fonte:YouTube
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Por que sou assim?

Ser distraído é o pior defeito que um ser humano pode ter. Imagine-se abrindo um CD cheio de fotos (inclusive aquelas que costumamos, por orgulho, dizer pra pessoa que deletamos e não deletamos coisíssima nenhuma) e aparece uma box - porcaria de Windows Vista com o qual ainda não me acostumei - onde se lê várias opções, e o dedinho escorrega distraído e o raio do mouse clica em formatar e você fica pensando ainda por um segundo - porque a cabeça está longe por conta da distração - na palavra FOOR-MAA-TAAR. É, porque um distraído quando se liga, lê em slow-motion e de repente você grita: FORMATAR, NÃO!!!
Aí começa a rezar pros dois únicos santos que tem fé e cruza os dedos e abre os olhos fixamente pra tela do computador no final da tal formatação pensando que se milagres existem, pode ter finalmente sobrado um pra criatura lesada (nesse caso, eu), mas não.
Confirma-se uma, duas vezes e até uma terceira, ainda a espera de um milagre, e lá está ele, vazio, vazio. O que tinha lá dentro? As tais fotos que um dia eu disse ter deletado e outras que nem sei quais são e que um dia hei de me lembrar e há de me dar a maior deprê. Já era, foi, adeus! Fiquei AR-RA-SA-DA!
Vai passar, assim que eu conseguir esquecer.
Aí começa a rezar pros dois únicos santos que tem fé e cruza os dedos e abre os olhos fixamente pra tela do computador no final da tal formatação pensando que se milagres existem, pode ter finalmente sobrado um pra criatura lesada (nesse caso, eu), mas não.
Confirma-se uma, duas vezes e até uma terceira, ainda a espera de um milagre, e lá está ele, vazio, vazio. O que tinha lá dentro? As tais fotos que um dia eu disse ter deletado e outras que nem sei quais são e que um dia hei de me lembrar e há de me dar a maior deprê. Já era, foi, adeus! Fiquei AR-RA-SA-DA!
Vai passar, assim que eu conseguir esquecer.

