quarta-feira, 12 de julho de 2006


Mais Feliz


O nosso amor não vai parar de rolar

De fugir e seguir como um rio

Como uma pedra que divide o rio

Me diga coisas bonitas

O nosso amor não vai olhar para trás

Desencantar, nem ser tema de livro

A vida inteira eu quis um verso simples

Pra transformar o que eu digo

Rimas fáceis, calafrios

Fura o dedo, faz um pacto comigo

Num segundo o teu no meu

Por um segundo mais feliz


Cazuza
René Magritte,
"La Magie Noire"

Basta ! Pelo direito à Vida!

Ataques criminosos atingem 53 alvos
e causam 5 mortes em SP


Carros incendiados em loja de automóveis em S.Caetano do Sul, foto:Mastrangelo Reino

"Criminosos promoveram, entre a noite de terça-feira (11) e a manhã desta quarta, 48 ataques em diferentes pontos do Estado de São Paulo, que acertaram 53 alvos e deixaram cinco pessoas mortas, segundo balanço divulgado pelo governo estadual. Cinco suspeitos foram presos.

Supermercado Pão de Açúcar atacado na Vila Buarque, foto:Moacyr Lopes Junior

Segundo o balanço, entre os alvos atacados estão duas bases da Polícia Militar, três casas de policiais, cinco revendedoras de veículos, dois supermercados e 16 ônibus, desde as 22h de terça. Os números foram divulgados em coletiva que contou com o secretário da Segurança, o secretário da Administração Penitenciária, e o comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo."

Parte exterior da agência do Banco Itaú, na Mooca, é atacada, foto:Moacyr Lopes Junior

da Folha Online


"A avenida Raimundo Pereira de Magalhães, em Pirituba (zona norte de São Paulo), está interditada desde o início da manhã desta quarta-feira em conseqüência de um ônibus queimado, em meio à nova onde de ataques criminosos.

Os incêndios --ocorridos em diferentes pontos do Estado-- integram a nova série de ataques promovida em São Paulo desde a noite de terça-feira (11). Ao menos cinco pessoas morreram, mas os números ainda não foram confirmados pela Secretaria da Segurança. Foi a maior série de crimes desde os atentados contra as forças de segurança de maio último atribuídos a uma facção criminosa.

O ônibus incendiado ocupa desde as 5h um trecho da faixa direita da avenida, sentido bairro, na altura do número 5.874.

Outro incêndio --em uma revendedora de carros-- provocava um bloqueio na avenida Cassandoca, sentido centro, na Mooca (zona leste de São Paulo). O bloqueio ia da rua Tobias Barreto à Cipó da Mata. O índice de congestionamento na cidade ficou em 21 km às 13h, enquanto a média para o horário é de 14 km."

da Folha Online

"O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou "uma atitude" contra as ações do crime organizado em São Paulo, nesta quarta-feira, durante uma coletiva de imprensa em Salvador (BA). "Os bandidos estão aterrorizando São Paulo e nós temos que tomar uma atitude."

Desde o último dia 28 de junho, cinco agentes penitenciários, um carcereiro e o filho de um agente foram mortos em São Paulo. Na noite de terça-feira (11), a exemplo do que ocorreu em maio último, criminosos atacaram forças de segurança e alvos civis. Cinco pessoas foram mortas.

O Ministério da Justiça tem oferecido o apoio da FNS (Força Nacional de Segurança) e do Exército em São Paulo desde a semana passada, mas a oferta foi recusada pelo governador Cláudio Lembo (PFL-SP), sucessor de Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que concorre contra Lula à Presidência."

da Folha Online

Terror em SP

"Exatos dois meses depois de iniciada a primeira onda de ataques do crime organizado, São Paulo voltou a viver uma segunda onda de horror nesta quarta-feira. A violência chega a superar a de maio, por estar concentrada num único dia. Os ataques começaram na madrugada e já beiram 50. Sete pessoas foram mortas. Apenas duas delas eram policiais militares. Duas eram civis e três eram vigilantes de empresas particulares.

Os dois civis mortos são Rita de Cássia Lorenzi, de 39 anos, assassinada com um tiro na cabeça ao aparecer na janela quando seu irmão, um policial militar, estava sendo executado. Em São Vicente, o filho de um ex-carcereiro também foi baleado e morreu.

Os ataques continuam e a última morte ocorreu no meio da manhã, quando um policial, da Polícia Científica, foi baleado em casa e morreu no Mandaqui, zona norte. Um ônibus foi incendiado em Ferraz de Vasconcelos e o Centro de Cidadania do Jaçanã, na zona norte, foi alvejado por tiros. Ninguém ficou ferido.

Alvos civis foram eleitos pelos bandidos para protestar contra o governo. Foram atingidas 5 agências bancárias, um prédio da Prefeitura de São Paulo, a Câmara Municipal do município de Santa Isabel, Distritos Policiais e postos da Polícia Militar e da Guarda Municipal. Houve ainda incêndios em estabelecimentos comerciais, revendas de veículos, tiros e explosivos jogados contra supermercados, postos de gasolina e um sindicato, cujo nome não foi divulgado.

No Guarujá, no litoral paulista, dois vigilantes de uma empresa particular de segurança foram mortos. Um deles trabalhava numa escola e o outro no Instituto Médico Legal da cidade.

Em São Paulo, duas bases da Guarda Civil Metropolitana foram atingidas por disparos na zona leste. Uma delas, em Cidade Tiradentes, foi atacada duas vezes no intervalo de apenas 20 minutos. Ninguém ficou ferido. Em Suzano, na Grande São Paulo, o 2º Distrito Policial da cidade foi metralhado.

