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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Como?







Sardônico sorriso com bruxismo
Teus dentes caem como grãos de arroz,
Não há dor maior que o teu niilismo
Já não sabes se é teu fim atroz.

Punhos serrados com testa franzida,
Goela seca pela aleivosia,
Estóico dromedário da tua vida,
Corcunda prenhe de tua teimosia

Lutar já não consegue, moribundo!
Pedir ajuda já não tem ouvido.
As drogas já não mais surtem efeitos.

Como chegou até ali sem dentes
Com a cara de um ser bicho sem sementes?
Insana sanidade sem direitos.



Cristiano Melo in blog Braços Abertos
foto:Olgun Yürekler

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Mimada



Me mimam e me estragam, mas podem continuar me estragando que gosto muito. Primeiro foi a Georgia, do blog Saia Justa, que colocou a minha imagem em cartazes e como capa de revista e me enviou por email.







E depois foi o Cristiano, do blog Braços Abertos, que dedicou um poema a mim. Segue o link:

http://cristianooliveirademelo.blogspot.com/2011/01/chuva-e-o-olhar.html




fonte:amigos

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Alma Ferida





A alma está ferida,
Dilacerada pela carne,
Cortada pela raiva contida,
Brinquedos de fome.

A essência insconsciente iluminada,
Não dá luz ao boneco manipulado,
Daí o corte se dar na fonte, maculada.
Desejar o bem ao inimigo é um fardo.

Mas se queres uma alma limpa,
Saudável e em expansão,
Há de se ter esta expressão.

Dir-se-ia pura bobagem de tampa,
Perdoar a quem lhe fere o coração,
Sangra então a alma, e cria a sua estampa.



Cristiano Melo in Braços Abertos
foto:Anke Merzbach

domingo, 28 de novembro de 2010

Apartamento





Vago pelo apartamento vazio
Feito alma penada
Com pesos acorrentados aos pés
Nus de um homem sem carne.

Desde que partiste,
A mobília ainda paira no ar
Descompassos nos passos levitados
De alma penada.

Já fui um ser, sabes?
Já andei pelo chão,
Com a mobília no lugar.
E tudo o mais que se segue.

Hoje recebo flores de papelão
Feitas por duendes disformes,
Meus únicos companheiros,
Que me oferecem comida envenenada.


Cristiano Melo in Braços Abertos
foto:Olgun Yürekler




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