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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Binho Ribeiro em S.Paulo

Organismos Vivos




"Organismos Vivos" (São Paulo): a Matilha Cultural apresenta exposição do artista plástico e grafiteiro Binho Ribeiro. Um dos pioneiros da arte de rua no Brasil, Binho exibirá na mostra cerca de 15 obras, todas inéditas - entre paineis de rua e telas -, depois de três anos sem fazer individuais. "Estou produzindo esses trabalhos há quatro anos e eles são uma mescla de todo o meu conteúdo histórico e conceitual", diz Binho.





Onde: r. Rego Freitas, 542, São Paulo-SP
Quando: de terça-feira a sábado, das 12h às 20h. Até 1º de maio de 2010. Grátis.
Inf.: 0/xx/11/3256-2636 e site www.matilhacultural.com.br




fonte:Folha Online

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

São Paulo ganha bienal de grafites e de pichações a partir de 2010

Foi o talento de jovens que insistiram em colorir os muros da cidade, à revelia de tudo e de todos, que colocou São Paulo no mapa da arte de rua.

Hoje, nas ruas ou nos museus, a capital paulistana é referência mundial quando o assunto é arte urbana. O sucesso dessa trajetória ganha agora um novo capítulo com o projeto da 1ª Bienal Internacional de Arte de Rua de São Paulo (BIAR), prevista para acontecer no segundo semestre de 2010.

O evento deve reunir sob um mesmo slogan - o da arte de rua - as várias linguagens estéticas da urbe: o grafite, o "pixo", os stickers (adesivos) e os lambe-lambes. A ideia é instituir no calendário cultural da cidade uma grande mostra que celebre essa produção contemporânea periodicamente.

A BIAR pretende explorar a história do grafite e expor painéis, instalações e vídeos no prédio que sediará o MAC (Museu de Arte Contemporânea) no Ibirapuera (antigo Detran). Ao mesmo tempo, o evento quer pulverizar trabalhos de artistas do Brasil e do mundo pela cidade, do centro às periferias de São Paulo.



"Serão convidados 50 artistas para expor trabalhos no museu e fazer intervenções por São Paulo", explica Rui Amaral, artista, idealizador e um dos curadores do evento.

"O espaço de dentro é o da reflexão. E aquilo que for produzido externamente é para ser deixado na cidade", conta ele. "A Bienal termina, mas os trabalhos permanecem."

Banksy, o grafiteiro britânico que se consagrou como o artista de rua mais famoso da atualidade, e o italiano Blu são prioridade na lista dos convidados internacionais. "O tamanho da BIAR, no entanto, vai depender do montante de recursos captados", diz Amaral, ele mesmo um dos pioneiros do grafite nacional, cujo traçado colore de azul, branco e amarelo o "buraco da Paulista" desde os anos 80 até os dias de hoje.

Fazem parte do corpo curatorial da BIAR, Amaral, Celso Gitahy, artista e autor de "O Que É Graffiti", da coleção Primeiros Passos (Ed. Brasiliense), e os grafiteiros Binho Ribeiro, Ozi, Samir Muad, Tikka Meszaros e Tinho.

Além de convidados, o evento deve exibir uma seleção feita a partir de trabalhos inscritos, ter palestras e uma feira com objetos derivados da arte urbana, como peças de roupa e objetos estilizados.


fonte: Folha Online

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Cores

150 pichadores colorem a avenida 23 de Maio em protesto



Um grupo de 150 grafiteiros e pichadores atacou ontem, domingo, cerca de um quilômetro de muros dos dois lados da avenida 23 de Maio, entre a zona sul e o centro de São Paulo, para protestar contra o que chamam de "cinza do (prefeito Gilberto) Kassab".

A ação, dizem eles, teve o objetivo de colorir novamente os muros que antes abrigavam grafites e pichações e foram pintados pela prefeitura.

Nove jovens chegaram a ser detidos pela Polícia Militar, mas acabaram liberados. No fim da tarde, assessores de Kassab disseram que os muros seriam pintados de cinza de novo.

"Nunca vi um ataque [de grafiteiros] como esse. A gente resolveu retomar um espaço nosso", disse o grafiteiro Mundano. Ele conta que o ato foi combinado por e-mail e que não tinha uma organização definida. "Recebi um e-mail anônimo, foi no boca a boca mesmo", afirmou Crânio, outro participante.

Às 10h, o grupo, que se reuniu no Centro Cultural SP, espalhou-se ao longo de um quilômetro da avenida. "Não queríamos depredar, mas levar arte à população, que não costuma ir a galerias", afirmou Mundano.

Entre imagens coloridas, picharam frases como "Fora Kassab", "Fora Sarney", "Apaguem os problemas da cidade e não o grafite", "Fiquem pelados" e "Seja feliz, mate um político".

Por volta das 10h30, quando a parede de acesso ao viaduto Pedroso já estava tomada por grafites, um carro da PM chegou. Os policiais tentaram impedir a continuidade do ato e pediram a identidade de três rapazes, enquanto os demais continuavam a pintar.

Nove jovens, entre eles Mundano, foram levados para o 5º Distrito Policial (Aclimação), onde prestaram depoimento e foram liberados. O delegado Milton Coccaro disse que eles não foram presos porque entendeu que nenhum dos "nove artistas tinha a intenção de deteriorar o patrimônio".

"Era uma manifestação de cunho artístico. Também não era razoável prender nove e deixar 150 lá, grafitando." Segundo o delegado, alguns disseram que o grupo tinha autorização da prefeitura. Porém, não apresentaram documentos.

A Subprefeitura da Sé concedeu uma autorização para que a Ioiô Filmes grafitasse uma parede na 23 de Maio. A produtora, porém, diz que não tem relação nenhuma com os protestos de ontem. "Será que pintaram onde vamos filmar?", questiona Diego Alencar, da Ioiô.

A empresa contratou um grafiteiro que irá realizar o trabalho amanhã, segundo ele. Em seguida, tudo será apagado pelo artista. A filmagem será exibida em canal de TV por assinatura.

Além dos muros cinzentos (agora pichados), a 23 de Maio tem em alguns trechos pontuais trabalhos de grafiteiros feitos com a autorização da prefeitura --"osgemeos", por exemplo, estão lá. Esses grafites foram poupados no ataque.

Para o arquiteto Candido Malta, ninguém tem o direito de promover alterações em um espaço público, mas, nesse caso, o ato é válido como protesto. Para ele, se pichadores e grafiteiros antes pintavam nas paredes da avenida com a conivência da prefeitura, agora devem ser ouvidos para que a atividade seja disciplinada.

Alguns grafiteiros mais veteranos criticam a ação. "Há uma grande poluição com trabalhos mal feitos por aí", afirma Pato, que já expôs em Londres.

. . .


E um país jovem, como o Brasil, se mantém na rabuda quando o assunto é arte urbana. Aqui ainda é preciso protestar pelo graffiti.
Através do Facebook fui parar num link onde li que vários grafiteiros brasileiros foram convidados para colorir os prédios de Rotterdam. O projeto leva o nome de R.U.A. Festival e basta clicar aqui pra conhecer mais do projeto.


fonte: Folha Online
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