quinta-feira, 7 de maio de 2009

Hey!

It's true.




fonte:FFFFOUND!



De muitas formas se diz a minha luz
De muitos modos me visita o meu anjo
Vem devagarinho
por dentro me rasga com navalhas de cristal;
veste-me de âncoras na turbulência dos abismos;
molda-me com esperas na voraz negritude da cidade
Às vezes, na deriva repetida das pedras, na solidão dos bosques,
enfeita de estrelas os espelhos onde me deito

De muitas formas se diz a minha luz
vem comigo ao sussurrar das ondas, e aí, no janelo da tarde,
lê-me Nuno Júdice para que a minha tristeza não alastre;
desliza também nos palácios dos subúrbios,
nos espaços nevados de safiras e brilhantes,
onde a melancolia, redil de gestos impossíveis,
inventa reinos que só eu habito

De muitas formas se diz a minha luz
por fim, numa pausa de murmúrios, numa paleta de cheiros bem fortes
deixa o meu corpo feliz na alegria revolta da Terra


Victor Oliveira Mateus
foto: Elena Platonova

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Isso anda me incomodando há tanto tempo e hoje vai...

O Sr. José Saramago (adoro os livros dele) deu palpites completamente errôneos - ver aqui - quanto aos muros que estão executando aqui no Rio de Janeiro, nos nossos morros, única e exclusivamente, para não invadirem ainda mais as nossas (sim, minhas, da burguesia também) matas do Rio de Janeiro e acabarem com o pouco do verde que resta à cidade, sem alguma intenção de perturbar o direito de ir e vir aos favelados.

Os nossos muros em nada se assemelham ao muro de Berlim ou o da Palestina, e nem de longe existem objetivos semelhantes entre qualquer das duas situações e a nossa.

Em março desse ano, finalmente foi derrubado um prédio (isso mesmo, prédio, unidade multifamiliar) irregular na Favela da Rocinha - ver aqui. Acho que na grande maioria das vezes, de longe tem-se uma visãozinha equivocada sobre certos fatos e o melhor antes de dar algum pitaco é conhecer de fato o lugar do qual se fala ou pelo menos, ser mais ponderado.

Ah, eu não votei nem no Eduardo Paes e nem no Sérgio Cabral Filho, respectivamente prefeito e governador do Estado do Rio de Janeiro.


fonte:Bom Dia Rio e Euzinha

Música

Passando pelo blog da minha amiga Juliana, ouvi Zeca, e Zeca sempre me lembra Fagner e aí é um pézinho pequeninho pra me lembrar dessa música. Adoro! O problema é que essa música sempre me faz chorar.

E Revelação... enfim, ouçam.




fonte:Euzinha e YouTube

Música pra Ana

O vídeo não é lá essas coisas, mas serve. E soube da existência da música original por papai, quando ele ouviu a versão em português me contou da existência dela.

E tem gente que não dá valor ao que uma pessoa mais experiente pode ensinar, o que conheço de música de uma época que não vivi, devo a meu pai.




fonte:Euzinha e YouTube

Hey!

Preserve a única árvore do seu jardim.




fonte:FFFFOUND!


Rifa-se um coração quase novo. Um coração idealista. Um coração à moda antiga. Um covarde, moleque que insiste em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e cultivar ilusões. Um pouco inconsequente, que nunca desiste de acreditar nas pessoas.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...
"Não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero..."
Um idealista!!! Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende, que não endurece e mantém sempre a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar. Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, que briga, que se expõe. Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes, revê suas posições arrependido de palavras e gestos. Esse coração tantas vezes incompreendido, tantas vezes provocado, tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado, indicado apenas para quem quer viver intensamente e contra-indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco seu usuário. Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer pra São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir, eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo. Um órgão mais fiel ao seu usuário. Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga. Um coração que não seja tão inconsequente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo. Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano. Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar, mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta.


Clarice Lispector
foto: FFFFOUND!



terça-feira, 5 de maio de 2009

Música

CD antiguinho no carro, resolvi escutar de novo, e agora não sai da cabeça. Rebolation é bom demais.

"Sente este samba quente que é muito legal...Este balanço tira qualquer um da fossa..."




fonte:Euzinha e YouTube

Dance, dance. As voltas que uma cabeça loira dá

Flashdance.

Todo mundo lembra desse filme, badaladíssimo. Assisti sei lá quantas vezes, há milhões de anos atrás, não pela história, que é tolinha, tolinha, mas pela dança. Além disso, achava um contrasenso - junto ou separado com hífen? Ou já não se usa mais hífen? - aquele chato (o cara é lindinho, mas um chato), e a bailarina, que parecia ser trezentos anos mais nova, apaixonados. Nenhum preconceito por diferenças de idade, PELAMORDEDEUS, só que eu ainda continuo achando que o casal não combina.

