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segunda-feira, 14 de abril de 2014

E falando sobre relacionamento...



Vivemos uma época em que tememos a solidão. A condição de estar só virou o “mal” do século XXI, o bicho papão do nosso tempo. Numa era em que a cada segundo uma nova tecnologia é inventada para encurtar distâncias e – teoricamente – aproximar as pessoas, o que não vale é se sentir esquecido.

Esse temor de ficar sozinho desenvolveu até aquele tipo de pessoa que sempre está namorando. Não consegue ficar sozinha, talvez por medo ou insegurança, confunda sentimentos em troca de ter alguém ao seu lado. Termina um relacionamento e já engata em outro, não dá nem tempo de curar as cicatrizes do último amor, de se preparar pra respirar fundo outra vez, e ela já muda o status de relacionamento do Facebook num piscar de olhos.

Parece que é impossível ser feliz sem uma metade pra te completar. Mas o que os outros esquecem é que antes de tudo vem o amor próprio, e é por isso que temos que amar também a nossa solidão. É preciso muito discernimento para não confundir amor com carência, é preciso muita coragem para não se afundar num poço de dependência emocional. É preciso estar atento para encontrar pessoas que combinem conosco, nos compreendam e, acima de tudo, acolham a nossa solidão, para aí partilhar a solidão um com o outro.

(Laís Montagnana)






Eu acho que as pessoas estão muito carentes. Em um mês e meio estão amando perdidamente, passa mais um mês terminam e logo a seguir estão em busca do próximo amor testando seu sex appeal na balada, e novamente estarão amando perdidamente o próximo. Eu não entendo essa gente...

fonte: Desiludindo

domingo, 22 de novembro de 2009

Papo de mulher: A vaca



De acordo com a psicóloga Ayala Pines, ciúme é "a reação complexa a uma ameaça perceptível a uma relação valiosa ou à sua qualidade." Provoca o temor da perda e envolve sempre três ou mais pessoas, a pessoa que sente ciúmes - sujeito ativo do ciúme -, a pessoa de quem se sente ciúmes - sujeito passivo do ciúme - e a terceira ou terceiras pessoas que são o motivo dos ciúmes - pivô do ciúme. É o que está escrito na Wikipédia.

Já li que o ciúme é uma paranóia e também a linha divisória entre imaginação, fantasia, crença e certeza que freqüentemente se torna vaga e imprecisa. Mas será mesmo? Ou pode ser apenas uma raiva perante a atitude da outra, a famosa e conhecida "VACA", que dá todas as mostras que está preparando o bote pra cima do seu querido, que apático se mantêm alheio como se nada estivesse acontecendo? A vaca inflama o ego dos gostosões, mostra que mesmo não sendo mais a atual, ou mesmo sendo apenas uma ex-ficante, ainda os desejam. E qual é o homem que não gosta disso?

Há pessoas que vêem chifre em cabeça de burro, um simples "bom dia" à uma outra mulher faz da vida do homem o mais nervoso e intranquilo dos mortais perante a louca que habita a sua casa. Há casos e casos.

E toda mulher tem uma intuição quase diabólica, que não dá pra adivinhar os números da mega sena, mas consegue adivinhar qual é a vaca que age sorrateiramente como amiga do seu "mais que tudo". Ela deixa recados, marca beijos, sente saudades, diz que a amizade é coisa pra ser cultivada e você, amiga, fica verde, querendo pular na jugular da criatura.

E não adianta, você é mais bonita, mais gostosona, mais inteligente, ele está com você, mas ela é A vaca, aquela que não sossega, que se diverte fazendo o papel de fragilzinha e que dá em cima do que é seu e do que é de outras também. Pois é, a vaca nunca tem apenas UM objetivo (homem), ela tem vários, normalmente atira pra todos os lados esperando pra pegar aquele que for abatido primeiro. A vaca foi ensinada pela mãe, outra vaca, a como agir na surdina desde criancinha, a competição nesse aspecto com elas... é cruel, porque as nossas mães só nos ensinaram a sermos Mulher, com M maiúsculo mesmo. Somos melhores do que elas? Obviamente.

Então o que fazer? Simplesmente ficar em constante estado de alerta perante a vaca. Sinto muito, meninas, mas não há solução.

