quarta-feira, 31 de maio de 2006

Filosofando: "Como surge uma idéia ?"

Batwoman vai retornar como lésbica

A heroína Batwoman vai reaparecer como uma socialite lésbica que namora uma policial nas revistas em quadrinhos 52, da DC Comics, de acordo com um porta-voz da editora.

Tenho um pequeno trauma: meus primos se fantasiaram no Carnaval, quando éramos pequenos, de Batman e Robin - um Robin que usava fraldas - a minha, foi uma índia americana lindíssima, machadinha na mão, com tranças falsas, porque meu cabelo ainda era ralo para a idade.

Gostei, mas não pude me fantasiar de Batwoman. acho que mamãe devia achar a fantasia muito sem graça para a época.

Fiquem sabendo que mesmo sendo pequena, queria ser como a Batwoman, não consigo entender até hoje como em tão tenra idade achava sempre o Batman um "bundão" - desculpem-me, não encontro palavra melhor - quando ela entrava em cena.

Kathy Kane, o "verdadeiro" nome da Batwoman, tinha sido assassinada pela Liga dos Assassinos e o Tigre de Bronze em uma revistinha de setembro de 1979, mas voltará com uma mulher rica e refinada.

Na 52, ela vai reaparecer como uma lésbica que tem um romance com a ex-detetive Renee Montoya. No mundo dessa revista americana, super-heróis tradicionais como Batman, Super-Homem e Mulher Maravilha já não existem.

A nova encarnação da Batmulher é mais um dos personagens de etnia e sexualidade variada que vêm entrando nas histórias da DC Comics.

Entre eles está o adolescente mexicano Besouro Azul, que substitui o antigo Besouro Branco, e os Great Ten, um grupo de super-heróis chineses patrocinados pelo governo.

Outros velhos conhecidos dos aficcionados dos quadrinhos, como o Firestorm e O Átomo, voltaram às histórias como um negro e um asiático, respectivamente.

E como surgiu essa idéia? Se ela será lésbica, vejo minha fantasia infantil de ser poderosa, sepultada. Alegria de umas, tristezas de outras. C'est la vie!


fonte: BBC Brasil

terça-feira, 30 de maio de 2006


O Corpo Exige


Presto distraída atenção ao meu corpo.
O que me pede, eu faço.
Às vezes, não entendo logo suas ordens, mas
cedo sempre.
Me achego a ele e indago:
-O que queres? Ah, é isso? Então, concedo.
Sempre que eu resisti
um de nós saiu-se mal.

Nas 24 horas do dia, ele pede,
e quando cala, fala
num discurso de sonhos
que me abala.

Ele sabe. Eu sei que ele sabe,
e sabe antes de mim, e nele
eu sei dobrado, sou um-e-dois
como os dois cortes de um sabre.


Affonso Romano de Sant'Anna
foto: Amare


"Que importa o sentido se tudo vibra?"


minha voz
não chega aos teus ouvidos

meu silêncio
não toca teus sentidos

sinto muito
mas isso é tudo que sinto


Alice Ruiz
foto:Amare



Plano


Trabalho o poema sobre uma hipótese: o amor
que se despeja no copo da vida, até meio, como se
o pudéssemos beber de um trago. No fundo,
como o vinho turvo, deixa um gosto amargo na
boca. Pergunto onde está a transparência do
vidro, a pureza do líquido inicial, a energia
de quem procura esvaziar a garrafa; e a resposta
são estes cacos que nos cortam as mãos, a mesa
da alma suja de restos, palavras espalhadas
num cansaço de sentidos. Volto, então, à primeira
hipótese. O amor. Mas sem o gastar de uma vez,
esperando que o tempo encha o copo até cima,
para que o possa erguer à luz do teu corpo
e veja, através dele, o teu rosto inteiro.


Nuno Júdice

Dia/Noite


Nos olhos que olham
Nas sombras da noite
Verás os meus olhos.
Nas mãos que pressentes
Quando anseias um abraço
Sentirás as minhas.
Estarei mais presente
Ausente, nas sombras da noite
Que as mãos que tocas
Os olhos que olhas
Na claridade crua do dia.


Encandescente
foto:Fujita


Bilhete


Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...


