). Pediu-me explicações do que havia ido mal e eu, com o ar mais blasé do mundo disse que apenas não tinha mais tempo devido aos estudos.
Acho que normalmente percebemos quando somos manipulados, é daí que vem o confronto com a situação.
Deixa que me perca

Deixa que me perca em ti uma só vez
Que deste fogo me quero libertar
Devolve-me a frescura da pele ardente
Em que adormeceste e me fizeste sonhar
Com dias e noites de um desejo quente
E fomos rio juntos correndo para o mar
Deixa que me perca em ti mais uma vez
Que das noites de amor me quero libertar
Falaste ao meu peito com a tua voz quente
Deste-me as mãos e beijaste-me o olhar
Como queres que te esqueça ao sol poente
Se tudo de mim levaste no nosso amar...
Maria in O Cheiro da Ilha
foto:Mike Cechanowicz
Que deste fogo me quero libertar
Devolve-me a frescura da pele ardente
Em que adormeceste e me fizeste sonhar
Com dias e noites de um desejo quente
E fomos rio juntos correndo para o mar
Deixa que me perca em ti mais uma vez
Que das noites de amor me quero libertar
Falaste ao meu peito com a tua voz quente
Deste-me as mãos e beijaste-me o olhar
Como queres que te esqueça ao sol poente
Se tudo de mim levaste no nosso amar...
Maria in O Cheiro da Ilha
foto:Mike Cechanowicz
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Depressão à porta
Acordei de muito bom humor, diga-se de passagem, faz um dia lindo hoje. Mas as eleições batem à porta e por conta disso vai surgir ao longo dos meses alguma tristeza. Nada mudará como ainda não mudou.
Um bando infinito de candidatos já começa a aparecer em propagandas na TV dizendo em como investirão na educação e na saúde e eu sei que não investirão (mas o tema saúde e educação dão muitos votos). Trabalharão uns dias em Brasília e passarão o fim de semana prolongado em suas cidades de origem pagando as passagens de avião com o meu dinheiro, receberão ajuda de custo de combustível com o meu dinheiro, colocarão amigos em secretarias que receberão um salário pago com o meu dinheiro que sai do meu bolso para pagar impostos.
A nossa educação de base continuará deficiente, os professores continuarão mal pagos, as escolas se manterão precárias em termos de instalação, o investimento na reciclagem dos professores mais uma vez não acontecerá.
Mas amigos de amigos continuarão votando em seus amados canditados com a intenção de uma boquinha no governo.
E eu votarei nulo até aparecer finalmente um candidato no qual eu acredite. Me recuso a votar no menos pior ou votar em fulano para que sicrano não ascenda ao poder.
E sinto uma imensa pena que no Brasil a esquerda se corrompa pela direita na grande maioria das vezes.
Um bando infinito de candidatos já começa a aparecer em propagandas na TV dizendo em como investirão na educação e na saúde e eu sei que não investirão (mas o tema saúde e educação dão muitos votos). Trabalharão uns dias em Brasília e passarão o fim de semana prolongado em suas cidades de origem pagando as passagens de avião com o meu dinheiro, receberão ajuda de custo de combustível com o meu dinheiro, colocarão amigos em secretarias que receberão um salário pago com o meu dinheiro que sai do meu bolso para pagar impostos.
A nossa educação de base continuará deficiente, os professores continuarão mal pagos, as escolas se manterão precárias em termos de instalação, o investimento na reciclagem dos professores mais uma vez não acontecerá.
Mas amigos de amigos continuarão votando em seus amados canditados com a intenção de uma boquinha no governo.
E eu votarei nulo até aparecer finalmente um candidato no qual eu acredite. Me recuso a votar no menos pior ou votar em fulano para que sicrano não ascenda ao poder.
E sinto uma imensa pena que no Brasil a esquerda se corrompa pela direita na grande maioria das vezes.
Leva-me

