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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Facebook já provocou 28 milhões de divórcios



Um estudo realizado por advogados britânicos mostra que o Facebook é citado em quase todas as causas de separação nos últimos meses.

"Mais de 20% dos pedidos de divórcio fazem referência ao Facebook", revela o director-geral do Divórcio-Online, Mark Keenan, citado pelo 'Expansión'.

"A razão mais apontada tem que ver com conversas sexuais inadequadas com pessoas com quem os utilizadores não as deveriam ter", explica o mesmo responsável.

A dimensão do fenómeno é tal que já há empresas a desenvolver softwares próprios para que as pessoas possam espiar os seus companheiros através das redes sociais.


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Não entendi muito bem pra quê desenvolver um software especial, já que não ter seu/sua companheiro/a em sua lista de amigos, provavelmente deve ser motivo para divórcio.

Taí uma notícia que não me causa espanto. Quem tem um perfil no Facebook já deve ter levado pelo menos uma cantada de um/uma desconhecido/a. Portanto, a rede social só veio facilitar a vida de quem já andava à caça mesmo antes dela existir. E isso vale para homens e mulheres.

E da mesma forma que eles e elas andam à caça, o/a parceiro/a dessas pessoas percebem as escapadelas, ou a intenção destas, por sua cara-metade e acho que é até mais simples (não é à toa que a notícia menciona a "razão mais apontada"), nem deve ser preciso que a conversa tenha um caráter sexual, por menos há motivo para brigas e daí a um divórcio não é um passo tão longo assim.

Percebe-se paqueras, e a intenção das mesmas também, através de comentários que são feitos, pelo tipo de pessoas que são adicionadas, pelas músicas etc. Portanto, da mesma forma que a rede social facilita encontros também facilita a análise do comportamento do outro, principalmente para aqueles que de uma certa forma já não confiam em quem tem como companheiro/a.

Acredito que antes da existência das redes sociais e dos celulares, era muito mais difícil pegar um parceiro/a com outro/a, por motivos óbvios. Hoje, se a pessoa desliga um celular ou o barulhinho (ou a falta dele) é estranho é motivo para o já desconfiado ter um pulgão atrás da orelha.

E antes que alguém comece a "viajar" sobre o que escrevi... há comentários e comentários. Basicamente, o que se espera num relacionamento a dois, além do óbvio amor, é o respeito, e quem se sabe respeitado não se aborrece com comentários de pessoas do sexo oposto no mural de seu/sua companheiro/a.

Enfim, os séculos passam e tudo parece permanecer na mesma, a tecnologia muda mas as pessoas, não. (Cris Caetano)

fonte:Cláudia M. in Facebook

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Mulher descobre através do Facebook que o marido já era casado





Os jornais australianos contam a história de uma mulher recém-casada que soube que o marido já era casado através da Internet.

A senhora de origem chinesa, conhecida pelo nick name de Miss Hiu, nem queria acreditar quando viu as fotos do primeiro casamento do companheiro publicadas no Facebook.

A descoberta aconteceu recentemente, apenas quatro semanas após o casamento. A esposa traída pediu em tribunal a anulação do casamento.

Hu Ling, assim se chama o marido, viajou para Hong Kong para casar com sua ex-namorada em dezembro. "Ele disse-me que ia à China visitar a família", disse Hiu ao tribunal. A pena por bigamia, na Austrália, é punida com cinco anos de prisão.

Não é a primeira vez que um caso de bigamia é descoberto graças ao Facebook. No estado do Ohio, nos Estados Unidos, Lynn France também descobriu fotografias de outro casamento do marido, na página de perfil da outra mulher.


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E já nos tempos do velho e insosso Orkut, se descobria até amantes e ex-amantes. A net é um poço sem fundo para descobrir-se qualquer coisa. Ou se esconde muito, muito bem, ou o melhor é não pertencer à uma rede social ou lembrar-se de criar outro nome para fugir de um confronto com a verdade.

