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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Chocolate

Chocolate makes me happy





O da imagem é da Cacau Show e eu juro que ele piscou o olhinho pra mim quando entrei na loja, não resisti apesar de ter entrado só para olhar preços mas também porque sou chocólatra. Vá lá, admito!

1/4 dele já foi devorado com imenso prazer. Não ganho nada com a publicidade mas é uma de minhas marcas preferidas, assim como a Kopenhagen.


fonte:Google

segunda-feira, 29 de março de 2010

Gulosa




Páscoa chegando e resolvi selecionar umas gulodices para encher os olhos e aguçar o paladar de quem passa por aqui.


Turmalinas de chocolate belga; R$ 99, na Tchocolath


Esculturas que dão água na boca: Ovo Monarca, R$ 110, João-de-Barro, R$ 72, e Bem-Te-Vi, R$ 120; na Jean et Marie


Cupcakes Creamy Toffee, Carrie Carrot e ovinhos de pasta americana; R$ 5,50 cada, na La Vie em Douce


A divertida e colorida novidade da Páscoa: picolé de chocolate; R$ 9,60, na Amor aos Pedaços


Ovo de chocolate com macadamia; R$79, na Ofner


Ovo Jivara com cacau do Equador e da Venezuela; 140g, R$ 60, na Valrhona

E são tantos... mais, aqui.


fonte:UOL

quinta-feira, 25 de março de 2010

Pensando na Páscoa

Chocolate




Chocolate, chocolate, chocolate
Eu só quero chocolate....Só quero chocolate
Não adianta vir com guaraná pra mim

É chocolate que eu quero beber
Não quero pó, não quero rapé
Não quero cocaína, me liguei no chocolate
Eu me liguei, só quero chocolate
Não adianta vir com guaraná pra mim
É chocolate que eu quero beber
Chocolate, chocolate, chocolate
Eu só quero chocolate....Só quero chocolate
Não adianta vir com guaraná pra mim
É chocolate que eu quero beber
Não quero chá, não quero café
Não quero coca-cola, me liguei no chocolate
Só quero chocolate
Não adianta vir com guaraná pra mim
É chocolate que eu quero beber
Chocolate, chocolate, chocolate
Eu só quero chocolate.... ui ui é

Não adianta vir com guaraná pra mim
É chocolate que eu quero beber

Chocolate, chocolate, chocolate
Chocolate, chocolate, chocolate
chocolate, chocolate, chocolate
É proibido fumar, chocolate, ui, ui ui..
É proibido fumar
É proibido fumar



terça-feira, 27 de maio de 2008

Chocolate protege diabéticos contra doenças cardíacas

O consumo de uma xícara de chocolate amargo enriquecido pode ajudar diabéticos a prevenir doenças cardíacas, segundo um estudo conduzido por cientistas alemães.

O estudo, publicado na revista científica Journal of the American College of Cardiology, sugere que compostos conhecidos como flavonóides, presentes no cacau, principal ingrediente do chocolate, seriam os responsáveis pela ação benéfica da bebida.

Os flavonóides impulsionam o aumento da produção de óxido nítrico - uma substância química produzida pelo corpo que atua no relaxamento e dilatação das artérias.

Os cientistas ressaltaram que a função arterial é geralmente prejudicada pela diabetes por causa do alto nível de açúcar no sangue, que impede a dilatação das artérias e pode resultar em um aumento na pressão arterial.

De acordo com os resultados da pesquisa, o consumo de chocolate – considerado um alimento a ser evitado por pacientes diabéticos – enriquecido com flavonóides, demonstrou ser eficaz na normalização das funções arteriais dos diabéticos, o que ajudaria a prevenir doenças cardíacas.

Efeitos

Para realizar o estudo, os cientistas alemães desenvolveram um tipo especial de chocolate com alta concentração de flavonóides.

A equipe testou os efeitos do consumo em um grupo de dez pacientes diabéticos, que tomaram um copo do chocolate enriquecido, três vezes ao dia, durante um mês.

