quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Habilidade de filtrar dados influencia memória visual


Exames de ressonância magnética
foram usados para avaliar atividades do cérebro

Uma pesquisa realizada por estudiosos da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, indica que a habilidade do cérebro de filtrar informações inúteis influencia a capacidade de memória visual do cérebro.Segundo o estudo, publicado na última edição da revista Nature, uma boa memória não depende de espaço de armazenamento no cérebro e sim do quão bem o órgão filtra as informações que recebe, selecionando as mais relevantes.

Os pesquisadores descobriram que o cérebro tem o seu próprio "porteiro", um sistema que controla a forma como informações recebidas vão ser tratadas.

"Até agora, acreditava-se que as pessoas com alta capacidade de memória visual tinham mais espaço para guardar informações. Mas, na verdade, (o responsável por isso) é o 'porteiro' - um mecanismo neurológico que controla quais informações vão ser registradas", disse Edward Vogel, que liderou a pesquisa.

A pesquisa diz que as pessoas mais dispersas são aquelas que se deixam inundar com dados desnecessários. Por outro lado, os cientistas afirmam que essas pessoas, em geral, são mais criativas.

A equipe da Universidade de Oregon pediu a voluntários que memorizassem apenas algumas figuras em uma ilustração, enquanto monitorou a atividade dos cérebros dos participantes por exames de ressonância magnética.

Em uma das experiências, eles foram instruídos a lembrar apenas os retângulos vermelhos na ilustração, que continha figuras vermelhas e azuis. Sem exceção, todos os voluntários com boa memória optaram por ignorar as figuras azuis. Os voluntários que não tiveram desempenho tão bom lembravam de todas as figuras, mas sem muitos detalhes.

"As pessoas tiveram diferenças sistemáticas e contrastantes em sua habilidade de ignorar itens irrelevantes. Isso não quer dizer que as pessoas com baixa capacidade de memória têm problemas cognitivos", disse Vogel.

Acredita-se que a pesquisa possa ajudar no desenvolvimento de métodos mais eficientes para maximizar a memória, além de melhorar o tratamento para quem sofre de problemas associados à dificuldade de concentração e de esquizofrenia.


n.r.:discordo um pouco já que sou distraidíssima mas em compensação tenho excelente memória visual.

A Literatura brasileira em dez obras

Do Barroco ao Modernismo, obras perfazem
toda a história literária no país

Não dispomos de obras coletivas de apresentação geral da literatura brasileira. O último empreendimento dessa estirpe, sob a direção de Afrânio Coutinho, acaba de completar meio século e, afora um estudo aqui e ali, importa mais como demonstrativo do modo com que se fazia crítica literária nos anos 1950. Assim, uma boa introdução à literatura brasileira demanda que se recorra a vários livros.

A tradição da história literária - marca registrada dos primeiros críticos e da geração de Sílvio Romero e José Veríssimo - atrofiou-se, cedendo lugar à monografia e ao ensaio. Alfredo Bosi é um dos últimos representantes dessa vertente. Trata-se do único crítico em atividade com estudos relevantes sobre todos os períodos e os principais autores da literatura brasileira. Dialética da colonização, seu principal livro, estrutura-se como uma história literária, ainda que sob a forma de uma sucessão de ensaios monográficos. As lacunas desse livro foram completadas em sua obra posterior com artigos sobre, entre outros, Machado de Assis, Lima Barreto, Cruz e Souza, Graciliano Ramos e Guimarães Rosa.

A sátira e o engenho procura, a partir da recepção da obra de Gregório de Matos, corrigir os equívocos da atribuição de procedimentos românticos e modernos a uma época em que a noção de autoria era outra, renovando a própria compreensão do estilo dito barroco. João Adolfo Hansen também escreveu importantes artigos sobre Anchieta, Vieira e Tomás Antônio Gonzaga, infelizmente, ainda dispersos.

Capítulos de literatura colonial articula, com rara felicidade, as competências que Sérgio Buarque de Holanda exerceu separadamente ao longo de sua vida e obra, os ofícios de historiador, sociólogo e crítico literário. A poesia épica e o Arcadismo são investigados à luz de uma série de procedimentos: a análise textual, a avaliação e a inserção das obras no complexo literário, o tratamento biográfico e historiográfico dos autores e dos estilos, a identificação de idéias e modos de sentir.

