segunda-feira, 20 de março de 2006

Sem futuro

Documentário mostra realidade de meninos do tráfico

A exibição do documentário "Falcão: meninos do tráfico", do rapper MV Bill e do produtor Celso Athayde, no domingo à noite pelo Fantástico, da TV Globo, trouxe à tona o debate sobre o que pode ser feito para mudar a vida de meninos envolvidos com o tráfico de drogas. O documentário trouxe revelações impactantes sobre a entrada de "soldados" cada vez mais jovens no crime. Os menores falaram abertamente sobre consumo de drogas, corrupção policial e assassinato de delatores.

- Quem sabe fazer de hoje um marco zero de uma grande mobilização nacional, com educação, trabalho, investimento em cultura, participação, atividades esportivas, disputar cada menino desses com o crime organizado - sugeriu o secretário nacional de Direitos Humanos, Paulo Vanucci.

Os falcões - nome dado aos jovens encarregados de vigiar a favela e avisar a chegada de rivais e da polícia - mostram consciência sobre os perigos de trabalhar para o tráfico. Num dos depoimentos mais impressionantes, um garoto de aproximadamente 10 anos fala sobre a falta de perspectivas e a rotatividade dos jovens no crime:

- Se eu morrer, nasce um outro que nem eu, pior ou melhor. Se eu morrer, vou descansar, é muito esculacho nessa vida - declarou.

- Estamos tratando com homens pequenos. Não há mais infância, não há mais criança. É triste, é muito triste - disse o sociólogo Gláucio Soares.

Um dos dados que chamou a atenção dos especialistas foi o fato de a maioria não ter conhecido o pai ou então ter o pai morto.

- Esses meninos, não tendo esse pai, eles ficam como se não tivessem um espaço de inclusão na sociedade. E o tráfico vem a oferecer esse lugar - analisa a psicóloga Lulli Milman.

- A morte prematura vai fazendo com que essas gerações fiquem sem referências masculinas positivas e todo o afeto e a confiança da pessoa se concentra na figura da mãe. É a mãe e mais ninguém - acredita sociólogo Ignácio Cano.

O documentário não faz uma análise sobre a vida destes menores envolvidos com o crime e deixa que os próprios protagonistas digam como é e o que pensam de seu dia-a-dia.

- Em várias falas, aparece claramente a idéia de que essa é uma vida errada. Essa não é a vida certa. Essa não é a vida que eu não quero para o meu filho - comentou o antropólogo Rubem César Fernandes, da ONG Viva Rio.

Sem esperanças, as mães não têm reação e deixam a escolha dos meninos um caminho que pode ser breve.

- Entra se quiser. Eu deixo bem explicado. E quando o meu filho crescer, eu vou querer falar o que o pai dele foi, como o pai dele era. E vou falar para ele: 'se tu acha que isso é o certo e quiser seguir o que o teu pai seguiu, o caminho é esse daí, a morte - declarou uma mãe com o bebê no colo.

Contrastando com a imagem distorcida de poder que os meninos têm do mundo do crime, a realidade da impotência de um sobrevivente que, além de ter sido preso, está há 19 anos em uma cadeira de rodas. Ele afirma que ninguém consegue nada no mundo do crime.

- Porque se você consegue no crime, quem vai desfrutar ou é a tua mulher ou é familiar, porque você não desfruta nada em uma cadeia. No crime, eu não arrumei nada. Arrumei o quê? Só prejuízo mesmo, uma cadeira de rodas. Dezenove anos em uma cadeira de rodas. Então, ao meu ver, era melhor a 'menorzada' estudar, trabalhar. Porque, pô, é uma vida ingrata. Uma vida ingrata pra caramba. Um sofrimento brabo.

Inácio Cano ressalta a importância desta imagem.

- É uma imagem muito importante, que tira todo esse glamour dessa vida. Mostra que esse negócio não compensa. O documentário mostra que é um problema nacional. Se a gente não reagir a isso, pode ser um problema que apareça em todas as áreas metropolitanas do país como já aparece em muitas delas.

A versão do documentário com 58 minutos foi retirado de 217 horas de imagens gravadas entre 1998 e 2003 em comunidades de vários estados, que não são identificados. Dos 16 personagens principais, que aparecem com os rostos borrados digitalmente ou escondidos por uma tarja preta, 15 morreram e tiveram os enterros registrados pela equipe. Segundo Athayde, o único sobrevivente está preso.

n.r.: Pode parecer piegas, mas chorei ouvindo alguns relatos. Não me sinto co-responsável - como li alguém dizer no jornal de hoje - mesmo fazendo parte da sociedade brasileira. Nunca dei meu voto por paixão ou por ideologia.

As soluções são muitas, e acho que bastante conhecidas de nossa sociedade, porque ao longo do tempo temos ouvido muitas por parte de especialistas.

Falta uma política de planejamento familiar e com isso é necessária a separação de Igreja-Estado, falta o ensino público de base, falta inclusive o espaço físico das escolas: há um caso em São Paulo onde estudantes dividem há mais de um ano as salas de aula com desabrigados, são por isso, obrigados a estudar por turnos além de dividir a mesma sala de aula com outros colegas de classes mais adiantadas.