Nas duas últimas semanas 15 pessoas - entre agentes penitenciários, policiais civis e militares e um segurança da Justiça Federal - foram assassinados em São Paulo. O ritmo foi de uma morte por dia.

Esta é a segunda onda de ataques à segurança pública e penitenciária desde maio, quando 39 servidores públicos (entre PMs, policiais civis, guardas civis metropolitanos e agentes) foram mortos durante na semana que ficou conhecida como 'semana do horror', entre os dias 12 e 20."

do Globo Online

Se eu continuasse publicando todas as notícias a respeito do terror que se instalou novamente em S.Paulo, teria de criar outro blog.
Basta! Chega de falta de descaso quanto aos cidadãos. Basta! De picuinhas eleitoreiras entre as autoridades num momento tão dramático pelo qual pessoas estão passando em todo o Estado de São Paulo. Basta! Por sabermos que autoridades circulam exclusivamente em helicópteros e carros blindados. Que andem de ônibus e metrô para só assim sentirem o receio de não saberem se voltam vivos às suas casas. Basta! De sabermos que morreu mais um pai, um irmão, um filho, um provedor de uma família. Já não é mais possível ver autoridades fecharem os olhos a esta triste e cotidiana realidade.



fonte: Todos os jornais do Brasil publicam essas notícias

Iberê Camargo - "Catalogue Raisonné" é concluído

Após um extenso trabalho de pesquisa e documentação, a equipe de catalogação da Fundação Iberê Camargo, coordenada pela Profa. Mônica Zielinsky, finalizou o catalogue raisonné (catálogo pensado) de gravuras de Iberê Camargo.

Os trabalhos começaram em 2000, quando nesse momento pensava-se em incluir ao mesmo tempo todas as obras de Iberê (pintura, gravura e desenho). Foi em 2002, que a pesquisa focou precisamente a gravura, tendo como objetivo a elaboração do catálogo. Nesse período, a coleta de informações assumiu várias frentes, como pesquisas em bibliografias (revistas, periódicos, livros, artigos, livros de arte, álbuns), nas próprias gravuras, nos cadernos de notas de Iberê, em seus escritos e em muitas entrevistas, com a Dna. Maria Coussirat Camargo, viúva do artista, Eduardo Haesbaert, amigos pessoais (como Mario Carneiro e Anna Letycia), gravadores, artistas, impressores, alunos de Iberê etc.

O catálogo vai trazer todas as gravuras realizadas por Iberê e, sempre que possível, relacionadas com a pintura e o desenho, a fim de oferecer ao leitor uma idéia de conjunto da obra como um todo. “A gravura em metal é a meu ver o destaque mais importante. Mas é muito interessante perceber o conjunto das gravuras e relacioná-las entre si, o que procurei enfatizar na sua organização conjunta”, afirma Mônica Zielinsky, coordenadora da publicação.

Além do registro das gravuras, o catálogo vai conter um inventário do ateliê de gravura com todos os materiais, correspondências do artista, depoimentos, assinaturas, artigos críticos sobre sua obra, escritos de Iberê e seus cadernos. Também fará parte do catalogue raisonné um depoimento de Eduardo Haesbaert, coordenador do ateliê de gravura, textos de Carlos Martins, Sônia Salzstein e o texto de Mônica Zielinsky. Neste ela buscou retraçar o percurso de Iberê na gravura, suas pesquisas, dificuldades e conquistas no campo artístico brasileiro. “Busquei mostrar o modo como ele se relacionou com a arte da gravura e seu pensamento artístico sobre esta especificidade de trabalho. Acentuei as questões técnicas, pois elas foram fundamentais para sua concepção da gravura”, adianta Mônica.

O lançamento da publicação será realizado agosto de 2006, em parceria com a editora Cosac & Naify. O patrocínio para o desenvolvimento do projeto é da Petrobras e da Gerdau. Após o lançamento, o trabalho de pesquisa continua, então focado na pintura de Iberê.

Acima, Manequim e Mulher Sentada, 1993, água-forte. Foto de Fábio Del Rê.

Sobre Iberê Camargo:

Iberê Camargo é um dos grandes nomes da arte do século XX. Autor de uma obra extensa, que inclui pinturas, desenhos, guaches e gravuras, Iberê nasceu em Restinga Seca, no interior do Rio Grande do Sul, em novembro de 1914, tendo passado grande parte de sua vida no Rio de Janeiro.

Reconhecido por seus carretéis, ciclistas e idiotas, o artista nunca se filiou a correntes ou movimentos. Desde a juventude, mostrou-se atraído por personalidades independentes, como Guignard e Goeldi. Na Europa, estudou com mestres como Giorgio de Chirico, Carlos Alberto Petrucci, Antônio Achille e André Lothe.

Ao longo de sua vida, Iberê Camargo sempre exerceu forte liderança no meio artístico e intelectual. Teve sua obra reverenciada em exposições de renome internacional, como a Bienal de São Paulo, a Bienal de Veneza, a Bienal de Tóquio e a Bienal de Madri, e integrou inúmeras mostras no Brasil e em países como França, Inglaterra, Estados Unidos, Escócia, Espanha e Itália.

O pintor morreu aos 79 anos, em Porto Alegre, em agosto de 1994, deixando um acervo de mais de sete mil obras. Grande parte delas foi deixada a sua esposa, Sra. Maria Coussirat Camargo, e integra hoje o acervo da Fundação Iberê Camargo.

