VIVER EM PAZ
Como manter-se em paz? Como progredir espiritualmente num mundo com tantos conflitos?
Podem ser incontáveis as vezes em que nos deparamos com outros que insistem em guerrear gratuitamente, hostilizando-nos na maneira de vivermos; humilhando-nos utilizando do mais pérfido e por isso o mais criativo sentimento humano: a raiva, o ódio.
Em momento algum de suas vidas se deram conta da forma como a construíram, enquanto outras pessoas a seu lado continuavam vivendo, saboreando a vida por acreditarem em sentimentos mais nobres como o amor e a fraternidade. Mas inevitavelmente, a não ser que a morte se faça presente, os anos passam e nada pode consertar o que passou e foi perdido.
São envolvidos por esse vil sentimento por sua própria culpa. Culpa de uma vida medíocre, baseada em mentiras e fantasias, e por isso mesmo vazia, e sem que se apercebessem, foram sendo por ela sugados ao longo de anos alienados em sonhos inalcansáveis, calcados em uma vida material recheada do poder da ilusão de sua superioridade.
Sem o poder, os amigos sumiram. Sem a troca de favores, a amizade se tornou escassa e a casa, vazia. A raiva, que sempre existiu, por tanta perda, se tornou ódio. Mas nada foi alterado. Ninguém gosta de um dia acordar e ter de despir uma poderosa fantasia, nem perante o admitido desgaste natural de seus ossos e de sua pele.
Não é muito fácil encontrarmos consolo ou respostas quando chega a hora da luta, mas algumas que encontramos (ou será que elas nos encontra ?!) parecem amenizar novas dores, ou velhas, reabertas em feridas que queríamos que se mantivessem cicatrizadas. Talvez nos cheguem, por estarmos no exacto ponto em que já alcançamos e acumulamos algumas experiências que foram nos tornando mais maleáveis no nosso dia a dia. Talvez...
"Para isso, contudo - para que a tranquilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.
Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.
Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho ... Todos os que te surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços. Uns acusam, outros choram.
Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar. Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.
Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos."
Francisco Cândido Xavier, in Fonte Viva
René Magritte, "A Promessa"
Podem ser incontáveis as vezes em que nos deparamos com outros que insistem em guerrear gratuitamente, hostilizando-nos na maneira de vivermos; humilhando-nos utilizando do mais pérfido e por isso o mais criativo sentimento humano: a raiva, o ódio.
Em momento algum de suas vidas se deram conta da forma como a construíram, enquanto outras pessoas a seu lado continuavam vivendo, saboreando a vida por acreditarem em sentimentos mais nobres como o amor e a fraternidade. Mas inevitavelmente, a não ser que a morte se faça presente, os anos passam e nada pode consertar o que passou e foi perdido.
São envolvidos por esse vil sentimento por sua própria culpa. Culpa de uma vida medíocre, baseada em mentiras e fantasias, e por isso mesmo vazia, e sem que se apercebessem, foram sendo por ela sugados ao longo de anos alienados em sonhos inalcansáveis, calcados em uma vida material recheada do poder da ilusão de sua superioridade.
Sem o poder, os amigos sumiram. Sem a troca de favores, a amizade se tornou escassa e a casa, vazia. A raiva, que sempre existiu, por tanta perda, se tornou ódio. Mas nada foi alterado. Ninguém gosta de um dia acordar e ter de despir uma poderosa fantasia, nem perante o admitido desgaste natural de seus ossos e de sua pele.
Não é muito fácil encontrarmos consolo ou respostas quando chega a hora da luta, mas algumas que encontramos (ou será que elas nos encontra ?!) parecem amenizar novas dores, ou velhas, reabertas em feridas que queríamos que se mantivessem cicatrizadas. Talvez nos cheguem, por estarmos no exacto ponto em que já alcançamos e acumulamos algumas experiências que foram nos tornando mais maleáveis no nosso dia a dia. Talvez...
"Para isso, contudo - para que a tranquilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.
Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.
Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho ... Todos os que te surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços. Uns acusam, outros choram.
Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar. Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.
Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos."
Francisco Cândido Xavier, in Fonte Viva
René Magritte, "A Promessa"





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