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domingo, 19 de janeiro de 2014

O cenário é uma beleza



Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil, em 05/12/2013

Rio de Janeiro – Um levantamento feito pelo Ministério Público (MP) durante dez dias, em 50 unidades de saúde na cidade do Rio, apontou longas filas para internação de pacientes, principalmente em UTIs, ao mesmo tempo em que havia leitos vagos que poderiam ser usados. O maior tempo de espera foi verificado nas especialidades de ortopedia (nove dias), oncologia (12 dias) e infectologia (16 dias).

A fiscalização foi conduzida pelas promotorias de Justiça e de Tutela Coletiva da Saúde da Capital e teve a participação das promotoras Anabelle Macedo Silva, Patrícia Silveira Tavares e Madalena Junqueira, entre os dias 12 e 21 de agosto. Além da falta de leitos, o MP detectou falta de sistema informatizado para organizar as filas de pacientes que aguardam por vaga, falta de critérios claros para definir quem deve receber prioritariamente a vaga no hospital e ausência de cooperação entre hospitais federais, estaduais e municipais.

Foram inspecionadas 30 unidades de Pronto-Atendimento (UPAs), 15 hospitais e cinco Coordenação de Emergência Regional (CER). O levantamento foi detalhado em audiência pública hoje (5) na sede do MP, no centro do Rio. Foram encontrados 1.225 pacientes nas emergências, sendo que 812 deles, equivalente a 66%, aguardavam internação. Desses, 220 (27%) esperavam para ser internados em leitos de UTI adulto, sendo que havia 32 leitos vagos, para onde poderiam ter sido transferidos 14,5% dos pacientes. Durante os dias de inspeção, segundo o MP, ocorreram 209 óbitos, sendo 45 (22%) nas UPAs.

O MP vistoriou os hospitais municipais Souza Aguiar, Miguel Couto, Rocha Maia, Evandro Freire, Salgado Filho, Francisco da Silva Teles, Lourenço Jorge, Pedro II e Policlínica Rodolpho Rocco, além dos hospitais estaduais Getúlio Vargas, Carlos Chagas, Albert Schweitzer e Rocha Faria; e os hospitais federais do Andaraí, de Bonsucesso e Cardoso Fontes.

As secretarias municipal e estadual de Saúde divulgaram nota conjunta informando, entre outras coisas, que os profissionais das secretarias estadual e municipal de Saúde têm prestado total colaboração com o MP, fornecendo informações e entendendo o MP como um ator social desempenhando seu papel de mediação, monitoramento e cobrança.

Na nota, assinada pelos secretários estadual de Saúde, Sérgio Côrtes, e municipal, Hans Dohmann, é reconhecida a situação problemática no sistema público de saúde: “Não ignoramos os problemas assistenciais, porém eles não nasceram ontem, e precisam de muito trabalho para sua solução”.

O Ministério da Saúde informou, por meio da assessoria, que não iria se posicionar sobre o assunto, porque ainda não fora notificado pelo MP sobre os problemas nos hospitais federais.

Enquanto isso...



em 19/01/2014, Coluna Gente Boa, do Jornal O Globo:

Uma megaestrutura com quase 20 metros de altura - como uma passarela, com os carros trafegando embaixo - vai ser construída pela Prefeitura na Avenida Atlântica para abrigar estúdios de TV que irão transmitir os jogos da Copa do Mundo. Os estúdios, claro, querem aproveitar a vista da praia como pano de fundo de suas transmissões.

Com 2 andares, a passarela, na altura da Rua Joaquim Nabuco, vai custar R$ 3,85 milhões. A licitação será no mês que vem, e a empresa escolhida terá 30 dias para tirar a estrutura do papel. Depois da Copa, terá outros 30 dias para desmontar tudo.



quarta-feira, 9 de novembro de 2011

O câncer no Brasil





No ano passado, aproximadamente 60 mil pacientes não puderam submeter-se aos serviços de radioterapia, e 80 mil não conseguiram ser operados para extração de um tumor: "Além de não conseguir atender a todos — na radioterapia o índice de não atendidos é de 34% e em cirurgia, de 53% — os pacientes começam o tratamento muito depois do tempo devido. No caso dos procedimentos de quimioterapia, o tempo de espera médio foi de 76,3 dias, e apenas 35% dos pacientes foram atendidos com 30 dias (prazo recomendado pelo Ministério da Saúde). Na radioterapia, o resultado é ainda pior: 113,4 dias de espera e apenas 16% atendidos no primeiro mês."

fonte:Folha de S.Paulo - 3 de novembro

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Falta remédio contra câncer em hospital de Heliópolis



O Hospital Heliópolis, referência na zona sul no atendimento a pacientes com câncer, está sofrendo há mais de um mês com a falta de medicamentos para tratamento quimioterápico.