Mário Quintana
foto: Ralph Man


segunda-feira, 29 de maio de 2006

Professora brasileira é premiada pela Unesco

A nossa Flor de Lótus


A professora Lea Cruz Fagundes será premiada por usar a web para estimular alunos com problemas de aprendizado.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e Cultura (Unesco, pela sigla em inglês) faz 60 anos em 2006 e para isso premiará personalidades em todos os países membros que desenvolveram projetos nas áreas de atuação da organização. No Brasil cinco pessoas foram escolhidas, entre elas, a professora Lea Cruz Fagundes, especialista em educação e incentivo à pesquisa.

Lea Fagundes foi premiada por desenvolver um novo método de aprendizagem baseado na inclusão digital. Segundo a professora, sua pesquisa se estruturou na busca de soluções para os problemas de aprendizagem de crianças que estudam em escolas públicas.

Ela afirma que as crianças das escolas públicas têm dificuldade em aprender devido aos problemas sociais a que são submetidas, e que isso pode comprometer a inteligência e o raciocínio dos estudantes.

No entanto, a professora diz que apesar disso, elas têm um grande potencial. "A escola precisa aprender a tratar disso porque a diferença está no sofrimento social", afirma. O estudo, foi pesquisar se o computador e a internet poderiam ser meios eficientes de ajuda aos alunos na obtenção de um bom desempenho na escola.

Lea Cruz Fagundes descobriu que com o uso dessas tecnologias o desenvolvimento das crianças é muito favorecido. "Essas crianças apresentaram um talento que nem a gente imaginava. Além disso, acabou o fracasso. As crianças conseguem inclusive superar as suas dificuldades", explica.

O prêmio será entregue em 7 de junho em cerimônia no Teatro Nacional Cláudio Santoro, em Brasília.

n.r.: há uns dias atrás, Morganashiva no seu blog Raios de Lua falava sobre a Flor de Lótus e começava assim:
“O supraconsciente é o verdadeiro fundamento, e não o subconsciente. Não é analisando-se os segredos da lama de onde nasce a flor do lótus que explicamos sua existência. O segredo da flor do lótus está no arquétipo divino que floresce para sempre nas alturas, na luz”.
(Sri Aurobindo)

E concluía da seguinte maneira:
"Observar o que há de melhor no ser humano. Buscar a luz que se encontra em cada ser. Apreciar as mais belas obras de arte – tanto as feitas por Deus quanto as feitas pelos homens. Procurar incessantemente a verdade, viver honestamente, amar a sabedoria – caminhos que conduzem ao Divino.

Buscar a flor do lótus, sempre."



fonte: IDG NOW e blog "Raios de Lua"

Musicoterapia

Estudo afirma que música pode reduzir a dor crônica


Uma pesquisa feita nos Estados Unidos confirmou que ouvir música pode ter um efeito positivo sobre pessoas que sofrem de dores crônicas. A equipe de pesquisadores testou os efeitos de música em 60 pacientes que há anos sofriam de dores crônicas.

De acordo com o estudo, divulgado pela publicação especializada Journal of Advanced Nursing, a redução dos níveis de dor daqueles que ouviam música foi 21% superior do que a dos que não ouviam. O índice dos que sentiam depressão em decorrência da dor crônica também diminuiu 25%, enquanto que o índice dos que não escutavam música com regularidade permaneceu inalterado.

Os participantes da pesquisa foram pessoas que que vinham sofrendo de condições como osteoartrite, problemas de disco e artrite reumática há mais de seis anos.

A maior parte dos pesquisados relatou que a dor atingia mais de uma parte de seus corpos e era contínua. Dentre eles, algums ouviam música através de fones de ouvido durante uma hora por dia, enquanto que o restante não compartilhava do mesmo hábito.

Entre os que ouviam música, metade era capaz de escolher suas músicas favoritas e os demais podiam escolher a partir de uma lista de cinco fitas relaxantes oferecidas pelos pesquisadores.

"Nossas conclusões mostraram que ouvir música tinha um efeito estatístico considerável nos dois grupos, reduzindo sensações de dor, depressão e incapacidade e aumentando sensações de poder. Portanto, qualquer coisa capaz de aliviar a dor é bem-vinda", afirma a dra Sandra Siedlkecki, da Cleveland Clinic Foundation, instituição por trás do estudo.

Uma pesquisa anterior publicada na mesma revista que divulgou o recente estudo já havia revelado que ouvir música suave durante 45 minutos antes de dormir pode aumentar o sono em até um terço.

n.r.: Acho que o estudo faz sentido. Ouvir música sempre dá prazer, a não ser que nos obriguem a ouvir música de elevador por muito tempo. A notícia não comenta se houve diferença entre os que ouviam suas músicas preferidas dos que ouviam a partir de uma lista. Tem de ter havido.

