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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Cinema

A Festa da Menina Morta


Um amigo foi ver o filme do Matheus Nachtergaele e me disse que é muito bom. Tudo a ver com a realidade brasileira.



Sinopse
Há 20 anos uma pequena população ribeirinha do alto Amazonas comemora a Festa da Menina Morta. O evento celebra o milagre realizado por Santinho, que após o suicídio da mãe recebeu em suas mãos, da boca de um cachorro, os trapos do vestido de uma menina desaparecida. A menina jamais foi encontrada, mas o tecido rasgado e manchado de sangue passa a ser adorado e considerado sagrado. A festa cresceu indiferente à dor do irmão da menina morta, Tadeu. A cada ano as pessoas visitam o local para rezar, pedir e aguardar as "revelações" da menina, que através de Santinho se manifestam no ápice da cerimônia.



Elenco
Daniel de Oliveira
Juliano Cazarré
Jackson Antunes
Cássia Kiss
Dira Paes

Ficha Técnica
Título Original: A Festa da Menina Morta
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 110 minutos
Ano de Lançamento (Brasil): 2008
Estúdio: Bananeira Filmes
Distribuição: Imovision
Direção: Matheus Nachtergaele
Roteiro: Matheus Nachtergaele e Hilton Lacerda
Produção: Vania Catani
Fotografia: Lula Carvalho
Direção de Arte: Renata Pinheiro


fonte: Adoro Cinema

segunda-feira, 20 de abril de 2009

sábado, 16 de fevereiro de 2008

"Tropa de Elite" vence e leva o Urso de Ouro em Berlim

Não é habitual eu postar por aqui no fim de semana, mas a ocasião é especial quando se trata de cinema brasileiro, e nesse caso, gostando ou não do roteiro do filme "Tropa de Elite", merece aqui comemorar a notícia de que levamos - sim, nós, brasileiros - o prêmio pelo melhor filme do Festival de Berlim.

José Padilha

. . .


O filme brasileiro "Tropa de Elite", de José Padilha, foi o vencedor do Urso de Ouro de Melhor Filme em Berlim. O Urso de Prata ficou com o documentário sobre tortura em em Abu Ghraib "Standard Operating Procedure", do norte-americano Errol Morris.

Da esquerda para a direita: Wagner Moura, Caio Junqueira e André Ramiro em "Tropa de Elite"

Apesar da recepção majoritariamente negativa que teve na mídia internacional - a produção brasileira chegou a ser chamada de "fascista" pela revista americana "Variety" -, "Tropa de Elite" desbancou os favoritos "Sangue Negro", de Paul Thomas Anderson, e a comédia "Happy-Go-Lucky", de Mike Leigh.

Na sexta-feira (15), Padilha rebateu às críticas internacionais dizendo que, independente de se gostar ou não de "Tropa de Elite", o importante é o debate que o filme teria causado.

Além do filme de Padilha, mais uma produção brasileira foi premiada em Berlim: Daniel Ribeiro recebeu o Prêmio Geração 14 Plus, voltado ao público jovem, pelo curta-metragem "Café com Leite".

Sucesso Popular
Antes mesmo de sua estréia no Brasil, dia 5 de outubro de 2007, o filme "Tropa de Elite" já era um dos mais comentados da história do cinema brasileiro, por conta da inédita pirataria de cópias não-finalizadas do longa-metragem. Mesmo assim, o foi o filme brasileiro mais visto de 2007, encerrando o ano com 1,9 milhão de pagantes nos cinemas (a estimativa de cópias piratas vendidas é de 11,5 milhões).

Maria Ribeiro e Wagner Moura, que formam um casal no filme

Antes mesmo de sua estréia no Brasil, dia 5 de outubro de 2007, o filme "Tropa de Elite" já era um dos mais comentados da história do cinema brasileiro, por conta da inédita pirataria de cópias não-finalizadas do longa-metragem. Mesmo assim, o foi o filme brasileiro mais visto de 2007, encerrando o ano com 1,9 milhão de pagantes nos cinemas (a estimativa de cópias piratas vendidas é de 11,5 milhões).

Polêmica
"Tropa de Elite" também foi alvo de críticas no Brasil, por conta da maneira como trata temas polêmicos como a violência policial no combate ao crime, a responsabilidade dos compradores de drogas e a suposta hipocrisia das passeatas de paz organizadas pela classe média. Diversas vezes o diretor José Padilha e o protagonista Wagner Moura tiveram que defender-se da acusação de "fascismo" e apologia à violência no filme - a ponto do ator, ainda em outubro, já se dizer cansado de responder às mesmas críticas.

Estratégia Internacional
A vitória de "Tropa de Elite" em Berlim faz parte de uma estratégia da Weinstein Company, que detém os direitos do filme fora do Brasil. Os irmãos Bob e Harvey Weinstein (ex-donos da Miramax) resolveram retirar o filme de do Festival de Sundance, em janeiro, para fazê-lo competir na Berlinale e no Festival de Cannes, que acontece em maio.