Não me fales de incêndios da alma,
Nem da linguagem dos amantes.
Antes, prova dos meus olhares
Do amor que só se sabe em ti.
Já me disse incontida, desmedida,
Quando sequer te percebes em mim.
Deixa que me confesse inteira,
Muito além da voz que supões.
Estou farta de emoções sussurradas
Pronunciadas no peito como cristal
Quero-te antes de qualquer palavra
Na entonação que apenas tu adivinhas
Não me digas de qualquer alvorecer
Onde não me trazes o sol, a ternura.
São teus olhos que me despertam
E me oferecem o aroma da vida.
É a doçura inquieta das tuas mãos
Néctar que veste os meus sonhos.
O dia que vejo é este em que me tomas
Quando vens antes de mim e dos sentidos
Quando me confidencias tuas saudades
E os caminhos em que me levaste
Em tuas ausências consentidas.
Não me fales de aritméticas
Dessa memória incisiva do tempo.
Meu coração desconhece algarismos
E contagens que afastam e distanciam.
Prefere-se a juntar passos, estradas
Desaprendeu dos números, da lógica
Entende-se somente em interseções
Compreende que pontos podem ser ligados
E assim, abraça-se descobrindo retas
Somando urgentes encantos e afinidades.
Não pressuponhas as rasuras de minhas dores.
Nada sabes dos abismos dos meus silêncios,
Quando o sentir é açoite pelo não expresso.
Tenho marcas palpáveis, cuja agonia e soluço
Só me sabe o escuro em que mergulho.
Apenas adentra as portas que te abro.
Anda devagar, como se deitasses em pétalas.
Não me peças para diluir na taça do impossível
Os sonhos, os desejos, os tolos tremores
Que transbordam insones em luas prateadas.
Não me ofereças o véu do comedimento
Para cobrir a alma, a carne, os sentidos
Sim, continuarei a te fazer versos,
Ainda que te conjugue imperfeitamente
Neste meu desassossego de letras,
Tropeçando em rimas, ébria de metáforas.
Mesmo que não alcance o lume dos teus sonhos,
A profundidade do que tua alma abriga,
Deixarei o eco deste amor que me guia
Na fragrância do dizer da minha poesia.
Bebo-te nesta taça até o último trago
Onde vezes te derramas quase meu...
Fernanda Guimarães
foto: Philippe Pache
Nem da linguagem dos amantes.
Antes, prova dos meus olhares
Do amor que só se sabe em ti.
Já me disse incontida, desmedida,
Quando sequer te percebes em mim.
Deixa que me confesse inteira,
Muito além da voz que supões.
Estou farta de emoções sussurradas
Pronunciadas no peito como cristal
Quero-te antes de qualquer palavra
Na entonação que apenas tu adivinhas
Não me digas de qualquer alvorecer
Onde não me trazes o sol, a ternura.
São teus olhos que me despertam
E me oferecem o aroma da vida.
É a doçura inquieta das tuas mãos
Néctar que veste os meus sonhos.
O dia que vejo é este em que me tomas
Quando vens antes de mim e dos sentidos
Quando me confidencias tuas saudades
E os caminhos em que me levaste
Em tuas ausências consentidas.
Não me fales de aritméticas
Dessa memória incisiva do tempo.
Meu coração desconhece algarismos
E contagens que afastam e distanciam.
Prefere-se a juntar passos, estradas
Desaprendeu dos números, da lógica
Entende-se somente em interseções
Compreende que pontos podem ser ligados
E assim, abraça-se descobrindo retas
Somando urgentes encantos e afinidades.
Não pressuponhas as rasuras de minhas dores.
Nada sabes dos abismos dos meus silêncios,
Quando o sentir é açoite pelo não expresso.
Tenho marcas palpáveis, cuja agonia e soluço
Só me sabe o escuro em que mergulho.
Apenas adentra as portas que te abro.
Anda devagar, como se deitasses em pétalas.
Não me peças para diluir na taça do impossível
Os sonhos, os desejos, os tolos tremores
Que transbordam insones em luas prateadas.
Não me ofereças o véu do comedimento
Para cobrir a alma, a carne, os sentidos
Sim, continuarei a te fazer versos,
Ainda que te conjugue imperfeitamente
Neste meu desassossego de letras,
Tropeçando em rimas, ébria de metáforas.
Mesmo que não alcance o lume dos teus sonhos,
A profundidade do que tua alma abriga,
Deixarei o eco deste amor que me guia
Na fragrância do dizer da minha poesia.
Bebo-te nesta taça até o último trago
Onde vezes te derramas quase meu...
Fernanda Guimarães
foto: Philippe Pache
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Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!
Cecília Meirelles
foto: Sascha Hüttenhain
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.
Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.
Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!
Cecília Meirelles
foto: Sascha Hüttenhain
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Mariiia!
Oui, ces't moi!
Me lembra ¨Je vous salue Marie¨.
Godard?
Sim!
Não. Apenas, Maria.
foto:Cig Harvey
Oui, ces't moi!
Me lembra ¨Je vous salue Marie¨.
Godard?
Sim!
Não. Apenas, Maria.
foto:Cig Harvey
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E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
Hilda Hilst
foto: Christian Coigny
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
Hilda Hilst
foto: Christian Coigny
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Encontros e desencontros
domingo, 12 de abril de 2009
As palavras não me chegam à boca nem às mãos não as consigo dizer nem escrever e no entanto estão todas cá dentro sinto-as num turbilhão no estômago acotovelam-se gritam umas com as outras mas recusam-se a sair As palavras que tenho para vos dar são doces e amargas são fortes e fracas são paz e guerra mas não saem continuam cá dentro às vezes ouço-as rir parece que brincam comigo ou decidiram esperar que me canse e as vomite mas não As palavras que quero falar são azuis e brancas e vermelhas e verdes têm todas as cores de todas as flores às vezes penso que as palavras que tenho cá dentro são flores mas não sou terra apenas as sinto e não são raízes de mim As palavras que vou libertando aos poucos voam-me e não as seguro porque são pássaros de asas azuis pedaços meus e voam tão alto asas feitas de algodão e maresia de espuma e areia de fogo e vento de ar e de água é isso as minhas palavras asas são feitas de água. Onde desaguas o teu rio. Onde eu me desfaço. No mar de todos os afectos.
fonte:YouTube e Maria
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Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro

O Grande Prêmio Vivo do Cinema Brasileiro chega á sétima edição elegendo a trilha sonora como protagonista. Criada em 2002, pela Academia Brasileira de Cinema, sob a batuta do cineasta Roberto Farias, presidente da entidade, a premiação ganhou status ao longo dos anos e hoje é considerada a mais importante do cinema nacional. O evento acontece dia 14 de abril, às 21 hs, no Vivo Rio.
O ponto forte da premiação é a participação de representantes de todas as tendências do cinema nacional - o quadro de votantes é formado por cerca de 300 membros da academia, realizadores, distribuidores, diretores, atores, roteiristas, exibidores e críticos de cinema, entre outros profissionais envolvidos com todas as etapas da produção de um filme.
Os votos, secretos, são escolhidos via internet, num processo auditado pela PricewaterhouseCoopers.
Desde o ano passado, o troféu oferecido aos vencedores das 25 categorias passou a se chamar Grande Otelo, em homenagem ao ator. E, nesta edição, foram criadas duas novas categorias: Melhor Longa-metragem infantil e Melhor Trilha Sonora Original.
Concorrem ao prêmio todos os filmes lançados comercialmente entre 1 de janeiro a 31 de dezembro. O diretor Nelson Pereira dos Santos é o homenageado nesta edição.
A Vivo patrocina o prêmio desde o ano passado. Na avaliação de Alfredo Sirufo, diretor regional da Vivo, o apoio reforça o compromisso da compainha com a democratização e a valorização da cultura nacional. ¨O pano de fundo desse e de outros investimentos que estamos realizando é a evolução do cinema nacional, nos últimos anos. A gente se orgulha de estar contribuindo para esse processo¨, diz o executivo. Desde 2005, a compainha tem investido de modo significativo no cinema nacional, patrocinando produções cinematográficas como ¨A Selva¨, de Leonardo Vieira, ¨Casa de Areia¨, de Andrucha Waddington, ¨Polaróides Urbanas¨, de Miguel Falabella, e ¨O Passado¨, de Hector Babenco, entre outros. A empresa também patrocina há dez anos, O Festival de Cinema de Granado.
Eu já votei e quase me esquecia de que era possível ainda o público votar na premiação. Até hoje, domingo, o público poderá escolher seus filmes preferidos nas categorias Melhor Longa-Metragem Nacional e Estrangeiro pelo voto popular. A votação poderá ser feita via celular, enviando um torpedo com o nome do filme para o número 22211, ou via internet, no site www.academiabrasileiradecinema.com.br.
Filmes Nacionais:
* O Banheiro do Papa
* Ensaio Sobre a Cegueira
* Estômago
* Linha de Passe
* Meu Nome Não é Johnny
Filmes Estrangeiros:
* 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
* Onde os Fracos Não Têm Vez
* O Escafrando e a Borboleta
* Vicky Cristina Barcelona
* Desejo e Reparação
n.r.: até sexta-feira, o site da academia abria na boa, hoje há pouco dava erro, não sei porquê.
fonte:Jornal O Globo, textos de Larissa Morais/Vania Mezzonato
O ponto forte da premiação é a participação de representantes de todas as tendências do cinema nacional - o quadro de votantes é formado por cerca de 300 membros da academia, realizadores, distribuidores, diretores, atores, roteiristas, exibidores e críticos de cinema, entre outros profissionais envolvidos com todas as etapas da produção de um filme.
Os votos, secretos, são escolhidos via internet, num processo auditado pela PricewaterhouseCoopers.
Desde o ano passado, o troféu oferecido aos vencedores das 25 categorias passou a se chamar Grande Otelo, em homenagem ao ator. E, nesta edição, foram criadas duas novas categorias: Melhor Longa-metragem infantil e Melhor Trilha Sonora Original.
Concorrem ao prêmio todos os filmes lançados comercialmente entre 1 de janeiro a 31 de dezembro. O diretor Nelson Pereira dos Santos é o homenageado nesta edição.
A Vivo patrocina o prêmio desde o ano passado. Na avaliação de Alfredo Sirufo, diretor regional da Vivo, o apoio reforça o compromisso da compainha com a democratização e a valorização da cultura nacional. ¨O pano de fundo desse e de outros investimentos que estamos realizando é a evolução do cinema nacional, nos últimos anos. A gente se orgulha de estar contribuindo para esse processo¨, diz o executivo. Desde 2005, a compainha tem investido de modo significativo no cinema nacional, patrocinando produções cinematográficas como ¨A Selva¨, de Leonardo Vieira, ¨Casa de Areia¨, de Andrucha Waddington, ¨Polaróides Urbanas¨, de Miguel Falabella, e ¨O Passado¨, de Hector Babenco, entre outros. A empresa também patrocina há dez anos, O Festival de Cinema de Granado.
Eu já votei e quase me esquecia de que era possível ainda o público votar na premiação. Até hoje, domingo, o público poderá escolher seus filmes preferidos nas categorias Melhor Longa-Metragem Nacional e Estrangeiro pelo voto popular. A votação poderá ser feita via celular, enviando um torpedo com o nome do filme para o número 22211, ou via internet, no site www.academiabrasileiradecinema.com.br.
Filmes Nacionais:
* O Banheiro do Papa
* Ensaio Sobre a Cegueira
* Estômago
* Linha de Passe
* Meu Nome Não é Johnny
Filmes Estrangeiros:
* 4 Meses, 3 Semanas e 2 Dias
* Onde os Fracos Não Têm Vez
* O Escafrando e a Borboleta
* Vicky Cristina Barcelona
* Desejo e Reparação
n.r.: até sexta-feira, o site da academia abria na boa, hoje há pouco dava erro, não sei porquê.
fonte:Jornal O Globo, textos de Larissa Morais/Vania Mezzonato
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Quando vieres, de mãos vazias:
há de enchê-las um vento de carícias...
Quando vieres, vem de olhos perdidos:
logo se encontrarão noutra paisagem.
Traze vazio o coração também...
Geir Campos
foto: Jarek Kubicki
há de enchê-las um vento de carícias...
Quando vieres, vem de olhos perdidos:
logo se encontrarão noutra paisagem.
Traze vazio o coração também...
Geir Campos
foto: Jarek Kubicki
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Silêncio