A obra de Antonio Candido, nosso mais influente crítico, também pode ser vista como um passeio pela história literária. Compõe-se de artigos ou livros sobre os principais escritores e abrange quase todos os períodos - com predileção pelo Romantismo e a ausência, justificada, do Barroco. Seu livro de maior impacto, O discurso e a cidade, contém dois estudos que se tornaram clássicos, um dedicado a Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, e outro a O cortiço, de Aluísio Azevedo.


Os Dez Livros
  • Dialética da colonização, de Alfredo Bosi (Cia. das Letras).2) A sátira e o engenho - Gregório de Matos e a Bahia do Século XVII, de João Adolfo Hansen (Ateliê).
  • Capítulos de literatura colonial, de Sergio Buarque de Holanda (Brasiliense).
  • O discurso e a cidade, de Antonio Candido - (livraria Duas Cidades).
  • Ao vencedor as batatas, de Roberto Schwarz (ed. 34).
  • Machado de Assis: a pirâmide e o trapézio, de Raymundo Faoro (ed. Globo).
  • A dimensão da noite, de João Luiz Lafetá (ed. 34).
  • Humildade, paixão e morte - a poesia de Manuel Bandeira, de Davi Arrigucci Jr. (Cia. das Letras).
  • O dorso do tigre, de Benedito Nunes (Perspectiva).
  • Nas malhas da letra, de Silviano Santiago (Rocco).
Veja mais sobre "os dez livros" aqui

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

VIRGIN

O céu já escureceu, curta um som e divirtam-se procurando as bandas,
é muito bacana!

Tentem encontrar nomes de bandas no poster.
Adianto-vos que tudo, mas tudo tem significado.
Para perceberem dou uma ajuda, Led Zeppelin, no céu...
Posso dizer que há quem tenha visto mais de 40 bandas...
(clicar na imagem)

Por Lynx:

"Ora então vamos lá por partes... Nós descobrimos, até agora, 85 alusões musicais, mas estamos a contar com o vosso contributo! Aqui vai o que já temos:

Na banca da fruta, temos Lemon Heads, Korn, Red Hot Chilli Peppers, Blind Melon, Black Eyed Peas e, um gajo a fazer o quê? Smashing Pumpkins, claro! E com quê? Com um MC Hammer! E uma vez que está a trabalhar, claro que é uma referência aos Men At Work. Colado na banca, o feriado marcado a verde no calendário é, nada mais, nada menos do que... Green Day!!! Na caixa pequena, no chão, ao
lado do calendário, temos ainda Cranberries.

Atrás da banca da fruta, os Cowboy Junkies, Lover Boy, Blur e Alice in Chains, todos encostados à entrada para o Velvet Underground, com um bando de Eagles a voar-lhes por cima. Tudo OK até agora? Então vamos em frente..."

Resfest - Festival de arte pop



Com o objetivo de discutir as técnicas usadas nos filmes em exibição, o RESFEST tem neste ano um programa de duas palestras com videomakers internacionais.

Virá o chileno radicado na França Luis Briceno, da produtora Metronomic, que já fez clipes para artistas como Lali Puna e Agoria, muitos dos quais você pode ver no site da produtora. Também virá Matthew Cullen, fundador da Motion Theory, produtora que já fez trabalhos para HP, Nike, Electronic Arts e clipes para Beck, REM e David Gray.

O festival de arte pop e tecnologia abrange cinema, música e design e
acontece entre os dias 25 e 27 deste mês em São Paulo. O Resfest é realizado anualmente em diversas cidades (NY, Londres Tóquio, Roma etc.), nos cinco continentes.

Palestras RESFEST
Hotel Crowne Plaza
Rua Frei Caneca, 1360 – Bela Vista
14h- Luis Briceno
15h30- Matthew Cullen
Preço: R$20,00

Fotos da "Amazônia" são um grito de alerta

Na imagem um tamanduá-mirim reage ao fotógrafo








O fotógrafo Araquém Alcântara passou 30 anos de sua vida evocando a beleza da criação, da natureza, dos ciclos da vida. Ao lançar "Amazônia", seu 21º livro, amanhã no Museu da Casa Brasileira, com a exposição "Bichos do Brasil", seu olhar para o belo passou a integrar também a insensatez, a ganância e a intolerância do ser humano diante da maior floresta tropical do planeta.

Num momento em que bancos de areia tomam o lugar dos rios amazônicos, apontando para um futuro estéril, em que um ambientalista ateia fogo sobre o próprio corpo e morre em protesto contra a instalação de usinas de álcool em pleno Pantanal, e quando se constata que entre 2003 e 2004 foram derrubados 26.140 km2 de mata na Amazônia, o equivalente a 17 vezes o tamanho do Estado de São Paulo, percebemos a urgência da questão e o motivo que leva um artista a alterar o tom de seu trabalho.

