Estão começando as minhas férias e também tirarei férias da blogosfera. Teria mais lógica se este fosse o último post do dia, até porque é um aviso aos amigos que andam por aqui dizendo, que só voltarei no próximo mês, fica uma linda poesia da Alice Ruiz para finalizar o dia.
Este post fica alojado por aqui no meio, porque qualquer tom de despedida para mim é algo muito formal e até um pouco dolorido, mesmo sendo aqui no blog. Não tenho pretenção de ir de encontro ao ato dramático. Sou um bocadinho sensível, vem daí o gosto pela arte, pela observação, e aproveito para fazer mais uma de minhas auto-análises.
Por isso, assim meio de sopetão, resolvi pensar sobre como funciona minha noção a respeito de despedidas. Já sei que considero o fato, algo desconfortável, difícil mesmo. Tive muitas despedidas - no sentido absoluto da palavra - na minha infância e passei a não saber lidar com elas em situações menos graves. Percebe-se logo que não sou como a maioria dos mortais, mas com isto eu lido muito bem. De cara, digo logo que ter um blog tem lá muitas vantagens.
Tenho certeza que nunca fui muito bem compreendida neste meu tipo de ação, nem por amigos nem por família. Não me despeço, é raro e o raro quer dizer, inevitável por proximidade, acontece. É muito comum eu dar notícias depois de estar distante, mesmo assim, muito tempo depois, anos talvez; puro medo de ter o poder de tornar a situação irreversível como a morte. Ou quando já estou de volta ao ponto de origem.
No primeiro caso, por saudades, até existe uma ou outra tentativa - desastrada ou frustadíssima - de "consertar" uma situação. Isso só acontece por dar-me conta que não tenho este poder mágico de transformar a vida em fato irreversível. No segundo caso, as "perdas" são menores.
Acho que fica assim mais fácil perceber que nada tem lógica enquanto tem vida, nem o fato deste post estar localizado como penúltimo e não como último. Assim como não há lógica em Nosso Guia ter se mantido - e se mantem - durante tanto tempo no cargo. Talvez tenha lógica o dólar subir e descer pela economia americana ou pelo o que Evvo e seu companheiro Huguito dizem num populismo exagerado e irritante. Pode ter lógica a Bolsa de Valores. A paranóia não tem lógica, tem explicação, para ela e sociopatias vale o rótulo.
A Vida não tem lógica, à Vida não se permitem rótulos. Sentimentos nunca vão ter lógica, ou é ou não é e não se pergunta como.

Para as queridas e os queridos, amigas e amigos que passam por aqui, beijinhos e até Julho.
Paul Brent - "Goa Poppy II"
Tandi Venter - "The Way Home"
Este post fica alojado por aqui no meio, porque qualquer tom de despedida para mim é algo muito formal e até um pouco dolorido, mesmo sendo aqui no blog. Não tenho pretenção de ir de encontro ao ato dramático. Sou um bocadinho sensível, vem daí o gosto pela arte, pela observação, e aproveito para fazer mais uma de minhas auto-análises.
Por isso, assim meio de sopetão, resolvi pensar sobre como funciona minha noção a respeito de despedidas. Já sei que considero o fato, algo desconfortável, difícil mesmo. Tive muitas despedidas - no sentido absoluto da palavra - na minha infância e passei a não saber lidar com elas em situações menos graves. Percebe-se logo que não sou como a maioria dos mortais, mas com isto eu lido muito bem. De cara, digo logo que ter um blog tem lá muitas vantagens.
Tenho certeza que nunca fui muito bem compreendida neste meu tipo de ação, nem por amigos nem por família. Não me despeço, é raro e o raro quer dizer, inevitável por proximidade, acontece. É muito comum eu dar notícias depois de estar distante, mesmo assim, muito tempo depois, anos talvez; puro medo de ter o poder de tornar a situação irreversível como a morte. Ou quando já estou de volta ao ponto de origem.
No primeiro caso, por saudades, até existe uma ou outra tentativa - desastrada ou frustadíssima - de "consertar" uma situação. Isso só acontece por dar-me conta que não tenho este poder mágico de transformar a vida em fato irreversível. No segundo caso, as "perdas" são menores.
Acho que fica assim mais fácil perceber que nada tem lógica enquanto tem vida, nem o fato deste post estar localizado como penúltimo e não como último. Assim como não há lógica em Nosso Guia ter se mantido - e se mantem - durante tanto tempo no cargo. Talvez tenha lógica o dólar subir e descer pela economia americana ou pelo o que Evvo e seu companheiro Huguito dizem num populismo exagerado e irritante. Pode ter lógica a Bolsa de Valores. A paranóia não tem lógica, tem explicação, para ela e sociopatias vale o rótulo.
A Vida não tem lógica, à Vida não se permitem rótulos. Sentimentos nunca vão ter lógica, ou é ou não é e não se pergunta como.
Para as queridas e os queridos, amigas e amigos que passam por aqui, beijinhos e até Julho.
Paul Brent - "Goa Poppy II"
Tandi Venter - "The Way Home"





;
0 comentários:
Postar um comentário