Suspirou. Raios tímidos de sol se misturavam a uma chuva fininha que não molhava os que se abrigavam debaixo da copa alargada da árvore.
O ônibus não vinha e o pensamento ia longe indiferente ao barulho do trânsito.
Dois olhares surpresos, dois beijos, dois sorrisos largos.
¨Tudo bem? Tudo bem e com você? Tudo bem.¨
E continuaram se olhando em silêncio e o tempo parecia haver parado.
As palavras queimavam na boca pedindo pra sair, brigando com a racionalidade do pensamento.
¨Por que ela não fala? Por que ele não fala?¨
¨Bem, tchau!¨, disseram ao mesmo tempo.
Os dois finalmente se mexeram tomando caminhos opostos.
Cris Caetano
foto: Anke Merzbach
O ônibus não vinha e o pensamento ia longe indiferente ao barulho do trânsito.
Dois olhares surpresos, dois beijos, dois sorrisos largos.
¨Tudo bem? Tudo bem e com você? Tudo bem.¨
E continuaram se olhando em silêncio e o tempo parecia haver parado.
As palavras queimavam na boca pedindo pra sair, brigando com a racionalidade do pensamento.
¨Por que ela não fala? Por que ele não fala?¨
¨Bem, tchau!¨, disseram ao mesmo tempo.
Os dois finalmente se mexeram tomando caminhos opostos.
Cris Caetano
foto: Anke Merzbach
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sábado, 11 de abril de 2009
Dia de festa