Tido como um dos maiores documentaristas ligado à defesa do ambiente no Brasil, Alcântara se diz indignado: "Deixei de ser complacente com o ser humano. Sempre me pautei pela máxima proustiana de que "a beleza é a verdade", mas agora não dá mais. Estamos perdendo a guerra e só vemos passividade nas ações governamentais e na sociedade como um todo", diz.

O livro contou com a colaboração de oito especialistas, que escreveram textos sobre os problemas enfrentados pela floresta, como o professor Aziz Ab'Sáber, o médico e colunista da Folha Drauzio Varella, entre outros.


Valsinha


Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a de um jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
E então ela se fez bonita com há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços com há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E alí dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta felicidade que toda cidade se iluminou
E foram tantos beijos loucos, tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz.

Chico Buarque e Vinícius de Moraes
"Erfullung" - Gustav Klimt

n.r.: aceito de bom grado a tradução de "erfullung", não vale traduzir para "abraço".

Rogando praga

Cidade britânica lança maldição medieval contra shopping

Maldição foi lançada em procissão onde
moradores se vestiram com trajes medievais


Um grupo de moradores da pequena cidade britânica de Bury St. Edmunds resolveu protestar nesta semana contra a construção de um centro comercial lançando uma maldição medieval sobre os responsáveis pelo projeto.

"Os que planejam a destruição da cidade sofrerão insanidade, destruição de propriedade, extinção de sua linhagem, o ressecamento de seus líquidos vitais, doenças venéreas e morte", diz o advogado Alan Murdie, um dos organizadores do protesto.

O grupo afirma que esgotou todos os recursos legais para impedir a construção do shopping center que, segundo eles, descaracterizará o centro da cidade.

"Em dezembro foi realizado um referendo e mais de 80% da população votou contra o empreendimento", diz Murdie. "O shopping center será um monstro de concreto no meio da nossa bela cidade medieval e vai causar o fechamento de pequenas lojas."

No domingo, teve início o "amaldiçoamento" formal. Vestidos como cavaleiros e monges medievais, o grupo fez uma procissão pela cidade e lançou a maldição, da mesma forma era feito no século 11.
Ver mais aqui.

A notícia do ano em terras de "sua majestade"

Pubs, bares e clubes permanecerão abertos após às 23 horas

Rompendo uma tradição que vem da Primeira Guerra Mundial, milhares de pubs, bares e clubes de Londres permanecerão abertos durante a noite por mais algumas horas, aproveitando a nova legislação que permite servir álcool depois das 23 horas.

No que será uma mudança espetacular da vida noturna em Londres, 5.000 pubs, bares e clubes pretendem se beneficiar da nova lei, que entra em vigor na meia-noite desta quarta para quinta-feira, informou o jornal Evening Standard.

O Ministério da Cultura - que tem sob sua responsabilidade os lugares onde se vende álcool - anunciou que aproximadamente um terço dos pubs, bares e locais que vendem bebidas alcoólicas na Inglaterra e País de Gales pediram para estender seus horários de funcionamento.

Na Inglaterra e em Gales, 56.000 lugares - e possivelmente 70.000 - serão autorizados a vender álcool depois das 11 da noite, segundo um estudo da BBC.

O governo britânico alega que a nova lei ajudará a pôr fim ao abuso do álcool, que custa à Grã-Bretanha 37 bilhões de dólares em matéria de operações policiais, comportamentos anti-sociais devido ao álcool - como danos à propriedade pública - e cuidados médicos.

"A Grã-Bretanha tem um problema com o álcool. Como nação, nós ingerimos muito e de forma muito rápida", ressaltou a secretaria de Cultura britânica, Tessa Jowell, ao jornal Daily Mirror desta quarta-feira.

O jornal Independent (centro-esquerda) descreveu a nova lei como um dos "experimentos sociais mais atrevidos das últimas décadas", convidando seus leitores a "um brinde para celebrar" a nova legislação.

Mas a Associação de Pubs e Bares da Grã-Bretanha - que apóia a nova lei - não acredita que haverá muitas mudanças no consumo de álcool.

Moradas de cariocas ilustres

Turistas e cariocas têm, a partir de agora, mais um roteiro para incluir na agenda de passeios pelo Rio. Os lugares fogem do tradicional e apostam nas histórias de quem fez História em diversos aspectos da cidade. O livro "Onde Morou", o segundo da coleção Retratos Cariocas, de Alda Rosa Travassos, Elizabeth de Mattos Dias e Gilda Boruchovitch, é um guia sobre os lugares da cidade onde viveram pessoas como Machado de Assis, Noel Rosa, Cecília Meireles e Oscarito, que poucas pessoas sabiam.