Acredito que haja controvérsias quanto a dormir melhor ouvindo música suave. Já desmaiei de sono, com fones de ouvido, ouvindo música naaaaada suave e altíssima. Acho que foi puro prazer musical.

Além disso, as plantas "agradecem".


fonte: BBC Brasil

sábado, 27 de maio de 2006


Aula de pintura


enquanto enrubesço
me ensina a pintar com o corpo
me ensina a perder os medos
e a poder sujar as pontas dos dedos
as unhas e as palmas das mãos
nas tintas de todas as cores
enquanto enrubesço em vinho tinto
sê meu mestre
amor


Cyana Leahy-Dios
Amadeo Modigliani, "Reclining Nude,1919"

[do Livro das Horas do Meio, 1999, Sette Letras]
[Pintor e escultor italiano (1884-1920) - Expressionismo]

sexta-feira, 26 de maio de 2006

Os Habsburgos recuperam o seu castelo

"Castelo de Drácula"

A Romênia devolveu nesta sexta-feira uma fortaleza medieval conhecida como o "Castelo de Drácula" a seus proprietários de antes da Segunda Guerra Mundial, a ex-família real dos Habsburgos, expulsos da região pelos comunistas quase 60 anos atrás.

Encravado na floresta aos pés dos Cárpatos, o Castelo Bran é um dos imóveis de maior valor do patrimônio real devolvido pelo governo romeno, segundo prevê a conturbada lei de restituição do país.

A entrega do castelo, que acontece depois de uma batalha judicial de cinco anos, alimenta as esperanças de muitos romenos que ainda desejam reaver suas casas, fábricas e terras perdidas para os fascistas durante a guerra e para os comunistas que passaram a dominar o país depois dos conflitos.

"Não consigo acreditar que isso está realmente acontecendo. Fiquei todo arrepiado. Esse era meu lar e eu não estive no castelo desde 1948", disse à Reuters Dominic von Habsburg, herdeiro do rei Ferdinand e da rainha Maria.

"Essa foi uma estrada bastante longa e demorada. Todos desejam voltar para casa algum dia", afirmou enquanto seguia para uma cerimônia de restituição no castelo em Bran. Dominic von Habsburg é um arquiteto de 69 anos que trabalha em Nova York.


Transformada em um museu, a maior atração turística da Romênia - um país pobre banhado pelo mar Negro e que espera ingressar na União Européia (UE) no próximo ano - foi construída no século 14 para proteger a cidade de Brasov dos ataques dos turcos otomanos.

Torres pontiagudas e uma localização remota renderam ao castelo seu apelido famoso - o local é cenário perfeito para um filme de terror. Mas a construção nunca foi parte do romance "Drácula", de Bram Stoker, apesar de o famoso dirigente da Romênia do século 15, Vlad Tepes, ou Vlad, o Empalador, cuja vida inspirou o livro, poder ter passado rapidamente pela região.

"Este é um momento de justiça e um momento de cultura", afirmou o ministro da Cultura do país, Adrian Iorgulescu, a membros da família Habsburgo, repórteres e curiosos.


fonte: Reuters


Impressão 1


Um anjo que amo
quando seu perfume se fixa
e protege,
cravando em nós
os fogos olhos de pureza.

Nele tenho a impressão que
é ou estou
na sua sombra fresca.

Que fica
na copa das árvores violentadas
ou
no bizarro
de um homem mau.


Nestor Lampros
Raphael (Raffaelo Sanzio), "Dama con il liocorno", ca.1505

[Pintor italiano (1483-1520), Renascimento - 1a. fase]

quinta-feira, 25 de maio de 2006

Astronauta brasileiro pede aposentadoria

Que país é este?

Para início de conversa, vou começar plagiando - no meu subtítulo - o título de um dos post do meu amigo blogueiro Carlos do "Beco dos Bytes". Porque o que eu li hoje parece piada, mas é coisa séria.

Marcelo Leite é jornalista, colunista da Folha de S.Paulo e autor do livro "Amazônia, Terra com Futuro" (Ed. Ática). Seu site é o "CIÊNCIA EM DIA - Coisas vistas e malvistas no mundo da pesquisa, com lupa especial para biotecnologias e ecologias". O assunto que me chamou a atenção no site do Marcelo, foi saber do pedido de aposentadoria pelo nosso primeiro e provavelmente, o único por muitos anos, astronauta brasileiro a fazer uma viagem espacial. E vou logo concordando com o Marcelo: não me surpreendi.