Mas como eu ia dizendo... o filme assistido "n" vezes por mim, teve como atração única e principal, a dança. Eu ficava (ainda fico) vidrada, paralisada nos movimentos. Naquela época eu ainda dava uns passinhos prá lá e prá cá. Adoro!

E se a minha memória não falha, a dublê da Jennifer Beals é uma bailarina loirinha que também tem um papel no filme, e infelizmente não me recordo o nome.

Ai, ai, como o tempo passa, me percebo hoje vivendo de recordações.









fonte:Euzinha e YouTube


Que este amor não me cegue nem me siga.
E de mim mesma nunca se aperceba.
Que me exclua do estar sendo perseguida
E do tormento
De só por ele me saber estar sendo.
Que o olhar não se perca nas tulipas
Pois formas tão perfeitas de beleza
Vêm do fulgor das trevas.
E o meu Senhor habita o rutilante escuro
De um suposto de heras em alto muro.

Que este amor só me faça descontente
E farta de fadigas. E de fragilidades tantas
Eu me faça pequena. E diminuta e tenra
Como só soem ser aranhas e formigas.

Que este amor só me veja de partida.


Hilda Hilst
foto: Elena Retfalvi

Hey!

I don't understand me...




fonte:FFFFOUND!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Música

Essa música não sai da minha cabeça, e já vi que não é a primeira vez que ela me perturba, a memória dessa canção na minha cabeça continua sendo na voz da Zizi Possi, mas eu achei uma versão do Leo Jaime que gostei demais da conta, então fica dessa vez, aqui, a do Leo, com Chico ao violão e numa participação vocal discretíssima.





fonte: Euzinha e YouTube

Deve ser massa!

Mostra fotográfica de Fredi Kleemann fica em São Paulo até o fim de maio


A exposição com imagens do célebre fotógrafo Fredi Kleemann, especializado em teatro, foi prorrogada mais uma vez e fica em cartaz no Centro Cultural São Paulo (região central da capital paulista) até 31 de maio.

Suas fotografias mostram cenografias, figurinos e atores em cena nos palcos paulistas de 1949 a 1973, de diversos grupos de teatro, incluindo a companhia do Teatro Cacilda Becker e o TBC (Teatro Brasileiro de Comédia).

Destacam-se nesta exposição os registros de encenações de Cacilda Becker, Paulo Autran, Sérgio Cardoso, Cleyde Yáconis, Tônia Carrero, Jô Soares, Raul Cortez e Plínio Marcos, entre outros.

Centro Cultural São Paulo Piso Flávio de Carvalho
R. Vergueiro, 1.000 - Liberdade - Centro. Telefone: 3397-4002.
terça a sexta: 10h às 20h.
sábado e domingo: 10h às 18h.
Não aceita cheques. Grátis. Tem acesso para deficiente. Tem local para comer.


fonte: Folha Online
foto: Sergio Cardoso (1925-1972) na peça "Seis Personagens À Procura De Um Autor

Pense no meio ambiente





fonte:UOL

domingo, 3 de maio de 2009

MEEEEEEEEEEEEEENNNNGOOOO!!!

É TRI CAMPEÃO!!!


Emocionante!





fonte:Euzinha
fotos: UOL

Hey!

oh, Yeah!!!





fonte:FFFFOUND!

sábado, 2 de maio de 2009

Bom fim de semana





fonte:YouTube

Agressão em pensamento não é pecado, nem é violência



Você já sentiu vontade de voar em cima de alguém pra embolachar a pessoa? Eu já.

A única vez em que isso quase aconteceu, foi num acidente de carro em que eu e mami fomos vítimas. Um porteiro de edifício sem carteira de habilitação, dirigia um carro e resolveu fazer uma inversão de pista em cima do nosso e fez. Nosso carro foi bater direto num poste do outro lado da via e ficou atravessado na pista (o carro empenou e pra ser rebocado foi o ó do borogodó), o idiota bateu no lado em que eu estava. Aí, zonza, sem olhar, saltei do carro e quase fui atropelada. E uma "dona", sim, uma dona mal-amada e xexelenta, apontou um dedo enorme e disse que eu, menor de idade, é quem estava dirigindo. Bem, quase voei em cima da criatura. Dias depois encontrei uma amiguinha da mami que passou no local e disse que eu estava "nervosa", mas o detalhe, é que nesse dia, a amiguinha não se lembrou de perguntar se precisávamos de algo. Provavelmente ficou chocada (ai, Jesus, madame!) com a minha atitude mal-educada. Hoje, mais velha, penso duas, três, quatro vezes antes de voar pra cima de alguém agredindo verbalmente, mas vontade, ah, essa, eu tenho, e infelizmente tenho motivos.