"Sou um andante. Carrego comigo o fardo do meu passado. Minha bagagem são os meus sonhos. Como meus ciclistas, cruzo desertos e busco horizontes que recuam e se apagam nas brumas da incerteza."
Iberê Camargo








fonte: Fundação Iberê Camargo

terça-feira, 11 de julho de 2006

A Descoberta do Ano

Einstein sofria assédio intenso das mulheres

Centenas de cartas escritas por Albert Einstein a sua família lançaram mais luz sobre a vida particular do cientista, em particular sobre seus casos extraconjugais. Einstein não era um homem fiel, afinal ele não era um homem frio, é o que diz a reportagem da BBC.

O material havia sido doado à Universidade Hebraica de Jerusalém por Margot, filha de sua segunda esposa Elsa, sob condição de que só fossem trazidas a público 20 anos após sua morte.

Ontem a abertura do pacote com 3,5 mil páginas de correspondência trocadas entre o cientista alemão e suas duas mulheres e filhas entre 1912 e 1955 marcou o fim do período de quarentena, já que Margot morreu em julho de 1986.

Einstein escrevia quase diariamente para Elsa e para Margot, o que contraria a visão comum de que o cientista alemão era frio e distante em assuntos familiares. O autor da teoria da relatividade já era conhecido por ter tido uma dúzia de amantes, duas das quais se tornaram esposas.

A novidade é que ele discutia abertamente seus casos extraconjugais com Elsa e Margot. Em suas viagens de estudos e trabalhos, as mulheres o incomodavam com excesso de "atenção indesejada", escreveu o cientista.

Em uma letra a Margot, sua enteada, em 1931, Einstein se queixa de uma de suas conquistas, a socialite berlinense Ethel Michanowski: “A senhora M. me seguiu [até a Inglaterra], e sua perseguição a mim está fugindo do controle”.

“De todas as damas, estou na verdade apegado apenas à senhora L, que é absolutamente inofensiva e decente.”

Em outra correspondência a Margot, ele pede que ela passe adiante “uma cartinha a Margarita [conhecida como a ‘amante espiã russa’] para evitar prover ouvidos curiosos com fuxicos”.

As cartas cobrem ainda inúmeros outros aspectos:

Prêmio Nobel: Einstein não transferiu para a Suíça os recursos do prêmio Nobel de Física que ganhou em 1921, logo após assinar um acordo de divórcio com sua primeira mulher, Mileva. Em vez disso, o cientista investiu a maior parte do dinheiro nos Estados Unidos, onde se estabeleceu fugindo da perseguição na Alemanha nazista – e acabou perdendo grande parte durante a Grande Depressão.

Filho: Einstein achava difícil aceitar a esquizofrenia de seu filho Eduard, e frequentemente expressava a idéia de que talvez fosse melhor se Eduard nunca tivesse nascido.

Enteada: Em uma carta a Elsa, em 1924, Einstein opinou sobre a filha de sua segunda esposa: “Amo [Margot] como se fosse minha própria filha, talvez até mais, já que nunca que se sabe que tipo de pirralha seria [se eu fosse seu pai]”.

Relatividade: Em outra carta a Elsa em 1921, Einstein escreve: “Em breve estarei farto da relatividade. Mesmo algo assim perde a graça quando se está muito envolvido com ela.”



Moral da história: se o seu "mais que tudo" é cientista e só tem tempo para pesquisas, desconfie!


fonte: BBC Brasil

Qual é o jogador mais bonito da Copa ?

Oh! Dúvida cruel!!!


Ballack, capitão da seleção alemã: moreno, alto (1,89m), bonito, maxilar marcado, rosto quadrado...



















Luis Figo, capitão da seleção portuguesa: moreno, expressão facial forte, faz o tipo mais maduro para a faixa etária do futebol profissional. O rapaz tem 36 anos.


Raúl, da Espanha: Um tipo moreno, sobrancelhas marcadas, estatura média (1,80), mais magro do que fortão (pesa 73 quilos).


Shevchenko, da Ucrânia: 1,83m, 72 quilos e 29 anos. Fez sucesso antes do time ser eliminado pelos italianos. No quesito beleza, fica difícil descartá-lo assim por uma macarronada. Ou não?


O site aqui, pede para que se escolha um entre mais moçoilos além destes; ao mesmo tempo é possível saber a quantas anda o resultado. Há decisões na vida muito difíceis de serem tomadas. Ou não?


fonte: UOL

segunda-feira, 10 de julho de 2006

VIVER EM PAZ

Como manter-se em paz? Como progredir espiritualmente num mundo com tantos conflitos?

Podem ser incontáveis as vezes em que nos deparamos com outros que insistem em guerrear gratuitamente, hostilizando-nos na maneira de vivermos; humilhando-nos utilizando do mais pérfido e por isso o mais criativo sentimento humano: a raiva, o ódio.

Em momento algum de suas vidas se deram conta da forma como a construíram, enquanto outras pessoas a seu lado continuavam vivendo, saboreando a vida por acreditarem em sentimentos mais nobres como o amor e a fraternidade. Mas inevitavelmente, a não ser que a morte se faça presente, os anos passam e nada pode consertar o que passou e foi perdido.

São envolvidos por esse vil sentimento por sua própria culpa. Culpa de uma vida medíocre, baseada em mentiras e fantasias, e por isso mesmo vazia, e sem que se apercebessem, foram sendo por ela sugados ao longo de anos alienados em sonhos inalcansáveis, calcados em uma vida material recheada do poder da ilusão de sua superioridade.

Sem o poder, os amigos sumiram. Sem a troca de favores, a amizade se tornou escassa e a casa, vazia. A raiva, que sempre existiu, por tanta perda, se tornou ódio. Mas nada foi alterado. Ninguém gosta de um dia acordar e ter de despir uma poderosa fantasia, nem perante o admitido desgaste natural de seus ossos e de sua pele.