A privataria do Pontes

"Leio no Estadão que o astronauta tupiniquim cansou da vida de milico e pediu para passar para a reserva. A reportagem de Lígia Formenti e Tânia Monteiro diz que assim ele poderá cobrar por palestras:

A decisão caiu como um balde de água fria entre os defensores da viagem de Pontes ao espaço, principalmente a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT). Todos imaginavam que, depois da missão que custou ao País US$ 10 milhões, o astronauta atuaria como garoto propaganda do programa espacial e em favor da divulgação científica.

Surpreso? Eu não estou. Primeiro, porque desde muito cedo opinei que a viagem de Pontes era uma aventura inútil (...) Depois, porque já havia parado uns poucos minutos em seu site (Marcos Pontes), o bastante para perceber certa inclinação argentária.

Só modificaria, talvez, o título da coluna em que alvejei pela primeira vez o passeio do moço empreendedor: em vez de "Brincando de astronauta", preferiria agora "Investindo no astronauta". (...)


quarta-feira, 24 de maio de 2006

"Degas - O Universo de um Artista", Masp - S.Paulo

Degas foi a ponte entre o estático e o movimento. Sua constante procura era o segredo do movimento, o movimento da vida, em constante observação. A mostra "Degas - O Universo de um Artista" tem cerca de 200 obras do francês Hilaire Germain Edgar de Gas (1834-1917), o filho de um banqueiro que ficou a ser conhecido na história da arte apenas como Degas.

"Arabesque sobre a perna direita com braços em linha"

O Masp é um dos únicos museus do mundo a contar com a série completa das 73 bailarinas - o D'Orsay, o Metropolitan de Nova York e o Carlsberg Glyptotek, em Copenhague, são os outros.

Romaric Surgel Büel, francês radicado no Rio, um dos curadores da mostra, utiliza as duas idéias como norte de uma exposição que, indubitavelmente, tem como destaque as 73 esculturas de bronze que representam bailarinas. Embora seja uma das preciosidades do acervo, o conjunto raramente é exposto no museu.

"Bailarina de quatorze anos", escultura de 1880

Degas apenas apresentou em vida uma dessas obras: a "Bailarina de 14 Anos", ainda em molde em cera, mas com saia, corpete e uma peruca. "Ele queria aproximar a escultura do cotidiano com o uso desses materiais, mas foi bastante criticado ao exibi-la", afirma Ana Magalhães, especialista na obra do francês e consultora da mostra. A série foi fundida em bronze de 1919 a 1932, após a morte do seu autor.

O universo de Degas são os bastidores, os ensaios das bailarinas, onde o movimento era constante, desde um olhar para a sapatilha à arrumação do cabelo da bailarina. E o curador Büel descreve bem as inovações de Degas.

"Ele retrata pessoas comuns, como cantoras de cabaré, passadeiras, jóqueis, freqüentadores de bares e bordéis. Também os coloca em ambientes que prenunciam o mundo do século 20, como as chaminés industriais de "Cavalheiros Antes da Partida". Faz a ponte do impressionismo para a modernidade", avalia Büel. Organizador de salões impressionistas, admira e é influenciado por alguns colegas de movimento - em "Princesa Pauline de Metternich", o fundo da tela com motivos orientais o aproxima de Van Gogh, por exemplo. Mas Degas é peculiar por sua habilidade em retratar cenas com movimento.

"Seu olhar é como o de uma câmera fotográfica. Ele congela e reproduz o movimento das figuras com grande apuro. Não à toa também se interessou pela nascente arte fotográfica", diz Büel. Nesse ponto, as bailarinas foram inspiração constante para a observação de Degas. Algumas telas presentes na mostra, como "Dançarinas de Balé" e "Dançarinas Amarelas", evidenciam a obsessão e o talento do artista frente ao movimento. Cavalos também serão outra fonte de inspiração de suas telas, em preocupações plásticas que o aproximam dos precursores do cinema, como Eadweard Muybridge (1830-1904).
"Dançarinas de Ballet"

Todas essas inovações não fizeram de Degas um detrator de obras clássicas. Admirava Ingres (1780-1867) e, quando o mestre neoclássico lhe disse para sempre pintar de memória, seguiu o conselho durante sua trajetória.

