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segunda-feira, 5 de maio de 2014

Levaram a bicicleta



Em plena manhã ensolarada do domingo, os pais de Sophie, uma menina de 3 anos, prenderam a bicicletinha dela com cadeado, numa cerca, e foram à minifazendinha do lugar. Na volta, tinham roubado a bicicleta.


Foi no Volkspark Hasenheide, em Berlim. Deve ser terrível... você sabe. 





Eu termino a frase: Deve ser terrível viver num país assim...



fonte:Ancelmo Goes
foto: Pra quem pedala

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Violência como prazer



Diferentemente do que andam dizendo por aí, não é por que a educação no Brasil é precária que algumas bestas resolvem, do nada, agredirem outras num estádio de futebol e tentam matar-se uns aos outros num prazer que transcende o animalesco, já que os animais matam para comer e não por prazer.


Não sou socióloga, nem psicóloga, mas é só pensar um bocadinho. Caso fosse por falta de educação a Inglaterra nunca teria, em seu passado, a mancha de muitas mortes nos confrontos com os Holligans, e ainda hoje, no dia do jogo entre Milan e Ajax, um confronto entre torcedores deixou 6 feridos sendo que 3 foram esfaqueados, o Milan é da Itália e o Ajax, da Holanda, todos países de 1º Mundo. 

Nem tampouco é alguma paixão pelo time preferido, esse tipo de gente se reúne com a intenção de agredir. No jogo que aconteceu no Brasil, a torcida que ganhava o jogo avançou sobre a adversária do nada e já é sabido que avisaram antecipadamente que não levariam mulheres e crianças ao jogo por que não seria seguro. 

A questão é bem mais profunda, e não é a escola que vai mudar a agressividade dessas pessoas, falta a eles olhar o próximo como um semelhante, talvez eles não tenham aprendido e nem estejam com vontade de aprender, talvez venham de lares completamente desestruturados, quem sabe? Só se a pedagogia das escolas mudar e passar a fazer o papel de pai e mãe, mas é esse o papel da escola? Falta compaixão, falta dar valor a algo importantíssimo: à vida, que para esse tipo de gente, não vale absolutamente nada, descontam todas as suas frustrações em socos com a intenção de matar o outro. 

Não dá para esperarmos que essas pessoas "acordem para a vida" e modifiquem suas ações, eu espero sinceramente, que desta vez o Brasil pratique ações semelhantes às que a Inglaterra tomou contra os Holligans. 

sábado, 26 de outubro de 2013

Nasce o Brasil talibã



por Guilherme Fiuza




O Brasil virou, definitivamente, um lugar esquisito. A última onda de manifestações reuniu professores em greve (e simpatizantes) por melhores salários para a categoria. Aí os professores cariocas receberam a adesão dos tais black blocs — nome pomposo para um bando de almas penadas em estado de recalque medieval contra tudo.

Os professores não só acolheram os depredadores desvairados nas suas passeatas, como declararam, por meio de seu sindicato, que aquele apoio era “bem-vindo”.

Deu-se assim o casamento do século: a educação com a falta de educação. Nem a profecia mais soturna, nem a projeção mais niilista, nem as teses do maior espírito de porco conceberiam esse enlace. O saber e a porrada, lado a lado, irmanados sob o idioma da boçalidade.

Mas o grande escândalo não está nessa união miserável. Está na cidade e no país que a cercam. Se o Rio de Janeiro e o Brasil ainda tivessem um mínimo de juízo, o romance entre profissionais do ensino e biscateiros da violência teria revoltado a opinião pública.

As instituições, as pessoas, enfim, a sociedade teria esmagado esses sindicalistas travestidos de educadores. O saber é o que salva o homem da barbárie. Um professor que compactua, ou pior, se associa ao vandalismo é a negação viva do saber — é a negação de si mesmo. Não pode entrar numa sala de aula nem para limpar o chão.

E o que diz o Brasil dessa obscenidade? Nada. O movimento grevista continuou tranquilamente — se é que há alguma forma tranquila de estupidez — bloqueando o trânsito a qualquer hora do dia, em qualquer lugar, diante de cidadãos crédulos que acreditam estar pagando pedágio pela “melhoria da educação”. Crédulos, nesse caso, talvez seja um eufemismo para otários.

Claro que uma sociedade saudável logo desconfiaria dos métodos desses professores. E os desautorizaria a lutar por melhores condições de ensino barbarizando as ruas. Os salários dos professores de verdade são uma tragédia brasileira, mas esses comparsas de delinquentes mascarados não merecem um centavo do contribuinte para ensinar nada a ninguém.

