segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

A temível cadeira do meio

Ocupar o lugar central numa fila de assentos causa desconforto psicológico por prejudicar o senso de "previsibilidade e controle".

Em alguns tipos de transporte público, o assento do meio num banco de três lugares é sempre o último a ser ocupado. Certos passageiros preferem mesmo ficar de pé durante uma hora entre as portas do trem a se sentar no meio. Essa aversão singular pode ser um caso em que a segurança psicológica engana o conforto físico.

Em geral a tensão começa quando os ocupantes da janela e do corredor desencorajam o acesso à cadeira do meio ao bloqueá-la com uma pasta ou evitando olhar nos olhos de quem busca um lugar para se sentar. Muitos passageiros preferem seguir adiante a iniciar uma interação constrangedora.
E, se um passageiro resolve sentar ali, a provação continua. De acordo com Richard E. Wener, psicólogo ambiental da Universidade Politécnica do Brooklyn, nos Estados Unidos, enfrentamentos não-planejados como roçar o braço no vizinho causam ansiedade por prejudicar o senso de "previsibilidade e controle".

A fobia tornou-se tão comum que as autoridades de trânsito americanas, ao renovar as frotas, colocam em uso apenas os vagões contendo assentos duplos, mesmo que isso signifique mais carros por trem ou mais pessoas em pé. Para reduzir o problema, Wener sugere usar modelos de encostos de braço dos aviões. "Ajuda o viajante a demarcar território", o que favorece uma sensação de controle maior e reduz o stress.

sábado, 10 de dezembro de 2005

Que me desculpem...barriga não é fundamental

O fim da barriga


O perigo do pneu

A gordura abdominal...
...triplica o risco de infartos ou derrames
...aumenta em cinco vezes a probabilidade de diabetes
...oferece 30% a mais de risco de casos de câncer, em especial os de mama, útero e cólon
E ainda pode:
• reduzir o colesterol bom, o HDL
• aumentar a taxa de triglicérides e o acúmulo de colesterol ruim, o LDL
• elevar a pressão arterial
• causar infertilidade em mulheres
• facilitar a apnéia do sono



Está em curso uma revolução nos estudos sobre a obesidade. Mais importante do que a quantidade de gordura é o modo como ela se distribui pelo corpo. O objetivo agora é eliminar aquela "barriguinha", nociva à estética e à saúde.

Nas últimas cinco décadas, o "peso ideal" foi um dos indicadores mais importantes de boa saúde. O excesso puro e simples de tecido adiposo era tido como o vilão responsável por uma série de doenças – de infartos e derrames a apnéia do sono, de vários tipos de câncer a problemas na coluna.

Os estudos mais recentes, no entanto, mostram que a relação entre peso corporal e saúde é bem mais complexa do que se supunha. Mais importante do que a quantidade de gordura é o modo como ela se distribui pelo organismo. E não há gordura mais perniciosa do que aquela que se concentra no abdômen, a famosa barriguinha – "de chope", no caso dos homens. No jargão médico, ela é conhecida como gordura visceral ou intra-abdominal. Os perigos oferecidos por ela decorrem de sua proximidade com órgão vitais como fígado, intestino, rins e pâncreas. "O papel da gordura no organismo é um campo que a ciência investiga há muito pouco tempo", disse a VEJA o endocrinologista canadense Jean-Pierre Després, um dos principais pesquisadores de gordura visceral do mundo.

A outra revolução está prometida para meados do ano que vem, quando deve chegar ao mercado o medicamento rimonabant. A ser comercializado sob o nome de Acomplia, o novo remédio é o primeiro indicado para combater especificamente a gordura visceral.

Um clima de euforia antecede o seu lançamento – e ele é justificável. O rimonabant promete não só afinar a cintura como também proteger a saúde cardiovascular, evitar o diabetes e combater a síndrome metabólica (leia reportagem). A princípio, o rimonabant não será recomendado para toda e qualquer pessoa que deseja perder alguns centímetros de barriga.

A prescrição será apenas para quem exibe obesidade abdominal e risco cardíaco. Entre os efeitos colaterais descritos até o momento estão náusea e ansiedade. Algumas questões permanecem em aberto. Como o remédio interfere nos sistemas cerebrais de recompensa, ainda é cedo para descartar a possibilidade de ele piorar os sintomas da depressão ou de outros distúrbios psiquiátricos.


n.r.:montagem de fotos Otávio Dias de Oliveira

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005


Canção para poder viver

Dou-lhe tudo do que como,
e ela me exige o último gomo.