"Ao contrário dos impressionistas, que adoravam pintar ao ar livre, Degas era um artista de ateliê. Seu fascínio por Ingres era tão grande que, quando já estava cego, pediu para tatear uma tela do pintor que pertencia à sua coleção", conta Büel. O apreço por obras clássicas e de contemporâneos fez de Degas um grande colecionador. Alguns de seus artistas preferidos têm telas no Masp, como Anthony van Dyck (1599-1641), cujo "Retrato da Marquesa Lomellini, com os Filhos em Oração", faz par com seu "Estudo de Mãos".

Degas - O Universo de um Artista
» Onde: Masp
Av. Paulista, 1.578 - S.Paulo

» Quando: das 11h às 18h (bilheteria fecha às 17h)
de terça a domingo
» Quanto: R$ 7 a R$ 15
» Informações: (11) 3251-5644


n.r.: prestem atenção! Desta vez a entrada não é gratuita.


fonte: Folha de S.Paulo

Esqueleto completo de Mamute descoberto na Sibéria

Pescadores da Sibéria descobriram o esqueleto completo de um mamute, uma descoberta descrita como bastante rara por especialistas russos.

Os restos apareceram quando as águas de uma enchente baixaram, na região de Krasnoyarsk, na Rússia. A espinha dorsal do mamute, os dentes, o crânio, os dentes e as presas sobreviveram intactos. O animal parece ter morrido aos 50 anos de idade.

Os mamutes viveram na África, Europa, Ásia e América do Norte entre 1,6 milhões de anos e 10 mil anos atrás, durante o período Pleistocênico (Período Glacial Pleistocênico também conhecido por Idade do Gelo). Muito parecido com o elefante de nossa época, estes animais possuiam tromba e presas de marfim encurvadas que podiam atingir cinco metros de comprimento, a diferença é que tinham o corpo coberto de pelo. Foram a principal fonte de alimentação do homem na Pré-história.

Alexander Kerzhayev, o vice-diretor do museu na pequena cidade de Novoselovo, afirma que esta é a descoberta mais significativa da qual ele tem lembrança. "Isso acontece muito raramente", disse ele à BBC. "Estou nesta região há 14 anos e esta é a primeira vez. Os ossos, normalmente estão espalhados por uma área ampla". Mas apesar da importância da descoberta, há alguns problemas.

Kerzhayev afirma que seu museu não tem nem o equipamento nem o dinheiro para escavar a descoberta. No momento, sua melhor opção pode ser remover apenas partes do esqueleto. Kerzhayev admite que seria uma pena simplesmente deixar o mamute onde está, à beira do reservatório, mas ele disse que "ninguém parece se importar".

Historicamente, a Sibéria tem sido uma rica fonte de fósseis pré-históricos.

Alguns especialistas agora sugerem que as mudanças climáticas estão levando a descobertas que poderiam ter ficado escondidas no subsolo congelado.


fonte: BBC e Wikipédia

Doe Sangue ao HEMORIO

Entre em contacto com o HEMORIO

Se você possui sangue do tipo "O-" ou "A+", entre em contacto com o DISQUE SANGUE: 0800-2820708 para maiores informações ou se dirija ao local. No momento, estes são os tipos de sangue em falta no HEMORIO. Mas se você tem algum tempo livre e seu tipo de sangue não é nenhum dos que são mais necessários no momento, é possível também fazer a doação de sangue. Através desde número de telefone é possível agendar a sua doação. Seu sangue pode salvar vidas.

Doar sangue é seguro e quem doa uma vez, não é obrigado a doar sempre. No entanto, é muito importante que pessoas saudáveis doem regularmente. Se você quer ser um doador voluntário de sangue, no HEMORIO ou no site encontram-se informações mais detalhadas.

Todos os dias do ano, a doação de sangue no HEMORIO funciona de 2º feira à domingo, inclusive feriados, de 7 às 18 horas. Você pode também agendar sua doação - ligue DISQUE SANGUE - 0800-2820708, ou visite o site: Hemorio http://www.hemorio.rj.gov.br/


Rua Frei Caneca, 8 - CENTRO - Rio de Janeiro (próximo ao Campo de Santana)
Não se esqueça que o número do DISQUE SANGUE - 0800-2820708, é gratuito.

Doar sangue é seguro. Pense nisso. Participe!

terça-feira, 23 de maio de 2006

E tudo acaba como ?

Em samba ou pizza ... siriguidum, squidum-dum-dum

E em Weggis, na distante Suíça: samba e mulatas inauguravam o campo de treino do Brasil. Neguinho da Beija-Flor e bateristas suíços inauguraram nesta terça-feira o Estádio Thermoplan, arena que abrigará parte dos treinamentos da seleção brasileira antes da Copa do Mundo.