O problema é que a sociedade está revelando, ainda timidamente, a sua faceta de mulher de malandro. Apanha e gosta.




Coronel sendo agredido





Coronel sendo salvo da agressão


n.e.: Eu acho que estão se esforçando para terem um morto, ontem quase conseguiram, o Coronel da PM de São Paulo foi cercado por vários Black Blocs e foi espancado (fotos), inclusive com uma chapa de ferro, sendo salvo quando seu motorista apareceu, agarrou-o e mostrou uma arma para tirá-lo da agressão e há quem fique chocado por que o motorista estava com uma arma na mão. O Coronel está bem, depois de 1 dia internado por conta dos ferimentos, teve a clavícula quebrada. Me choca que exista alguém capaz de apoiar a violência praticada por essa garotada, que conseguiram tirar o povo das ruas desde que começaram a aparecer nas manifestações.

Daniel Paz: Conheço esse coronel. Ele me socorreu quando fui agredido por vândalos na manifestação de Julho e apaziguou muitos protestos anteriores de professores na Rua da Consolação e tive o prazer de assistir uma palestra dele no Direito do Mackenzie! Um herói e profissional equilibrado.



fonte: texto de O Globo e fotos da Folha de São Paulo

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Está tudo errado...






Eu acredito sinceramente que a morte de Mark Duggan, de 29 anos, pela polícia londrina foi mais um excesso cometido assim como a morte do brasileiro Jean Charles de Menezes que foi confundido com um mulçumano, mas a onda de violência nas ruas de Londres não resolverá o problema da população jovem, descendente de imigrantes que sofre preconceitos nas terras da Rainha Elizabeth.

A Europa, de uma maneira geral, não tem muita simpatia por imigrantes, não é à toa que os brasileiros são o povo mais barrado nos aeroportos da Europa, e acho um absurdo que até este momento o Itamaraty não tenha se manifestado com este tipo de atitude.

Eu mesma fui revistada no aeroporto do Porto porque viajava sozinha - e até admito a preocupação sobre o tráfico de drogas -, mas o que achei inadmissível foi que mesmo sendo cidadã portuguesa, como é o meu caso, com um passaporte português em mãos, a senhora que revistou minhas malas me perguntou onde eu ficaria. Com esta pergunta me senti uma criminosa. Como assim para onde eu ia? Eu estava no meu país e tenho livre acesso a qualquer lugar onde eu queira ir. E ela ainda fez uma cara desconfiada e repetiu a pergunta quando lhe respondi, provavelmente por conta de meu sotaque brasileiro.

Essa atitude de vandalismo que ocorre nas ruas de Londres é de uma irresponsabilidade sem tamanho, os imigrantes honestos, que trabalham e querem seu lugar ao sol muito provavelmente terão uma retaliação por esta atitude cometida. Acho que falta uma liderança da parte desse imigrantes para ir em desacordo ao que oportunistas estão fazendo por lá.

Infelizmente sabemos que a grande maioria dos ingleses não será complacente com os imigrantes e nem pararão pra pensar o que leva pessoas a terem uma atitude extremada e não separarão o joio do trigo, ou seja, não conseguirão enxergar a dor de pessoas que são constantemente oprimidas. Só enxergarão o bando de baderneiros que resolveu usar um fato grave ocorrido com um homem pra tirar vantagem. Infelizmente é assim que o ser humano reage.


imagem:UOL

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia no Rio de Janeiro

Ex-aluno invadiu prédio na manhã desta quinta-feira.
Ataque deixou mais de 22 feridos e atirador morreu.


Hoje passarei o dia deprimida. Já chorei, tremi muito por conta de uma tragédia planejada por um covarde que no final suicidou-se.

Não compreendo a falta de humanização do ser humano, não entendo em que ponto chegamos e afirmo que estamos vivendo num mundo selvagem onde os princípios estão deturpados. Cada vez mais as pessoas valorizam o material, se importam pouco ou nada (com raríssimas exceções) com o sentimento alheio. A compaixão é prática praticamente inexistente na nossa sociedade.

O que importa, nos dias de hoje, é o "eu", o egoímo galopa em asas de aviões potentes e as pessoas viraram peças descartáveis que devem ser jogadas fora quando não servem mais, ou mortas quando não correspondem ao egoísticamente esperado.

A região onde a tragédia aconteceu é tranquila, a escola nunca apresentou problemas de violência. Hoje é um dia muito triste no Rio de Janeiro e estou arrasada.