Estou chegando de uma festa em família, aniversário de tia, irmã de mãe e foi bacana rever primas que só vejo umas duas vezes por ano, conhecer senhorinhas amigas da tia que também as outras tias e mamãe conheciam mas não eu, e como têm mulheres na minha família... caramba!
Fiquei me imaginando daqui há muitos anos comemorando aniversários com as amigas e nós todas sentadinhas, alegrinhas, descoladíssimas lembrando bobagens da juventude.
Uma prima está de viagem marcada pra Montreal com o marido indo fazer nova faculdade e ele mestrado, e me deu saudades do passado, muito bem passado vivido longe do Brasil.
E a pequerrucha? Ai, a pequerrucha loirinha de olhos verdes escuros é uma paixão. Adoro crianças e acho que elas sabem disso, não acho que a pequerrucha se lembre de mim mesmo tendo estado há poucos meses com ela e de termos brincarmos às gargalhadas, ela ainda não tem 3 anos, mas ver aquele sorrisinho e olhares me olhando desde que chegou e me chamando pra abrir o pacote de bijoux que a avó ganhou pra colocar nela, me derreteu.
Não tive filhos, o lufa-lufa e a inconstância da minha vida me freiaram e também não os vejo na linha da minha mão, mas amo mesmo. Benditas as crianças desse mundo e ter família grande é muito bom. Coisa boa!
Páscoa é união... interessante o acaso da vida.
n.r.: pois é, eu só voltava na segunda, mas não resisti.
fonte:Euzinha
Fiquei me imaginando daqui há muitos anos comemorando aniversários com as amigas e nós todas sentadinhas, alegrinhas, descoladíssimas lembrando bobagens da juventude.
Uma prima está de viagem marcada pra Montreal com o marido indo fazer nova faculdade e ele mestrado, e me deu saudades do passado, muito bem passado vivido longe do Brasil.
E a pequerrucha? Ai, a pequerrucha loirinha de olhos verdes escuros é uma paixão. Adoro crianças e acho que elas sabem disso, não acho que a pequerrucha se lembre de mim mesmo tendo estado há poucos meses com ela e de termos brincarmos às gargalhadas, ela ainda não tem 3 anos, mas ver aquele sorrisinho e olhares me olhando desde que chegou e me chamando pra abrir o pacote de bijoux que a avó ganhou pra colocar nela, me derreteu.
Não tive filhos, o lufa-lufa e a inconstância da minha vida me freiaram e também não os vejo na linha da minha mão, mas amo mesmo. Benditas as crianças desse mundo e ter família grande é muito bom. Coisa boa!
Páscoa é união... interessante o acaso da vida.
n.r.: pois é, eu só voltava na segunda, mas não resisti.
fonte:Euzinha
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quinta-feira, 9 de abril de 2009
FELIZ PÁSCOA
Feliz Páscoa às minhas amigas, aos meus amigos e a quem passar por aqui.
Abracem as pessoas queridas nesse dia, sorriam e ganhem bastante chocolates e comam, se lambuzem e pensem em dieta nos outros dias do ano. O meu já foi comprado, e ouvi o crec-crec do papel onde ele está guardado, é o meu delicioso ovinho da Ferrero Rocher, nham, nham.

Sou uma gulosa chocólatra confessa sem culpa.
É, eu sei que tem gente que repudia o consumismo em dias de comemoração religiosa porque desvia o objetivo da comemoração, mas eu não sou fundamentalista, acho que é possível juntar os dois numa boa.
Abracem as pessoas queridas nesse dia, sorriam e ganhem bastante chocolates e comam, se lambuzem e pensem em dieta nos outros dias do ano. O meu já foi comprado, e ouvi o crec-crec do papel onde ele está guardado, é o meu delicioso ovinho da Ferrero Rocher, nham, nham.

Sou uma gulosa chocólatra confessa sem culpa.
É, eu sei que tem gente que repudia o consumismo em dias de comemoração religiosa porque desvia o objetivo da comemoração, mas eu não sou fundamentalista, acho que é possível juntar os dois numa boa.
fonte:Euzinha
Inveja é feio pra chuchu
Qual a necessidade que as mulheres ¨comuns¨- não-atrizes, não-cantoras - têm de procurar defeitos em atrizes de cinema, tipo imagens delas sem maquiagem e comparar com o depois de maquiadas? Essa necessidade de comentarem sobre as fotos sem photoshop e com photoshop? É óbvio que elas vivem da imagem, que o trabalho depende da imagem fresh que elas apresentam, mas elas são normais, são mulheres que acordam descabeladas, com olheiras, têm ressaca e dor de barriga, fazem compras, ficam com estrias ou não depois que nascem os filhos etc, como qualquer mulher nascida nesse planeta.