Senhoras suíças acompanham o desfile de inauguração Estádio Thermoplan, em Weggis.
"felicíssimas e impressionadíssimas ao descobrir que sambar, esquenta!"

O complexo, um velho campo de futebol da liga amadora, foi substituído por um estádio para cinco mil pessoas, com grama importada da Holanda. O custo da obra: US$ 1,5 milhão.

Desfile marcou a inauguração do campo onde o Brasil treinará em Weggis
"Aposto meu passaporte que esta porta-bandeira é do Grupo Brasiléia. A roupa que a porta-bandeira de uma escola de samba usa na "Avenida" é realmente majestosa; seria algo que valeria a pena mostrar aos suíços. Que pena!"

A CBF (Confederação Brasileira de Futebol) optou por Weggis em troca de US$ 2 milhões, pagos pela Attaro, uma empresa de marketing esportivo que, em troca, tem o direito de explorar comercialmente os treinos e amistosos da equipe.

A festa começou às 19h com discurso dos organizadores e danças típicas da Suíça. Poucos torcedores compareceram ao evento, que foi atrapalhado por uma fina garoa. Na seqüência, muita música brasileira.

Principal intérprete da tradicional escola Beija-Flor, do Rio de Janeiro, Neguinho cantou um samba em homenagem à seleção brasileira e fez das dependências do estádio uma avenida improvisada.

Os brasileiros que moram e trabalham na cidade se entusiasmaram com a presença do cantor, que distribuiu acenos e risos, além do bordão: "olha a Beija-Flor ai, gente!", às vezes adaptado: "olha a seleção aí, gente!".

Impressionados e ligeiramente assustados com a fartura de mulatas - todas muito à vontade - e o som da bateria, os suíços apenas observavam. Alguns arriscavam passos, mas desistiam ao conferir o molejo das brasileiras. "Foi uma maravilha, um orgulho para mim", disse Neguinho. "A bateria, formada apenas por suíços, é nota 11", continuou empolgado.

Um dos músicos, que não se identificou, disse em inglês que, apesar de não ser carioca, se esforça para tocar como um brasileiro. "Ainda vou para o Rio", projetou. Neguinho deu um beijo no companheiro de samba. Cerca de quarenta ritimistas do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Sambrasiléa, composto por suíços e brasileiros, completaram a festa.

Fã de futebol, o cantor aposta no hexacampeonato e acredita que o Brasil irá derrotar a anfitriã Alemanha na grande decisão. "Seria lindo ganhar o título na casa deles. Jamais esqueceríamos essa".

Sambistas beijam réplica da taça da Copa do Mundo

O Brasil começa a treinar no Estádio Thermoplan nesta quarta-feira. Todos os ingressos já foram vendidos, e o técnico Carlos Alberto Parreira conta com o apoio do público para embalar a seleção. "O carinho do povo suíço, até agora, tem sido muito positivo. Esperamos que continue assim".

n.r.: as descrições das fotos na cor laranja, são de inteira responsabilidade do site referido como fonte. Eu não tenho nada a ver com o assunto. Que fique bem claro!


fonte: UOL

"Arte de Cuba", CCBB - R.J.

Depois de temporada em São Paulo, a exposição "Arte de Cuba" está no CCBB do Rio com cinco obras a mais, sendo duas delas inéditas.


"Dos mujeres y un paisaje", de Victor Manu

São exibidos pela primeira vez "Tengo" (2005), vídeo de José Toirac, baseado num poema que exalta a Revolução Cubana, e "Noches negras, noches blancas y la babushka orgullosa" (2005), vídeo-instalação composta por Carlos Gairacoa após sua primeira visita a Moscou, no ano passado.


"Noches negras, noches blancas y la babushka orgullosa" (2005)


A exposição trata da arte cubana desde o século 20, com mais de cem obras assinadas por 61 artistas.

ARTE DE CUBA
» Onde: Centro Cultural Banco do Brasil - Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66, Centro
» Quando: De 16/5 a 16/7,
de terça a domingo, das 10h às 21h
» Quanto: entrada franca
» Informações: (21) 3808-2020

fonte: UOL

segunda-feira, 22 de maio de 2006


Letra:Ferida Exposta ao Tempo


É forçoso dizer que me faz falta
o poema que existe e nunca li,
como se alhures
brotassem coisas que não vi
e que distantes,
carentes,
dependessem de mim.
Algo como se o intocado fosse a sinfonia
inacabada, mais:rasgada
como o quadro nunca esboçado, perdido
na abatida mão do artista.