Dou-lhe a roupa com que me visto
e ela me interroga: só isto?

Se ela se fere num espinho,
O meu sangue é que é o seu vinho.

Se ela tem sede eu é que choro,
no deserto, para lhe dar água:

E ela mata a sua sede,
já no copo de minha mágoa

Dou-lhe o meu canto louco; faço
um pouco mais do que ser louco.

E ela me exige bis, "ao palco"!

Cassiano Ricardo
"L'entree en scene" - René Magrite


Suavíssima

Os galos cantam, no crepúsculo dormente . . .
No céu de outono, anda um langor final de pluma
Que se desfaz por entre os dedos, vagamente . . .


Os galos cantam, no crepúsculo dormente . . .
Tudo se apaga, e se evapora, e perde, e esfuma . . .


Fica-se longe, quase morta, como ausente . . .
Sem ter certeza de ninguém . . . de coisa alguma . . .
Tem-se a impressão de estar bem doente, muito doente,


De um mal sem dor, que se não saiba nem resuma . . .
E os galos cantam, no crepúsculo dormente . . .


Os galos cantam, no crepúsculo dormente . . .
A alma das flores, suave e tácita, perfuma
A solitude nebulosa e irreal do ambiente . . .


Os galos cantam, no crepúsculo dormente . . .
Tão para lá! . . . No fim da tarde . . . além da bruma . . .


E silenciosos, como alguém que se acostuma
A caminhar sobre penumbras, mansamente,
Meus sonhos surgem, frágeis, leves como espuma . . .


Põem-se a tecer frases de amor, uma por uma . . .
E os galos cantam, no crepúsculo dormente . . .

Cecília Meireles
"Lady with Tie" - Amadeo Modigliani

Sá e Guarabira já diziam...e o sertão vai virar mar...

Cientistas observam "nascimento de oceano" na Etiópia

Cientistas afirmaram ter testemunhado o que pode ser o nascimento de um novo oceano no nordeste da Etiópia, na África.

A equipe de cientistas britânicos e etíopes observou o desenvolvimento de uma fenda na região do Deserto de Afar em setembro e ficou surpresa com a velocidade com que a fissura se desenvolveu, chegando a 60 km de comprimento em apenas três semanas de observação.

A fenda seria apenas um pequeno passo em uma separação que pode ocorrer a longo prazo, com potencial de criar o novo oceano.

"É o primeiro grande evento que observamos em uma área de fendas desde o surgimento de algumas técnicas por satélite que usamos agora, que nos dão a capacidade, com resolução e detalhes (suficientes), de ver o que realmente está acontecendo", disse Cindy Ebinger, da Universidade Real de Holloway de Londres.

A descoberta da equipe de cientistas britânicos e etíopes foi anunciada nesta quinta-feira na Reunião de Outono da União Americana de Geofísica, em São Francisco, Estados Unidos.

Sal grosso e água benta não fazem mal a ninguém

Museu Munch de Oslo é evacuado após incêndio

O museu Munch de Oslo foi temporariamente evacuado nesta quinta-feira, depois que uma espessa fumaça encheu o porão do prédio, devido a um pequeno incêndio de origem elétrica, mas as obras de arte não sofreram danos, informaram fontes do museu.

No edifício, de onde foram roubadas as telas "O Grito" e "Madonna", em 2004, estava uma dúzia de pessoas na hora do incêndio. Os quadros, avaliados em 100 milhões de dólares, ainda estão desaparecidos.

"Uma nuvem de fumaça apareceu no início da tarde em uma sala técnica do porão, mas não se espalhou para as alas de exposição, que foram evacuadas e fechadas", informou a chefe de coleções de arte da Cidade de Oslo, Lise Mjoes, à AFP.

Ela disse que a evacuação foi realizada "de forma rápida e eficiente" e que os bombeiros conseguiram dispersar rapidamente a fumaça. O museu reabriu uma hora depois.

Um guarda foi levado ao hospital por ter inalado fumaça.

Vitamina pode ajudar no tratamento da asma

Um suplemento de vitamina D3 pode ajudar a tratar pacientes de asma que não reagem a medicamentos tradicionais, sugeriu pesquisa do King's College, em Londres.

