segunda-feira, 23 de abril de 2007

Devolução dos mármores de Elgin

British Museum estuda empréstimo de mármores à Grécia


O devolvo/não devolvo já vem desde o ano passado, e agora a idéia é de um emprétimo! O British Museum de Londres considera a possibilidade de devolver à Grécia os mármores de Elgin do Parthenon, levados para a Inglaterra no começo do século 19.



Neil MacGregor, diretor da instituição londrina, disse que é possível que os mármores sejam enviados para Atenas "de forma provisória" - contanto que as autoridades gregas "reconheçam" que as obras "são de propriedade britânica".

A Grécia defende que ocorreu uma apropriação ilegal e que as peças devem ser devolvidas. "Não há razão alguma para que qualquer objeto do British Museum, sempre que estiver em boas condições para viajar, não passe três ou seis meses em algum país do mundo", destacou o diretor.

Mármores de Elgin é o nome popular dado a uma extensa coleção de mármores procedentes do Parthenon grego. A posse desses mármores antigos foi motivo de disputa desde que foram retirados da Acrópole, entre 1803 e 1812. Essas esculturas foram levadas para a Inglaterra por Thomas Bruce, o lorde Elgin, na época embaixador britânico no império Otomano, e foram vendidas ao governo do Reino Unido em 1916. Desde então, a Grécia pede insistentemente a devolução das peças que datam de 432 a.C..

"A dificuldade de emprestar esses mármores para a Grécia é que as autoridades desse país negaram recentemente que a propriedade dos mármores seja do British Museum", acrescentou MacGregor. Cerca de metade das esculturas estão no Parthenon, e Atenas espera poder reunir o restante para inaugurar o museu da Acrópole.

No total, a coleção do British Museum representa mais da metade das esculturas decorativas do Parthenon. As apropriações de Elgin incluíram peças de outros edifícios da Acrópole de Atenas: o Erectéion, reduzido a ruínas durante a guerra da Independência Grega (1821- 1823), os Propileos e o Templo de Atenea Niké.

Os mármores de Elgin incluem algumas estátuas, os painéis de Métopa e o piso do Parthenon, que decorava a parte interna do templo.

n.r.: ainda bem que nos dias atuais, no Egito, é proibido sair do país qualquer descoberta arqueológica, quanto mais o que já foi descoberto.


fonte:Folha Online

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