
Eu quisera viver
como os passarinhos:
cantando a beira dos caminhos,
cantando ao sol, cantando aos luares,
cantando de tristeza e de prazer,
sem que niguém ouvidos desse aos meus cantares.
Eu quisera viver em plenos ares,
numa elevada trajetória,
numa existência quase incorpórea;
viver sem rumo, procurar guarida
à noite para, em sono, o corpo descansar,
viver em vôos, de corrida
roçar apenas pela vida!
Eu quisera viver sem leis e sem senhor,
tão somente sujeita às leis da natureza,
tão somente sujeita aos caprichos do amor...
Viver na selva acesa
pelo fulgor solar,
o convívio feliz das mais aves gozando,
viver em bando,
a voar, a voar.
Gilka Machado
foto: Martin Kovalik
como os passarinhos:
cantando a beira dos caminhos,
cantando ao sol, cantando aos luares,
cantando de tristeza e de prazer,
sem que niguém ouvidos desse aos meus cantares.
Eu quisera viver em plenos ares,
numa elevada trajetória,
numa existência quase incorpórea;
viver sem rumo, procurar guarida
à noite para, em sono, o corpo descansar,
viver em vôos, de corrida
roçar apenas pela vida!
Eu quisera viver sem leis e sem senhor,
tão somente sujeita às leis da natureza,
tão somente sujeita aos caprichos do amor...
Viver na selva acesa
pelo fulgor solar,
o convívio feliz das mais aves gozando,
viver em bando,
a voar, a voar.
Gilka Machado
foto: Martin Kovalik






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