segunda-feira, 5 de setembro de 2005

Nelson Freire na Sala Cecília Meirelles

Raro privilégio: Nelson Freire toca duas vezes essa semana na Sala Cecília Meirelles, como parte da programação comemorativa dos 40 anos da Sala. Nelson é sempre Nelson; e a acústica da Sala, bem mais intimista que a do Theatro Municipal, oferece um grau de aproximação maior à arte deste grande pianista brasileiro.

O programa de hoje é dos mais típicos de Nelson: um prelúdio de Bach (órgão) transcrito para o piano; a sonata da “Marcha Turca”, de Mozart; dois Debussys, e o “Carnaval” de Schumann, que Nelson tem tocado ao longo de toda uma vida. Quarta-feira, teremos um recital Chopin: a grande Fantasia op. 49, em fá menor; Noturnos, Mazurkas, a Balada n 3, a “Barcarola” op. 60 (que parece tão simples, mas é uma extraordinária realização) e a Sonata op. 58, em si menor. Imperdível.

"O Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi inaugurado em 14 de julho de 1909. O projeto arquitetônico foi construído com base no projeto arquitetônico de Franscisco Oliveira Passos com a colaboração de Albert Guilbert (ver aqui). Seu desenho foi inspirado no Opéra National de Paris (ver aqui)."

N.R.: intimista para mim, é bossa nova, não Nelson Freire. A Sala Cecília Meirelles comemora 40 anos em um país onde a cultura sempre foi um pouco "manca". Eu li qualquer coisa sobre o ar condicionado do Theatro Municipal. Assistiria Nelson Freire no Aterro do Flamengo, sem a acústica intimista da Sala Cecília Meirelles.

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