Os cientistas avaliaram os efeitos do consumo através da dilatação fluxo-mediada das artérias, um exame que registra as variações no fluxo sangüíneo. Segundo os resultados observados pela equipe, a habilidade de dilatação das artérias aumentou quase que imediatamente após o consumo da bebida.

De acordo com a pesquisa, as artérias de uma pessoa normal são capazes de dilatar cerca de 5%. No caso dos pacientes diabéticos, essa capacidade foi registrada em 3,3% antes da ingestão da bebida.

No entanto, duas horas depois de consumirem o chocolate, essa capacidade aumentou, em média, para 4,8%. Quando avaliados depois dos 30 dias, os pacientes demonstravam 4,1% de capacidade de dilatação mesmo antes de ingerir a bebida, e em média 5,7% quando avaliados depois de duas horas do consumo.

"Nossa pesquisa demonstra que uma os flavonóides podem ter um impacto importante como parte de uma dieta saudável na prevenção de complicações cardiovasculares em pacientes diabéticos", disse Malte Kelm, do Hospital Universitário de Aachen, que liderou o estudo.

Alerta

O pesquisador ressalta, no entanto, que sua pesquisa não é sobre o chocolate, mas sobre os flavonóides.

Um porta-voz da ONF Diabetes UK, que trabalha com pacientes diabéticos, os resultados do estudo são "interessantes", mas é preciso tomar cuidado.

"Os flavonóides parecem oferecer potenciais benefícios para as pessoas com diabetes, mas, nesse estágio, não podemos aconselhar os pacientes a começar a tomar uma quantidade grande de chocolate quente, pois a bebida pode ser rica em açúcar e gordura", disse.

"É preciso que mais pesquisas avaliem, a longo prazo, os efeitos de consumir um nível tão elevado de flavonóides", alertou.


fonte:BBC Brasil

terça-feira, 18 de março de 2008

Cães e chocolate não combinam

Você acaba de abrir o ovo de Páscoa e o seu amigo já está do lado, louco por um pedaço. Com pena, você dá "só uma lasquinha". Ele devora e começa a latir por mais uma mordida. "Cenas assim aumentam em 30% o índice de intoxicação alimentar em animais durante a Páscoa", afirmam os veterinários.


O chocolate contém uma substância chamada teobromina, que estimula o sistema nervoso e pode causar convulsões, tremores, vômitos, epilepsia e até a morte do seu amigão. O chocolate amargo é ainda pior: enquanto 30 g de chocolate ao leite contêm 50 mg de teobromina, 30 g do amargo oferecem 393 mg. Ou seja, ele é quase oito vezes mais tóxico.

Portanto, não dê chocolate ao seu cãozinho, nem aquela quantidade permitida por alguns veterinários.


fonte:UOL

segunda-feira, 17 de março de 2008

Novo ingrediente diminui as calorias do chocolate

Prazer de um lado, quilos a mais do outro. Muita gente se sente extremamente bem ao devorar enormes quantidades de chocolate para garantir a dose extra de serotonina - substância que dá sensação de bem-estar – para o cérebro.

Mas a eterna briga com a balança ganhou um aliado importante: a alfarroba, uma vagem comestível, semelhante ao feijão, que substitui o cacau na hora de fazer chocolate.

A grande vantagem: o sabor parecido e metade das calorias. Cada 100g de alfarroba têm 222 calorias, contra 580 do chocolate tradicional.

"Outra vantagem da alfarroba é que ela não contém cafeína e teobromina, dois estimulantes fortes do sistema nervoso e do ritmo cardíaco, causadores de diversos efeitos colaterais", explica a médica nutróloga Valéria Goulart, que prescreve barrinhas de alfarroba para os pacientes viciados em chocolate que precisam emagrecer. Ela lembra que em certas pessoas, a teobromina desencadeia reações alérgicas visíveis. O cacau contém também feniletilamina, um composto que pode provocar enxaquecas e reações alérgicas. "As pessoas podem continuar comendo chocolate à vontade, só que feito de vagem e não de cacau", detalha.

Onde encontrar?
Fruto da alfarrobeira, árvore nativa da Costa do Mediterrâneo, a alfarroba é uma vagem cuja polpa, quando torrada e moída, torna-se um excelente substituto ao cacau.