Como não-especialista posso descrever inúmeras soluções básicas para o problema da falta de perspectiva dessas crianças que há muito tempo só encontram soluções para seus problemas no tráfico de drogas, só quero dizer com isso que o que precisa ser feito é conhecido, mas começar a fazer é um outro assunto, já que falta a vontade em fazer.

Por parte dos políticos é necessário levarem seus eleitores mais a sério e de nossa parte, como eleitores - e obrigados à sê-lo - é hora de sermos menos condescendentes, menos passivos e exigirmos o direito à educação à cidadania.



fonte: Glogo Online

sábado, 18 de março de 2006


Serenata


Permita que eu feche os meus olhos,
pois é muito longe e tão tarde!
Pensei que era apenas demora,
e cantando pus-me a esperar-te.


Permite que agora emudeça:
que me conforme em ser sozinha.
Há uma doce luz no silêncio,
e a dor é de origem divina.


Permite que eu volte o meu rosto
para um céu maior que este mundo,
e aprenda a ser dócil no sonho
como as estrelas no seu rumo.


Cecília Meirelles
"Lovers" - Gustav Klimt


Blog do Juca

Ainda comentando sobre as novidades da Copa do Mundo que será este ano na Alemanha, achei esse post que transcrevo logo abaixo no Blog do Juca Kfouri, cujo título é: "Disfarce Nazista"

"Você, como eu, já deve ter visto nas transmissões do Campeonato Alemão placas com o número 88.

E, também como este blogueiro, não entendeu por quê.

Pois saiba que a letra H é a oitava do alfabeto e o 88 é uma maneira de dizer HH.

Heil Hitler!, é o que significa.

Aprendi agora há pouco, ao participar de um encontro promovido pela fundação alemã Friedrich Ebert, pela FES Fan-Hearing e pela "FARE" (Football Against Racism in Europe) e que reuniu representantes de torcidas alemãs e brasileiras com a finalidade de discutir o comportamento na próxima Copa."

Eu acho preocupante!


fonte: Blog do Juca

sexta-feira, 17 de março de 2006

Elmo nazista brasileiro

Pensei em colocar a expressão "nazi" como título, mas achei incompatível com a prática de esportes. O capacete modelo nazista nas imagens abaixo foi idéia dos holandeses, talvez uma homenagem equivocada ao Brasil e à Copa do Mundo.

Diz a notícia que a venda desses capacetes triplicou pela proximidade da Copa do Mundo na Alemanha, apesar de ser proibido usá-lo nos estádios holandeses. Não me admira a corrida a um acessório que foi utilizado pela última vez na 2a. Grande Guerra Mundial.

Não é possível ficar indiferente à idéia que considero bastante estúpida em reavivar a memória nazista através de símbolos como a bandeira brasileira, acho chocante.

Abaixo reproduzo a notícia palavra por palavra da notícia publicada no site da UOL e as imagens que ilustram a alegria de quem enfia o barrete na cabeça:

"As vendas de réplicas de capacetes nazistas de cor laranja para torcedores holandeses que forem à Copa do Mundo fizeram tanto sucesso que os produtores resolveram ampliar os negócios. A empresa lançou agora capacetes para torcedores de outros países, inclusive do Brasil.

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A associação de futebol holandesa (KNVB) proibiu os capacetes antes de um amistoso entre Holanda e Equador neste mês, em Amsterdã, dizendo que eles são ofensivos. A proibição se aplica a todos os outros jogos que a equipe disputar em casa, entretanto a KNVB não tem poderes para proibí-los na Alemanha.

Depois da proibição, a venda dos capacetes triplicou. "Estamos pensando em enviar à KNVB um capacete dourado em agradecimento", disse o produtor dos capacetes, Florian van Laar, no começo da semana. "Isso é simplesmente uma brincadeira", completou.

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A Alemanha, sede da Copa, lançou uma campanha para vender o país como uma nação vibrante de compositores, poetas, filósofos e inventores. Mas enfrenta problemas com uma minoria de torcedores estrangeiros obcecados com imagens da era nazista.

Para tentar mudar essa imagem, a Federação Alemã de Futebol (DFB) vai organizar um simpósio com o nome de "O Futebol sob a Cruz Gamada", nos dias 7 e 8 de abril.

A idéia é debater o papel dos clubes alemães durante o período, abordando também a responsabilidade social no esporte - tendo em vista a Copa do Mundo, que começa dois meses depois do evento.

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O simpósio é mais uma iniciativa da DFB no caminho de tentar amenizar o seu passado. No final de 2005, foi criado o prêmio Julius-Hirsch - em homenagem ao primeiro judeu a vestir a camisa da seleção alemâ. Ele foi dado ao Bayern de Munique por iniciativas contra o racismo."


fonte: UOL

Gravuras de Livio Abramo em mostra - S.Paulo

"O trabalho de Livio Abramo é muito falado, mas pouco visto." Assim o crítico e curador Olívio Tavares de Araújo introduz a obra de um dos mais importantes gravuristas brasileiros, ao lado de Oswaldo Goeldi (1895-1961).