A unidade é administrada pelo governo estadual.

De acordo com pacientes e funcionários do hospital, os remédios usados no combate ao câncer em falta são: xeloda, temodal, erlotinibe, sunitinibe, lapatinibe e everolimus.

Os pacientes com reumatismo também têm dificuldade para encontrar sulfassalazina, azatioprina e metotrexato.

Também há reclamações da falta de materiais básicos, como luvas, seringas, ataduras e respiradores, e do número insuficiente de médicos e funcionários, além de aparelhos médicos sucateados usados, especialmente, no pronto-socorro.

Resposta


A Secretaria de Estado da Saúde informou que o Hospital Heliópolis é considerado o quarto melhor hospital de oncologia da cidade de São Paulo.

A direção do hospital esclarece que nenhum paciente cadastrado teve o tratamento interrompido por falta dos medicamentos citados.

No caso do everolimus, a pasta diz que houve falta pontual, por atraso do fornecedor.

A secretaria afirma ainda que não foi constatada falta de materiais. O pronto-socorro não irá fechar nos fins de semana, mas é dada prioridade para os casos mais graves.

"Também não procede a informação sobre a saída de 260 médicos", afirma. O hospital recebeu em outubro R$ 2,8 milhões para modernização.



fonte: Agora São Paulo

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Universidades convocam mulheres feias para tratamento psicológico



As Universidades de Granada e Jaén (ambas no sul da Espanha) estão convocando mulheres feias para um projeto experimental científico. O objetivo é testar um tratamento psicológico que cure os transtornos provocados pela obsessão com o ideal de beleza inalcançável.

As faculdades de psicologia das duas universidades oferecem o tratamento gratuito a mulheres entre 19 e 30 anos que admitam estar insatisfeitas com seu aspecto físico e queiram participar de forma voluntária do projeto.

A coordenadora do estudo científico e catedrática em psicologia da Universidade de Granada, Maria del Carmen Santaella justifica a importância do tratamento de pessoas consideradas feias "porque a preocupação com o aspecto físico afeta de forma alarmante a uma parte importante da população".

"O ideal de beleza transmitido pela família, amigos e mídia é tão rígido na nossa sociedade que chega a alterar a percepção que uma pessoa pode ter sobre o que é uma aparência normal", afirmou.

"São padrões inalcançáveis que acabam provocando transtornos graves, o que em psicologia chamamos de descontentamento normativo", disse à BBC Brasil.

Sem critérios


Para participar do projeto não há um critério estético. Cada candidata que se ache feia e considere que o aspecto físico lhe cria problemas emocionais e de adaptação social, pode se inscrever.

Mas as universidades valorizarão históricos como obesidade (índice de massa corporal igual ou superior a 30 pontos), transtornos de alimentação e tentativas excessivas de dietas e exercícios físicos.

A equipe de investigadores selecionará as mais feias considerando também fatores psicológicos provocados pela falta de autoestima como ansiedade e depressão.

"Não se trata apenas de fazer com que as pessoas se sintam mais bonitas, mas que reduzam seus níveis de estresse", explicou Santaella.

"Uma vez que deixem de atentar contra si mesmas, lhes ajudamos a controlar a ansiedade, aumentar seus sentimentos pessoais, reconhecer sua beleza e reduzir o mal estar que lhes provoca o próprio aspecto."

O projeto será dirigido pela clínica de psicologia da Universidade de Granada que já colabora com outros grupos de investigação na Holanda e na Alemanha em tratamentos de pessoas com transtornos de obesidade, bulimia e anorexia.

. . .