No mercado brasileiro já existem opções de chocolate de alfarroba à venda. Uma barrinha de 50 g nos empórios perto do Mercado Municipal de São Paulo custa R$ 3,35. Já 200 g de "chocolate em pó" de alfarroba para adicionar ao leite ou receitas custa R$ 8,00. Até gotas de chocolate são vendidas por R$ 4,50 (pacote de 80 g). "O sabor é muito parecido ao chocolate tradicional sem os altos índices de gordura e açúcar do cacau", explica a nutróloga. Enquanto o cacau possui até 23% de gordura e 5% de açúcar, a alfarroba possui 0,7% de gordura e um alto teor de açúcares naturais (sucrose, glucose e frutose), em torno de 38 a 45%.

Embora apresente um alto teor de açúcares, a alfarroba possui um baixo teor calórico devido à quantidade quase imperceptível de lipídios e alta quantidade de fibras. A "vagem adocicada" ainda possui vitamina B1 e alto teor de vitamina B2. Por não conter glúten, a alfarroba pode ser consumida por celíacos, pessoas que tem restrições ao glúten. Reduz efetivamente, também, a assimilação da ingestão diária do excesso de colesterol. Seu poder hipocolesterol é o dobro de outras fibras.

n.r.: mas não deve ser a mesma coisa...


fonte:Corpo e Dieta

domingo, 2 de março de 2008

Delícia

Bombom com recheio de baba-de-moça




Pensei em começar a semana bem docinha, mas isso não significa que eu esteja amarga. Acho o chocolate um doce irresistível e assumo o meu lado chocólatra com muito orgulho. É um vício que ainda não me fez frequentar nenhum "AA" da vida, como os que existem por aí, como os "alcólicos anônimos", "jogadores compulsivos", "fumadores sei lá o quê" etc.

Abri meu computador ainda agora e na primeira página, lá meio no meio, vi a foto do docinho. As notícias eram muitas mas fui ali direta e direitinha e por isso resolvi compartilhá-lo aqui.

Os detalhes sobre o bombom são os seguintes:

* Tempo de preparo: 40 min, sendo 25 min na geladeira
* Rendimento: 20 unidades
* Grau de dificuldade: Fácil

Ingredientes
1 xícara (chá) de leite de côco
1 colher (sopa) de rum
1 xícara (chá) de açúcar
2 gemas
300g de chocolate ao leite derretido*

* Ainda não fiz a receita, mas vou dar um pitaco: se eu fosse vocês, misturaria o chocolate ao leite com o meio amargo, 50% de cada, para não ficar um bombom muito doce.

Modo de preparo
Leve ao fogo o leite de côco, o rum e o açúcar, mexendo até o açúcar dissolver por completo. Junte as gemas (passadas pela peneira) e cozinhe por 10 minutos ou até engrossar levemente. Reserve. Mexa o chocolate com uma espátula até ficar brilhante e preencha fôrmas de bombons. Vire as fôrmas para baixo e retire o excesso de chocolate. Mantenha-as viradas e leve à geladeira por 5 minutos para endurecer o chocolate. Com o auxílio de uma colher, recheie com a mistura reservada. Nivele o recheio, Cubra com o chocolate e limpe o molde com uma espátula. Leve novamente à geladeira, por 20 minutos. Desenforme e sirva.*

* e cá estão os tais 25 min de geladeira ditos lá em cima.

Bom, quem me conhece, sabe onde eu moro e agradeço que me mande alguns.


fonte:Guia de Receitas

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

A Boa Nova: "Não resistam, chocólatras!"

Reprimir desejo por chocolate pode causar efeito reverso


Psicólogos britânicos descobriram que pessoas que reprimem o desejo por chocolate podem acabar comendo ainda mais quando resolvem ceder à vontade.

Uma equipe de estudiosos da Universidade de Hertfordshire analisou 130 voluntários, divididos em dois grupos.

Liderados pelo psicólogo James Erskine, os pesquisadores pediram aos participantes do primeiro grupo que reprimissem seus pensamentos sobre chocolate e aos do segundo, que os manifestassem em voz alta.