É que a vitamina pode ajudar os pacientes a responderem a tratamento com esteróides, de acordo com os pesquisadores, que publicaram seu trabalho no Journal of Clinical Investigation.

A asma é tratada com freqüência com a inalação de esteróides, mesmo que o medicamento possa causar efeitos colaterais. Mas alguns pacientes não conseguem responder mesmo a altas doses de esteróides por via oral.

Tak Lee, que participou da pesquisa, disse que ela aponta a direção para "novas estratégias potenciais para reverter a resistência a esteróides".

Os resultados da pesquisa dão a entender ainda que o tratamento com esteróides é eficaz, pelo menos em parte, ao induzir as células "T" do sistema imunológico a sintetizarem uma molécula chamada IL-10. A molécula pode inibir as respostas imunológicas que causam os sintomas alérgicos e asmáticos.

Diferentemente das células "T" de indivíduos saudáveis, ou pacientes que respondem aos esteróides as células "T" de pacientes resistentes a esteróides não produzem IL-10 quando cultivadas in vitro com o esteróide dexametazona.

Mas os pesquisadores descobriram que quando a vitamina D3 é adicionada à cultura junto com a dexametazona, o quadro é revertido.

Pacientes de asma que não respondiam a tratamento com esteróides receberam doses diárias de vitamina D3 por sete dias durante a pesquisa. Exames de sangue mostraram que as células "T" dos pacientes reagiam mais à dexametazona depois de haverem tomado o suplemento vitamínico.

Catherine Hawrylowicz, chefe da pesquisa, disse que no momento, contudo, tudo o que se fez foi uma observação preliminar, e mais pesquisas poderão ser feitas.

"Curiosamente, a vitamina D3 é ocasionalmente administrada a pacientes com asma grave para ajudar a prevenir osteoporose induzida por esteróides", disse Hawrylowicz.

Receita de eutanásia

"Consultor de suicídios" vai para a prisão na Holanda


Um tribunal holandês condenou a um ano de prisão um autoproclamado “consultor de suicídios” por ter ajudado uma mulher com problemas mentais a se matar.

Jan Hilarius, de 73 anos, é o fundador de uma consultoria chamada De Einder (“horizonte”, em holandês).

Ele foi condenado por ter ajudado uma mulher de 25 anos a conseguir remédios que a ajudassem a se matar em 2003.

A Holanda se tornou o primeiro país a legalizar a eutanásia, em 2001, mas a prática só é permitida sob rígidas condições médicas.

Hilarius não se encontrava no recinto quando a mulher cometeu suicídio. Mas o tribunal considerou na quarta-feira que, mesmo assim, ele era culpado porque passou à vítima informações sobre combinações letais de remédios que podiam ser comprados pela internet.

A De Einder foi criada com o objetivo de oferecer “ajuda profissional” a pessoas que querem se matar, tentando dissuadi-las da idéia ou ajudando-as a conseguir objetivo, se esta for a sua opção.

Críticos dizem que a organização está levando longe demais sua interpretação da lei da eutanásia, o que a De Einder nega.

Catálogo da 6ª Bienal de Arquitetura

Bienal de Arquitetura abastece mercado editorial
com lançamentos


O catálogo da exposição é destaque editorial que encerra o ciclo de lançamentos bibliográficos que aconteceram durante a 6ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo. Com fotos de todas as obras participantes e textos exclusivos redigidos pelos próprios Arquitetos, o material, com 416 páginas, tem intuito de servir como referência para pesquisas. A organização é do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e da Fundação Bienal de São Paulo.

Maquetes virtuais, croquis, plantas e desenhos de outra natureza estão incorporados no catálogo da 6ª BIA. O critério de divisão utilizado é o mesmo que guiou a exposição: Representações Nacionais, Arquitetos Brasileiros Convidados, Mostras Especiais (Internacionais e Nacionais), Exposição Geral de Arquitetos, Mostras Institucionais e Concurso Internacional de Escolas de Arquitetura.

O autor do projeto gráfico é o arquiteto e designer Marcelo Aflafo, que definiu seu trabalho como um espelho da mostra. "A obra descreve fielmente oq ue acontece na Bienal em termos de imagem e texto. Nossa preocupação foi mostrar de maneira clara tudo o que está exposto", afirma.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2005


Shoot the moon

The summer days are gone too soon
You shoot the moon
And miss completely
And now you're left to face the gloom
The empty room that once smelled sweetly
Of all the flowers you plucked if only
You knew the reason
Why you had to each be lonely
Was it just the season?