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O Instituto Tomie Ohtake inaugura mostra com 78 obras que contemplam diferentes fases da carreira do gravurista (também jornalista e militante de esquerda): de sua interpretação para a Guerra Civil Espanhola, na década de 30, à sensualidade da noite carioca e do candomblé.

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A mostra coincide com a edição de um livro de Tavares de Araújo ("A Gravura de Livio Abramo", editora do Instituto Tomie Ohtake, lançamento dia 25/4; preço a definir). As gravuras vêm principalmente dos acervos do MAM (Museu de Arte Moderna) e do MAC (Museu de Arte Contemporânea) paulistanos e do IEB (Instituto de Estudos Brasileiros); a maioria tem matriz em madeira.

Entre os destaques da mostra, estão as 27 gravuras feitas por Livio de 1946 a 1948 para ilustrar edição limitada de "Pelo Sertão", livro de Afonso Arinos. As obras pertencem à coleção do bibliófilo José Mindlin e representam o conjunto de emoção mais expressiva dentre o material exposto.

Junto à exposição, será exibido o documentário "Livio Abramo, Sempre", de 1989, com depoimentos do artista sobre seu trabalho e sobre seu relacionamento com o Partido Comunista, do qual foi membro até 1932.



Livio Abramo

» Quando: abertura hoje, às 20h (para convidados);
Ter. a dom., das 11h às 20h; até 14/5
» Onde: Instituto Tomie Ohtake
Av. Faria Lima, 201
» Quanto: entrada franca
» Informações: tel. 0/xx/11 2245-1900


fonte: Folha Online

Garcia Márquez adaptado

"Veneno da Madrugada", de Ruy Guerra,
recria narrativa de Garcia Márquez


O filme "Veneno da Madrugada", que estréia no Rio de Janeiro e São Paulo nesta sexta-feira (dia 17), é a quarta adaptação realizada pelo diretor moçambicano radicado no Brasil Ruy Guerra a partir de uma obra de um de seus melhores amigos, o escritor colombiano Gabriel García Márquez.

Nesse filme, o cineasta adapta a novela "A Má Hora". Antes, havia filmado do autor "Erêndira" (1983), "A Bela Palomera" (1988) e a série para a TV cubana "Me Alquilo para Soñar" (1992).

No Festival de Brasília 2005, em novembro do ano passado, "Veneno da Madrugada" dividiu opiniões, recebendo quase tantos aplausos quanto vaias em suas sessões. O júri concedeu-lhe dois prêmios: melhor direção de arte e melhor fotografia.


Sinopse

O filme se passa em um único dia, em uma cidade onde não pára de chover, ilhada por estradas intransponíveis, pela guerrilha e pelo ódio do prefeito.






Título original: Veneno da Madrugada
Direção: Ruy Guerra
Elenco: Leonardo Medeiros, Juliana Carneiro, Fábio Sabag



Arranquei de ti gemidos

Arranquei de ti gemidos.
Ah que prazer eu sinto
Quando arranco de ti gemidos
Quando as tuas coxas falam.
Quando na tua voz pressinto
O mesmo prazer incontido
Que as minhas mãos embalam.


Encandescente
"Danae" - Gustav Klimt

quinta-feira, 16 de março de 2006

Nacionalíssima

Os tempos andam bicudos, falar sobre nacionalismos pode dar idéia de ideologias de direita, falar de direitos faz-nos lembrar que temos muitos. Escritos no papel. Mas ela é nossa! Nacionalíssima, a cachaça, que ficou popularmente conhecida como pinga!

A Semana de Arte Moderna de 1922 resgatou a brasilidade, em consequência resgatamos o samba, a feijoada e a cachaça, produtos tradicionalmente brasileiros. Ela também é conhecida como:água benta, mardita, malvada, água que passarinho não bebe e inclusive, uma boa idéia!

E como tudo o que é popular tem assunto que não acaba mais, na Bienal Internacional do Livro, em São Paulo, a história da cachaça no Brasil é tema do livro "Cachaça - Um amor brasileiro", de Alessandra Garcia Trindade, que pode ser encontrado no estande da editora Melhoramentos, que se encerra no domingo (dia 19) no pavilhão do Anhembi.

A autora visitou uma série de produtores, não sei se teve o prazer de provar as diferenças que hoje podem ser encontradas nesse produto de exportação e consultou documentos históricos. De acordo com a publicação, a cachaça é a segunda bebida mais consumida no Brasil, só perde para a cerveja. A autora revela também que a produção nacional de cachaça é de 1,3 bilhão de litros/ano.



n.r.: mal aguento um copo inteiro de caipirinha, mas que é gostosa, é!