E esse post só veio parar aqui porque fiquei chocada com o título. Antes de ler a notícia me fui antecipadamente perguntando qual seria o critério de avaliação da feiura e quem faria essa avaliação. Alguém que se achasse o suprassumo da perfeição? Comecei a achar tudo muito perverso e li numa rapidez incrível a notícia, e depois mais tranquila, voltei a relê-lo com mais calma.

E acho que serve de alerta para os pais e a família em geral. Muito cuidado ao que dizem aos seus pequenos, nas observações que fazem mesmo em tom de brincadeira com o aspecto físico de alguma criança, na vida adulta esse tipo de crítica não intencional pode levar a danos psicológicos gravíssimos.

Eu conheço um caso de uma menina, que hoje é uma adolescente a caminho da Universidade, que durante a sua infância ouviu repetidamente a mãe se preocupar com o peso dela (a menina nunca foi gorduchinha ou cheinha), e que tomasse cuidado para não engordar. Pois bem, aos 13 anos a menina apresentou um quadro de anorexia e levou anos para ficar curada. Mas como é uma doença psicológica ela vive até hoje em estado de alerta para não recair na doença.

Não estou culpando a mãe por isso, até porque se ela imaginasse a consequência nunca teria sido tão chata com a menina e nem dizendo que não se deve ter cuidado com a alimentação das crianças ou que não se deve reclamar da quantidade de besteiras que provavelmente venham a comer. Apenas acho que hoje em dia, a partir de tanta informação que recebemos podemos ensinar aos pequenos de uma maneira diferente que ensinavam em outros tempos.



fonte:BBC Brasil

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Pacientes em estado vegetativo podem aprender

Pacientes com danos graves no cérebro que não parecem ter sinal de consciência ainda têm capacidade de aprender, segundo um estudo da universidade britânica de Cambridge.

Pesquisadores fizeram testes com 22 pessoas em estado vegetativo permanente. Os cientistas faziam soar um barulho antes de soprar nos olhos das pessoas.

Ao ouvir o barulho, algumas pessoas demonstravam que estavam antecipando o sopro, ao mexer com os músculos próximos aos olhos antes de terem seus olhos soprados.

A equipe espera, com ajuda do teste, descobrir quais pacientes têm maiores chances de se recuperar, segundo pesquisa publicada na revista científica Nature Neuroscience.

Consciência


O pesquisador Tristan Bekinschtein, da universidade de Cambridge, disse que havia um consenso de que os pacientes só conseguiriam ligar um fenômeno ao outro – o barulho ao sopro – se estivessem conscientes dos fatos.

Mas o estudo, onde 70 sopros foram dados em 25 minutos, mostrou que este tipo de reação condicionada é possível até em pacientes que não estão conscientes, pelas medidas convencionais dos cientistas.

Eletrodos posicionados nos olhos detectaram o movimento dos músculos.

Uma experiência semelhante com pessoas sedadas com anestesia geral não obteve as mesmas respostas, sugerindo que os pacientes em estado vegetativo podem ter algum nível de consciência que não é medido por testes convencionais.

Para Bekinschtein, os pacientes que responderam aos estímulos sonoros antecipando o sopro têm maior probabilidade de se recuperar. Segundo ele, 80% dos pacientes que responderam ao barulho tiveram algum tipo de evolução no seu estado.

Os cientistas preparam agora um grande teste do tipo com pacientes nos Estados Unidos e na Bélgica.

"Estes eram experimentos pavlovianos clássicos e alguns pacientes, mas não todos, responderam", disse o cientista.

"Eles estavam claramente antecipando o estímulo que viria, então existe algum tipo de percepção. Do ponto de vista do paciente que está supostamente inconsciente isso pode ter implicações profundas."


fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mulheres que sofrem de "drunkorexia" trocam comida por álcool

Aos 11 anos, Sueli (nome fictício) era uma criança bastante ativa. Fazia natação, ginástica rítmica e até se envolvia em competições. Seu peso era o esperado para uma garota de sua idade, mas, mesmo assim, Sueli não queria comer.

"De manhã, minha mãe mandava o lanchinho para a escola, mas eu não comia. No início, ele embolorava dentro da lancheira. Depois, comecei a jogar fora. À noite eu jantava, mas vomitava tudo", conta.