Now the fall is here again
You can't begin to give in
It's all over

When the snows come rolling through
You're rolling too with some new lover
Will you think of times you've told me
That you knew the reason
Why we had to each be lonely
It was just the season

Jesse Harris
"La belle saison" - René Magrite

Tumba de Cristóvão Colombo em Valladolid

O historiador espanhol Marcial Castro anunciou ter localizado o lugar exato da primeira sepultura de Cristóvão Colombo na cidade de Valladolid, onde o navegador morreu em 20 de maio de 1506. O descobridor da América esteve enterrado na cidade até 1509, quando seu corpo foi levado para Sevilha.

Sabia-se que Colombo fora inicialmente enterrado na cidade, numa capela do Convento de São Francisco. Mas o convento, que tinha 30 mil metros quadrados, foi destruído em 1837 e a localização exata da sepultura se perdera.

Com base em um único mapa do convento, em estudos feitos posteriormente sobre o prédio e em descrições da capela, Castro conseguiu localizar o local exato da tumba sob a atual Rua da Constituição.

O historiador acredita que ainda existam ruínas do convento sob o asfalto.

Se houvesse degraus na terra...

Se houvesse degraus na terra e tivesse anéis o céu,
eu subiria os degraus e aos anéis me prenderia.
No céu podia tecer uma nuvem toda negra.
E que nevasse, e chovesse, e houvesse luz nas montanhas,
e à porta do meu amor o ouro se acumulasse.

Beijei uma boca vermelha e a minha boca tingiu-se,
levei um lenço à boca e o lenço fez-se vermelho.
Fui lavá-lo na ribeira e a água tornou-se rubra,
e a fímbria do mar, e o meio do mar,
e vermelhas se volveram as asas da águia
que desceu para beber,
e metade do sol e a lua inteira se tornaram vermelhas.

Maldito seja quem atirou uma maçã para o outro mundo.
Uma maçã, uma mantilha de ouro e uma espada de prata.
Correram os rapazes à procura da espada,
e as raparigas correram à procura da mantilha,
e correram, correram as crianças à procura da maçã.


Herberto Helder
"Violinista azul" - Marc Chagall

"Plagiando" José Saramago...

Prefeito quer "proibir a morte" em cidade sem espaço no cemitério

Os cerca de 28 mil moradores de Biritiba-Mirim (Grande São Paulo) podem ser "proibidos de morrer", como pretende um projeto enviado pela prefeitura à Câmara.

A proposta prevê alertas e punições aos "desobedientes": um dos artigos avisa que "os munícipes deverão cuidar da saúde para não falecer" e outro item adverte que "os infratores responderão pelos seus atos". O texto será analisado pela Casa na semana que vem.

O projeto foi a forma que o prefeito Roberto Pereira da Silva (PSDB) achou para, como ele diz, "chamar a atenção das autoridades" para a superlotação do único cemitério local e para a dificuldade de construir um novo.

Uma resolução federal impede o município de ter um novo cemitério por questões ambientais: 89% do território da cidade é de mananciais, e o restante é protegido por estar na serra do Mar.

A prefeitura afirma ter um projeto para construir um cemitério vertical, mas espera pareceres de órgãos estaduais e federais.

O cemitério tem 10 mil m2 e 3.500 túmulos. Desde a inauguração, em 1910, houve cerca de 50 mil sepultamentos. A cidade registra em média de 20 a 25 mortes por mês, segundo a prefeitura.

Enterros, só na base do improviso, como ocorreu com a família da estudante Maria Irani Santos da Costa, 18. Morta na semana passada, foi enterrada no jazigo cedido por um conhecido.

n.r.: e hoje, no Jornal "O Globo" saiu a notícia da intenção do nosso prefeito em vender o "cemitério israelita" no caju. Será uma nova moda?!

Fazendo marketing com custo zero

A loja de luxo Daslu ameaça processar a entidade por causa do nome

A organização não-governamental de apoio às prostitutas Davida vai encarar a Daslu em ritmo de samba. Ontem, a ONG desfilou pela primeira vez com camisetas da grife Daspu, no ensaio de seu bloco carnavalesco Prazeres da Vida.

A Davida teria até quinta-feira para mudar o nome da grife e não sofrer um processo da Daslu, que considera "Daspu" um "deboche, visando "denegrir" a imagem da loja", além de possível fonte de prejuízos, devido à semelhança.