"Fizemos um guia para que as pessoas, principalmente estudantes, conheçam uma história do Rio pela qual a gente passa e nem vê" explicou uma das três autoras do livro, a jornalista Alda Rosa Travassos.

São 76 histórias distribuídas em 180 páginas do livro, em preto e branco, com mais de 150 fotos, que será lançado no próximo dia 8. Cada verbete traz um breve perfil do morador e a foto da casa. A seleção de personagens não seguiu nenhuma linha histórica ou rígida. Segundo as autoras, é um roteiro geográfico-sentimental pelas casas onde viveram personalidades que movimentaram a vida carioca.

Nem todas as construções espalhadas por 22 bairros da cidade ainda estão de pé. Para as que foram abaixo, há fotos mais antigas, tiradas de livros. Durante toda a sua curta vida, o compositor Noel Rosa (1910-1937) morou em uma casa construída por sua própria família, na Rua Teodoro da Silva, em Vila Isabel. O lugar era conhecido como chalé.

"Ele morava bem. Era um quintal com 11 metros de frente e 66 metros de fundos, com salas de jantar e de visitas, três quartos, cozinha, dois banheiros. O quintal tinha galinhas e pés de romã e abacate. Hoje, no lugar da casa contruída pela avó de Noel está o Edifício Noel Rosa", contou a escritora.

O escritor Machado de Assis teve inúmeros endereços na cidade, em bairros como o Catete e o Centro. Sua última residência, onde morou entre 1883 até 1908, quando morreu, foi na Rua Cosme Velho 174. A casa não existe mais e hoje corresponde ao número 18 da rua. Como homenagem a Machado, há uma placa indicando que ali morou o escritor.

Mesmo as que ainda resistem ao tempo tiveram apenas a fachada retratada.

O compositor Alfredo da Rocha Vianna Filho, o Pixinguinha, nasceu em Piedade, cresceu no Catumbi e, quando morreu, morava em Ramos. Em 1956, ainda vivo, Pixinguinha foi homenageado pelo então prefeito do Distrito Federal (na época, o Rio de Janeiro), Negrão de Lima, dando seu nome à rua em que morava, antiga Rua Belarmino Barreto, em Ramos. Desde a inauguração do novo endereço, há uma placa em homenagem ao patrono do choro.

A casa onde morou a poetisa Cecília Meireles pertence à sua família até hoje e é adminstrada por seu neto, Alexandre Teixeira. Embora esteja tomado por folhas, o casarão da Rua Smith de Vasconcelos 30, no Cosme Velho, sofrerá um processo de restauração e passará a abrigar um centro cultural.

Outra casa que ainda está em família é a do compositor Donga, responsável pelo primeiro samba gravado de que se tem notícia, "Pelo Telefone", e um dos fundadores da pioneira escola de samba Deixa Falar, no Estácio. A filha do sambista, a museóloga Lígia Santos, mora até hoje na casa da Rua Almirante João Cândido Brasil, no Maracanã.

Uma das casas preferidas de Alda é a Casa dos Abacaxis, uma imponente mansão na Rua Cosme Velho 257, que pertenceu a Ana Amélia Carneiro de Mendonça, fundadora da Casa do Estudante do Brasil, que foi casada com o historiador e também goleiro do Fluminense Marcos Carneiro de Mendonça.

Num dos imóveis que está no livro, a casa do comediante Oscarito, mora hoje a carnavalesca Rosa Magalhães, da Imperatriz Leopoldinense . O endereço na Rua Toneleros, em Copacabana, é candidato a ter dois verbetes na próxima edição do livro, devido à importância de Rosa no carnaval carioca.

Biblioteca Digital Mundial

A Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos iniciará nesta terça-feira uma campanha para trabalhar com bibliotecas nacionais de outros países a fim de criar uma Biblioteca Digital Mundial, começando com uma doação de 3 milhões de dólares do Google.

James Billington, o diretor da Biblioteca do Congresso, anunciou que deseja obter mais verbas privadas a fim de desenvolver projetos bilíngües que incluam milhões de objetos culturais únicos, por meio de parceria com bibliotecas da China, Índia, do mundo muçulmano e de outras nações.