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Liberdade

Se ouvires bater à tua porta
E ao abri-la encontrares
Palavras que te esperavam.
Se mesmo depois de pisadas
Se levantarem e te seguirem
Se te envolverem como nuvem
E te cegarem como fumo
Se te queimarem como fogo
E te morderem como cães.
São minhas!
Fui eu que as gritei ao vento
Fui eu que as soltei nas ruas
Fui eu que as mandei procurar
Os sítios onde te guardas
Fui eu que as mandei perguntar
Às sombras pela tua sombra
Aos bichos pelo teu cheiro
Aos homens pelos teus sinais.
Foram elas que te escreveram
Nas paredes das cidades
Foram elas que te descreveram
A todos os que passavam
E procuraram em todos os olhos
Vestígios do teu olhar
E cheiraram as mulheres
Para encontrarem o teu cheiro
E nos seus braços os abraços
Com que o teu corpo as prendeu.
Até chegarem à tua porta
E baterem nos teus ouvidos
E morderem a tua boca
E calarem a tua língua
E rasgarem o teu corpo
E me arrancarem de ti.
E retornarão tranquilas
A mim, as minhas palavras
E serei de mim completa
E serão de mim de novo
Todas elas e mais uma
A palavra liberdade.


Encandescente
"Tulips in Holland" - Claude Monet

Cientistas americanos criam 'nanomapa' das Américas


Cientistas americanos juntaram pedaços de moléculas de DNA numa forma que lembra o mapa das Américas, no que é o menor mapa já feito.

O micromapa mede apenas poucas centenas de nanômetros (um bilionésimo de metro) de largura – tamanho menor até do que algumas bactérias –, numa escala de 1 para 200 trilhões.

O resultado da experiência, realizada no Instituto de Tecnologia da Califórnia, foi publicado na última edição da revista Nature.

Segundo os pesquisadores responsáveis, a técnica poderia ser usada no campo emergente da nanotecnologia, que busca desenvolver novos materiais, dispositivos e sistemas por meio da manipulação de moléculas e átomos individuais.

Além do mapa das Américas, a equipe de pesquisadores americanos usou a técnica de juntar pedaços de DNA para criar meia dezena de formas, incluindo um quadrado, um triângulo, uma estrela de cinco pontas e uma cara sorridente.

As técnicas para juntar pedaços de DNA para compor formas específicas ou mesmo produzir dispositivos com comportamento semelhante ao de máquinas já haviam sido desenvolvidas anteriormente, mas o estudo dos pesquisadores da Califórnia teria desenvolvido um processo de manipulação mais fácil e mais rápido.


Barbie Girl

Boneca Barbie vira musical nos Estados Unidos

No próximo mês vai entrar em cartaz em Ohio, nos Estados Unidos, um musical que traz um personagem inspirado na boneca Barbie como protagonista, informou seu fabricante, a empresa Mattel.

No espetáculo Fairtropia, Barbie será vivida pela atriz Erin Coors, de 24 anos de idade.

"Não é apenas viver um personagem, mas lembrando de tudo o que ela representou para mim quando era pequena", disse ela.

A trama gira em torno das aventuras vividas por Barbie ao tentar salvar um reino encantado de fadas.

Além de músicas próprias, o show vai contar com 45 kg de purpurina como parte da decoração. Fairtropia deve embarcar em uma turnê pelos Estados Unidos em 2008.

O diretor de entretenimento da Mattel, Barry Waldo, disse que "o espetáculo ao vivo vai personalizar a experiência de uma forma totalmente inédita".

A Barbie foi lançada em 1959 e ainda é a boneca mais vendida em todo o mundo. O produto vem apresentando, no entanto, uma queda nas vendas por três anos consecutivos.


Máquina de armas

Um homem observa a "vending machine" com armas de brinquedo em Barcelona, durante início de campanha da Anistia Internacional pelo desarmamento; 80 países devem participar.



Ferreira Gullar dá sugestões de poesia


Autor de "Um Pouco Acima do Chão" (1949), "A Luta Corporal" (1953), "Dentro da Noite Veloz" (1975) e "Na Vertigem do Dia" (1980), todos de poesia. Ele também é tradutor e escreve crônicas, ensaios e livros de ficção, entre outras modalidades que usam a palavra lapidada. É também colunista do caderno Ilustrada da Folha de S.Paulo aos domingos.

Em entrevista ao UOL, o poeta e articulista citou 10 livros que o marcaram enquanto leitor e poeta. Mesmo que alguma parte deles não esteja mais disponível como títulos, podem ser encontrados em antologias e coletâneas, disponíveis na Bienal do Livro.

Carlos Drummond de Andrade - "Antologia Poética"
Editora Record - 416 páginas
R$ 35,90

"Ah, 'Sentimento do Mundo' é o livro de Drummond que eu escolheria", diz Ferreira Gullar, que ressalta o caráter rebelde no terceiro livro do autor, lançado em 1940. Relançado em 2002, como parte das comemorações do centenário de Drummond, a edição está novamente esgotada. Porém, é possível encontrar seus poemas na "Antologia Poética", além de versos como "lagarta mole que escreves a história,/escreve sem pressa mais esta história:/o chão está verde de lagartas mortas.../Adeus, princesa, até outra vida."