... para qualquer lugar desde que seguro, onde os monstros sem espadas não ultrapassem muros de paz.
fonte:CacaoCocoa
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as voltas que uma cabeça dá,
Cris Caetano,
Hey
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Para ti...
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Hoje deixo-te linhas. Muitas linhas. Todas elas fazem parte da linha da tua vida, cheia de inquietações e medos. Sonhos, mistérios e segredos. Linhas que já percorreste, outras ainda para andar. Cada linha pode ser um afluente no rio que sempre és. Puro na nascente. Fresco a beber. Ternura refrescante quando em dias quentes mergulho em ti. Fonte solidária que me abraça, sempre que preciso.
Hoje deixo-te linhas. Tantas linhas. Algumas que quero ainda percorrer contigo, talvez no areal onde o mar nos beija os pés. Onde desaguas todos os dias, força da natureza feita sonho para saborear. Cada linha pode ser um filho parido sempre com dor. Ou talvez um amor. Quem sabe um grito. Olhar penetrante sorriso menino poeta bailarino. Fonte de ternura e inquietação presente, sempre que preciso.
Hoje deixo-te linhas. Apenas. Gravadas a fogo...
Maria in O Cheiro da Ilha
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Hoje deixo-te linhas. Muitas linhas. Todas elas fazem parte da linha da tua vida, cheia de inquietações e medos. Sonhos, mistérios e segredos. Linhas que já percorreste, outras ainda para andar. Cada linha pode ser um afluente no rio que sempre és. Puro na nascente. Fresco a beber. Ternura refrescante quando em dias quentes mergulho em ti. Fonte solidária que me abraça, sempre que preciso.
Hoje deixo-te linhas. Tantas linhas. Algumas que quero ainda percorrer contigo, talvez no areal onde o mar nos beija os pés. Onde desaguas todos os dias, força da natureza feita sonho para saborear. Cada linha pode ser um filho parido sempre com dor. Ou talvez um amor. Quem sabe um grito. Olhar penetrante sorriso menino poeta bailarino. Fonte de ternura e inquietação presente, sempre que preciso.
Hoje deixo-te linhas. Apenas. Gravadas a fogo...
Maria in O Cheiro da Ilha
sábado, 10 de julho de 2010
sexta-feira, 9 de julho de 2010
30 anos de saudades
Vinicius de Moraes
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Vinícius de Moraes - Para viver um grande amor
Espera

Estou à tua espera.
Estou sempre à espera
De esse outro
Que me consome
Que me enche de sonho
E controvérsia.
O outro é TU-EU
Paradoxal oxímoro
Impossibilidade ansiosa.
Amar é uma tempestade de areia
Uma bruma vítrea.
Não menos que Penélope
Espero
Vagarosa e muda
Em minhas tarefas.
Ana Hatherley
foto:Alina Lebedeva
Estou sempre à espera
De esse outro
Que me consome
Que me enche de sonho
E controvérsia.
O outro é TU-EU
Paradoxal oxímoro
Impossibilidade ansiosa.
Amar é uma tempestade de areia
Uma bruma vítrea.
Não menos que Penélope
Espero
Vagarosa e muda
Em minhas tarefas.
Ana Hatherley
foto:Alina Lebedeva
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poema
Palavras...

O silêncio é a minha maior tentação.
As palavras, esse vício ocidental, estão gastas, envelhecidas, envilecidas.
Fatigam, exasperam. E mentem, separam, ferem. Também apaziguam, é
certo, mas é tão raro! Por cada palavra que chega até nós, ainda quente
das entranhas do ser, quanta baba nos escorre ...
em cima a fingir de música suprema!
Eugenio de Andrade
foto:Andrey Vahrushew
As palavras, esse vício ocidental, estão gastas, envelhecidas, envilecidas.
Fatigam, exasperam. E mentem, separam, ferem. Também apaziguam, é
certo, mas é tão raro! Por cada palavra que chega até nós, ainda quente
das entranhas do ser, quanta baba nos escorre ...
em cima a fingir de música suprema!
Eugenio de Andrade
foto:Andrey Vahrushew
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