O ausente
é uma planta
que na distância se arvora
e é tão presente
quando o passado que aflora.

E a literatura, mais que avenida ou praça
por onde cavalga a glória, é um monumento,
sim, de dúbia estória: granito e rima,
alegoria ao vento, lugar onde carentes
e arrogantes
cravamos nosso nome de turista:
-estive aqui, desamado,
riscando a pedra e o tempo
expondo meu sangue e nome
com o coração trespassado.


Affonso Romano de Sant'Anna
Édouard Manet, "Clair de Lune Sur le Port de Boulogne"


[Realismo e Impressionismo - Pintor Francês (1832-1883)]
[Este poema foi recitado na voz de Tônia Carrero no CD "Affonso Romano de Sant'Anna por Tônia Carrero" da Coleção "Poesia Falada"]



Mistério


O mistério começa do joelho para cima.
O mistério começa do umbigo para baixo
e nunca termina.


Affonso Romano de Sant'Anna
Paul Delaroche, "Jeune Martyre"


[Simbolismo - Pintor francês (1797-1856) ]
[Este poema foi recitado na voz de Tônia Carrero no CD "Affonso Romano de Sant'Anna por Tônia Carrero" da Coleção "Poesia Falada"]

"Eternas Vítimas da Sociedade", o filme

Heloísa Helena é contra a tese de que a responsabilidade pela violência é de todos.

A senadora Heloísa Helena (PSOL-AL) contestou, na manhã desta sexta-feira, o entendimento, compartilhado por várias autoridades, de que a violência que agitou São Paulo nos últimos dias é de responsabilidade de toda a sociedade brasileira.



- Não é justa nem correta a generalização da responsabilidade. É muito cômodo isso, mas quando se generaliza a responsabilidade, acaba ninguém assumindo. Portanto, não assumo essa responsabilidade. Não fui omissa, nem cúmplice. Fiz as cobranças necessárias e apresentei propostas concretas. Muitos defeitos eu tenho, mas não o da omissão e da cumplicidade. Essa carapuça não ponho - protestou.


n.r.: Grazie a Dio!!! Desde que me conheço por gente, acreditava que em algum dia da minha vida, ouviria um ser humano inteligente, abrir a boca contra esta frase-feita, imbecil, hipócrita e paralisante que sempre tentaram nos impingir. Subscrevo e assino embaixo!!!


fonte: Globo Online

David Cronenberg no Festival de Cannes

Cineasta David Cronenberg ganha prêmio pelo conjunto da obra em Cannes

O cineasta David Cronenberg, diretor do filme "A mosca", ganhou um prêmio pelo conjunto da obra e pela sua importância no cinema. O nome do prêmio é título de um filme de Jean Renoir, ''Le carrosse d'or''. Cronenberg agradeceu a Cannes pela homenagem e disse estar muito orgulhoso por receber um prêmio dessa categoria, pois o fez se sentir próximo ao mestre Renoir.

- Gostaria de fazer uma previsão apocalíptica sobre o futuro do cinema mas diante dos filmes que estão aqui, não sou capaz - declarou.


fonte: Globo Online

Humor: Péssimo

Estou virada do avesso. Estou insuportável. Vou postando até o mau humor passar.

Não atenderei a nenhum telefonema. Nem de casa, nem do escritório, nem do celular. Deixem mensagens, estou "em secretária eletrônica". Sinto muito, mas hoje sou a antipatia personificada.


fonte: de mim mesma

domingo, 21 de maio de 2006

Melancolia

Não foi sem motivo - foi por um baita desânimo - que não comentei sobre o terror qua aconteceu há uma semana. Dá uma imensa tristeza ver a cidade que não pára, como é conhecida São Paulo, ficar refém do terror, parecia que assitia pela TV à uma guerra civil. Pessoas assassinadas viravam números que iam se atualizando pelos meios de comunicação.