Manuel Bandeira - "Estrela da Vida Inteira
Editora Nova Fronteira - 422 páginas

Em 1940, quando lançou a primeira publicação de suas "Poesias Completas", Bandeira deu o nome de "Lira dos Cinqüent'Anos" ao conjunto de poemas que foram acrescidos na edição do autor. Foi exatamente essa adição que mais impressionou o jovem Gullar, com poemas como "Belo Belo":

"Não quero amar,/Não quero ser amado./Não quero combater,/Não quero ser soldado/. - Quero a delícia de poder sentir as coisas mais simples/";

e "O Exemplo das Rosas":

"Uma mulher queixava-se do silêncio do amante:/- Já não gostas de mim, pois não encontras palavras para me louvar!/Então ele, apontando-lhe a rosa que lhe morria no seio:/- Não será insensato pedir a esta rosa que fale?/Não vês que ela se dá toda no seu perfume?".

Murilo Mendes - "Poesia Liberdade"
Editora Record - 160 páginas
R$ 26,90

Para Ferreira Gullar, a poesia do mineiro Murilo Mendes é a mais transgressora dentre a dos poetas modernistas, que usa versos agressivos, de impacto, para chocar e deslocar o leitor. Mendes escreveu o livro entre 1943 e 1945 _durante a ditadura do Estado Novo e a 2ª Guerra Mundial.

Depois, Gullar destacou nomes de poetas contemporâneos seus que causaram impressão nele, como Décio Pignatari e Reinaldo Jardim. Mas suas indicações vão para...

Augusto de Campos - "Viva Vaia - Poesia 1949-1979"
Ateliê Editorial - 264 páginas
R$ 70

"Gosto muito do Augusto de Campos 'concreto', mas o Augusto anterior ao movimento é melhor ainda", conta Ferreira. É por isso que sua escolha é o primeiro livro do autor, "O Rei Menos o Reino", de 1951. Como a obra só foi publicada na época, é possível apenas encontrar partes dele na primeira parte da antologia poética de Augusto de Campos, "Viva Vaia".

Mario Quintana

"Não tem como destacar um livro do Quintana. É um poeta muito original, ao mesmo tempo delicado e irônico", diz Ferreira. A Editora Globo relança, desde 2005, a obra completa do poeta gaúcho, que inclui livros como "Baú de Espantos" (R$ 29, 148 páginas), "Espelho Mágico" (R$ 24, 80 páginas), "Aprendiz de Feiticeiro" (R$ 24, 70 páginas), "Canções" (R$ 25, 83 páginas), "Sapato Florido" (R$ 29, 165 páginas), "A Rua dos Cataventos" (R$ 24, 71 páginas) e "Apontamentos de História Sobrenatural" (R$ 32, 216 páginas).

Entre os fundadores do modernismo na poesia, Ferreira não deixa de comentar a marca dos franceses na história da literatura

"Mallarmé", organizado e traduzido por Décio Pignatari e Augusto de Campos
Editora Perspectiva - 232 páginas
R$ 32

"A experiência visual com versos e espaços de Mallermé em 'Um Lance de Dados' é das mais belas feitas na poesia. Em meu livro 'Luta Corporal', procurei fazer algo com o mesmo espírito", diz Gullar. "A espacialização em 'Um Lance de Dados' é uma tentativa de superar o caráter unidirecional da linguagem. Além do eixo, do discurso axial, há outros núcleos de idéia e a audácia de se criar uma voz polifônica", analisa. O poema, que dá título ao principal livro de Stéphane Mallarmé, pode ser encontrado em coletânea organizada pelos concretistas brasileiros, edição bilíngüe.

Charles Baudelaire - "Flores do Mal"
Editora Nova Fronteira - 656 páginas
R$ 44,90

Arthur Rimbaud - "Iluminuras"
Editora Iluminuras - 176 páginas
R$ 35

"Rimbaud e Baudelaire se caracterizam pelos versos agressivos, mas ambos são muito marcados pela idéia de pecado e de culpa. Eles ainda se importavam com o catolicismo, nem que seja por oposição à idéia", observa Ferreira. "Mas isso, de forma alguma, diminui a potência dos dois"

Walt Whitman - "Folhas de Relva"
Editora Iluminuras - 324 páginas
R$ 44

"Em comparação com Baudelaire e Rimbaud, e mesmo por estar em outro continente, com outra herança cultural, Walt Whitman é o mais saudável dos poetas modernos. Seus versos são livres em todos os sentidos", diz Gullar.