A coordenadora da ONG, Gabriela Leite, afirma, entretanto, que lutará na Justiça pelo direito de fazer a alusão à butique paulistana. "Não se trata de ofensa. Ao contrário, é para mostrar que as meninas da vida também podem ser elegantes."

O advogado da Daslu, Rui Celso Reali Fragoso, nega que haja preconceito contra prostitutas e afirma que outras lojas de roupas já foram impedidas de usar nomes semelhantes.

Mesmo sob ameaça, a ONG Davida já tem cronograma para o Carnaval. O Prazeres da Vida desfila sábado, ao meio-dia, na praça Tiradentes, tradicional ponto de prostituição do centro do Rio. Já há quatro sambas concorrentes e o vencedor será escolhido no início de janeiro, no enredo "Praça Tiradentes, do rebolado ao rebolado", que se refere ao teatro rebolado - comum em palcos em torno da praça no início do século 20 - e ao rebolado das prostitutas.

A grande atração, porém, será a comissão de fundos - em vez da de frente -, que terá 20 mulheres com vestidos vermelhos e um decote que mostrará apenas a parte de baixo do biquíni. A criação da grife é coletiva, mas o designer Sylvio de Oliveira sugeriu o decote, "para ressaltar a preferência nacional", diverte-se. O símbolo do bloco, uma lua com um sol e estrelas, também foi idéia dele, "para tirar o estigma de que a prostituição é só à noite. Aqui na Tiradentes, elas trabalham o dia inteiro."

Futura integrante da comissão de fundos, Jane Lúcia da Silva Reis, 31, sambava com um vestido igual ao que usará no carnaval -ainda sem decote. "Trazemos novidades que nos identificam com nossa profissão", diz.

O Prazeres da Vida terá um rei, em vez da rainha da bateria, "porque as meninas gostam é de rei", justifica Gabriela Leite.

n.r.: tuuudo é marketing, deixem as "meninas", que coisa!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

"Instintos de defesa exagerados nos impedem de ver as coisas como sendo simples."

Esta verdade eu li no Mike, em atrasdeumolhar.blogspot.com

Fome zero

Sucuri engole bezerro de 150 kg em Minas Gerais

Uma sucuri de cinco metros engoliu um bezerro de seis meses, com mais de 150 quilos, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro. Ela foi encontrada em uma fazenda, imóvel, após ter engolido o animal e foi devolvida à natureza nesta segunda-feira.

Sete agentes da policia florestal capturaram a sucuri para libertá-la nas margens do Rio Paranaíba. Ela expeliu o bezerro dentro do carro em que era transportada.

Esta é a terceira cobra da espécie encontrada na região desde o início do ano.

Veja mais fotos da sucuri.

Achados sarcófagos do período áureo de Roma

Caixões da época do imperador Marco Aurélio estavam
sob um terreno baldio perto da capital

Arqueólogos anunciaram ontem a descoberta de um antigo cemitério romano, com sarcófagos de mármore ainda selados que, surpreendentemente, nunca haviam sido achados por pesquisadores nem por profanadores de túmulos antigos.

— Trata-se de uma descoberta muito incomum, o achado de uma vida — afirmou o arqueólogo Andrea Iannaccone, que coordenou as escavações num terreno baldio nos arredores de Roma.

A mais importante descoberta, segundo os especialistas, é uma tumba contendo cinco sarcófagos do século II, um período áureo de Roma antiga, época em que Marco Aurélio era imperador.

Todos os caixões ainda apresentam os selos originais de chumbo intactos, indicando que não foram violados — algo muito raro em um país em que o roubo de tumbas históricas foi praticado durante séculos sem muito controle.

Embora o solo ácido da região tenha provocado a erosão de parte do mármore das tumbas, Iannaccone acredita que, quando os caixões forem abertos, revelarão não apenas ossos humanos, mas também objetos pessoais.

— Se tivermos sorte e eles tiverem sido pessoas da alta sociedade, encontraremos objetos com os corpos. Se formos azarados, haverá apenas lama — afirmou Iannaccone.

Os arqueólogos começaram a trabalhar na área há alguns meses, quando um empreiteiro pediu permissão para construir casas no terreno abandonado. Ao iniciarem as escavações, encontraram uma estrada, um tanque de água e algumas covas simples, a menos de 40 metros de profundidade. Um pouco mais abaixo, encontraram a tumba circular.