No meio do susto, me atravessava uma melancolia por ouvir os discursos habituais de vários representantes do Estado e especialistas em violência urbana. Estes, que sempre sabem tudo o que deveria e poderia ter sido feito por governos anteriores ao longo de muitos anos, como transformações na educação de nossas crianças, projetos disso e daquilo e blá-blá-blá. Enquanto isso, soluções que precisariam ser imediatamente tomadas, tal qual estratégia de guerra, ficavam para ser negociadas em outra hora, e mais pessoas continuavam sendo números, a cada momento que crescia a quantidade de mortos. Enquanto todo esse horror acontecia ao mesmo tempo, o Sr. Governador do Estado de São Paulo aparecia para dar entrevistas comunicando que tinha a situação sob controle e sob o controle da polícia de São Paulo. A mesma que ia caindo morta a cada esquina. Ah, só como "detalhe", o domingo da matança foi O Dia das Mães aqui no Brasil.

É muito chato ficar falando de mortes. É cansativo viver falando mal, dia sim dia não dos governos. É insuportável estar sempre reclamando e olhando o tal lado negativo da "vida". Mas, talvez, quem sabe? Pura suposição minha. Acho que essa melancolia que provavelmente já toma conta do nosso inconsciente coletivo, levou Martha Medeiros, que escreve na Revista do Globo aos domingos, a ter a idéia de um texto super bacana que resolvi publicar aqui.


As coisas que importam


"No mesmo dia em que o Parreira anunciava a lista de convocados para a Copa, os jornais totalizavam 86 mortos nos ataques a policiais em São Paulo e 66 ônibus urbanos queimados. Como escrevo esta coluna com quase uma semana de antecedência, os números podem estar muito aquém do total atualizado, mas são assustadores igualmente.
Então Rogério Ceni vai à Alemanha ficar na reserva do gol no lugar de Marcos e o Brasil é atacado por criminosos que dão ordens de dentro das penitenciárias, por celular. Um Brasil em busca de vitória, outro Brasil insuportavelmente derrotado. E o pior é que estamos perdendo pra gente mesmo.
Eu, que sempre gostei de futebol, desta vez não estou ligando a mínima para o Mundial. Não há gol que vá me tirar esta sensação de humilhação, de vergonha e de desânimo diante da situação em que nos encontramos. Qual é a nossa estratégia para vencer, para sermos campeões em alguma coisa que não seja no esporte? Não existe. Não há um Ronaldinho Gaúcho no Planalto. Não há um Kaká no Congresso. Não há craques que possam nos dar alguma esperança de sair deste atoleiro, desta zona do rebaixamento moral e ético.
De quatro em quatro anos, apostamos todas as nossas afichas nas palavrinhas "penta", "hexa", na ilusão de que elas nos façam sentir um pouquinho invencíveis, grandes em alguma coisa. Mas a barra anda tão pesada lá fora que não vou esperar que meia dúzia de jogos me reconciliem com o país. Melhor apostar imediatamente nas coisas que nunca nos desapontam. Nas coisas que importam.

O sol nasce no lado esquerdo do meu apartamento e entra pela minha janela. Minha filha mais moça leva uma foto minha dentro da mochila. Meu pai me deu um disco de Schubert que o emociona muito, sinal de que ele quer dividir sua emoção comigo. Tenho uma foto no meu escritório em que estou abraçada a uma amiga que mora na Suíça e a saudade é boa.
Água é a melhor bebida que existe. Fazer as pazes com quem a gente ama faz o coração relaxar. O mar é sempre bonito, esteja azul ou cinza, calmo ou agitado. Minha mãe ainda vive. Minha filha mais velha está apaixonada pela primeira vez. Solidão não é ausência de nada, é só a presença intensa de nós mesmos. A dois centímetros da minha boca, sei que ele vai me beijar.
Hoje dormi sem nenhum sobressalto. Andar de pés descalços na areia é melhor que massagem. Sublinhei diversas passagens de um livro que me capturou sem piedade. E um filme me mostrou que o desespero também tem a sua poesia. Amanhã vou comer peixe. Ainda lembro de quando eu era pequena e tinha medo de que tudo desse errado, mas não deu. Ainda estou aqui.
O amor ainda tem o poder de de unir duas pessoas que não se conhecem. Eu escuto música. O telefone me traz a voz dos amigos. O sofá da sala é confortável. Eu ando de meias pela casa. Um cálice de vinho tinto é obrigatório. Tenho muito tempo livre: todo o nosso tempo é livre. A lua fica cheia uma vez por mês. Tomo banho de sol da janela do meu quarto. Aquele mesmo sol que entra pelo lado esquerdo do meu apartamento.
Me rendo ao que parece pequeno, mas invencível. Só mesmo um pouco de ternura para neutralizar tanta violência.


E-mail: martha.medeiros@oglobo.com.br
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