O poeta consultado ainda indicou título de sua companheira, a poetisa Cláudia Ahimsa, que em 2005 lançou "A Vida Agarrada" (edição da autora). Na verdade, foi a primeira escolha do poeta e seria a única, caso a conversa não tivesse se prolongado. "É um livro muito elaborado, cuidadoso, que tem uma visão poética grandiosa, total", afirma ele.

quarta-feira, 15 de março de 2006


Montanha Russa

Já o ser inquieto não
está em nenhum lugar
porque a inquietação já
é uma forma de não
estar nunca estar

que se dirá então
do ninguém que mora
em mim por não ter não
onde morar
na terra no ar no mar

quem imagina não
está em si somente
nem somente onde está
está de repente
sem cuspir nem porvir
numa montanha russa
só pelo prazer
perpendicular
de subir e cair

Ó meu distante amor
quando eu passar espera-me
na tua porta não
te poderei beijar não
só terei tempo para
na paisagem em fuga
entre areia e sal
te deixar na mão
uma flor

Espera-me na porta
se estiveres na lua
maria azul luz clara
quando eu passar como
um peixe voador não
terei tempo para
te ofertar sequer
uma flor

só terás tempo de dizer
como a mulher de Arvers
que louco é este
que chegou da terra e não
me trouxe sequer
uma flor


Cassiano Ricardo
"La Valse" - Camille Claudel

Turismo literário

Trocando o Guia da Cidade pelo livro de Dan Brown

Quando Dan Brown escreveu "Anjos e Demônios" não chegou a imaginar que estaria incentivando o turismo à Roma.

Centenas de leitores do escritor Dan Brown ("O Código da Vinci") estarão visitando Roma, na semana da Páscoa, com o livro "Anjos e Demônios" debaixo do braço servindo de guia pela cidade. Muitos desses turistas já são vistos em pequenos grupos próximos à Praça de São Pedro.

O livro conta a história de um mistério envolvendo assassinato, em que o principal personagem passa por locais no Vaticano. Logo após o grande sucesso de "O Código Da Vinci", foi a vez de "Anjos e Demônios" e devido a grande repercussão que teve, uma empresa já está fazendo excursões para os fãs da obra.

"Nós estamos vendo um número crescente de pessoas vindo a Roma da Grã-Bretanha e dos Estados Unidos apenas para fazer a excursão e ver os locais descritos no livro", disse Simone Gozzi, diretora da Associação Roma Escura, responsável pelo tour.

"Nós estamos até aceitando reservas de excursões para grupos de escolas italianas, o que certamente nos surpreendeu."


fonte: BBC Brasil

vruuum-vruuum

Saab Aero X




Palavras para quê? É a minha cor preferida!

segunda-feira, 13 de março de 2006


A espera


Amado... Por que tardas tanto?
As primeiras sombras se avizinham
E as estrelas iniciam a noite.
Vem...
Pois a esperança que se acolheu em meu coração
Vai deixá-lo como um ninho abandonado nos penhascos.
Vem... Amado...
desce a tua boca sobre a minha boca
Para a tua alma levar a minha alma
Pesada de sofrimento!
Vem...
Para que, beijando a minha boca
Eu receba a sensação de uma janela aberta.
Amado meu...
Por que tardas tanto?
Vem...
E serás como um ramo de rosas brancas
Pousando no túmulo da minha vida...
Vem amado meu.
Por que tardas tanto?


Adalgisa Nery
"The White Skirt" - Balthus

Sou fofo

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Robozinho da NEC fala, dança e faz carinho


CeBit 2006



fonte: UOL

And The Winner Is...

CRUFTS 2006



O pastor australiano chamado Caitland Isle Take a Chance foi o vencedor da Crufts, a maior competição de cachorros da Grã-Bretanha.


fonte: BBC Brasil

Bienal do livro - Dicas de Lya Luft

A escritora Lya Luft, autora de contos, crônicas e romances "best-sellers" como "Perdas e Ganhos" (2003), estará na Bienal do Livro de São Paulo no sábado (dia 18). Ela participa do bate-papo "Retratos Literários", no Salão de Idéias da Bienal, e conversa com o público sobre seus livros, crônicas, e sobre a tradução da biografia de Truman Capote, do norte-americano Gerald Clarke, relançada neste ano no Brasil (Editora Globo, R$ 45).

Lya Luft tem 67 anos e 19 livros publicados, além de diversas traduções do inglês e do alemão. Desde 2004, assina coluna "Ponto de Vista", na revista "Veja". Em entrevista ao UOL, a escritora cita cinco livros disponíveis na Bienal que, segundo ela, são fundamentais para quem gosta de literatura e busca o autoconhecimento.

"Não sei se são indispensáveis, mas trata-se de uma literatura muito importante", afirma. "Indispensável mesmo são as obras completas de Freud", diz. Quem estiver decidido a começar pelo imprescindível, pode encontrar na Bienal duas versões da coleção de obras completas do pai da psicanálise. Há uma versão dos 24 volumes em capa dura (R$ 1.584) e outra em brochura (R$ 960). Ambas são da editora Imago.

As cinco obras listadas por Lya Luft são de escritores brasileiros que, assim como ela, publicaram principalmente a partir da segunda metade do século 20. Veja as sugestões da escritora:

Rubem Braga - "Recado de Primavera"
Editora Record - 176 páginas
R$ 26,90

"É um livro de crônicas muito especial", afirma. A obra trata de assuntos diversos, como a Revolução de 32, o diário de um subversivo e memórias da infância do autor.