Segue a notícia e me desculpem se não ilustro o post, mas seria demais pra mim.

. . .


"O secretário de Saúde do Rio, Sérgio Côrtes, confirmou que 13 pessoas morreram no ataque a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, na Zona Oeste do Rio, nesta quinta-feira. Segundo a polícia, o atirador está incluído no total de mortos. Ao todo, já são 22 pessoas feridas.

O atirador foi identificado pela polícia como Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos. Segundo a Polícia Militar, ele era ex-aluno da escola.

Atirador deixou carta

De acordo com o coronel da polícia Djalma Beltrami, Wellington deixou uma carta, segundo ele, com inscrições complicadas, no local. “Ele tinha a determinação de se suicidar depois da tragédia”, contou Beltrami. A carta foi entregue a agentes da Divisão de Homicídios.

Conhecido na escola por ser ex-aluno, ele teria entrado sob alegação de que iria fazer uma palestra. Segundo a polícia ele usou dois revólveres, que chegou a recarregar várias vezes.

Segundo a polícia, uma equipe da Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRV) passava próximo ao local e foi à escola depois de ver crianças correndo pela rua.

Funcionária viu crianças feridas

“O cara entrou, foi para o terceiro andar e começou a atirar. As crianças disseram que foi pai de aluno. Vimos muitas crianças carregadas, desacordadas, baleadas”, disse uma funcionária da escola, que preferiu não se identificar.

“Começamos a ouvir tiros. Com o eco, parecia que uma coisa estava desabando. Todo mundo correu. Depois, a professora chegou dizendo que o cara chegou atirando em uma sala. Foi um desespero”, afirmou ela.

Secretária de educação volta dos EUA

A subsecretária municipal de Educação do Rio, Helena Bomeny, está a caminho do local. No Twitter, a secretária municipal da Educação do Rio de Janeiro, Claudia Costin, afirmou: “Estou pegando o primeiro avião de volta. Desmarquei a palestra de hoje e não vou ver minha neta.” Segundo o twitter da secretaria, ela está em Washington, nos Estados Unidos.


fonte:G1

sábado, 21 de agosto de 2010

8:00 hs da manhã de hoje na Zona Sul do Rio de Janeiro

Na primeira oportunidade eu saio do Brasil




Às 8:00hs da manhã de hoje, um comboio fortemente armado de bandidos voltava de um baile funk da Favela do Vidigal em direção à Favela da Rocinha quando foi avistado por uma viatura da polícia militar que fazia a ronda no bairro de São Conrado.



O intenso tiroteio começou entre policiais e bandidos que usaram um caminhão da Comlurb como escudo. Dez dos bandidos que não conseguiram escapar se refugiaram no Hotel Intercontinental (Hotel 5 estrelas), em São Conrado, fazendo 35 pessoas como reféns.




Saldo de vítimas: uma mulher da quadrilha morta e 4 policiais feridos e algumas pessoas feridas de raspão por balas perdidas.

Saldo material: vários carros atingidos por balas.

Saldo psicológico: todas as pessoas que presenciaram o tiroteio além de vários moradores do Rio de Janeiro se encontram traumatizados e chocados com a falta de segurança.

Saldo positivo: o exemplar trabalho da polícia em libertar todos os reféns sem um arranhão sequer e prender os 10 bandidos que invadiram o hotel, além de apreenderem 8 fuzis, 5 pistolas, 3 granadas e munição.


fotos:UOL

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007

Mais um crime hediondo ou caso isolado ?

Ex-menino de rua planejou morte de franceses
Vítimas de quem tentavam salvar


Menos de um mês após a morte do menino João Hélio que morreu após ter sido arrastado por 7 km preso ao cinto de segurança de um carro, é mais uma vez manchete de todos os jornais do Brasil e de jornais estrangeiros o bárbaro assassinato de três franceses.

Mais um crime brutal chocou a cidade maravilhosa(?) ontem. Salvo das ruas pela ONG Terr'Ativa há 10 anos, Társio Wilson Ramirez, hoje com 25 anos, e 2 homens recrutados por ele são acusados de matar a facadas os 3 franceses da entidade que o acolheu e desenvolve projetos para menores em Copacabana. Christian Pierre Doupes, de 38 anos, Delphine Douyère, de 36 e Jérôme Faure, de 42, foram mortos com facadas profundas pelo corpo, ontem de manhã em Copacabana.