E como isso é um papo de mulher, vou falar bem baixinho: amigas, dá pro namorado/marido de vocês acharem que a vaca só quer ser amiguinha? Dá não... mas enfim, talvez o gostosão não sinta mesmo mais nada pela dita cuja e o que ela diz ou faz não tem mais importância, mas essa atitude masculina é irritante. Por que será que os homens insistem em usar uma aura de ingenuidade com a vaca e dizer que nós é que vemos coisa onde não tem? Por que a vaca fica sendo "a coitada" e nós, as loucas ciumentas? Não sejam ingênuas... sempre existe ou existirá uma vaca nas nossas vidas.


foto: Jornal da Tropa

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Desacorrentadas

por Marta Medeiros



O amor liberta? De certa forma, sim. Amar faz você despreder-se da razão, incorporar novos hábitos, expandir seus sentimentos, invadir recantos da sua alma nunca antes explorados.
De fato, é bem poético e libertador amar.
Mas tem seus contratempos, lógico. A convivência entre duas pessoas nem sempre é um mar de calmaria, muitas concessões necessitam ser feitas, ou seja, alma gêmea não existe, é conversa pra boi dormir. Ainda assim, é melhor estar amando do que não estar amando. Ao menos até uma determinada idade.
Circulam por aí reportagens que enaltecem o amor aos 70, 80 anos, dizendo que nunca devemos encerrar as buscas, que o amor merece ser encontrado em qualquer etapa da vida. Merece, mas tenho ressalvas a fazer.
Se você alcançou uma certa longevidade e tem um parceiro bacana, mantenha-o, claro. Mas se você está sozinha da silva, já teve vários bons romances na vida e está em paz com a sua solidão, vai procurar sarna pra se coçar a troco de quê?
Há duas mulheres famosas na faixa dos 60 anos que, depois de amarem muito, já manifestaram publicamente a sua desistência de seguir procurando companhia (ainda que eu intua que esse desprendimento ainda vai lhes proporcionar novas surpresas amorosas).
Mas, enfim, são mulheres inteligentes e bem resolvidas, e essa postura de “largar de mão” me inspirou: pretendo seguir a mesma cartilha. Não que eu colecione desilusões, pelo contrário. Não tenho do que me queixar. Já vivi o lado zen e o lado tsunâmico do amor, e o saldo é de puro prazer e gratidão. Sou totalmente pró-amor, nem penso em aposentadoria agora. Mas o agora vai se transformar em depois, e depois é outra história.
Estou sem a menor pressa de que o tempo passe, mas vai passar e quando eu chegar nos meus 60 e tantos, bem saudável, independente e mantendo o espírito da juventude (estão rindo do quê?), pretendo curtir a vida mais do que já curto hoje. E não haverá problema em estar sozinha, caso estiver. Quem tem amigos, não se aperta. Ainda mais quando são amigos de diversas áreas, diversas idades, gente com a cabeça aberta, o humor tinindo, bem informados - existe turma melhor? Depois de uma noitada regada a ótimas conversas, você pega sua bolsa e volta pra casa, pega seu livro, se esparrama na cama e dorme até a hora que quiser, se for final de semana - e se não for, também.
Além de amigos, ter algum dinheiro é importante, lamento tocar nesse assunto desagradável. É ele que possibilitará que você viaje, vá a shows, receba gente querida em casa, se presenteie com pequenos mimos. Sim, você pode fazer tudo isso com um parceiro ao lado, mas não na hora que você bem entender e sem dar satisfações. Tudo terá que ser negociado.
E será preciso abrir espaço na agenda para os amigos dele, a família dele, as carências dele, as doenças dele, as galinhagens dele. Será que, maduríssima da silva, terei tempo e paciência para me dedicar tanto assim à manutenção de uma relação nova?
Sem falar em continuar tendo que se preocupar com o próprio corpo, com as artimanhas da sedução, com o sexo. Ai, o sexo... Sentirei saudades.
Poético e libertador é pensar que nunca estarei sem ninguém, porque chega uma hora em que a gente decide que é alguém, e basta.

. . .


Um dia eu me liberto! Mas será que vou querer me libertar? Daqui há muitos anos, eu conto.



fonte:Revista de Domingo do jornal O Globo

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Movimento dos Sem Namorados

Você não aguenta mais aqueles casos que somem depois do terceiro encontro? De saco cheio de ir para a balada e não encontrar ninguém que combine com você?



Proteste! E conheça pessoas interessantes que estão a fim de namorar de verdade.



O site, aqui.



A coisa tá feia... pra ter passeata. E eu resistiria fácil, fácil a essa cantada.


fonte:Movimento dos Sem Namorados

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

Homem-cilada

Os meninos que visitam meu blog, provavelmente pensarão em me esganar - não literalmente falando - mas peço um pouquinho de sua compreensão, porque há jovenzinhas ingênuas que andam por aqui e por ali, umas até passeando neste Nuvens.

O assunto é delicioso, mesmo que seja típico de uma revista feminina qualquer, ninguém resiste à ele, nem que seja para ser contra e falar mal. Eu confesso uma atração pelo assunto "homens", tudo o que eles falam e pensam ou como agem, sempre me interessou e continua me interessando.