Guimarães Rosa - "Grande Sertão: Veredas"
Nova Fronteira - 624 páginas
R$ 59

O livro, que representa uma revolução narrativa na literatura brasileira, completa 50 anos em maio e terá três edições comemorativas, que serão lançadas ao longo deste ano. Na Bienal, só será possível encontrar a edição já existente da Nova Fronteira.

Guimarães Rosa - "Tutameia (Terceiras Estórias)"
Nova Fronteira - 268 páginas
R$ 32

"Para quem tem medo de livro grande, essa é uma boa opção de entrar em contato com o Guimarães Rosa sem ler 'Grande Sertão'." O livro foi a última publicação do autor mineiro em vida, em 1967.


Eduardo Gianetti - "O Valor do Amanhã"
Companhia das Letras - 328 pág
R$ 44

"É o livro que estou lendo agora. Gianetti é um economista que fala muito bem de assuntos filosóficos", diz a autora. Esta é a obra mais recente do escritor, e procura mostrar como a lógica dos juros está presente em todos os campos da vida em sociedade, e não só em economia.

Danuza Leão - "Quase Tudo"
Companhia das Letras - 280 pág
R$ 38

"O texto da Danuza é surpreendente", diz Lya Luft. O livro, lançado em 2005, está há 13 semanas entre os mais vendidos do país.


Planejamento familiar

O que você faria caso seus dois bebês gêmeos fossem filhos de pais diferentes? O fato é verídico e foi notícia no "Fantástico" de ontem à noite.

Uma mulher se relacionava com o namorado e outro homem. Ela ficou grávida, eram gêmeos e as crianças nasceram. Até aí a situação é bastante comum só que os gêmeos - uma menina e um menino - eram muito diferentes, a tal ponto que ela decidiu pedir ao namorado que ele fizesse um teste de DNA.

O resultado do teste foi surpreendente porque apenas um dos gêmeos era filho do atual namorado. Ele acabou por reconhecer a paternidade da criança, paga a pensão alimentícia para o menino e no programa disse que o relacionamento entre os dois havia acabado, seria impossível para ele continuar se relacionando com alguém que o tivesse traído. Sobre o outro "namorado" - que não quis dar entrevista - foi dito que ele pretende fazer o teste de DNA para saber se é pai da menina.

O acontecimento é raro na literatura médica porque houve um intervalo de 7 dias entre as duas relações com os dois homens e sabe-se que mesmo sem haver ovulação, o espermatozóide pode ficar "esperando" até 5 dias. O primeiro espermatozóide teria ficado esperando por 7 dias. Além disso ela teve uma rara dupla ovulação.

No sétimo dia - soa bíblico -, ela ovulou duas vezes, sendo que o espermatozóide - o primeiro - que estava à espera fecundou um dos óvulos. O segundo óvulo foi fecundado pelo espermatozóide do segundo namorado e por esse motivo ela engravidou de dois bebês, até esse momento seriam apenas dois gêmeos.

O que é grave nessa situação é que três adultos - não eram adolescente - não tiveram cuidados com um possível gravidez e menos ainda com a transmissão de uma DST ou AIDS. Três pessoas ficaram diretamente expostas à sorte e dessa vez, a tiveram. Os dados da Organização Mundial de Saúde são os seguintes:

Estima-se que ocorram cerca de 340 milhões de casos de DST por ano, no mundo. Nessa estimativa não estão incluídos a herpes genital e o HPV.

Em números, as estimativas de casos de DST que se apresentam com sintomas, no Brasil, são:

* Sífilis: 843.300
* Gonorréia: 775.180
* Clamídia: 1.500.490
* Herpes genital: 89.110
* HPV: 137.080

Fonte: PN-DST/AIDS, 2003.

O único meio eficaz de se prevenir a propagação de uma doença é falar constantemente sobre ela. A campanhas publicitária do Ministério da Saúde sobre a AIDS pode ser bastante eficaz no período do Carnaval, mas precisa ser estendida a todos os outros meses do ano.


domingo, 12 de março de 2006

Rompendo o silêncio

Ingrid Saldanha levou oito pontos no nariz e ficou com o olho roxo porque seu marido se irritou no trânsito e bateu nela. Salma Vilaverde levou um murro no queixo porque comprou um armário sem avisar. Sandra Farias foi espancada porque o companheiro a viu no portão com um primo. Tammy Santiago pediu a separação quando descobriu que o marido estava de caso com uma menina de 16 anos. Ele negou e passou a espancá-la. Tammy apresentou queixa na delegacia e acabou dando a senha para que sua filha adolescente tomasse coragem de revelar que o padrasto abusava dela. Ingrid, Salma, Sandra e Tammy vivem a milhares de quilômetros umas das outras. A primeira no Rio de Janeiro, a segunda a 70 quilômetros de Porto Alegre, a terceira em Olinda, a última em Goiânia. Têm profissões diferentes – jornalista, produtora cultural, funcionária pública, comerciante – e histórias de vida que poderiam jamais se cruzar. O que as reúne nesta reportagem é a decisão de romper o silêncio, o poderoso e cúmplice silêncio que permite a maridos espancadores continuar aterrorizando a vida de milhões de mulheres em todo o mundo.