E quanto a mim, parece que minhas amigas me conhecem melhor do que eu me conheço. Eu tento ficar no meu retiro, cuidando de outras coisas, mas me enviam uma notícia dessas e como eu poderia deixar passar? Bem, vou voltando, aos pouquinhos.



fonte:Alexandrina

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Fica a dica






Depois da chateação por receber 4 convites para participar de um certo site de relacionamentos que anda bombando - mas que não direi o nome para não ser processada -, senti uma imensa vontade em comprovar a teoria de que considero sites desse gênero meramente sites de pegação (ou engate).

Pois bem, abri uma conta, obviamente com um nome falso e idade falsa, assim como a cidade onde moro, falsa. O detalhe mais importante: não coloquei uma única foto. E tive em um único dia - no dia da abertura da conta -, 26 candidatos querendo me conhecer. Comprovei a teoria, e deletei o perfil.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Vai divorciar-se? Apague a sua conta do Facebook

Na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos as redes sociais já são apontadas como importantes causadoras de divórcios e usadas como prova em processos litigiosos, sobretudo quando está em causa a guarda das crianças. O fenómeno ainda não parece comum em Portugal, mas está a chegar. Por Patrícia Carvalho (texto) e João Fazenda (ilustração)


Marta sabia que o marido tinha relacionamentos com outras mulheres. Por várias vezes o confrontara com o facto, por outras tantas lhe perdoara. Mas, um dia, Renato disse-lhe que queria o divórcio. Conhecera uma mulher pela Internet, nos fóruns de discussão que os dois membros deste casal, ambos cegos, utilizavam avidamente. A mulher era brasileira, estava do outro lado do Atlântico, e Renato deixou tudo e partiu para o Brasil. "Senti que me tiravam o tapete debaixo dos pés", recorda Marta. Um estudo realizado, recentemente, pela empresa britânica Divorce On-line, indica que o Facebook foi apontado como motivo para 20 por cento dos pedidos de divórcios que chegavam àquele serviço. Nos Estados Unidos, a Associação dos Advogados Matrimoniais revela que, nos últimos cinco anos, aumentou a utilização de dados partilhados nas redes sociais como prova em caso de litígio no casamento. A história de Marta e Renato (nomes fictícios) mostra que o fenómeno já se sente em Portugal.

Marta não culpa a Internet pelo fim do casamento de 22 anos. "As pessoas é que já têm cabeças mal estruturadas. A única coisa que a Internet proporcionou ao meu ex-marido foi conhecer uma pessoa que, de outra maneira, não teria conhecido", diz.

O divórcio aconteceu em 2005, deixando para trás um rasto de traições que Marta sempre colocou em segundo plano, fosse porque conhecera o marido aos sete anos e nunca tivera outro namorado, fosse porque acreditava nas desculpas que ele lhe contava, fosse porque criara a ilusão de que, acontecesse o que acontecesse, era a ela que ele escolhia no final. "Foi o primeiro caso dele pela Internet. Todas as outras mulheres com quem estivera eram pessoas que eu conhecia. A essas, ele podia ter ao mesmo tempo que me tinha a mim. Com uma mulher que morava no Brasil, era mais complicado."

26.885 divórcios em 2008


A separação foi rápida. Em Maio, Marta descobriu o caso. Em Junho, Renato saiu de casa. Em Agosto foi ao Brasil conhecer a mulher por quem se apaixonara nos fóruns de discussão sobre literatura. Em Setembro, regressou da viagem e pediu o divórcio. Em Novembro o casal estava, oficialmente, divorciado. Renato mudou-se para o Brasil, onde arranjou "um emprego mixuruca", nas palavras de Marta. Mesmo que não quisesse, Marta continuou a seguir a vida de Renato pela Net. Ele continuou a participar nos fóruns de discussão, assim como a sua nova companheira. "A Internet é um mundo muito grande e muito pequeno, acabei por saber quem ela era porque comentou, na rede, que tinha um namorado português", recorda Marta.