O crime aconteceu pouco depois das 7h30m, no escritório da ONG, no terceiro andar do prédio 55 da Rua Ronald de Carvalho. Segundo o delegado Marcus Castro, o crime foi premeditado porque Társio comprou facas, luvas cirúrgicas e máscaras. Os assassinatos teriam sido motivados por vingança do ex-menino de rua, que trabalhava há 10 anos na ONG e fora acusado de desviar R$80 mil da entidade. A tragédia chocou a França.

Delphine e Christian moravam no nono andar do mesmo prédio e tinham um filho de 2 anos. Jérôme, que vivia no décimo andar, foi amarrado a uma cadeira e chegou a ser torturado pelos criminosos. Társio, Luiz Gonzaga Gonçalves de Oliveira, de 27 anos e José Michel Gonçalves Cardoso, de 25, vão responder a inquérito por triplo homicídio qualificado, crime punido com pena de 12 a 30 anos de reclusão.

Quando os três acusados chegaram ao prédio, o porteiro os deixou entrar porque Társio lhe disse que os outros dois eram técnicos de informática. No momento do crime, um pintor que trabalhava numa obra próxima ao prédio, ouviu gritos abafados e avisou ao porteiro, que interfonou para a sede da ONG, onde Luiz Gonzaga disse que tudo estava bem. Em seguida, o criminoso saiu do prédio com as mãos ensangüentadas, sendo seguido por Társio, com uma mochila nas costas e sangue nas mãos. O porteiro fechou a portaria principal e chamou a polícia militar.

Társio, encontrado e levado para a 12ª DP(Copacabana) e responsável pelos pagamentos (do contador, de contas de água, luz, gás e telefone, entre outras despesas), disse, inicialmente, que tinha sido ferido por assaltantes. Em seguida afirmou que ele e Delphine tinham dado um desfalque na ONG. Depois, alegou que fora ao escritório apenas para dar um susto nos responsáveis pela instituição, porque estaria sendo obrigado por eles a assumir o desvio do dinheiro.

O delegado afirmou que o crime foi premeditado após descobrir que na semana passada, os três acusados estiveram numa loja no Centro do Rio, onde compraram máscaras de Clóvis (boneco típico do carnaval do subúrbio), luvas cirúrgicas e gaze.

Luiz Gonzaga de Oliveira foi preso no Hospital Alberto Schweitzer, em Realengo, onde era medicado por causa do corte nas mãos e José Michel Cardoso foi capturado numa loja de material de construção, no Centro da cidade, onde trabalhava como balconista.

Um colaborador da ONG, que não quis se identificar, contou que o casal de franceses fazia trabalhos sociais com menores carentes de Copacabana. Para o delegado, o caso está esclarecido.


Os franceses

Membro da equipe pedagógica da ONG, Jérôme era da cidade de Lyon e chegou ao Brasil em 1998. Já Delphine, secretária executiva da organização, veio da Normandia para o Rio em 1996. Christian, que cuidava da parte administrativa, era da cidade de Gers e chegou ao Brasil em 2003. Max, filho de Delphine e Christian, estava com a faxineira na hora do crime. O menino ficará com amigos dos pais até que sua avó, mãe de Delphine chegue de Paris.

A família

"Eu não compreendo isso"

por Deborah Berlinck, do jornal O Globo

"E por 30 mil euros...matam três pessoas?". A voz do outro lado da linha era de uma estranha calma, aquela de quem levou um choque. Aos 68 anos, Joseph Doupes, o pai de Christian Doupes, um dos três franceses assassinados, perguntava à repórter o que havia acontecido. Ele recebera um telefonema do Rio. Só sabia uma coisa: o filho estava morto.
- Disseram para nós que eles morreram. Mas não sabemos de nada do que aconteceu. Não esperávamos por essa...Pois é, vamos ao Rio buscar o corpo e nosso neto no final da semana.
Christian e sua mulher, Delphine, vieram para a França no verão europeu na bela região dos Pirineus, onde moram Joseph e sua mulher. Trouxeram o filho. No domingo, Joseph falou pela última vez com Christian: era a festa de aniversário de 2 anos do neto.
- São pessoas que gostam de ajudar as pessoas...Eu não compreendo isso - disse, indignado, o pai de Christian.
- Eles amavam o Brasil, falei com eles no domingo. Estavam felizes, festejavam os 2 anos do filho, fazia um tempo bonito.
Ele disse que, apesar da violência no Rio ser conhecida, nunca imaginou que isso pudesse acontecer em Copacabana.
- Pelo que ele(Christian)nos falava, o lugar não era muito violento. Mas eu não sei, não conheço a cidade.


