Hoje é Dia dos Pais no Brasil. Sinto muito a falta de meu pai, que era um homem doce, extremamente educado, ético e sensível. Tinha lá seus defeitos, mas as virtudes abafavam-os. A minha referência em como deve ser um homem parte de meu pai.
Ele me ensinou várias coisas, entre elas: ser ética, honesta, educada e justa. Com ele também aprendi que só devo colar em pessoas que me fazem bem, as outras nunca valem a pena, agir para obter vantagem não é coisa de quem tem caráter e meu pai tinha.
Obviamente nós brigavamos e ele tinha um jeitinho peculiar de pedir desculpas, chegava em casa com salgadinhos ou doces, os meus preferidos. Era sempre desculpado...
Se conheço música e gosto, devo a ele, papai era um homem musical, sobrinho de um compositor e amigo de músicos, antes de casar teve uma vida boemia que dizia ter aproveitado ao máximo e que não sentia falta depois que se apaixonou por mamãe. Era apaixonado por mamãe a quem carinhosamente chamava de "mura" (uma variação da cabeça dele para "mulher", porque mamãe era a "mulher dele", dizia que isto era muito mais que ser esposa). Também tinha uma memória cinéfila invejável, sabia dizer qual ator ou atriz tinham participado de tal filme e lembrava da trilha sonora dos filmes.
Sinto falta daquele homão que aparentava ter 1,90 quando apenas tinha 1,75 (ninguém acreditava que só tivesse esta altura, papy era mesmo grande, sem ser gordo). Minha homenagem hoje é pra ele, mas eu tenho consciência que partiu no momento exato. Sofria de diabete e apesar das cirurgias que havia feito nos olhos para amenizar uma das consequências da doença, a cada mês enxergava menos, o que o deixava extremamente triste por não poder ver os filmes que tanto gostava.
A música é uma das tantas que dançamos juntos em algumas festas que frequentamos, ele me dizia no ouvido "se prepare que vou rodar o salão com você", e eu ia. Papy sabia dançar como ninguém.
Ele me ensinou várias coisas, entre elas: ser ética, honesta, educada e justa. Com ele também aprendi que só devo colar em pessoas que me fazem bem, as outras nunca valem a pena, agir para obter vantagem não é coisa de quem tem caráter e meu pai tinha.
Obviamente nós brigavamos e ele tinha um jeitinho peculiar de pedir desculpas, chegava em casa com salgadinhos ou doces, os meus preferidos. Era sempre desculpado...
Se conheço música e gosto, devo a ele, papai era um homem musical, sobrinho de um compositor e amigo de músicos, antes de casar teve uma vida boemia que dizia ter aproveitado ao máximo e que não sentia falta depois que se apaixonou por mamãe. Era apaixonado por mamãe a quem carinhosamente chamava de "mura" (uma variação da cabeça dele para "mulher", porque mamãe era a "mulher dele", dizia que isto era muito mais que ser esposa). Também tinha uma memória cinéfila invejável, sabia dizer qual ator ou atriz tinham participado de tal filme e lembrava da trilha sonora dos filmes.
Sinto falta daquele homão que aparentava ter 1,90 quando apenas tinha 1,75 (ninguém acreditava que só tivesse esta altura, papy era mesmo grande, sem ser gordo). Minha homenagem hoje é pra ele, mas eu tenho consciência que partiu no momento exato. Sofria de diabete e apesar das cirurgias que havia feito nos olhos para amenizar uma das consequências da doença, a cada mês enxergava menos, o que o deixava extremamente triste por não poder ver os filmes que tanto gostava.
A música é uma das tantas que dançamos juntos em algumas festas que frequentamos, ele me dizia no ouvido "se prepare que vou rodar o salão com você", e eu ia. Papy sabia dançar como ninguém.








































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