Hoje, o divórcio já não basta a Marta. Tem um novo relacionamento, com um homem de quem se aproximou através dos mesmos grupos de discussão on-line, e está a tentar obter uma declaração de nulidade de casamento, para poder voltar a casar pela igreja. Motivo apresentado? A infidelidade de Renato. Prova? Uma das mais importantes é um e-mail falado que o ex-marido lhe enviou. "Felizmente guardei esse e-mail onde ele admite que me tinha traído diversas vezes, justificando que eu era muito permissiva, que lhe dei muito espaço e que, por isso, foi procurando o afecto de várias mulheres. Espero que o aceitem como prova", diz.

Somos mais exigentes

A socióloga Anália Torres, autora do livro Divórcio em Portugal, Ditos e Interditos - uma análise sociológica confirma que, por cá, o divórcio tem assumido novos contornos. Mas não os associa directamente à intervenção da Internet na vida dos casais. "As redes sociais são uma maneira de encontrar pessoas, mas não pode ser estabelecida uma relação de causalidade [entre elas e o aumento de divórcios em Portugal]. É verdade que há mais meios para as pessoas encontrarem outras sem saírem de casa, mas não se pode dizer que uma coisa [as redes sociais] produziu a outra [o aumento de divórcio]. Há, sim, maior facilidade de encontros."

O que se passou em Portugal, defende a socióloga, é que um conjunto de factores muito diversos levou a que "as pessoas cada vez menos tolerem estar em relações conjugais de mal-estar permanente", diz. Este aumento de exigência, associado à legalização do divórcio, no período pós-25 de Abril, e ao facto de as pessoas (sobretudo as mulheres) estarem "cada vez menos dependentes do casamento como modo de vida" são as principais razões para os portugueses se divorciarem mais, defende Anália Torres. O número de divórcios duplicou de 1990 para o ano 2000, mantendo uma tendência crescente, ainda que mais moderada, desde essa altura.

Pelo escritório de Maria Filomena Neto, nunca passou nenhum caso de divórcio sustentado nas redes sociais. Nem sequer um caso em que as informações partilhadas em redes como o Facebook, o Hi5, o Twitter ou o MySpace fossem utilizadas como provas em processos litigiosos. Mas esta não é uma preocupação alheia à advogada. "Já disse a dois clientes que se utilizarem as redes sociais estejam absolutamente seguros que o que lá colocam pode ser visto por toda a gente. O problema com estas redes é a falsa sensação de segurança que criam. É muito mais fácil, através destes meios, as pessoas fazerem confidências ao interlocutor, esquecendo-se de que o interlocutor é o mundo", diz.

As cinco regras

Por cá, os portugueses correm o mesmo risco de verem os textos ou fotografias colocados nas redes sociais expostos em processos judiciais de divórcio. Guilherme Oliveira, especialista em Direito da Família, diz que ainda "não há muita experiência" nestes casos, a nível nacional, mas admite que a utilização deste tipo de provas possa ser aceite por um juiz. "Uma rede social, mesmo que seja um espaço relativamente fechado, a que se acede por convite, não é tão fechado como uma carta. E a verdade é que em processos de divórcio a tendência é que as provas tenham sempre alguma dose de violação da intimidade da vida privada. Todos os argumentos avaliados em tribunal são coisas discretas ou secretas", justifica. Por isso, acrescenta: "Admito que esse tipo de prova seja valorado pelo tribunal."

Nos Estados Unidos, onde o fenómeno parece estar já amplamente instalado, um blogue nova-iorquino sobre divórcios, o New York Divorce Report, publicou já um conjunto de cinco regras para quem usa redes sociais e está em processo de divórcio. A saber: não se gabe (se diz a um juiz que não tem dinheiro, não pode depois gabar-se no Facebook das compras extravagantes que fez); não coloque on-line referências a qualquer tipo de festas (na altura de decidir a custódia das crianças, um juiz não simpatizará muito com quem aparece alcoolizado na Net); tenha cuidado com as amizades que aceita na sua rede social (diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és, lá diz o ditado); mantenha os detalhes do divórcio na esfera privada; não "desamigue" (as pessoas precisam de tempo para se ajustar, e retirar da lista de amizades, por exemplo, os ex-sogros pode causar problemas).

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E não esqueçam de apagar a conta do Orkut e do Hi5 também.


A notícia completa, aqui.




fonte:Público
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