O homem-cilada existe e vou logo dizendo que a mulher-cilada também, só que muitas de nós temos um sexto sentido para reconhecer os dois (homens e mulheres) e inclusive tentamos, sem sucesso, avisar a alguns amigos na cilada em que estão se envolvendo, mas sempre somos mau sucedidas, já que o sexto-sentido é coisa que sempre faltou neles, e ouvir amigas falando de namoradas: nem pensar, não é, meninos?

Homem-cilada: não caia nessa!


Em tempos de relacionamentos complicados, parece um sonho deparar com um homem que faz de tudo para conquistar você e demonstra conhecer a alma feminina como poucos. Se estiver fragilizada, então, melhor (para ele): é a presa perfeita. Mas esse conto de fadas não costuma ter um final feliz.

Já aconteceu com você? Bem-vinda ao clube. Todas nós já topamos com um tipo assim. O homem-cilada está em toda parte. E às vezes a própria mulher dá uma forcinha: está tão predisposta a encontrar o parceiro ideal que não enxerga mais nada. Na hora de avaliar um candidato a namorado, é fundamental cuidar da auto-estima. "Valorizar as próprias qualidades e não esperar que o outro venha confirmar o seu valor", traduz a psicóloga Lesley Xavier, do Rio de Janeiro.

O mais doloroso é descobrir que todo mundo ao redor percebia a armadilha, menos, claro, nós mesmas, que deixamos a situação se arrastar por anos - como aconteceu com a secretária Ana Magal, 31 anos, do Rio de Janeiro. Ela manteve um relacionamento com um homem-cilada por quase cinco anos. Sempre que saíam, ele a apresentava como uma simples amiga. "Eu me chateava, mas estava apaixonada demais para terminar." Hoje, Ana desconfia daqueles que se mostram fofos, mas arranjam desculpas para não dar as mãos na rua e se enrolam com explicações para um simples atraso, por exemplo. Se ninguém está a salvo de esbarrar com esses tipos, a boa notícia é que, mesmo se esforçando para não deixar pegadas, eles podem ser reconhecidos a tempo. Conheça os quatro modelos mais comuns no mercado.

O ternura

Logo que conheceu José, em um site de relacionamentos, a professora de educação física Cíntia, 36 anos, ficou encantada. Ele vinha de uma série de namoros complicados e ela tinha a certeza de que nela ele encontraria seu porto seguro. Depois de duas semanas de conversa online, marcaram um encontro. A primeira semana foi um sonho: José era sempre "fofo" e apaixonado. Cíntia conheceu a mãe, o padrasto, o filho e os melhores amigos dele. Mas não freqüentavam juntos locais públicos. "Ele dizia que a ex-mulher o colocara na Justiça porque ele pagava apenas' 10 mil reais de pensão para o filho e havia um mandado de prisão contra ele."
Depois de duas semanas de conversa online, marcaram um encontro. A primeira semana foi um sonho: José era sempre "fofo" e apaixonado. Cíntia conheceu a mãe, o padrasto, o filho e os melhores amigos dele. Mas não freqüentavam juntos locais públicos. "Ele dizia que a ex-mulher o colocara na Justiça porque ele pagava apenas' 10 mil reais de pensão para o filho e havia um mandado de prisão contra ele."

Dicas de como reconhecê-lo: prestem bem a atenção!

Ele é "fofo", aparentemente carente, precisando de colo. Vem com aquela conversa de namoros sofridos ou ex-mulheres vingativas. Se diz um romântico à procura de um grande amor, que não teve sorte nos relacionamentos anteriores. Apresenta a nova "vítima" à família e aos amigos, fazendo-a sentir-se acolhida e segura.

O perfeito

A secretária capixaba Débora Ferreira, 28 anos, também pensou ter encontrado o homem ideal. Ele era gentil, trabalhador, carinhoso, dedicado... "Como falávamos em um futuro juntos, comecei a procurar apartamento e a pensar na data para o casamento. Foi quando ele mudou", diz. O moço passou a chegar tarde nos encontros e a repetir comentários como "muitos relacionamentos acabam antes de chegar ao altar". Ele foi esfriando e parou de se preocupar com os sentimentos dela. A perfeição era uma farsa: "Ele só queria viver experiências novas", descobriu Débora.