Sueli faz parte do grupo crescente de mulheres que, em algum momento da vida, desenvolverá algum tipo de transtorno alimentar - no caso dela, os 4% que sofrem de anorexia nervosa. O dado é do Ambulatório de Bulimia e Transtornos Alimentares do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (Ambulim/IPq).

Seu drama alimentar se iniciou com uma anorexia com vômitos provocados. Mas não parou por aí. Com o repúdio aos alimentos, veio o uso de álcool e de remédios para emagrecer. "Com 13 anos, comecei a fazer regime. Estava pesando 67 kg para os meus 1,68 m quando comecei a tomar remédio para perder peso."

O álcool e as drogas psicoativas costumam ser usados para aliviar a dor e a ansiedade causadas pela fome, mas o contrário também acontece. Alcoólatras - ou alcoólicos, termo preferido por entidades ligadas ao tema - e dependentes químicos podem desenvolver transtornos alimentares.

Segundo uma pesquisa feita com 80 pacientes do Programa da Mulher Dependente Química (Promud/IPq), 56% das mulheres dependentes de álcool ou de drogas que estavam em tratamento tinham algum tipo de transtorno alimentar.

Dessa porcentagem, 41% tinham transtorno do comer compulsivo, 30% tinham bulimia e 8% eram anoréxicas. Os dados serão apresentados amanhã no 8º Congresso Brasileiro de Transtornos Alimentares e Obesidade pela psicóloga Silvia Brasiliano, coordenadora do Promud. "As mulheres com transtornos alimentares têm oito vezes mais chance de ter um transtorno relacionado ao álcool e a outras drogas", diz.

A droga mais procurada por quem sofre dos transtornos é o álcool, mas são comuns os casos de uso de anfetaminas, cocaína e crack, que também ajudam a aplacar a fome.

As anoréxicas passam a recusar a comida, mas a aceitar o uso dessas substâncias. As compulsivas geralmente tentam substituir a comida por alguma delas, enquanto as bulímicas juntam, à compulsão, formas de compensar a ingestão de calorias, como vomitar ou usar laxantes e diuréticos.

Foi o que fez Sueli para chegar aos 45 kg. "Durante um bom tempo, fiquei à base só de remédio. Passei 21 dias sem comer, só chupava limão. Comecei a ter quedas de pressão. Aí eu comia e vomitava tudo."

No ano que se seguiu, ela teve grandes alterações de peso e entrou no que se chama de "efeito sanfona". Teve que tomar injeção de corticoides para asma e engordou um pouco. "No fim do mesmo ano, estava com 68 kg. Engordei e fiz dieta de novo. Fui para 78 kg. No início do ano seguinte, eu já estava com 53 kg", lembra.

Para a psicanalista Dirce de Sá Freire, coordenadora do curso de especialização "Transtornos alimentares - obesidade, anorexia e bulimia", da PUC-RJ, a chave dos transtornos alimentares e da dependência de drogas é a mesma: a compulsão.

As duas psicólogas concordam que a sociedade moderna tem sua parcela de culpa nos transtornos. "Nossa sociedade é centrada no indivíduo e há enfraquecimento de vínculo social", afirma Brasiliano.

"Isso abre portas para o que chamamos de patologias do desamparo, como a compra e o jogo compulsivos", completa a coordenadora do Promud.

Dirce de Sá, da PUC-RJ, acredita que esse tipo de comportamento esteja ligado à dificuldade de estabelecer e obedecer a limites. "As marcas do nosso tempo são a falta de limites e o excesso. Estamos sempre à beira da transgressão", diz.

A isso soma-se a busca da imagem ideal, inalcançável para a maioria das pessoas.

"A mídia vê a magreza como padrão ouro de beleza. Há um estímulo a viver perigosamente", afirma o psiquiatra Hamer Nastasy Palhares, do Núcleo Einstein de Álcool e Drogas, do hospital Albert Einstein.

"Drunkorexia"

Musas da música pop como Amy Winehouse e Britney Spears, que frequentemente combinam o uso de álcool e drogas com pouca ou nenhuma comida, costumam influenciar as jovens.

Elas foram a inspiração para o transtorno que vai virar assunto da próxima novela das oito, a "drunkorexia" (em inglês) ou "ebriorexia" (em espanhol). Os nomes não são científicos, mas, segundo Palhares, podem ajudar a esclarecer o problema. "Não é um termo oficial, mas tem um apelo didático. Ajuda as pessoas a identificar que têm um problema", diz.