O arqueólogo acredita que mais tumbas devem ser encontradas no sítio, se a equipe tiver tempo e recursos para promover novas escavações.

— Em 25 anos de profissão, nunca me deparei com nada parecido com isso — comemorou Stefano Musco, ao lado de um pequeno sarcófago, certamente de uma criança. — Olhe em volta. É um terreno abandonado. Uma descoberta dessas devolve à área sua identidade, sua história e sua dignidade.

Sarcófagos gregos achados na Turquia

Cinco sarcófagos gregos do século III a.C. são encontrados na Turquia

Cinco sarcófagos gregos provavelmente do século III a.C. foram descobertos durante a construção da nova estrada Selcuk-Kusafasi, na costa turca do Mar Egeu, muito freqüentada por turistas no verão, segundo informaram nesta terça-feira os jornais turcos. Os jornais também informaram que um dos sarcófagos, aberto pelos arqueólogos do museu Selcuk, que chegaram imediatamente ao local, continha ossos de uma menina, que serão em breve expostos no museu de Efeso, um espelho e outros objetos sepultados com ela. Um dos sarcófagos já teria sido saqueado.

A descoberta já provocou um conflito entre a empresa de construção que pretende continuar as obras da estrada e as autoridades locais, apoiadas pelos arqueólogos, que querem que a área seja submetida a escavações, onde os sarcófagos encontrados levam a acreditar na existência de um antigo povoado grego.O prefeito de Selcuk, Vefa Ugur, já ordenou que, por enquanto, os sarcófagos continuem onde estão sob vigilância até que o Ministério do Turismo e da Cultura decida sobre a questão.

terça-feira, 6 de dezembro de 2005

Mostra de Tarsila do Amaral é destaque na França

Artes plásticas e música encerram o ano do Brasil na França

"Antropofagia" - Tarsila do Amaral
As exposições "Morrinho" e "Tarsila do Amaral" e o musical "Brasil Brasileiro" encerrarão neste mês, em Paris, o Ano do Brasil na França, país que durante dez meses vibrou com os ritmos, as cores e a riqueza da cultura brasileira.

As festas natalinas terão sabor brasileiro no Teatro Châtelet de Paris, onde de 21 a 25 de dezembro brilharão bailarinos e músicos do espetáculo "Brasil Brasileiro", dirigido pelo argentino Claudio Segovia e concebido como um afresco no qual aparecem "todos os componentes da nação brasileira" para dar uma "imagem autêntica e resplandecente" do Brasil.

Trata-se de uma viagem pela história da música brasileira com a atuação de 47 artistas, entre cantores, bailarinos e músicos e uma exaltação da relação de todo um povo com a música que se tornou, com o passar do tempo, um dos símbolos de sua identidade.

Desta vez, Claudio Segovia busca inspiração no patrimônio musical brasileiro, como fez em outros espetáculos musicais anteriores, como "Tango argentino", "Flamenco puro" e "Black and blue".

Ao longo do mês, duas exposições excepcionais fecharão com chave de ouro o Ano do Brasil: "Morrinho", projeto audacioso de reprodução de uma favela em miniatura construída pelos moradores do morro do Pereirão, na zona sul do Rio de Janeiro, e a mostra "Tarsila do Amaral 1923-1929", a primeira de caráter pessoal dedicada na França à artista brasileira desde 1926.

Em 1988, Nelcirlan, então com 14 anos, se muda com a família para a favela do Pereirão, no bairro de Laranjeiras. Impressionado com a extensão caótica do morro, vista do alto da favela, o jovem passa a construir, junto com colegas, uma favela em miniatura que reflete todos os detalhes de sua vida cotidiana.

Batizada de "Morrinho", esta instalação tem hoje uma superfície de 250 metros quadrados, e estará em exposição a partir do dia 8 no espaço Point Ephémère de Paris, que a apresenta com o objetivo de exibir uma obra criativa e seus autores, jovens da favela transformados em testemunhas e criadores de seu próprio universo.

Reconhecida como uma das mais importantes artistas brasileiras do século XX, Tarsila do Amaral (1886-1973) foi aluna de Fernand Léger, em Paris, e ao lado do marido, o escritor Oswald de Andrade, autor do Manifesto Antropofágico, foi uma das precursoras do Modernismo no Brasil.