Mas o estranho, é que sou de paz, odeeeeio briga, talvez por isso, tenha esses pensamentos rápidos de me atirar pra cima, fico tão indignada que mentalmente perco mesmo o juízo, meu pensamento me assusta, mas obviamente, não o materializo. Então tirando esse episódio (onde apenas verbalizei agressivamente, sem agressão física, pra cima da "dona", até porque sempre fui boa de argumentação) qualquer outro não aconteceu. Nunca mais coloquei meu vôo em prática, a vida me mostrou uma coisa mais bonita e prazerosa, é o: "vai ter volta" e "aqui se faz e aqui se paga", e calha rápido demais. Muito bom assitir uma besta cair, principalmente se for assistindo de camarote, mera espectadora do espetáculo.

Só é pena quando somos obrigados a assitir o espetáculo sozinhos.



Tô apaixonada

Pelas Lollipops. Têm modelitos góticos e estão à venda na Toydigger. A criação é da Mizna Wada. Uma delas até "veste" o uniforme do Flamengo e a caveirinha me lembra o Alexandre Herchcovitch, fashion!






fonte: Toydigger

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Fascinação

Essa minha fascinação por cantinhos e janelas...




fonte:FFFFOUND!

Cores

Sou apaixonada por artigos de papelaria, meu estojinho da Caran d'Ache já está no fim da vida, aí fiquei com o olhinho comprido nesse daí, assinado pelo estilista Alber Elbaz, da francesa Lanvin. Deve custar uma fortuna. Ah, faço anos em outubro.




fonte:Google

Bom feriado!

Pule, dance!!! Só a música salva!




fonte:Euzinha e YouTube

Uma grande covardia

O hábito da maledicência



O hábito da maledicência é bastante arraigado em nossa sociedade.

Chega a constituir exceção a criatura que jamais tece comentários maldosos sobre seus semelhantes.

Mesmo amigos, não raro, se permitem criticar os ausentes.

Quase todos os homens possuem fissuras morais.

Seria sinal de pouca inteligência não perceber essa realidade.

Não é possível ver o bem onde ele não existe.

Também não é conveniente ser incapaz de perceber vícios e mazelas que realmente existam.

Mas há uma considerável distância entre identificar um problema e divulgá-lo.

Encontrar prazer em denegrir o próximo constitui indício de grande mesquinharia.

Esse gênero de comentário é ainda mais condenável por ser feito de forma traiçoeira.

Freqüentemente quem critica o vizinho não tem coragem de fazê-lo frente-a-frente.

É uma grande covardia sorrir e demonstrar apreço por alguém e criticá-lo pelas costas.

Antes de tecer um comentário, é preciso ter certeza de que ele traduz uma verdade.

Sendo verdadeiro um fato, torna-se necessário verificar se há alguma utilidade em divulgá-lo.

A única justificativa para apontar as mazelas alheias é a prevenção de um mal relevante.

Se o problema apresentado por uma criatura apenas a ela prejudica, o silêncio é a única atitude digna.

Assim, antes de abrir a boca para denegrir a reputação de alguém, certifique-se da veracidade dos fatos.

Sendo verídica a ocorrência, analise qual o seu móvel.

Reflita se seu agir visa a evitar um mal considerável, ou é apenas prazer de maldizer. Na segunda hipótese, é melhor calar-se.

É relevante também indagar se você tem coragem de comentar a ocorrência na frente da pessoa criticada.

Se o fizer, dará oportunidade para defesa.

Certamente a pessoa, objeto do comentário, possui a própria versão dos fatos.

Por todas essas razões, e outras tantas, jamais seja covarde.

A covardia é uma característica muito baixa e lamentável.

O fraco sempre escolhe vítimas que não podem oferecer defesa.

Agride de preferência as pessoas frágeis.

Quando não tem coragem para atacar diretamente, utiliza subterfúgios.

Enlameia a honra alheia, faz calúnias, espalha insinuações maldosas aos quatro ventos.

O homem que é alvo do ataque de um covarde geralmente nem sabe o que lhe aconteceu.

Apenas se espanta ao deparar com sorrisos irônicos onde quer que vá.

Em ambientes em que era recebido calorosamente, agora só encontra frieza.

Percebe, perplexo, o afastamento de amigos e parentes.

As fisionomias outrora benevolentes tornam-se sisudas.

Raramente alguém lhe esclarece a razão do ocorrido.

Assim, ele é julgado e condenado sem possibilidade de defesa.

Analise seu proceder e verifique se, por leviandade, às vezes você não age de forma maldosa e covarde.

Pense nos prejuízos que suas palavras podem causar na vida dos outros.

Imagine se fosse você a vítima do comentário ferino.

Certamente gostaria que a generosidade fizesse calar os seus semelhantes.

Ou ao menos que eles fossem leais o suficiente para falar às claras com você.

É preciso eliminar o hábito da maledicência.

Trata-se de um comportamento eivado de covardia.

E sem dúvida o seu ideal de vida não é ser um covarde.

Pense nisso!

n.r.: e esse tipo de comportamento sempre advém da inveja, portanto, a inveja é uma merda, com o perdão da má palavra.


fonte: Fórum Espírita
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