Não é muito fácil encontrarmos consolo ou respostas quando chega a hora da luta, mas algumas que encontramos (ou será que elas nos encontra ?!) parecem amenizar novas dores, ou velhas, reabertas em feridas que queríamos que se mantivessem cicatrizadas. Talvez nos cheguem, por estarmos no exacto ponto em que já alcançamos e acumulamos algumas experiências que foram nos tornando mais maleáveis no nosso dia a dia. Talvez...

"Para isso, contudo - para que a tranquilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.

Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.

Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho ... Todos os que te surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços. Uns acusam, outros choram.

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar. Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos."


Francisco Cândido Xavier, in Fonte Viva


René Magritte, "A Promessa"

Uns Versos


Sou sua noite, sou seu quarto
Se você quiser dormir
Eu me despeço
Eu em pedaços
Como um silêncio ao contrário
Enquanto espero
Escrevo uns versos
Depois rasgo

Sou seu fado, sou seu bardo
Se você quiser ouvir
O seu eunuco, o seu soprano
Um seu arauto
Eu sou o sol da sua noite em claro,
Um rádio
Eu sou pelo avesso sua pele
O seu casaco

Se você vai sair
O seu asfalto
Se você vai sair
Eu chovo
Sobre o seu cabelo pelo seu itinerário
Sou eu o seu paradeiro
Em uns versos que eu escrevo
Depois rasgo


Adriana Calcanhotto
René Magritte,
"La lumière polaire"

Atingindo o recorde na dança de tamancos

Um grupo formado por 475 adolescentes de 26 países se reuniram em Haia, na Holanda, para tentar um lugar no Livro Guiness dos Recordes com a maior exibição já vista de dança com tamancos - um folguedo tradiconal na Holanda. Parecido com o que o Cafu tentou alcançar nesta Copa, só que ele, tropeçou nos tamancos e caiu!

Os diversos jovens exibiram a coreografia Clogs (Tamancos), um balé criado pelo coreógrafo holandês Hans van Manen. Os adolescentes fizeram a apresentação usando os tradicionais tamancos holandeses folgados e com solas de madeira, conhecidos como "klompen".

Os 475 jovens aprenderam a dança em seus países de origem. O grupo de adolescentes reúne pessoas de nações tão díspares como Israel, Finlândia e Jamaica. De acordo com a organizadora do evento, Martina van Dijk, a idéia era ver como os dançarinos se adaptavam aos tamancos.

"Nós achamos que seria bem divertido fazer com que todos eles dançassem com tamancos. Eles não se sentiram nada confortáveis, por isso ouvimos muitas reclamações", contou a organizadora. Mas ela acrescentou que o evento contou com instrutores, que deram aulas para os adolescentes ao longo de toda a semana.

"É divertido aprender a dança tradicional de um outro povo. E é divertido estar na Holanda. Quando em Roma, como os romanos. Quando na holanda, como os holandeses - ponha os tamancos!", afirmou van Dijk.

Van Dijk disse estar esperançosa de que o Livro Guiness de Recordes venha a confirmar que a megadança de tamancos deste fim de semana será digna de figurar na publicação.


fonte: BBC Brasil

domingo, 9 de julho de 2006

La bella Squadra Azzura


A miei amici Antonella e Massimo (di Genova),


Sono felice per voi!





ITALIA !!!



Portugal


Eles merecem, eles jogaram futebol


Como é bom competir e alcançar objetivos. E imagino como deve ser bom sair de um país pela porta da frente e entrar em seu próprio país também pela porta da frente.

Pena ver alguns jogadores brasileiros com atitudes semelhantes a alguns políticos nacionais que têm por hábito saírem pelos fundos, mas isso já é outra estória.

E viva Portugal!!!





Carta de Fernanda Young

Às vítimas da inveja alheia

Antes de começar com a carta da Fernanda, deixem-me contar que ontem, estava eu largadona no meu sofá com o controle da TV na mão em zapping alucinado, quando apareceu Fernanda Young sendo entrevistada no Programa do Amaury Junior, parei e fiquei por ali.
Fernanda costuma ter várias, sérias, interessantes e bem humoradas teorias sobre tipos diferentes de assunto e numa pergunta de Amaury a respeito da mulher como profissional, Fernanda Young lá pelas tantas, diz que mesmo existindo mulheres inteligentes e cultas que lutaram durante anos para conquistar seu espaço de direito na sociedade, muitas ainda precisam ser "a mulher do cara", aquela mulher que vive para o seu fulano. A esta altura já coberta até o pescoço com meu edredon, concordei...conheço algumas... como ela mesmo disse: cretinas!
O principal motivo da entrevista era para falar de seu último livro que é de poesias, "As Dores do Amor Romântico", que pela poesia que ela escolheu para ler me pareceu ótimo.
E para quem viu o programa, a preocupação dela com o "houveram" foi ao mesmo tempo engraçada e bacana. Deu para perceber que ela sentiu o erro e teve uma atitude super natural depois de concluir sua resposta; e o programa, ainda bem, não editou a frase. Mas vamos à carta:


"Amiga, se você se sente perseguida por pessoas invejosas, tenho boas notícias. A primeira: não se trata de paranóia. Sim, realmente existem invejosos tentando te prejudicar. Sei disso porque você é uma mulher interessada em ser bonita e bem informada, livre de preconceitos, já que lê a (...revista feminina que não paga a autora do blog para fazer publicidade) e esta minha coluna - só isso já é motivo de inveja, nos dias de hoje. Fora suas outras qualidades, que você sabe quais são. Os invejosos também sabem. E não te suportam por causa disso.