Nos anos 1920, Tarsila passou longas temporadas em Paris, entrecortadas por viagens de volta ao Brasil. De seus professores franceses, aprendeu a construir suas obras com contrastes de formas e cores, mas com estilo próprio, impregnado com a cultura brasileira e caracterizado pela audácia da cor, a vegetação e a valorização do corpo.

A exposição dedicada a ela, que será aberta à visitação na Maison de l'Amerique Latine de Paris a partir de 15 de dezembro, inclui 40 obras, entre pinturas, desenhos e documentos, aos quais se somam algumas obras de artistas franceses que influenciaram sua formação: Albert Gleizes, André Lhôte, Georges Valmier e Fernand Léger.

Iniciado em março passado, o Ano do Brasil na França superou todas as expectativas de sucesso de seus organizadores, inundando o país de um sem-número de manifestações de arte, dança, música, cinema, patrimônio e história brasileiros.

Brigar faz mal à pele

Briga de casais "atrasa cura de ferimentos na pele"

O estresse causado por uma discussão conjugal de meia hora é suficiente para atrasar a cicatrização de um ferimento, mostra um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos.

Para verificar a velocidade com que suas feridas cicatrizavam, os pesquisadores convidaram a participar de uma experiência 42 casais que viviam juntos por uma média de, pelo menos, 12 anos.

Nos casais que brigavam mais, pequenas feridas provocadas pelos cientistas cicatrizaram a uma taxa de 60% da velocidade da registrada nos casais com baixa hostilidade.

Segundo os cientistas, cujo estudo foi publicado pela revista americana Archives of General Psychiatry, os resultados do experimento indicam que os hospitais deveriam tentar minimizar o estresse em pacientes prestes a serem operados.

Isso poderia levar a encurtar o período de internação e economizar dinheiro, de acordo com os responsáveis pelo estudo.

Cada casal que aceitou participar do experimento foi admitido no Centro de Pesquisa Clínica Geral da Universidade de Ohio para duas visitas de 24 horas cada, separadas por um intervalo de dois meses.

Durante cada visita, um dispositivo provocou oito pequenas bolhas uniformes nos braços do marido e da esposa.

A pele foi removida de cada bolha e um outro dispositivo foi implantado diretamente em cada pequeno ferimento. Formou-se uma outra bolha protetora, da qual os pesquisadores puderam extrair fluídos para análise.

Durante a primeira visita, os cientistas pediram a cada casal que conversasse por vários minutos sobre alguma característica ou comportamento que ele ou ela gostariam de mudar neles próprios. Essa foi uma discussão positiva.

Mas, na segunda visita, pediu-se que eles conversassem sobre uma área de desentendimento no casal que normalmente provoca fortes reações negativas.

Análises mostraram que os ferimentos levaram um dia a mais para cicatrizar depois das discussões que eles tiveram na segunda visita.

O professor Jan Kiecolt-Glaser, membro da equipe que realizou a pesquisa, disse que “foi apenas uma discussão conjugal de meia hora. O fato de que mesmo isso pode atrasar em um dia inteiro a cura de ferimentos leves diz que esse processo é de fato sensível”.

Para o professor Steve Bloom, especialista em estresse no Imperial College, de Londres, “esses achados são interessantes e ilustram mais uma vez o controle que a mente tem sobre o corpo”.

Contudo, Bloom disse que a pele é particularmente sensível ao estado emocional. Por exemplo, diz o professor, o aumento do fluxo sanguíneo torna a pessoa avermelhada quando está envergonhada.

Por isso, segundo o professor do Imperial College, seria “especulativo” a partir de uma pesquisa focada na pele tirar conclusões, sobre a cicatrização de grandes ferimentos nos órgãos internos.

n.r.: conclúi-se ser possível salvar a pele do seu "mais-que-tudo" brigando apenas com suas amigas/os!

Sérgio Telles, "Operário Viajante" - S.Paulo

Sergio Telles exibe vibrantes paisagens paulistanas
em nova série de pinturas


O artista plástico Sergio Telles tem a mostra "Operário Viajante", com 32 telas e 10 desenhos inéditos, na Galeria Arte 57, em São Paulo, até 16 de dezembro. Grande parte das obras foi criada no início deste ano, depois que Telles passou por São Paulo em quatro ocasiões, retratando locações centrais e saudosos da metrópole.