A idéia reforça os projetos de documentação digital já em curso na Biblioteca do Congresso - um deles preserva os registros online de história e folclore dos Estados Unidos e outro documenta o relacionamento entre os Estados Unidos e Brasil, França, Holanda, Rússia e Espanha.

"A Biblioteca Digital Mundial é uma tentativa de ir além da Europa e das Américas... e atingir culturas que integram a maior parte do mundo," disse Billington à Reuters, em entrevista por telefone.

Como exemplo, Billington disse que a Biblioteca do Congresso está negociando com a biblioteca nacional do Egito para incluir no projeto uma coleção de grandes trabalhos científicos islâmicos dos séculos 10 a 16.

"Estamos tentando criar um registro documental de outras grandes culturas mundiais. O que poderemos fazer quanto a isso dependerá do número de parceiros adicionais que formos capazes de atrair," afirmou.

Ao longo dos últimos 10 anos, o American Memory Project da Biblioteca do Congresso digitalizou mais de 10 milhões de itens para criar um registro documental da história e folclore norte-americanos. O resultado pode ser consultado em www.loc.gov/memory.

Um segundo projeto, conhecido como Global Gateway, introduzido em 2000, envolve colaborações com cinco bibliotecas nacionais européias e com a Biblioteca Nacional do Brasil, com foco em documentar as relações entre esses países e a cultura dos Estados Unidos.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Museu turco recebe obras de Picasso


"As senhoritas de Avignon", 1907 - Pablo Picasso

O museu Sakip Sabanci, de Istambul, apresentará a partir desta quinta-feira até 26 de março a primeira exposição na Turquia dedicada a Pablo Picasso. A mostra inclui 135 obras do artista, algumas das quais não foram expostas desde a sua morte, em 1973.

Entre as obras pouco conhecidas do pintor estão "As senhoritas de Avignon" e "Mulheres em sua intimidade".

Concebida de forma didática, a mostra oferece um panorama que permite acompanhar a progressão do cubismo na obra de Picasso.

O museu Sakip Sabanci, inaugurado em 2002 em uma casa sobre a margem ocidental do Bósforo, quer se tornar um centro de importância internacional.

No mês de julho, o museu chegou a um acordo com o neto do pintor espanhol, Bernard Ruiz Picasso, para apresentar a mostra, que inclui pinturas, esculturas, desenhos, cerâmicas e tapeçarias, a maior parte proveniente de coleções privadas, mas também dos museus Picasso de Barcelona e de Paris.

n.r.: peço desculpas por não publicar a imagem da outra obra que infelizmente não conheço.

Aprender a fazer sorrir

Campanha de Natal recolhe brinquedos e livros
para crianças do concelho de Coimbra.
Essa, eu vi na "Lua"

Uma campanha de Natal de recolha de brinquedos e livros destinados a vários centros de acolhimento de Coimbra começa a 2 de Dezembro no Complexo Olímpico das Piscinas, anunciou hoje a autarquia.

Intitulada "Aprender a Fazer Sorrir", a campanha visa angariar o maior número possível de brinquedos e livros, novos ou em bom estado, distribuindo-os, posteriormente, pelos vários centros de acolhimento que se associaram à iniciativa, adiantou a Câmara de Coimbra em comunicado.

Estas "prendas solidárias" serão entregues a 12 instituições da cidade, nomeadamente a Fundação Esperança Viva, Casa da Senhora da Paz da Caritas Diocesana de Coimbra, Casa do Gaiato e Casa da Infância Elísio de Moura.

Também a Comunidade Juvenil S. Francisco de Assis, o Lar de S. Martinho do Bispo, o Ninho dos Pequenitos e a Casa de Formação Cristã da Rainha Santa aderiram à acção.

Cientistas querem "levantar" Veneza

Especialistas da Universidade de Pádua, na Itália, apresentaram uma solução dramática para salvar Veneza da ameaça de ser invadida pelas águas.

Em vez de lutar para manter o mar fora da cidade, os cientistas querem usá-lo para ajudar a elevar a cidade que está afundando.

O esquema envolve bombear grandes quantidades de água do mar para dentro do terreno embaixo de Veneza, usando 12 canos, cada um com 700 metros de comprimento.

Segundo os especialistas, a água do mar faria expandir a areia embaixo da cidade, levantando Veneza em 30 cm, em dez anos.

A cidade do norte da Itália está afundando lentamente, o nível do Mar Adriático está subindo e a maré alta está cada vez mais alta. O governo italiano está gastando 4,5 bilhões de euros (R$ 10,4 bilhões) em um projeto controverso que envolve construir comportas na entrada da lagoa onde fica a cidade para tentar conter o avanço do mar.