Mas calma. O fato de haver invejosos querendo te prejudicar não quer dizer que eles vão conseguir. Pelo contrário. Teorias antes não comprovadas, sobre a inveja ser uma merda, acabam de ter confirmação científica. Sendo essa a minha segunda boa notícia.

Sempre escutamos dizer que os invejosos se dão mal, porém essa é uma tese que carece de provas concretas. Pois todos escondem suas invejas, tornando impossível reunir documentação sobre alguma ocorrência. E, como a inveja é um conceito relativo por natureza, um invejoso jamais confessa.

Felizmente, por descuido ou por burrice, certos indivíduos me forneceram um vasto dossiê a respeito. Primeiro, tornando públicas as suas tentativas de prejudicar os outros. Depois, tendo uma vida pública, que confirmou que eles se deram mal fazendo aquilo.

Vejam o caso de Bernardo A. Em 1997, ele havia escrito dois livros e fez uma resenha sobre uma jovem autora, que acabava de publicar seu segundo romance. Disse que ela estava atraindo a curiosidade de quam se interessa por novos autores "com títulos charmosos e bom marketing", mas que era "preciso tomar cuidado para que não se sedimentem expectativas e avaliações apressadas". Segundo Bernardo, a jovem ecritora fracassaria, pois lhe faltava "firmeza, substância estilística e requinte na feitura das frases". Pois bem, essa escritora lançou mais quatro romances, todos com suas edições esgotadas, sendo que o último ficou cinco semanas na lista dos 10 mais vendidos da Veja. E Bernardo? Bernardo escreveu mais dois livros que ninguém ouviu falar, e hoje é diretor executivo do instituto cultural de um banco.

Outro caso interessante é o de Sérgio D. Em 2003, ele escreveu, no mesmo jornal, uma pesada crítica contra uma nova apresentadora e roteirista de televisão, chamando-a de estúpida e perigosa por só falar besteiras e "merdas" em seu "desarranjo cérebro-intestinal". Bom, nos últimos três anos, essa moça escreveu três seriados de sucesso na Globo e passou a apresentar um programa com seu nome num canal a cabo. Sérgio? Sérgio chegou a tentar fazer um programa de TV pela internet e hoje tem um blog, onde faz comentários sobre séries americanas. Respire tranquila, portanto, amiga perseguida. Agora está comprovado: com as pedras que te atiram, construirás o castelo da tua glória."

Fernanda Young


n.r.: o primeiro romance de Fernanda Young está sendo adaptado para uma peça de teatro que terá a direção de José Possi Neto

fonte: Revista Cláudia e programa Amaury Junior

sexta-feira, 7 de julho de 2006


Esquadros


Eu ando pelo mundo prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodovar
Cores de Frida Kahlo, cores

Passeio pelo escuro,
Eu presto muita atenção no que meu irmão ouve
E como uma segunda pele, um calo, uma casca,
Uma cápsula protetora
eu quero chegar antes
Pra sinalizar o estar de cada coisa,
Filtrar seus graus.

Eu ando pelo mundo divertindo gente
Chorando ao telefone
E vendo doer a fome dos meninos que tem fome

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle ...

Eu ando pelo mundo
E os automóveis correm para quê?
As crianças correm par onde?
Transito entre dois lados de um lado
Eu gosto de opostos
Exponho o meu modo, me mostro
Eu canto para quem?

Pela janela do quarto
Pela janela do carro
Pela tela, pela janela
(quem é ela, quem é ela?)
Eu vejo tudo enquadrado
Remoto controle

Eu ando pelo mundo, e meus amigos, cadê?
Minha alegria, meu cansaço?
Meu amor, cadê você?
Eu acordei
Não tem ninguém ao lado




Adriana Calcanhoto
René Magritte
- "Os Valores Pessoais"

quinta-feira, 6 de julho de 2006


Fanatismo


Minh'alma de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Porque tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim, enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

"Tudo no mundo é frágil, tudo passa ..."
Quando me dizem isso, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundo, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim! ..."


Florbela Espanca
Modigliani em Paris, Por Roger Violett



Andréa, Florbela é uma das minhas poetisas preferidas e Fanatismo é divino. E Fagner, depois de Chico, é o meu outro compositor/cantor preferido.
Florbela Espanca era uma mulher intensa, era "visceral" mesmo, sua poesia e sua vida confirmam; uma mulher perfeita na expressão poética, que escreve amor com "A" maiúsculo para que não aja dúvida sobre a sua própria dimensão. O que mais gosto neste soneto, e que também me chama muito a atenção, é quando ela, cheia de grande conhecimento e experiência emocional, divertidamente ri-se de muitos "pobres ingênuos" - é assim que os considera - que nesse momento de sua vida, tentam consolá-la dizendo ser o amor algo comum, inclusive efêmero. "Pobrezinhos...tsc, tsc, tsc..."

Aconselho para quem gosta do gênero, o livro "Florbela Espanca - Sonetos" pela Ed. Bertrand.

n.r.: ainda estou em falta com várias/os amigas/os desde as férias, porque ainda estou fazendo fisioterapia e o meu PC só para me irritar, não tem colaborado comigo. Mas aos poucos, vou entrando nos eixos (literalmente também).

Londres dedica exposição às musas de Modigliani

A tumultuada vida amorosa de Modigliani, exacerbada pelo ópio e pelo álcool, e sua morte trágica, seguida do suicídio de sua amante, às vezes renderam mais notícias que sua pintura, mas uma exposição em Londres o põe em destaque como uma figura chave da história do modernismo.