Canso de ler na net sobre o assunto ¨feiosa/linda de morrer¨, recheado de fotos. Ai, que feio! Tem até site que disponibiliza o antes e depois das criaturas, como o Iwanex Studio.
Mas tomara Deus, e os dermatologistas, médicos e as academias desse país, que eu chegue à idade da Madonna com aquele corpitcho.

E o trabalho delas na máquina do cinema e no show-business (ainda se fala assim?) só termina porque o público que joga pedra reclamando da carinha bonita na foto desdém da velhice. Que tal mudar a mentalidade? Que tal valorizar realmente o trabalho delas, a perfomance no cinema e a beleza da voz? Inveja dá ruga, mau-humor e faz nascer cabelos brancos.
Falem mal da roupa, do mau gosto, da atitude grosseira, porque isso sim tem algum valor para uma boa ¨má língua¨. Gente cafona é triste de se ver e ter dinheiro não é sinônimo de ser chique, mas falar mal de cara amassada ou de celulite? Ah, tenha dó!
Não nasceu com a estrela da fama, baby? Paciência, roa-se por dentro ou seja feliz com o que tem e lute a cada dia para ser ainda mais feliz.
E pra provocar mais um pouquinho, ainda digo que na próxima encarnação vou querer nascer parecida com a Kate Moss. Ô mulher com estilo aquela ali. Magéeeeerrima, é verdade, mas que a bichinha tem estilo, tem, não dá pra negar. E podem procurar os defeitos, e lembrar de seus piores momentos, que ela cai e volta linda e maravilhosa em campanhas top do mundo fahion.


Eu não jogo pedra, sinto muito, mulherada, morro de pena quando estão com problemas com drogas ou álcool, mas jogar pedra? Ná, ni, nã, nã.
fonte:Euzinha

Canso de ler na net sobre o assunto ¨feiosa/linda de morrer¨, recheado de fotos. Ai, que feio! Tem até site que disponibiliza o antes e depois das criaturas, como o Iwanex Studio.
Mas tomara Deus, e os dermatologistas, médicos e as academias desse país, que eu chegue à idade da Madonna com aquele corpitcho.

E o trabalho delas na máquina do cinema e no show-business (ainda se fala assim?) só termina porque o público que joga pedra reclamando da carinha bonita na foto desdém da velhice. Que tal mudar a mentalidade? Que tal valorizar realmente o trabalho delas, a perfomance no cinema e a beleza da voz? Inveja dá ruga, mau-humor e faz nascer cabelos brancos.
Falem mal da roupa, do mau gosto, da atitude grosseira, porque isso sim tem algum valor para uma boa ¨má língua¨. Gente cafona é triste de se ver e ter dinheiro não é sinônimo de ser chique, mas falar mal de cara amassada ou de celulite? Ah, tenha dó!
Não nasceu com a estrela da fama, baby? Paciência, roa-se por dentro ou seja feliz com o que tem e lute a cada dia para ser ainda mais feliz.
E pra provocar mais um pouquinho, ainda digo que na próxima encarnação vou querer nascer parecida com a Kate Moss. Ô mulher com estilo aquela ali. Magéeeeerrima, é verdade, mas que a bichinha tem estilo, tem, não dá pra negar. E podem procurar os defeitos, e lembrar de seus piores momentos, que ela cai e volta linda e maravilhosa em campanhas top do mundo fahion.


Eu não jogo pedra, sinto muito, mulherada, morro de pena quando estão com problemas com drogas ou álcool, mas jogar pedra? Ná, ni, nã, nã.
fonte:Euzinha
Vale a pena pensar a respeito
Recebi por email (inclusive o texto no final) de uma amiga que também é dona de cachorro como eu.