O plano dessa equipe de engenheiros e geólogos da respeitada Universidade de Pádua custaria apenas uma fração disso, 100 milhões de euros (R$ 260 milhões).

O projeto prevê que, por meio desse método, Veneza poderá ser levantada para o mesmo nível que estava há três séculos. A equipe diz que a proposta não é uma alternativa às comportas, e poderia funcionar em sincronia com elas.

Mas há dúvidas sobre o projeto. Especialistas que ajudaram a estabilizar a Torre de Pisa, por exemplo, descrevem a proposta como "pura ficção científica" e alertam para a possibilidade de danos à cidade.

O prefeito de Veneza, Massimo Cacciari, disse estar interessado. Ele diz que é hora de ver como levantar a cidade e está convencido de que a tecnologia para isso já existe.

"King Kong" inédito

Peter Jackson recria cena de "King Kong"



O diretor neozelandês Peter Jackson,que no próximo mês estreará a nova versão de "King Kong", conseguiu recriar uma cena desaparecida do filme de 1933 e agregá-la à versão em DVD que a produtora Warner Brothers apresentou desse clássico do cinema.

Segundo informa hoje a imprensa neozelandesa, se trata da cena na qual um grupo de marinheiros foge do mítico gorila e cai na teia de aranhas gigantes, sendo devorados pelas mesmas.
De acordo com a Warner, a cena foi suprimida porque os diretores do filme, Meriam C. Cooper e Ernest B. Schoedsack, consideraram que tirava o protagonismo do gorila e desacelerava o ritmo do filme.

Estas imagens nunca foram conservadas, por isso o desafio de Jackson consistiu em recriá-las através de fotografias e desenhos disponíveis e do roteiro original.

Para respeitar ao máximo a obra-prima, Jackson se valeu da mesma técnica do "stop motion" utilizada por Willis O'brien, o mago dos efeitos de "King Kong", consistente em fotografar imagem por imagem os movimentos das pré-históricas criaturas do filme. Além disso, Jackson e sua equipe da Weta Workshop agregaram à trilha sonora do filme por volta de 20 minutos da partitura de Max Steiner descartados na época e produzido novos sons de animais.

A recuperação do velho "King Kong" coincide com a estréia em breve nos Estados Unidos da refilmagem de Jackson, que conta com Naomi Watts, Jack Black e Adrien Brody.

Quero tudo e mais

Não tenho que ser nada. Nem o esperado.
Menos ainda o inesperado.
Dentro sou tudo e nada.

Quero ser aquilo que não sou
ou o que não fui, querendo muito ser.
Será que eu sou exatamente o oposto de como sempre fui?
Dentro seria nada.

Acho que sou uma de muitas partes
de uma coisa inteira. E continuar a pensar em
ser e parecer e não parecer.
Dentro sou nada.

Ser e possuir algo imenso sem lembrar
quando teve início e sem sentir seu fim.
Dentro sou tudo.
Ser sempre do contra, quanto desperdício.

Deixar passar tanto tempo por perder
tempo em não ter que ser.
Agora é tudo! Quero tudo!
E sim (muito mais calma), mais isso também.

Cristina Caetano

Panorama da Arte Brasileira - S.Paulo

Continua mostra que aborda arte experimental no MAM

"A Integridade da Abstração", Caetano de Almeida


A linha curatorial do 29º Panorama da Arte Brasileira do MAM, a cargo de Felipe Chaimovich, foi buscar em conceitos da Antigüidade o elo entre as obras arrebanhadas em cerca de 15 cidades do Brasil, sem perder de vista a novidade. Essa edição traz um conjunto bem resolvido com relação às discrepâncias próprias da utilização de técnicas variadas, muitas vezes misturadas em um mesmo trabalho.

"Foram escolhidas produções que levassem os gêneros ao experimental", explica o curador. Por gêneros, entenda-se paisagem, retrato, natureza-morta, costumes, alegoria, religiosidade e emblema, que nomeiam cada núcleo em que se divide a mostra.

Seja em trabalhos de artistas contemporâneos, como Diego Belda, a dupla Paula Gabriela e Caetano de Almeida, seja em obras de nomes da velha guarda ainda na ativa, caso de Paulo Brusky e Mestre Didi, a exposição apresenta a caoticidade contundente do "tudo vale" das artes visuais na atualidade.