A Royal Academy of Arts expõe, a partir do próximo sábado, "Modigliani e suas modelos", a primeira grande exposição na Grã-Bretanha dedicada a este artista nos últimos 40 anos.

"Modigliani teve paixões turbulentas. Consumiu-se nas drogas e no álcool. Foi um pouco o Pete Doherty de sua época", afirmou a curadora da exposição, Simonetta Fraquelli, em alusão ao roqueiro britânico, ex-namorado da modelo Kate Moss, que freqüentemente é detido por posse de drogas e sempre sofre recaídas.

Nascido em 1884 em Livorno, Itália, Modigliani tinha um forte magnetismo sexual, e colecionou amantes, da poetiza russa Anna Akhmatova até seu último amor, a francesa Jeanne Hébuterne, 15 anos mais jovem que ele.

Quando Modigliani morreu, em 1920, em Paris, aos 35 anos, vítima da meningite e dos excessos, sua amante e musa se jogou pela janela, tirando sua vida e a do feto de nove meses que carregava no ventre.

"Mas sua vida boêmia e trágica não deve ofuscar sua obra", insistiu o diretor de exposições do museu, Norman Rosenthal, ressaltando a importância do artista no desenvolvimento da arte moderna. "Modigliani esteve no centro dos artistas que criaram o que agora se chama de Arte Moderna", explicou Rosenthal.

O museu londrino chegou a reunir 50 pinturas do artista italiano, entre as quais todos os seus nus, que estão entre os mais eróticos executados no século passado.

Quando foram expostos pela primeira vez, há quase 90 anos, em Paris, onde o artista viveu desde 1906, estes nus sensuais causaram escândalo e a polícia fechou a exposição no mesmo dia da inauguração. Desde então Modigliani se tornou um dos artistas mais cotados e um dos retratos que pintou de Hébuterne foi vendido em leilão há duas semanas, em Londres, por 30 milhões de dólares.

A exposição inclui ainda dezenas de seus retratos - inconfundíveis pelos rostos ovalados, olhos amendoados e pescoço longilíneo - cedidos por museus de Brasil, Estados Unidos, Europa e Japão, entre eles de amigos artistas como Picasso, mas também de camponeses anônimos.

"Apesar de seu estilo facilmente reconhecível, Modigliani captou a individualidade de cada um dos modelos", reforçou Fraquelli, destacando que o artista se alimentou de uma grande variedade de influências, entre elas esculturas africanas que viu em Paris e arte do antigo Egito.

"Mas é também um sucessor de Botticelli e Tiziano, e também foi influenciado por Cézanne, a quem conheceu", acrescentou Rosenthal.

Os retratos de duas de suas amantes dominam a mostra: a escritora e poetiza britânica nascida na África do Sul, Beatrice Hastings, que também foi amante do poeta Ezra Pound, e que se suicidou aos 43 anos, e Jeanne Hébuterne, a quem conheceu quando ela era uma jovem estudante de arte e a quem pintou em 25 ocasiões.

A exposição, que ficará aberta até 15 de outubro, se anuncia como a mais concorrida deste verão londrino e os organizadores esperam que desta vez a polícia não feche a sala com os nus de Modigliani.


fonte: AFP

Mostra "Coleção Gilberto Chateaubriand" - S.Paulo

Preciosidades da coleção são expostas em São Paulo

A partir deste sábado (dia 8), a Pinacoteca do Estado exibe 170 obras de arte da vasta coleção de Gilberto Chateaubriand - o diplomata já possuiu 7.000 peças, tendo doado parte delas ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.


"Urutu" (1928), de Tarsila do Amaral, e "Moças com violões" (1937), de Di Cavalcanti, além de "Paisagem de Itapuã", de José Pancetti, são algumas das preciosidades que estarão à mostra até o dia 13 de agosto, sob curadoria de Fernando Cocchiarale e Franz Manatta.




Coleção Gilberto Chateaubriand - Um Século de Arte Brasileira
» Onde - Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 2 - Metrô Luz.

» Quando - de 8/7 a 13/8
terça a domingo, das 10h às 18h
» Quanto - R$ 4; grátis aos sábados
» Informações - (11) 3229-9844

fonte: UOL
obras:"Urutu", Tarsila do Amaral; "Paisagem de Itapuã", José Pancetti; "A Japonesa", Anita Malfatti.

Allez les Bleus!!!

Produtora de vinho é multada por mistura na França

Um tribunal multou na terça-feira uma empresa produtora de vinho em 30 mil euros (38,44 mil dólares), por misturar vinho de boa qualidade com categorias mais baratas.

A empresa, SA Vins Georges Duboeuf, pertence a Georges Duboeuf, o "rei de Beaujolais", que esteve por trás do lançamento da moda mundial do Beaujolais Nouveau.

Duboeuf disse, em um comunicado no ano passado, que a mistura foi um engano e que a produção foi paralisada antes que o vinho alterado fosse para o mercado.

A empresa disse que o vinho, um Beaujolais 2004 de alta qualidade, representava 300.000 litros da produção anual de Duboeuf, de cerca de 25 milhões de garrafas.

Georges Duboeuf disse em sua defesa que não sabia, no momento, que os vinhos tinham sido misturados, acrescentando que o líder da produção, Sylvain Dory, era responsável.

Dory, que desde então deixou a companhia, recebeu uma pena de três meses de prisão em regime aberto e uma multa de 3 mil euros do tribunal de Villefranche-sur-Saone, o centro da região vitivinicultora de Beaujolais, no leste da França.