Pesquisa da Organização Mundial da Saúde divulgada no ano passado mostra que no Brasil 29% das mulheres relatam ter sofrido violência física ou sexual pelo menos uma vez na vida, sendo que 16% classificaram a agressão como violência severa – ser chutada, arrastada pelo chão, ameaçada ou ferida com qualquer tipo de arma. Apesar disso, 25% não contaram a ninguém sobre o ocorrido e 60% não saíram de casa sequer por uma noite em razão da violência. Menos de 10% recorreram a serviços especializados de saúde ou segurança. A experiência internacional nessa área indica que, em média, a mulher leva dez anos para pedir socorro. O filósofo britânico John Stuart Mill (1806-1873) escreveu em seu célebre ensaio A Sujeição das Mulheres que o recurso à força física por parte dos homens era, no fim do século XIX, o único resquício do tempo das cavernas que ainda resistia ao avanço da civilização. É trágico constatar que no começo do século XXI a brutalidade atávica do forte contra o fraco continue a ser tão prevalente na relação dos casais.

As protagonistas das histórias publicadas aqui têm em comum também o fato de pertencer a um grupo social que normalmente considera-se imune a esse tipo de problema. A mulher que apanha, diz o senso comum, é sempre pobre e ignorante, assim como seu marido ou companheiro. Não é o que mostra um cruzamento estatístico produzido especialmente para VEJA pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro. Com base nos boletins de ocorrência registrados nas delegacias fluminenses no ano passado, o ISP revela que 30% das vítimas e dos agressores concluíram pelo menos o ensino médio.

A violência não escolhe a classe cultural ou social da vítima, estudos indicam que a mulher de classe média é capaz de identificar a violência mais cedo, porque tem um nível de instrução que lhe dá acesso a conceitos como agressão psicológica, assédio moral e chantagem emocional. Mas é raro denunciar uma agressão à polícia, devido a vergonha com a repercussão de sua história tanto no círculo familiar como no profissional. Acrescenta-se o mêdo de ser julgada por ter dado "motivos" a seu agressor, que é um dos comentários mais comuns a serem ouvidos por mulheres que se queixam de agressões, sendo muitos deles vindo de outras mulheres. A falta de apoio é extremamente comum, porque ainda a nossa sociedade se baseia no velho ditado de que "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher".


n.r.: Ingrid Saldanha é esposa do ator da novela "Bang-Bang", Kadu Moliterno

fonte: Veja Online

sábado, 11 de março de 2006

"O Olhar Modernista de JK", FAAP - S.Paulo

Aproveitando o sucesso da minisérie "JK" exibida pela Rede Globo e antecipando os 30 anos de morte(agosto) de Juscelino Kubistchek, a partir desse domingo, dia 12, o Salão Cultural da FAAP (Fundação Álvares Penteado) recebe UMA exposição que remonta a pioneira mostra de arte moderna realizada em Belo Horizonte, no ano de 1944.

a mostra "O Olhar Modernista de JK" alimenta a aura cosmopolita que ronda o ex-prefeito de BH, ex-governador de MG e ex-presidente do Brasil.

Com curadoria de Denise Mattar, "O Olhar Modernista de JK" foi montada primeiramente em 2004, no Palácio da Alvorada, para marcar os 60 anos da exposição original, chamada "Arte Moderna 1944" e apelidada de "Semaninha de Arte Moderna", em alusão à "Semana da Arte Moderna" de 1922.

Na ocasião em que era prefeito de Belo Horizonte, Juscelino decidiu reunir tanto grandes quantos novos nomes da arte brasileira em grande mostra que seria realizada no recém-construído complexo da Pampulha, um dos primeiros conjuntos modernistas do mundo, idealizado por Oscar Niemeyer.

A mostra "O Olhar Modernista de JK" conta com quatro núcleos. O primeiro remonta a exposição de 44. O segundo tem painéis com textos e imagens que destacam a relação de Juscelino com a classe artística brasileira ("ele falava de arte nos discursos, recebia artistas e frequentava vernissages", conta a curadora). O terceiro faz tributo a um talento esquecido da arte brasileira, Marta Loutsch, que tem sala especial - com 40 quadros - para relembrar a obra de artista mineira que também participou da mostra original. Já o quarto ilustra panorama dos anos 40, apresentando peças de publicidade, roupas e adereços da época.


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"Segunda Classe" - Tarsila do Amaral


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Retrato inacabado de JK por Guignard


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"Lavadeiras" - Mario Zanini


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"Porto de Mônaco" - Anita Malfatti

O OLHAR MODERNISTA DE JK
» Onde: FAAP - Salão Cultural
Rua Alagoas, 903, prédio I - Higienópolis

» Quando: de 12/3 a 23/4
de ter. a sex., das 10h às 20h;
sáb., dom. e feriados, das 13h às 17h

» Quanto: Grátis


fonte: UOL
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