Em seguida, os estudiosos distribuíram chocolates para todos os voluntários e perceberam que os que haviam contido o desejo num primeiro momento comeram quase o dobro da quantidade consumida pelos que haviam falado abertamente sobre sua relação com o alimento.

Este comportamento foi observado especialmente entre as mulheres.

Efeito io-iô

Os psicólogos concluíram que conter o desejo de comer chocolate pode causar um efeito reverso, um fenômeno psicológico que ocorre quando nos dedicamos intensamente a um objetivo e obtemos o resultado exatamente contrário.

Os estudiosos disseram que o trabalho ajuda a explicar por que algumas mulheres são mais propensas ao efeito “iô-iô”, voltando a engordar depois de fazerem dieta rigorosa, em que cortam radicalmente vários alimentos.

“O pior que se pode fazer a uma pessoa que está de dieta é dizer para não pensar em chocolate. Nós devemos tentar diminuir o consumo do produto oferecendo alternativas, mas não impondo a abstinência”, disse James Erskine.

Erskine já realizou uma pesquisa similar entre fumantes que estavam tentando largar o vício e obteve resultados semelhantes.

O pesquisador está conduzindo agora um novo estudo para entender por que as mulheres foram mais vulneráveis ao efeito reverso.

“Este efeito parece ser pior entre pessoas que estão tentando suprimir alguma coisa que consideram como problemática", avalia Erskine.


n.r.: meu instinto é totalmente contra a abstinência, de uma maneira geral. E o meu mundo está salvo...Amém!

fonte:BBC Brasil

quinta-feira, 5 de abril de 2007

A Páscoa cristã



A Páscoa (do hebraico Pessach, significando passagem) é um evento religioso cristão, normalmente considerado pelas igrejas ligadas a esta corrente religiosa como a maior e a mais importante festa da cristandade. Na Páscoa, os cristãos celebram a ressurreição de Jesus Cristo (Vitória sobre a morte) depois da sua morte por crucificação (na Sexta-Feira Santa) que terá ocorrido nesta altura do ano em 30 ou 33 d.C. O termo pode referir-se também ao período do ano canônico que dura cerca de dois meses a partir desta data até ao Pentecostes.

Os eventos da Páscoa teriam ocorrido durante o Pessach, data em que os judeus comemoram a a libertação e fuga de seu povo escravizado no Egito.

A palavra Páscoa advém, exatamente do nome em hebraico da festa judaica à qual a Páscoa cristã está intimamente ligada, não só pelo sentido simbólico de "passagem", comum às celebrações pagãs (passagem do inverno para a primavera) e judaicas (da escravatura no Egito para a liberdade na Terra prometida), mas também pela posição da Páscoa no calendário, segundo os cálculos que se indicam a seguir.

A última ceia partilhada por Jesus e pelos discípulos é considerada, geralmente, um "seder do Pessach" – a refeição ritual que acompanha a festividade judaica, se nos atermos à cronologia proposta pelos Evangelhos sinópticos. O Evangelho de João propõe uma cronologia distinta, ao situar a morte de Cristo por altura da hecatombe dos cordeiros do Pesach. Assim, a última ceia teria ocorrido um pouco antes desta festividade.

Os termos "Easter" (Ishtar) e "Ostern" (em inglês e alemão, respectivamente) parecem não ter qualquer relação etimológica com o Pessach(Páscoa). As hipóteses mais aceitas relacionam os termos com Eostremonat, nome de um antigo mês germânico, ou de Eostre, uma deusa germânica relacionada com a primavera que era homenageada todos os anos, no mês de Eostremonat, de acordo com o historiador inglês do século VII, Beda.

Origem dos símbolos da Páscoa

É sugerido por alguns historiadores que muitos dos atuais símbolos ligados à Páscoa (especialmente os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelhinho da Páscoa) são resquícios culturais da festividade de primavera em honra de Eostre que, depois, foram assimilados às celebrações cristãs do Pessach, depois da cristianização dos pagãos germânicos. Contudo, já os persas, romanos, judeus e armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época.