MAM - Grande Sala e Sala Paulo Figueiredo
»Onde: av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, portão 3, pq. Ibirapuera, região sul,
»Quando:Ter. a dom.: 10h às 18h. Até 8/1.
»Quanto: Ingr.: R$ 5,50 (dom.: grátis; sócios do MAM, crianças até 10 e adultos acima de 65 anos: grátis).
»Informações: telef.:(11) 5549-9688

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

Sem programas sociais, sem saneamento básico e sem...

Brasil é 9º pior em ranking de pessoas sem banheiro

Um relatório divulgado neste sábado indica que o Brasil é o nono pior país do mundo no fornecimento de instalações sanitárias básicas para a sua população, levando em conta o número de pessoas afetadas pelo problema.

No ranking da ONG britânica WaterAid foi analisada a quantidade de pessoas por país que não têm acesso instalações adequadas, como um simples banheiro. O ranking de 35 países é liderado pela Índia, onde mais de 772 milhões de pessoas não teriam instalações sanitárias adequadas.

O relatório diz que, no Brasil, há 46,6 milhões de pessoas que sofrem da mesma carência. Em outro ranking divulgado no mesmo relatório, em que são listados os países de acordo com a porcentagem da população sem acesso a instalações sanitárias, o Brasil não é citado.

Ainda de acordo com o documento da WaterAid, 42% da população de todo o mundo, ou 2,6 bilhões de pessoas, sofre com a falta de instalações sanitárias.

A ONG alertou que cerca de dois milhões de pessoas por ano, principalmente crianças, morrem em conseqüência de diarréia, um mal que é ligado a condições sanitárias impróprias.

Fumantes lá fora, por favor

Ou.....cuidado com as francesas! cóf cóf!
Mulher tenta abrir porta de avião durante vôo para fumar

Uma francesa admitiu em um tribunal da Austrália ter tentado abrir a porta de um avião em pleno vôo para fumar um cigarro do lado de fora.

Sandrine Helene Sellies, 34 anos, que tem medo de voar de avião, havia bebido álcool e tomado remédio para dormir antes do vôo entre Hong Kong e Brisbane, na Austrália.

Ela foi vista andando em direção à porta do avião da Cathay Pacific com um cigarro apagado e um isqueiro na mão. Ela começou a tentar abrir saída de emergência quando foi impedida por uma aeromoça.

A advogada de defesa, Helen Shilton, disse que sua cliente não tem memória do que aconteceu durante o vôo no sábado, e que ela tem histórico de sonambulismo.

Na Corte de Magistrados de Brisbane, Sellies se declarou culpada por ter posto em risco a segurança do vôo.Ela recebeu uma multa de US$ 1 mil (cerca de R$ 1.633), que foi suspensa, mas poderá ser reaplicada se ela cometer qualquer crime nos próximos 12 meses.

A turista francesa estava começando férias de três semanas na Austrália com o marido.

n.r.: meninas e meninos, quando tomarem remédios, não bebam! O álcool corta, elimina o efeito do remédio...a "louca" não sabia... e não reparem na foto: existem francesas ruivas e morenas....

Aquecimento global afeta os ursos polares

Passando fome

Às margens da Baía de Hudson, no norte do Canadá, um imenso urso polar macho se espreguiça e boceja, fareja o ar e se deita para dormir.

Novembro está na metade e faz muito frio. A brisa marinha atravessa nossas capas e a baixa temperatura começa a afetar a circulação de nossos dedos. Mas, ironicamente, o que estamos assistindo é a uma das manifestações do aquecimento global.

A temperatura média no oeste da Baía de Hudson tem subido de forma constante de 0,3 a 0,4 graus todas as décadas desde 1950.

Cientistas da Nasa (a Agência Espacial americana) que vêm monitorando a superfície de mar congelada a cada inverno acreditam que ela está diminuindo em até 9% a cada dez anos.

A cada outono, os ursos polares desta parte do Canadá migram para o norte em direção ao mar de gelo na Baía de Hudson. O congelamento começa nesta época do ano e continua até a primavera seguinte. Ao farejar o ar, os ursos sabem que a temperatura está caindo e que a Baía está começando a congelar.

Esses animais já deveriam estar nas águas congeladas, caçando focas. Eles não têm uma refeição substancial desde que o mar começou a descongelar, em julho, e estão passando fome.

Veja o restante da matéria aqui

Ação


Fala

Fala a sério e fala no gozo
Fá-la pela calada e fala claro
Fala deveras saboroso
Fala barato e fala caro
Fala ao ouvido fala ao coração
Falinhas mansas ou palavrão
Fala à miúda mas fá-la bem
Fala ao teu pai mas ouve a tua mãe
Fala francês fala béu-béu
Fala fininho e fala grosso
Desentulha a garganta levanta o pescoço
Fala como se falar fosse andar
Fala com elegância - muito e devagar.