Dessa forma, "Tropa de Elite", pelo menos por enquanto, opta por uma carreira européia - ainda mais depois de ser preterido na indicação nacional ao Oscar por "O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias", de Cao Hamburguer, que não chegou à seleção final. Em setembro, enquete realizada pelo UOL apontou que 61,64% dos internautas indicariam o filme de José Padilha como candidato brasileiro ao Oscar.

Os vencedores:

- Melhor Filme: "Tropa de Elite", de José Padilha
- Prêmio Especial do Júri: "S.O.P. - Standard Operating Procedure", de Errol Morris
- Melhor Diretor: Paul Thomas Anderson ("Sangue Negro")
- Melhor Contribuição Artística: Jonny Greenwood (Radiohead), pela trilha sonora de "Sangue Negro"
- Melhor Roteiro: Wang Xiaoshuai ("In Love We Trust")
- Melhor Ator: Reza Najie ("The Song of Sparrows")
- Melhor Atriz: Sally Hawkings ("Happy Go Lucky")
- Melhor Filme de Estréia: "Asyl - Park and Love Hotel", de Kumasaka Izuru

n.r.: só um adendozinho: Padilha podia ter se apresentado sem o gorro, acredito piamente que a sala estivesse climatizada, enfim...


fonte:UOL

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

"Tropa de Elite" no Festival de Berlim

Aplausos e flores para a equipe de 'Tropa' em Berlim


Ao fim da sessão oficial competitiva de "Tropa de Elite" no Festival de Berlim, a platéia reagiu com aplausos moderados. Mas isso não necessariamente significa desapreço ao filme. Quando perguntei ao espectador alemão sentado ao meu lado se ele não havia gostado do filme, já que aplaudia com pouco entusiasmo, a resposta foi: "Gostei, sim. É um filme muito pesado, mas acho que não poderia ser de outro jeito. Se você quer mudar essa realidade, tem de mostrá-la com todas as letras".



O tom sóbrio foi também o que Padilha adotou quando subiu ao palco, antes de chamar sua equipe. "Muito obrigado. Estamos todos muito honrados de estar aqui no Festival de Berlim. Estamos honrados, mas obviamente não podemos estar felizes, por causa desta situação no Brasil." Em seguida, ele chamou ao palco os integrantes da equipe que vieram a Berlim _os atores Wagner Moura (intensamente aplaudido) e Maria Ribeiro (única mulher no grupo, recebeu do festival um delicado arranjo de flores), o fotógrafo Lula Carvalho, o assistente de direção Rafael Salgado, o produtor Marcos Prado, o distribuidor internacional Harvey Weinstein e o co-produtor argentino Eduardo Costantini, entre outros.

"Não tenho muita experiência em sessões de festival, mas achei que foi boa", comentou Wagner na saída, antes de ser abordado por uma família de fãs brasileiras _duas filhas adolescentes com a mãe, que frisou: "A mãe também quer foto [ao lado do ator]".

Durante a sessão, o público teve um único momento de descontração. A risada foi grande na cena em que, durante o curso de treinamento dos novos oficiais do Bope, o Capitão Nascimento pronuncia a palavra "estratégia" em diversas línguas - com pequeníssimas variações. Quando ele fala em alemão, o público gargalhou.

A primeira sessão de "Tropa de Elite" em Berlim, de manhã, para a imprensa, foi marcada por um atropelo. Diferentemente do que acontece com todos os outros longas, a cópia com legendas em inglês não estava disponível - por razões ainda não esclarecidas. Foi exibida uma versão legendada em alemão, que é preparada para a projeção na sessão oficial. A alternativa dos jornalistas que não falam nem alemão, nem português era usar tradução simultânea em fones de ouvido, que o festival disponibiliza. Mas, com seus diálogos sobrepostos e velozes, "Tropa de Elite" não é a obra mais indicada para esse tipo de expediente. Jornalistas que usaram o fone comentavam que ficaram sem a tradução de parte do conteúdo do filme.

Na entrevista coletiva após a projeção da manhã, Padilha estava afiado. Criticou a polícia, os traficantes, a crítica cinematográfica. Disse que fez esse filme para mostrar que é insustentável a situação de um país em que a polícia acredita que violência se combate com mais violência. Ele respondeu perguntas sobre a pirataria, a reação do público brasileiro ao filme e disse (em três ocasiões) que é a favor da legalização das drogas.

Ao abordar o debate provocado por "Tropa de Elite" no Brasil, que classificou como o maior da história do país em torno de um filme, ele disse que temos o hábito de interpretar de modo distinto a cinematografia americana e nossa própria. "Quando Scorsese, que é um dos meus ídolos como diretor e esteve neste festival [com "Shine a Light", o filme de abertura, hors-concours] faz um filme como 'Os Bons Companheiros', ninguém diz que ele é pró-máfia. Eu fui acusado de ser radical de direita porque fiz 'Tropa de Elite', um filme com o ponto de vista de um policial, e fui acusado de ser radical de esquerda quando fiz 'Ônibus 174', com a perspectiva do seqüestrador [do coletivo no Rio, Sandro Nascimento]".

por Silvana Arantes, em Berlim

Mais sobre o Festival de Berlim, aqui.


fonte:Folha Online
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