Ishtar tinha alguns rituais de caráter sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais.

Um ritual importante ocorria no equinócio da primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos (símbolo da fertilidade) e os escondiam e enterravam em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pela Igreja Católica no principio do 1º milênio depois de Cristo, fundindo-a com outra festa popular da altura chamada de Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de Páscoa mantém-se um pouco por todo o mundo nesta festa, quando ocorre o equinócio da primavera.

O ovo de Páscoa

A tradição de dar ovos tem milênios, mas agradeçam aos confeiteiros franceses por comerem nos dias atuais ovos feitos de chocolate. O hábito de dar ovos de verdade (de galinha) vem da tradição pagã.

Na Ucrânia, por exemplo, centenas de anos antes de era cristã já se trocavam ovos pintados com motivos de natureza - lá eles têm até nome, pêssanka - em celebração à chegada da primavera.

Os chineses e os povos do Mediterrâneo também tinham como hábito dar ovos uns aos outros para comemorar a estação do ano. Para deixá-los coloridos, cozinhavam-nos com beterrabas.

Mas os ovos não eram para ser comidos. Eram apenas um presente que simbolizava o início da vida. A tradição de homenagear essa estação do ano continuou durante a Idade Média entre os povos pagãos da Europa.

Eles celebravam Ostera, a deusa da primavera, simbolizada por uma mulher que segurava um ovo em sua mão e observava um coelho, representante da fertilidade, pulando alegremente ao redor de seus pés.

Os cristãos se apropriaram da imagem do ovo para festejar a Páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus - o Concílio de Nicéia, realizado em 325, estabeleceu o culto à data. Na época, pintavam os ovos (geralmente de galinha, gansa ou codorna) com imagens de figuras religiosas, como o próprio Jesus e sua mãe, Maria.

Na Inglaterra do século X, os ovos ficaram ainda mais sofisticados. O rei Eduardo I (900-924) costumava presentear a realeza e seus súditos com ovos banhados em ouro ou decorados com pedras preciosas na Páscoa. Não é difícil imaginar por que esse hábito não teve muito futuro.

Foram necessários mais 800 anos para que, no século XVIII, confeiteiros franceses tivessem a idéia de fazer os ovos com chocolate - iguaria que aparecera apenas dois séculos antes na Europa, vinda da então recém-descoberta América. Surgido por volta de 1500 a.C., na região do golfo do México, o chocolate era considerado sagrado pelas civilizações Maias e Astecas. A imagem do coelho apareceu na mesma época, associada à criação por causa de sua grande prole.




fonte:Wikipédia

quarta-feira, 4 de abril de 2007

Meu mundo por chocolate

Eles se autodefinem chocólatras e reconhecem a dependência


Na época da Páscoa geralmente as pessoas aproveitam para saciar a vontade de comer chocolate e se esbaldam comprando ovos, caixas de bombom e barras de chocolate. Mas para um grupo específico a tentação vem em qualquer dia, a qualquer hora. São os chamados “chocólatras”, viciados na iguaria, seja pelo prazer que ela proporciona, seja até mesmo pelos bons momentos a que ela remete.

A publicitária Patrícia Losano Khouri, de 31 anos, fez até promessa como demonstração de amor à iguaria. Ela come chocolate 325 dias por ano. Os outros 40 dias são de pura abstinência. “Não como chocolate durante a Quaresma (período entre o carnaval e a Páscoa). É um sacrifício que faço, uma penitência”, disse.

Como toda promessa, o cumprimento é feito a duras penas. “Estou sonhando com o domingo de Páscoa. Você sente o gosto do chocolate. É desesperador”, contou ela, que disse não tirar da cabeça a imagem de um outdoor que viu na rua com diferentes e deliciosos ovos de Páscoa.

A estudante Hanna Goldenstein, de 21 anos, não quis esperar o feriado. “Já comi um ovo”, admitiu ela, que recorre ao doce em momentos de aflição. “Quando estou nervosa, como chocolate. Ele me dá uma sensação de calmaria, me deixa relaxada”.