A jornalista Ana Kalyne, 40 anos, também caiu no laço do homem perfeito. "Ele fez de tudo para me conquistar: mandou flores, me levou aos melhores lugares, trouxe presentes lindos." Para completar, falava que queria casar e até chorava quando Ana dizia não querer a mesma coisa. "Depois de um tempo, cheguei mesmo a considerar a possibilidade de me casar." Afinal, que mulher não gosta de homens estáveis, inteligentes e, ainda por cima, aparentemente apaixonados? "Eles têm sempre na ponta da língua frases do tipo: 'Você é a mulher da minha vida'." Parecem ter a idéia fixa da conquista, mas quando ela acontece... se mandam. Foi assim com Ana. Hoje, ela está namorando e feliz. O eleito passa longe do estilo perfeito.

Como reconhecê-lo: importantíssimo, porque esse é irresistível!

É um sujeito que, de cara, demonstra ter todas as qualidades valorizadas pelas mulheres. É gentil, elegante, dá presentes. Geralmente, ele se declara logo na primeira semana, se expressa com facilidade, olha nos seus olhos e faz comentários que toda mulher gosta de ouvir, como elogiar o novo corte de cabelo.

O sincero

Esse faz o gênero franco. Deixa claro que não quer nada sério, mas garante que tamanha sinceridade é em respeito aos sentimentos da mulher. A fisioterapeuta Denise, 27 anos, caiu nessa conversa. A convite de um casal de amigos, foi à casa de um desses homens sinceros.
Era um lugar elegante, como o dono da casa. Ele serviu um jantar acompanhado pelos melhores vinhos e discorreu sobre a arte da degustação. Quando deu por si, Denise estava aos beijos e abraços com o moço. Foram para a cama na mesma noite e tiveram uma transa fantástica. No dia seguinte, ela acordou com um café-da-manhã e, ao chegar em casa, recebeu uma mensagem dele. "Para mim, estava claro que haveria uma continuidade."
Mas, passada uma semana, nenhum sinal do moço. O amigo em comum explicou que ele tinha acabado de se separar da mulher e estava se adaptando à vida de solteiro. "Eu me agarrei àquela explicação para justificar o sumiço dele e aproveitei a primeira oportunidade para encontrá-lo de novo." Na segunda vez, o sexo foi ainda mais explosivo. Mas, quando terminou, ele confessou que não queria nada sério com ninguém. "Eu não podia acreditar, tinha certeza de que ia dar certo." Era engano. Depois disso, o moço passou a evitá-la. "Vi que ele não queria nada mesmo. Pelo menos, não comigo."

Como reconhecê-lo: esse sim, cuidado, estraçalha um coração!

Ele é direto: não faz declarações nem perde tempo com presentinhos e bilhetes românticos. Vai logo ao ponto: quer levá-la para a cama. Obviamente, não diz isso com palavras, mas deixa claro por sua maneira de agir. Tudo é muito rápido: ele arma o cenário de sedução e dá o bote, porque quer estar livre e pronto para outra.

O vampiro

A hostess Patrícia, 27 anos, conheceu um candidato a namorado em um site de relacionamento. Marcaram um encontro em um bar. Nem bem se sentaram, o moço passou a desfiar um rosário de lamentações: as dificuldades no trabalho e quanto ele dava duro na vida. Foi assim a noite inteira. Ao pedirem a conta, ele começou uma conversa sobre a divisão das despesas. "Eu disse que, no primeiro encontro, ele deveria pagar por uma questão de cavalheirismo." A contragosto, ele pagou a conta. Ao deixar Patrícia em casa, perguntou quando iriam se encontrar de novo. Ela riu, mas nunca mais atendeu a nenhum telefonema dele. "Vi que era totalmente roubada."
O homem-vampiro suga a mulher. Muitos são possessivos e ciumentos. A funcionária pública Karina, 32 anos, namorou um tipo assim por três meses. "Ele controlava meus e-mails, me fez tirar minha página no Orkut e proibiu o MSN", conta. Tinha ciúmes de tudo e de todos, dos amigos aos familiares de Karina. Ela descontava a frustração comendo sem parar, e o namorado fazia comentários maldosos sobre os 5 quilos que Karina tinha ganhado. Mesmo com a auto-estima em baixa, um dia a ficha caiu: "Eu estava fazendo análise e as sessões me ajudaram a perceber porque vivia tão infeliz. Aquele sujeito estava me sugando".

Como reconhecê-lo: esse é fácil, ninguém agüenta um cara chato e duro!

É do tipo nervoso, agitado, inseguro, sempre com medo de ser traído. Gosta de vigiar todos os passos da pessoa com quem está saindo e tenta isolá-la do contato com os amigos e a família. Vive reclamando da vida. Quase nunca tem dinheiro, mas não faltam boas desculpas para pedir para você pagar a conta.



fonte:Revista Cláudia
ilustrações: Caco Galhardo

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