Fala-se tanto da necessidade de deixar "um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos "filhos melhores para o nosso planeta"...
(educados, respeitadores, responsáveis, honestos, com caráter...).

fonte:amigos















Fala-se tanto da necessidade de deixar "um planeta melhor para os nossos filhos, e esquece-se da urgência de deixarmos "filhos melhores para o nosso planeta"...
(educados, respeitadores, responsáveis, honestos, com caráter...).

fonte:amigos
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Amo animais,
crianças e plantas e amo o meu cachorro.
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Mais música
Por eu ser libriana, já ouvi na lata que sou mandona, e nem me conheciam... Dizem e rio muito sempre, falam dando um passo pra trás, devo dar medo. Mas dos meus defeitos, me acho bem mais compulsiva do que mandona, cismo, e não é pouco, aí engreno a primeira, puxo a segunda e não páro, e é sempre complicado me acompanharem, um ou outro já conseguiu.
Como dizia um louco engenheiro que trabalhou comigo... ¨cobra que não se arrasta, cria limo¨. Enfim, ficar parado - mente ou corpo - nunca é bom, não é mesmo?
Hoje comecei pelo Diogo, aí me lembrei da Mart'nália e até a hora dos olhinhos fecharem de cansaço, não sei aonde minha memória vai me levar, mas sei que não vou parar tão cedo, é a tal da compulsão. Só que por hoje, por aqui, essa é a última musiquinha, as próximas vou curtir sozinha.
fonte:YouTube e Euzinha
Como dizia um louco engenheiro que trabalhou comigo... ¨cobra que não se arrasta, cria limo¨. Enfim, ficar parado - mente ou corpo - nunca é bom, não é mesmo?
Hoje comecei pelo Diogo, aí me lembrei da Mart'nália e até a hora dos olhinhos fecharem de cansaço, não sei aonde minha memória vai me levar, mas sei que não vou parar tão cedo, é a tal da compulsão. Só que por hoje, por aqui, essa é a última musiquinha, as próximas vou curtir sozinha.
fonte:YouTube e Euzinha
Música
Bonito, filho de um cantor e compositor maravilhoso, o saudoso João Nogueira, Diogo Nogueira tal qual o pai, tem suingue na voz, o cara tem borogodó musical.
A música é linda. A mim, arrepia e não resisto a uns passinhos enquanto a ouço. Acho que vão gostar.
fonte:YouTube e Euzinha
A música é linda. A mim, arrepia e não resisto a uns passinhos enquanto a ouço. Acho que vão gostar.
fonte:YouTube e Euzinha
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terça-feira, 7 de abril de 2009
Solidariedade
O post não é meu, é da Maria - Blog O Cheiro da Ilha -, e não me custa nada uma pequeníssima contribuição pra quem precisa de muito. Sei que vários portugueses aparecem aqui nesse meu espaço. Então, vamos colaborar com quem precisa?

¨O Guilherme é uma criança com graves problemas de saúde e, como todas as crianças, tem o direito a ser feliz.
Esgotadas as opções de ver o seu nível de vida melhorado em Portugal, encontrou em Cuba e nos médicos cubanos a solução do seu caso.
E é aí que todos nós entramos. Que todos nós temos o dever de o acompanhar nesta sua caminhada.
Quero pedir-vos que não faltem no jantar de solidariedade na Taverna dos Trovadores, dia 8 de Abril próximo, ou contribuindo com donativos. Para além dos excelentes músicos do Rogério Charraz Trio estarão outros; O Carlos Lopes no acordeão, o Zé Salgueiro na bateria, o Fernando Pereira, a Filomena Pereira e outros tantos que se irão juntar neste serão de solidariedade.
Para mais informação podem consultar o blogue do Guilherme em http://www.forcagui.blogspot.com/¨
Retirado daqui e palavras da Maria.
fonte:blog O Cheiro da Ilha

¨O Guilherme é uma criança com graves problemas de saúde e, como todas as crianças, tem o direito a ser feliz.
Esgotadas as opções de ver o seu nível de vida melhorado em Portugal, encontrou em Cuba e nos médicos cubanos a solução do seu caso.
E é aí que todos nós entramos. Que todos nós temos o dever de o acompanhar nesta sua caminhada.
Quero pedir-vos que não faltem no jantar de solidariedade na Taverna dos Trovadores, dia 8 de Abril próximo, ou contribuindo com donativos. Para além dos excelentes músicos do Rogério Charraz Trio estarão outros; O Carlos Lopes no acordeão, o Zé Salgueiro na bateria, o Fernando Pereira, a Filomena Pereira e outros tantos que se irão juntar neste serão de solidariedade.
Para mais informação podem consultar o blogue do Guilherme em http://www.forcagui.blogspot.com/¨
Retirado daqui e palavras da Maria.
fonte:blog O Cheiro da Ilha
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tenho uma amiga muito bacana
Desejos