O privilégio não é só de Hanna. O psiquiatra Arthur Kaufman explicou que o chocolate está ligado a sensações de bem-estar. “Comer chocolate estimula a produção da endorfina, que dá a sensação de prazer, e da serotonina, neurotransmissor responsável pelo humor”, disse ele, que trabalha no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo (HC).

O médico explicou que, como pessoas depressivas têm a taxa de serotonina baixa, acabam usando o chocolate como antidepressivo. Até porque, na maioria dos casos, o doce traz boas lembranças. “O chocolate está presente em todos os melhores momentos da vida. Remete a festas, bolo, brigadeiro”, disse Kaufman.

Se a intensidade de alegria de uma pessoa estivesse condicionada à quantidade de chocolate que ela come, Kaufman não teria ouvido histórias de gente que sofre por gostar tanto da sobremesa.

“Alguns pacientes diziam que era tortura. Uma professora mudava seu caminho de rotina para não encontrar pessoas e dividir o chocolate que comia. E uma avó contava que escondia o chocolate dos netos quando estava com eles”, disse o psiquiatra, que coordena o Projeto de Atendimento ao Obeso (Prato), do HC.

Apesar disso, os especialistas concordam que não existe um tratamento específico para quem se diz chocólatra, como existe com os dependentes químicos. “Se tivesse algum tratamento, seria com o uso de antidepressivos”, disse Kaufman.

Para o terapeuta comportamental Florival Scheroki, no entanto, é um exagero dizer que as pessoas são viciadas em chocolate. “Ele não tem substâncias que gerem crise de abstinência, mas aquelas que comem todo dia e cortam de repente sentem desconforto”.

Doutor em Psicologia pela Universidade de São Paulo, Scheroki explicou que as pessoas são incentivadas desde pequenas a gostar do doce. “O ambiente é importante no comportamento alimentar. Comer chocolate não remete a uma atitude punitiva”.

Para a atriz Daniela de Souza Lobo Stirbulov, de 20 anos, a vontade de comer o doce derivado do cacau é algo "compulsivo". "Como pratico esportes, posso comer bastante. Como chocolate todo dia. Dependendo da fase, se estou de TPM (tensão pré-menstrual), como até mais."

Esse "mais" da jovem pode ser devorar uma caixa de bombom ou um ovo de Páscoa inteiro sozinha. "Na Páscoa, piora. Abro os ovos e não páro de comer", admitiu. É consenso entre os chocólatras que a melhor hora para degustar um chocolate é qualquer hora.

A paixão pela iguaria fez com que a paulistana Cristiane Spezzaferro criasse uma comunidade no site de relacionamentos Orkut chamada “Associação dos Chocólatras Anônimos”, que tem 2.013 membros. Existem pelo menos outras 100 comunidades semelhantes.

A relação dela com o doce começou na cozinha de casa. “Minha mãe faz ovo de Páscoa. Sempre tive barras para comer. Não tenho hora. Se pudesse, comia o dia inteiro”, disse ela, cujo consumo diário é de seis bombons.

Consumo um tanto exagerado na opinião da nutricionista Anita Sachs, chefe do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Para ela, o máximo recomendado é comer 50g diariamente. “Se a pessoa não precisa controlar o peso”, alerta.

De acordo com Anita, 100g de chocolate correspondem a 550 calorias, o mesmo presente em uma refeição com arroz, feijão, carne, hortaliça refogada e um copo de suco.

Para quem quer curtir a Páscoa sem culpa, a nutricionista dá uma dica: “Antes de comer chocolate, a pessoa pode tomar três copos de água para se sentir saciada”. Quem não abre mão de abusar dos ovos no feriado, pode compensar com dieta ou exercícios físicos. “O chocolate é altamente calórico”. Tente convencer um chocólatra disso.


n.r.: eu faço aqui um mea culpa na boa, mas sou uma chocólatra com algum auto-controle, que quer dizer que agüento um mês direto sem chocolate. Mas a Páscoa é A perdição, venho ganhando ovinhos e bombonzinhos de amigas e um ovo pré-Páscoa que venho consumindo há algumas semanas. Tenho certeza que Deus perdoa!


fonte:G1
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