O vinho envolvido no caso não foi o Beaujolais Nouveau, a bebida fermentada recentemente que é vendida no mundo todo à meia-noite da terceira quinta-feira do mês de novembro.


fonte: Reuters

terça-feira, 4 de julho de 2006



"Passei a vida a amar e a esquecer ...
Atrás do sol dum dia outro a aquecer
As brumas dos atalhos por onde ando ..."


Florbela Espanca
Amadeo Modigliani

HQ - Príncipe Valente, de Hall Foster

Brasil tem nas bancas o 1º volume de Príncipe Valente


Uma das maiores (em tamanho e influência) sagas das histórias em quadrinhos tem seu início relançado no Brasil: está nas bancas e livrarias o primeiro volume de "Príncipe Valente na Corte do Rei Arthur".

A história do Príncipe Valente começa em 1937, quando o canadense Hal Foster publica a primeira página com as aventuras do jovem e honrado Príncipe Valente. Desde então, uma vez por semana surge uma nova parte da saga deste aventureiro nórdico do século 5.

Foster escreveu e desenhou continuamente a série por 34 anos, deixando de ilustrá-la em 1971. Abandonou o roteiro apenas em 1980, na página 2.241. Sua saída não resultou no fim da história, que é publicada até hoje por outros autores.

A saga do Príncipe Valente, entretanto, não é importante por sua longevidade. Foster foi marcante. Muitos dos grandes artistas que vieram depois dele foram e são influenciados por suas histórias.

De Will Eisner, que contava ter aprendido a narrar lendo Hal Foster, a Jack Kirby (criador de Capitão América e X-Men) ou Carl Barks ("pai" do Tio Patinhas), por exemplo, todos citavam "Príncipe Valente" como influência.

Desenhista cuidadoso, Foster não usava balões para preservar as ilustrações. Além disso, não desdenhava dos roteiros: esmerou-se em tornar seu personagem humano. Destemido, heróico, mas um homem que, entre outras coisas, envelhece. O Príncipe Valente é um adolescente quando as histórias começam, e um homem com cerca de 40 anos, casado e com quatro filhos, quando Foster deixa de roteirizá-las.

A editora Ebal publicou, de 1974 a 1995, 15 volumes de Príncipe Valente no Brasil. A Opera Graphica assumiu a série em 2001 e publicou até o tomo 18. E agora relança as 85 páginas iniciais nesta reedição do primeiro volume: uma boa oportunidade para entender como começou esta épica série.

Príncipe Valente na Corte do Rei Arthur (Vol. 1)
Autor: Hal Foster
Editora: Opera Graphica
Quanto: R$ 79 (104 págs.)



fonte: Folha Online

"Éolo Maia: o vento sobre a cidade" - S.Paulo

Mostra revela os bastidores do trabalho do arquiteto Éolo Maia

A mostra "Éolo Maia: o vento sobre a cidade" exibe projetos - inclusive 17 maquetes históricas - desenvolvidos pelo arquiteto durante quatro décadas.

Expostas no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo, as obras revelam os bastidores da criação do mineiro morto em 2002, que foi um dos precursores da arquitetura pós-moderna no Brasil.

Éolo Maia nasceu no ano de 1942, em Ouro Preto - onde permaneceu até se transferir para Belo Horizonte, em 1963, a fim de cursar arquitetura -, ele trazia em si forte sentimento da arte barroca e das igrejas e vielas da cidade natal, que passou a reinterpretar simbolicamente em seus desenhos. Deixou, aos 60 anos de idade e 35 de profissão, uma obra extensa, polêmica e de impacto, construída com muita seriedade.

Junto com a exposição, foi lançado o livro "Éolo Maia: Complexidade e contradição na arquitetura brasileira", escrito pelo também arquiteto Bruno Santa Cecília e ilustrado com imagens de diversas obras de Éolo. O livro custa R$ 60.

Com curadoria da arquiteta Jô Vasconcellos, a mostra promete apresentar linguagem textual e gráfica clara e fica no MCB até 30 de julho. Visitas monitoradas podem ser agendadas pelo telefone (11) 3032-2564 ou por e-mail: agendamento@mcb.sp.gov.br

Éolo Maia: o vento sobre a cidade
» Onde - Museu da Casa Brasileira
Av. Brigadeiro Faria Lima, 2705, Jd. Paulistano

» Quando - 21/6 a 30/7 (terça a domingo, das 10h às 18h)
» Quanto - R$ 4. Estudantes pagam R$ 2 e a entrada é franca aos domingos.
» Informações: (11) 3032-3727


fonte: UOL
foto: Maquete do Centro Cultural Usiminas Ipatinga (MG)

segunda-feira, 3 de julho de 2006

A Europa dos 25 representada por bonecas regionais



O Museu das Bonecas de Paris iniciará uma exposição com mais de 500 bonecas do tipo souvenir dos anos de 1930 até 1970, fabricadas em celulóide, biscuit, materiais plásticos e outros materias da época. Vestidas em trajes tradicionais regionais dos 25 países da Comunidade Européia e de suas regiões, do dia 6 de junho até 24 de setembro.

Para relembrar, a Europa dos 25 são: Alemanha, Áustria , Bélgica, Chipre, Dinamarca, Espanha, Estonia, Finlandia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Itália, Lettônia, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Países-Baixos, Polônia, Portugal, Royaume-Uni, República Tcheca, Eslováquia, Eslovênia, Suécia.



