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quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Picasso e Candido Portinari voltam para o Masp

Busca por novos suspeitos do furto continuam


Hoje papei mosca por pura falta de tempo, e sofri pensando que a notícia deveria estar aqui, saidinha do forno, mas não deu, desculpem-me! Mas antes tarde do que nunca, vou tentar contar alguns detalhes da volta dos quadros roubados e da mega operação de segurança que envolveu até um helicóptero nos céus de São Paulo.

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As buscas por outros envolvidos no furto de duas telas do Museu de Arte de São Paulo (Masp), segundo afirmou nesta quarta-feira (9) o assistente do diretor do Departamento de Investigaçõe sobre o Crime Organizado (Deic), delegado Maurício Guimarães Soares.



As obras foram encontradas na terça (8) em uma casa em Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo. A devolução ao museu ocorreu na manhã desta quarta (9).

O delegado Soares não quis adiantar detalhes sobre as investigações. “Temos pistas. As diligências prosseguem independente da recuperação dos quadros, que era prioridade nossa. Não podemos falar nada a respeito disso agora.” Ele disse que um dos suspeitos presos já foi levado para o sistema penitenciário e o outro está à disposição da polícia na sede do Deic para auxiliar nas investigações.

Soares classifica o crime como “seríssimo” e disse que as telas recuperadas fazem parte de um patrimônio não só nacional, mas "da humanidade". Segundo ele, esse tipo de ação criminosa não é um problema exclusivo do Brasil.

As duas telas furtadas em dezembro chegaram ao Masp sob aplausos de autoridades e curiosos. Policiais do Grupo Especial de Resgate (GER) da Polícia Civil acompanharam o transporte das obras.

A polícia preparou um grande esquema de segurança para levá-las do Deic ao museu. Uma empresa especializada ficou responsável pelo transporte. Um caminhão climatizado foi utilizado. O veículo deixou a sede da Delegacia de Repressão a Roubos e Extorsões do Departamento de Investigações sobre Crime Organizado (Deic), na Zona Norte de São Paulo, por volta das 10h45.

O deslocamento durou cerca de 10 minutos. Um helicóptero da polícia civil e cerca de 100 policiais do GER acompanharam o percurso.O roteiro do comboio foi definido durante a madrugada.

As telas foram acomodadas com muito cuidado no caminhão. A operação foi acompanhada pela restauradora e conservadora do Masp, Karen Barbosa. Os quadros foram presos à lateral interna do veículo com cintas e uma proteção de espuma para impedir danos às obras.
Os quadros foram embalados com papel especial, com fibras de tecido chamado tyevec - que não adere a pintura. A empresa especializada também trouxe papelões para proteger as obras.

De acordo com a restauradora do Masp, Karen Barbosa, as obras passarão por uma análise mais detalhada assim que chegarem ao museu com o uso de lentes de aumento. Mas aparentemente, os quadros não foram danificados.

Depois da casa arrombada, trancas à porta e ainda bem

O Museu de Arte de São Paulo (Masp) vai reforçar a segurança interna de seu prédio com alarmes e câmeras com infravermelho, que permite ter uma imagem mais nítida de filmagens feitas em ambientes escuros. Os dispositivos serão instalados até sexta-feira (11), quando o museu será reaberto ao público.



A instituição foi fechada para visitação em dezembro devido ao roubo das telas O lavrador de café, de Candido Portinari, e Retrato de Suzanne Bloch, de Pablo Picasso. As obras são avaliadas em US$ 55 milhões, cerca de R$ 100 milhões.



Segundo a assessoria de imprensa do museu, por questões de segurança não será informado quantas câmeras e alarmes vão ser colocados no prédio, nem tampouco onde os equipamentos serão instalados. O órgão informou apenas que a verba para a compra dos dispositivos foi conseguida em parceria com a iniciativa privada, pela Lei Rouanet. O valor dos equipamentos também não foi revelado.

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Para melhorar a segurança externa do prédio, a Polícia Militar colocará uma cabine com funcionamento diário das 7h às 23h em frente ao Parque Trianon e um carro da polícia no espaço Lina Bo Bardi (vão livre do Masp) todos os dias das 23h às 7h. A medida foi anunciada em nota, no mês passado, pelo presidente do museu, Julio Neves, e pelo presidente do Conselho Deliberativo do órgão, Adib Jatene.

Também será colocada, ainda no 1º semestre, uma base fixa de segurança comunitária na calçada do Parque Trianon, com funcionamento 24 horas por dia, em posição que permita a melhor visão do acesso principal do Museu.

Na nota, a direção do museu também citou a instalação de câmeras de longo alcance e alta resolução ao longo da Avenida Paulista, inclusive em frente ao Masp, para operação conjunta das Guarda Municipal com a Polícia Militar.

O vídeo com a notícia, onde podem ser vistos os veículos que participaram no esquema de segurança na devolução das obras ao Masp, pode ser vista aqui.


fonte:G1

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Debret do Masp pode não ser um Debret

Definitivamente, o Masp anda com problemas


No passado dia 20 bandidos entraram e saíram do museu em apenas três minutos levando as telas O Lavrador de Café (1939), de Cândido Portinari, e O Retrato de Suzanne Bloch (1904), de Pablo Picasso, que estavam no 2º andar. Juntas, as telas são avaliadas em mais de 100 milhões de reais, segundo informou a assessoria de imprensa do museu. O Masp, desde então, ficou fechado para a investigação detalhada do caso. Ainda em outubro do ano passado, dois homens invadiram o Masp e renderam os seguranças, tentando chegar justamente ao 2º andar. Naquela ocasião, a polícia paulista não deu detalhes sobre a tentativa de roubo, disseram apenas que os assaltantes fugiram sem levar nada. O Masp enfrenta grave crise. Recentemente, o museu teve o fornecimento de energia elétrica cortado por falta de pagamento.



E agora surge uma nova crise no Masp. Segundo o editor e pesquisador Pedro Corrêa do Lago, O quadro "Índios Atravessando um Riacho", que o Masp (Museu de Arte de São Paulo) atribui ao francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848), não é um Debret.

O pesquisador acaba de lançar um catálogo completo de Debret, com cerca de 1.600 ilustrações. Segundo o pesquisador, a tela que está no Masp há mais de 50 anos não é um Debret porque os índios não têm semelhança com os que viviam no Brasil à época e o europeu que aparece de costas não tem "qualquer característica brasileira".

De acordo com o catálogo, a tela do Masp mostra índios caribes e foi pintada pelo italiano Augustin Brunias (1730-1796), um dos mais importantes pintores que retratou o Caribe do século 18.

A boa notícia para o Masp - que se encontra em inferno astral desde o roubo, no dia 20 de dezembro, das telas "O Lavrador de Café", do brasileiro Candido Portinari, e "Retrato de Suzanne Bloch", do espanhol Pablo Picasso - é que a obra de Brunias, se a atribuição estiver correta, vale cerca de R$ 1 milhão, o que a torna mais valiosa do que a de Debret, que não passa de R$ 700 mil.


fonte:Folha Online
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