Embora seja novidade para alguns, os termos já são comuns em blogs de adolescentes. Depois das páginas que encorajavam a anorexia e a bulimia, o assunto da vez é a "drunkorexia".

Ágata (também nome fictício), 19, é um exemplo. Ela e uma amiga criaram uma comunidade no site de relacionamento Orkut para contar suas experiências.

Para não ingerir muitas calorias, Ágata costuma pular refeições e fazer jejum nos dias de festa ou de happy hour. "Evito comer, até para não pesar o estômago, para poder beber à vontade e sentir que minha roupa continua agradável", conta a estudante.

Casos como o de Ágata podem não parecer alarmantes, mas é tênue a linha que os separa da doença. "O divisor de águas é quando a pessoa passa a consumir o álcool a ponto de se envolver em problemas como atrasar no trabalho, provocar uma pequena batida de carro ou restringir a alimentação exageradamente", explica Brasiliano, do Promud.

Antes de frequentar bares ou festas, Ágata teve um "princípio de anorexia". Na época, ela tinha um fotolog onde exibia suas fotos e comunicava os avanços de sua dieta. Com o tempo, porém, a jovem desistiu da ideia e voltou a ganhar peso. "Recuperei todos os sofridos quilos que emagreci", conta.

"De 20% a 30% dos casos de aneroxia envolvem o uso de substâncias psicoativas. É comum haver dieta bastante restritiva e uso de álcool", afirma o psiquiatra Palhares.

Ele lembra que a prática, no entanto, é um péssimo negócio. "Um grama de álcool tem sete calorias, o que é quase o dobro do valor calórico de um um grama de açúcar."

Embora os transtornos alimentares atinjam principalmente as mulheres, eles não são mais problemas exclusivos delas. "Entre 10% e 15% dos anoréxicos são homens. Não é mais uma doença de gênero como se acreditava", diz a psicóloga Dirce de Sá.

Consequências

Ao se deparar com uma página similar à de Ágata na internet, Sueli não se conteve e enviou uma resposta à garota. "Resumi meu histórico para ela e espero que sirva para alguma coisa", diz.

Depois de conviver 25 anos com os transtornos alimentares e a dependência química, entrar em coma alcoólico e tentar o suicídio, ela vê no corpo os efeitos dessa combinação. Sofre de refluxo, hipertensão e problemas intestinais.

Atualmente, Sueli tenta manter sua compulsão sob controle, mas sem ilusões. "Não é fácil, é um problema para a vida inteira", reflete.




fonte:Folha Online

terça-feira, 29 de julho de 2008

Férias forçadas

Passei os últimos dias muito ansiosa porque minha mamy ia ser operada. Já foi e passa bem, mas preciso tirar umas férias deste Nuvens para ficar cuidando dela. Estarei em off. Eu volto assim que conseguir organizar novamente meu tempo. Beijos a todos!



terça-feira, 22 de julho de 2008

Pacote prevê quarto com banheiro para gestante que optar por parto normal


A partir de dezembro, as gestantes que optarem pelo parto normal terão direito a um quarto específico para o procedimento, com leito e banheiro, em todas as maternidades do país. A idéia é que o ambiente seja adaptado a todas as etapas do nascimento do bebê, que inclui os procedimentos realizados antes, durante e depois do parto.

A medida faz parte de um conjunto de normas para maternidades lançado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), e vale para a rede pública e privada.

As unidades de saúde serão orientadas a estimular a evolução natural do trabalho de parto e a adotar medidas para aliviar as dores da grávida, sem necessariamente usar medicamentos.

De acordo com o ministério, o objetivo é promover mudanças estruturais nas unidades de atenção obstétrica e neonatal, além de controlar os possíveis riscos à gestante e ao bebê, reduzindo os índices de mortalidade materna e de recém-nascidos.

Por ano, são registrados cerca de 3 milhões de nascidos vivos no país, sendo que quase 2,1 milhões nascem nas unidades do SUS (Sistema Único de Saúde). Desse total, 1,4 milhão corresponde a partos normais e 670 mil são cesarianas.

n.r.: Entre uma anestesia e um quarto com banheiro, fico pela anestesia.


fonte:Folha Online
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