Esta viagem através da Europa encantará os nostálgicos pelas bonecas-souvenirs, colecionadores à procura de uma boneca de alguma região pouco conhecida, os apaixonados pelos costumes folclóricos, as crianças que descobrirão a riqueza dos costumes tradicionais através do olhar nestas pequenas bonecas.




Após a visita do Museu, poderão participar de uma viagem através do mundo colorido dessas bonequinhas escutando estórias dos quatro cantos da Europa contados por Vanessa Brunel. (ver os dias e horários no site do Museu). Além disso, os organizadores da mostra terão montado um atelier de montagem das bonecas para crianças em idade dos 5 aos 12 anos participarem de todas as etapas para a confecção das bonequinhas. O material é fornecido pelo Museu, mas há um limite de 5 a 11 crianças de cada vez para participar (ver dias, reservas e horários no site do Museu).



fonte: Le Musée de la Poupée e Folha Online
trad. livre: Cristina Caetano

30ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial

Unesco estuda 37 lugares para patrimônio da humanidade

Chile, México, Bolívia, Colômbia e Espanha integram uma lista de 37 novos locais que competem por sua inscrição na lista do patrimônio mundial da humanidade durante a 30ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial em Vilna, na Lituânia, entre os dias 8 e 16 de julho, anunciou a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura).

Segundo a Unesco, que não costumava revelar os locais para evitar as especulações, as inscrições foram apresentadas por 30 países de todos os continentes: Alemanha, Áustria, Azerbaijão, Bolívia, Burkina Faso, Chile, China, Colômbia, Espanha, Etiópia, França, Gabão, Gâmbia, Índia, Indonésia, Israel, Itália, Malaui, Malásia, Marrocos, Ilhas Maurício, México, Omã, Polônia, Reino Unido, Síria, Irã, República Tcheca, Tanzânia e Senegal. O Comitê também estudará a extensão de quatro locais já inscritos no patrimônio mundial: Finlândia, Nepal, Sérvia e Suécia.

No ano passado, 24 locais foram escolhidos. Entre eles estavam a colina de Qalaat, no Bahrein, a cidade de Mostar (Bósnia-Herzegovina) e o centro da cidade de Le Havre (França), reconstruído depois da Segunda Guerra Mundial.

A convenção estimula a cooperação internacional para salvaguardar o patrimônio comum. Os Estados que a ratificaram se comprometem a preservar os locais selecionados. A Unesco dispõe de um fundo anual de quatro milhões de dólares, o Fundo do Patrimônio Mundial, destinado a ações urgentes em caso de perigo e ações de formação e cooperação técnica.



fonte: France Press

domingo, 2 de julho de 2006


Reinvenção


A vida só é possível
reinventada.


Anda o sol pelas campinas
e passeia a mão dourada
pelas águas, pelas folhas...
Ah! tudo bolhas
que vem de fundas piscinas
de ilusionismo... — mais nada.


Mas a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada.


Vem a lua, vem, retira
as algemas dos meus braços.
Projeto-me por espaços
cheios da tua Figura.
Tudo mentira! Mentira
da lua, na noite escura.


Não te encontro, não te alcanço...
Só — no tempo equilibrada,
desprendo-me do balanço
que além do tempo me leva.
Só — na treva,
fico: recebida e dada.


Porque a vida, a vida, a vida,
a vida só é possível
reinventada


Cecília Meirelles
foto: Cig Harvey

Da chegada do amor


Sempre quis um amor
que falasse
que soubesse o que sentisse.
Sempre quis uma amor que elaborasse
Que quando dormisse
ressonasse confiança
no sopro do sono
e trouxesse beijo
no clarão da amanhecice.

Sempre quis um amor
que coubesse no que me disse.
Sempre quis uma meninice
entre menino e senhor
uma cachorrice
onde tanto pudesse a sem-vergonhice
do macho
quanto a sabedoria do sabedor.

Sempre quis um amor cujo
BOM DIA!
morasse na eternidade de encadear os tempos:
passado presente futuro
coisa da mesma embocadura
sabor da mesma golada.
Sempre quis um amor de goleadas
cuja rede complexa
do pano de fundo dos seres
não assustasse.
Sempre quis um amor
que não se incomodasse
quando a poesia da cama me levasse.
Sempre quis uma amor
que não se chateasse
diante das diferenças.

Agora, diante da encomenda
metade de mim rasga afoita
o embrulho
e a outra metade é o
futuro de saber o segredo
que enrola o laço,
é observar
o desenho
do invólucro e compará-lo
com a calma da alma
o seu conteúdo.
Contudo
sempre quis um amor
que me coubesse futuro
e me alternasse em menina e adulto
que ora eu fosse o fácil, o sério
e ora um doce mistério
que ora eu fosse medo-asneira
e ora eu fosse brincadeira
ultra-sonografia do furor,
sempre quis um amor
que sem tensa-corrida-de ocorresse.
Sempre quis um amor
que acontecesse
sem esforço
sem medo da inspiração
por ele acabar.
Sempre quis um amor
de abafar,
(não o caso)
mas cuja demora de ocaso
estivesse imensamente
nas nossas mãos.
Sem senãos.
Sempre quis um amor
com definição de quero
sem o lero-lero da falsa sedução.
Eu sempre disse não
à constituição dos séculos
que diz que o "garantido" amor
é a sua negação.
Sempre quis um amor
que gozasse
e que pouco antes
de chegar a esse céu
se anunciasse.

Sempre quis um amor
que vivesse a felicidade
sem reclamar dela ou disso.
Sempre quis um amor não omisso
e que sua estórias me contasse.
Ah, eu sempre quis um amor que amasse.


Elisa Lucinda
foto: Samantha Wolov
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