Alexandre O'Neill



As Mãos e os Frutos

Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.
Eugenio de Andrade

"Cara a Cara" - Antonio Henrique Abreu Amaral
"Abstrato" - Lothar Charoux

60 anos de Nuremberg

Testemunha relembra nazistas no banco dos réus

Markus Wolf
Uma série de eventos está sendo realizada na Alemanha para marcar os 60 anos dos Tribunais de Nuremberg, nos quais nazistas tiveram que responder por crimes que cometeram durante a Segunda Guerra Mundial.

Um ex-promotor e outras testemunhas vão voltar à corte onde membros do regime de Hitler foram julgados e onde 12 deles foram condenados à morte. Markus Wolf, ex-diretor do Serviço de Inteligência da Alemanha Oriental, testemunhou os Tribunais de Nuremberg, quando trabalhava como radiojornalista.

Hoje, com 82 anos, ele relembra ter visto alguns dos mais notórios membros do regime nazista no banco dos réus como "funcionários de uma estação de trem ou de uma agência de correios".

Leia o depoimento que Wolf concedeu à correspondente da BBC em Berlim Tristana Moore:

"O diretor do departamento de jornalismo estava procurando por alguém para mandar a Nuremberg. Eu percebi que iria ser um evento histórico, então me ofereci para ir e fui enviado como correspondente especial.

Eu estava na sétima fileira do tribunal Palácio de Justiça, em Nuremberg, e perante meus olhos estavam pessoas que haviam sido responsáveis por coisas terríveis. Eles eram os maiores líderes do regime nazista que ainda estavam vivos, já que Hitler já havia morrido, e estavam sendo julgados por crimes de guerra.

Na época, quando a guerra acabou, a maioria dos alemães acreditava que os nazistas iriam receber punições duras. Talvez eu fosse inocente, mas eu havia visto fotografias de todos esses líderes nazistas, quando eles ainda viviam seus tempos de glória. Então, em Nuremberg, o que eu vi foram pessoas normais, simples, sentadas no banco dos réus. Eles pareciam funcionários de uma estação de trem ou de uma agência de correios.

Eu estava decepcionado. Depois de ser interrogado pelo promotor americano, Robert H. Jackson, Hermann Göring, como outros líderes nazistas, disse que ele não sabia de nada sobre aqueles crimes.

Durante o tribunal, os presentes viram um terrível documentário sobre os campos de concentração. Eles haviam sido filmados pelas tropas aliadas depois de elas terem liberado os campos. Mas, durante todo o processo, a defesa argumentou que os réus não sabiam de nada. Apenas Hitler, eles disseram, era responsável. Ninguém tentou defender a ideologia nazista ou os atos cometidos durante o terceiro reich.

Um após o outro, os réus nazistas foram convocados a depor e responderam a perguntas. Eles tinham advogados e tudo funcionava como uma espécie de tribunal anglo-americano. Mas os réus negaram qualquer conhecimento dos crimes indescritíveis que foram cometidos.

Eu aprendi tanto sobre a história contemporânea da Alemanha naqueles julgamentos.

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"O Mercador de Veneza"

Vale quanto pesa


Para ajudar um amigo, um mercador realiza um empréstimo com um judeu, aceitando a condição de lhe entregar um pedaço de sua própria carne caso a dívida não seja paga dentro do prazo acertado. Dirigido por Michael Radford (O Carteiro e o Poeta) e com Al Pacino, Jeremy Irons e Joseph Fiennes no elenco.


domingo, 20 de novembro de 2005

E a Terra esfriou mais cedo?

Novas medições sugerem que o nosso planeta pode não ter passado seus primeiros 500 milhões de anos afogado em lava. É possível que oceanos, continentes e a vida tenham surgido mais cedo.

Manuais de geologia afirmam que nosso planeta passou seus primeiros 500 milhões de anos coberto por magma quente, mas essa tese pode estar errada. Cristais de zircônio revelam que a superfície da Terra talvez tenha esfriado bem antes, permitindo desde cedo o surgimento de oceanos, continentes e oportunidades para a origem da vida.

Um novo conceito sobre como era a Terra primordial, coberta por oceanos há 4,4 bilhões de anos, contrasta com o mundo quente e hostil normalmente representado nos livros didáticos. A Lua estava mais próxima naquele tempo, por isso parecia maior do que nos dias de hoje.

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