sábado, 26 de outubro de 2013

Nasce o Brasil talibã



por Guilherme Fiuza




O Brasil virou, definitivamente, um lugar esquisito. A última onda de manifestações reuniu professores em greve (e simpatizantes) por melhores salários para a categoria. Aí os professores cariocas receberam a adesão dos tais black blocs — nome pomposo para um bando de almas penadas em estado de recalque medieval contra tudo.

Os professores não só acolheram os depredadores desvairados nas suas passeatas, como declararam, por meio de seu sindicato, que aquele apoio era “bem-vindo”.

Deu-se assim o casamento do século: a educação com a falta de educação. Nem a profecia mais soturna, nem a projeção mais niilista, nem as teses do maior espírito de porco conceberiam esse enlace. O saber e a porrada, lado a lado, irmanados sob o idioma da boçalidade.

Mas o grande escândalo não está nessa união miserável. Está na cidade e no país que a cercam. Se o Rio de Janeiro e o Brasil ainda tivessem um mínimo de juízo, o romance entre profissionais do ensino e biscateiros da violência teria revoltado a opinião pública.

As instituições, as pessoas, enfim, a sociedade teria esmagado esses sindicalistas travestidos de educadores. O saber é o que salva o homem da barbárie. Um professor que compactua, ou pior, se associa ao vandalismo é a negação viva do saber — é a negação de si mesmo. Não pode entrar numa sala de aula nem para limpar o chão.

E o que diz o Brasil dessa obscenidade? Nada. O movimento grevista continuou tranquilamente — se é que há alguma forma tranquila de estupidez — bloqueando o trânsito a qualquer hora do dia, em qualquer lugar, diante de cidadãos crédulos que acreditam estar pagando pedágio pela “melhoria da educação”. Crédulos, nesse caso, talvez seja um eufemismo para otários.

Claro que uma sociedade saudável logo desconfiaria dos métodos desses professores. E os desautorizaria a lutar por melhores condições de ensino barbarizando as ruas. Os salários dos professores de verdade são uma tragédia brasileira, mas esses comparsas de delinquentes mascarados não merecem um centavo do contribuinte para ensinar nada a ninguém.

O problema é que a sociedade está revelando, ainda timidamente, a sua faceta de mulher de malandro. Apanha e gosta.




Coronel sendo agredido





Coronel sendo salvo da agressão


n.e.: Eu acho que estão se esforçando para terem um morto, ontem quase conseguiram, o Coronel da PM de São Paulo foi cercado por vários Black Blocs e foi espancado (fotos), inclusive com uma chapa de ferro, sendo salvo quando seu motorista apareceu, agarrou-o e mostrou uma arma para tirá-lo da agressão e há quem fique chocado por que o motorista estava com uma arma na mão. O Coronel está bem, depois de 1 dia internado por conta dos ferimentos, teve a clavícula quebrada. Me choca que exista alguém capaz de apoiar a violência praticada por essa garotada, que conseguiram tirar o povo das ruas desde que começaram a aparecer nas manifestações.

Daniel Paz: Conheço esse coronel. Ele me socorreu quando fui agredido por vândalos na manifestação de Julho e apaziguou muitos protestos anteriores de professores na Rua da Consolação e tive o prazer de assistir uma palestra dele no Direito do Mackenzie! Um herói e profissional equilibrado.



fonte: texto de O Globo e fotos da Folha de São Paulo

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