Os especialistas

Juiz de menores critica educadores de ONGs

por Cáudio Motta e Natanael Dasmasceno, do jornal O Globo

O juiz da 2ª vara da Infância e da Juventudo, Guaraci Vianna, defendeu ontem a regulamentação da atividadde de educador, o profissional de ONGs que lida com menores. O magistrado sugere uma ampla discussão sobre a criação de um curso para esses profissionais, que na opinião do juiz, deveriam ter aulas até de proteção pessoal.
- Devemos encarar a educação de menores com a seriedade que o tema merece. O grande problema hoje é que a maioria das pessoas que trabalham em ONGs não se capacita. Isto cria vínculos não profissionais positivos e negativos, e gera não apenas perda de tempo como tragédias - disse o juiz.
Guaraci Vianna não acredita que o recrudescimento da violência venha dificultando o trabalho com menores carentes.
- O trabalho em si já é difícil por lidar com jovens, ainda mais os que não têm referência familiar. Acredito que a mioria das pessoas só ouviu falar nessa ONG(Terr'Ativa) após esse fato. o problema não está em ajudar o menino, mas em não saber como ajudá-lo - afirmou.
Apesar das críticas do juiz, ONGs que têm projetos voltados para menores de rua e carentes classificaram o episódio de ontem como uma exceção. Cleise Moreira, psicóloga que coordena programas voltados para crianças e adolescentes na Fundação Bento Rubião, que atua há 20 anos, diz que nunca houve um caso em que um adolescente assistido tenha se voltado contra alguém da instituição.
- Pelo contrário, alguns chegaram a intervir para nos livrar de situações constrangedoras nas localidades onde atuamos - disse a psicóloga.
Cleise explica que, entre outros projetos, atua em programas para menores infratores, prestando serviços de defesa e acompanhamento e que muitos deles são encaminhados ao mercado de trabalho.
Já a psicóloga Cláudia Guimarães, coordenadora do Núcleo de Relações Institucionais da Fundação São Martinho, afirma que o crime em Copacabana foi um caso isolado e que, em seus 12 anos de trabalho, nunca viu um problema semelhante.



Preferência pela rua

Menores que vivem em áreas carentes ou não têm casa, preferam ficar expostos à violência das ruas a ir para os abrigos da prefeitura. Reportagem publicada na semana passada pelo GLOBO-Zona Sul mostra que uma criança terá passado 15 vezes por um abrigo até chegar à fase adulta. A informação é de Ivone Bezerra de Mello, fundadora da ONG Projeto Uerê, que atende a 470 crianças e adolescentes traumatizados pela violência.
Um levantamento feito pelas ONGs Ex-Cola e Terra dos Homens mostra que, em 2006, havia 662 menores abrigados na Zona Sul, a maioria em instituições privadas. Desses, 60 vieram das ruas. Enquanto isso, adolescentes têm aparecido com frequência cada vez maior como autores de homicídios. Relatórios da 2ª Vara da Infância e Juventude sobre adolescentes detidos entre 2005 e agosto de 2006 indicam que um número cada vez maior de infratores está envolvido em casos como assassinatos do menor João Hélio ou da socialite Ana Cristian Johannpeter.



n.r.:Com esse post extenso, conclúi-se que muito é necessário fazer para melhorarmos um pouco a grave situação de violência constante, se pensarmos apenas no Estado do Rio de Janeiro. Melhorias na educação e na economia têm resultados a longo prazo se iniciarmos imediatamente.
Cansados e acostumados que estamos a tantos crimes e a tanta violência de todos os tipos, podemos concluir de imediato, que a impunidade é fator primeiro para não haver freio na violência. O ECA(Estatuto da Criança e do Adolescente) permite que crianças possam ficar na rua, em sinais de trânsito fazendo malabarismos a "UM REAL" para supostamente ajudarem no orçamento familiar. O Código Penal permite que um acusado a 30 anos de prisão, cumpra por bom comportamento apenas 6 anos de reclusão pela pena máxima. Maiores de idade utilizam menores para praticarem crime porque a punição a um menor de idade é de no máximo, 3 anos de reclusão. Continuaremos assim?
Ao mesmo tempo que precisamos mudar nossas leis, é necessário mantermos nossas crianças na escola em tempo integral. Algumas de nossas escolas, por falta de professores liberam os estudantes a partir das 10h00 da manhã. Por quanto tempo continuaremos com esse "modelo" de educação? Como ficamos, mais um crime hediondo ou um caso isolado?



fonte:O Globo Online e jornal O Globo
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