Afinal, o carioca de 69 anos é diplomata de carreira, atualmente atuando como embaixador do Brasil na Tunísia, já tendo vivido em cidades como Tóquio, Lisboa, Paris, Genebra e Beirute. "A diplomacia é o protocolo da solidão, e a arte, a mentira da permanência", define o artista.

Sergio Telles tem a propriedade de retratar com cores intensas e gestos expressivos cenas do cotidiano das cidades por onde passa. Além de São Paulo, o artista já pintou paisagens e cenários na França, Líbano, Portugal e África _obras que, pela primeira vez, são apresentadas ao público. Além desse trabalho "exterior", Sergio Telles também apresenta obras de "interior", como suas representações dos ateliês de artistas como Siron Franco, Carlos Bracher e Manabu Mabe.

Na série de quadros que Telles criou a partir de cenários paulistanos, destacam-se paisagens urbanas (como a Rua Santa Ifigênia, esquinas do Bixiga) e fachadas de prédios antigos (Estação Julio Prestes e Anhangabaú, por exemplo). É a linguagem figurativa, iconográfica, de influência clássica, concentrada em temas clássicos, como a natureza-morta e as paisagens.

O poeta e também crítico de arte Ferreira Gullar descreve: "os trabalhos de Sergio possuem o poder de nos conduzir ao mundo fascinante que só existe nos quadros _tessituras de cores e matéria, de tons e meios tons, que vibram como sons, que nos estimulam o olfato, as sensações...". Já o crítico e curador da mostra "Operário Viajante", Olívio Tavares de Araújo, diz que Telles "é um criador visivelmente espontâneo".

A última vez que a obra de Telles foi vista no país foi em 2002, com mostra itinerante que passou pelo MAM da Bahia, pelo Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e no Masp. Fora do Brasil, o artista já participou de exposições no Museu Georges Pompidou e no Museu de Arte Moderna em Paris, por exemplo.

SÉRGIO TELLES - "OPERÁRIO VIAJANTE"
» Onde: Galeria Arte 57 (r. Tatuí, 104 - Jd. Paulista - São Paulo)
» Quando: de 30/11 a 16/12
Seg. a sex., das 10h00 às 19h00; sáb. das 10h00 às 14h00

» Quanto: Grátis
» Informações: (11) 3081-9800 e www.arte57.com.br

A fotografia de Marc Ferrez - S.Paulo



O Corcovado















Rua 1º de março


Uma Janela para o Passado -
Marc Ferrez -
de 30/11 a 20/12
» Onde:EstudioBuck
Rua Lopes do Amaral, 123 - Vila Olímpia - S.P.
» Quando:2as às 6as. das 10h00 às 19h00; sábado das 10h00 às 14h00
» Quanto:Entrada franca
» Informações:(11) 3044-4575 e 3846-4028

Bicho estranho

Nova espécie de mamífero é observada em Bornéu

A organização ambientalista WWF (Fundo Mundial para a Natureza) anunciou a possível descoberta de uma nova espécie de mamífero nas densas florestas de Bornéu.

O WWF obteve duas imagens do animal, que é maior do que um gato doméstico, e tem uma longa cauda.

A população local, segundo o WWF, não havia visto a espécie antes, e pesquisadores dizem que ela parece ser uma espécie desconhecida.

A criatura, que se acredita ser carnívora, foi observada no Parque Nacional Kayan Mentarang, no território indonésio de Bornéu.

Até agora, as imagens são tudo o que existe. Mas elas foram suficientes para convencer Nick Isaac, do Instituto de Zoologia de Londres, de que o animal pode realmente ser novo.
Lêmur bebê
“Nas fotos ele parece um lêmur, mas certamente não deveria haver lêmures em Bornéu”, disse ele à BBC. Os lêmures, primatas com longas caudas, estão confinados à ilha de Madagascar.

“É mais provável que seja um viverrídeo – a família que inclui a fuinha e a algália –, que é um grupo muito pouco conhecido”, disse Isaac.

“Uma das fotos claramente mostra o comprimento da cauda e o quão musculosa ela é. As algálias usam suas caudas para se equilibrar nas árvores, então este novo animal deve passar parte de seu tempo em cima de árvores também.” Algália

Esta pode ser uma das razões para ele não ter sido visto antes. Outra poderia ser que o acesso ao coração de Bornéu está se tornando mais fácil conforme os centros populacionais se expandem e novas estradas são construídas.
A matéria na íntegra aqui.
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