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
Carlos Drummond de Andrade
foto: Brigitte Carnochan
E eu desejo mesmo... Viva a tal da coincidência de nome desejo...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
Carlos Drummond de Andrade
foto: Brigitte Carnochan
E eu desejo mesmo... Viva a tal da coincidência de nome desejo...
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A minha namorada é tão bonita, tem olhos como besourinhos do céu
Tem olhos como estrelinhas que estão sempre balbuciando aos passarinhos...
É tão bonita! tem um cabelo fino, um corpo menino e um andar pequenino
E é a minha namorada... vai e vem como uma patativa, de repente morre de amor
Tem fala de S e dá a impressão que está entrando por uma nuvem adentro...
Meu Deus, eu queria brincar com ela, fazer comidinha, jogar nai-ou-nentes
Rir e num átimo dar um beijo nela e sair correndo
E ficar de longe espiando-lhe a zanga, meio vexado, meio sem saber o que faça...
A minha namorada é muito culta, sabe aritmética, geografia, história, contraponto
E se eu lhe perguntar qual a cor mais bonita ela não dirá que é a roxa porém brique.
Ela faz coleção de cactos, acorda cedo vai para o trabalho
E nunca se esquece que é a menininha do poeta.
Se eu lhe perguntar: Meu anjo, quer ir à Europa? ela diz: Quero se mamãe for!
Se eu lhe perguntar: Meu anjo, quer casar comigo? Ela diz... — não, ela não acredita.
É doce! gosta muito de mim e sabe dizer sem lágrimas:
Vou sentir tantas saudades quando você for...
É uma nossa senhorazinha, é uma cigana, é uma coisa
Que me faz chorar na rua, dançar no quarto, ter vontade de me matar e de ser presidente da república.
É boba, ela! tudo faz, tudo sabe, é linda, ó anjo de Domremy!
Dêem-lhe uma espada, constrói um reino ; dêem-lhe uma agulha, faz um crochê
Dêem-lhe um teclado, faz uma aurora, dêem-lhe razão, faz uma briga...!
E do pobre ser que Deus lhe deu, eu, filho pródigo, poeta cheio de erros
Ela fez um eterno perdido...
Vinícius de Moraes
foto: Olga Kont
Tem olhos como estrelinhas que estão sempre balbuciando aos passarinhos...
É tão bonita! tem um cabelo fino, um corpo menino e um andar pequenino
E é a minha namorada... vai e vem como uma patativa, de repente morre de amor
Tem fala de S e dá a impressão que está entrando por uma nuvem adentro...
Meu Deus, eu queria brincar com ela, fazer comidinha, jogar nai-ou-nentes
Rir e num átimo dar um beijo nela e sair correndo
E ficar de longe espiando-lhe a zanga, meio vexado, meio sem saber o que faça...
A minha namorada é muito culta, sabe aritmética, geografia, história, contraponto
E se eu lhe perguntar qual a cor mais bonita ela não dirá que é a roxa porém brique.
Ela faz coleção de cactos, acorda cedo vai para o trabalho
E nunca se esquece que é a menininha do poeta.
Se eu lhe perguntar: Meu anjo, quer ir à Europa? ela diz: Quero se mamãe for!
Se eu lhe perguntar: Meu anjo, quer casar comigo? Ela diz... — não, ela não acredita.
É doce! gosta muito de mim e sabe dizer sem lágrimas:
Vou sentir tantas saudades quando você for...
É uma nossa senhorazinha, é uma cigana, é uma coisa
Que me faz chorar na rua, dançar no quarto, ter vontade de me matar e de ser presidente da república.
É boba, ela! tudo faz, tudo sabe, é linda, ó anjo de Domremy!
Dêem-lhe uma espada, constrói um reino ; dêem-lhe uma agulha, faz um crochê
Dêem-lhe um teclado, faz uma aurora, dêem-lhe razão, faz uma briga...!
E do pobre ser que Deus lhe deu, eu, filho pródigo, poeta cheio de erros
Ela fez um eterno perdido...
Vinícius de Moraes
foto: Olga Kont
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