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segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Terrorismo cultural

Grupo reivindica furto de Goya em Bogotá


Um grupo que diz lutar contra a "burocracia da arte" reivindicou o furto da gravura do pintor espanhol Goya que desapareceu na quinta-feira em Bogotá, segundo comunicado revelado neste domingo.

O grupo, que se apresenta como Comando Arte Livre S-11 (em referência ao dia 11 de setembro), assumiu ter furtado a obra em uma mensagem enviada para a Fundação Gilberto Alzate Avendaño, onde a gravura "Tristes Presentimientos de Lo que Va a Acontecer" estava exposta.

A nota é entitulada "Goya, tua gravura volta à luta" e defende o furto da obra - que era exibida junto com outras 79 gravuras -- como uma ação da arte livre contra a burocracia.

"Sua gravura rompe as teias-de-aranha do museu e se lança aos combates do presente. Passa para nossas mãos, para as mãos da arte livre de políticos, e aponta agora contra a imagem de todos esses burocratas exploradores do povo", diz a mensagem.

"Goya não está com eles, os oportunistas, mas sim com os oportunos. Por isso sua gravura passa para nossas mãos. Para as mãos do público que não vai a coquetéis, que não paga a entrada (de 2,4 dólares) cobrada pela Fundação Gilberto Alzate Avendaño para ver a exposição".

O coronel Yesid Vásquez, comandante operacional da Polícia de Bogotá, declarou estar analisando o texto, mas que "até agora não há indícios de que esse grupo exista. Pode ser para desviar as investigações, há inconsistências".

Carolina Potes, da empresa Old Masters Art Brokers, que organizou a exposição, estimou que os ladrões estão tentando disfarçar o crime com uma "ideologia política", pois perceberam o tamanho do que fizeram e constataram que "não vão enriquecer, porque não é uma obra de valor comercial". Além disso, "Goya era um burguês e não um combatente das idéias. Tudo isso é falso", argumentou.

A gravura, de 17,8 x 22 cm, corresponde à primeira impressão da série "Os Desastres da Guerra" - realizada entre 1810 e 1814 - e integra o patrimônio cultural espanhol. Segundo os organizadores, a obra está segurada em 4 mil euros.


n.r.: é, pode ser. Mas que há maluco pra tudo, há.


fonte:AFP

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Desenhos "perdidos" de Goya são leiloados por US$7,9 milhões


Três desenhos do mestre espanhol Goya, que durante mais de 130 anos tinham sido dados como perdidos, foram vendidos em leilão nesta terça-feira por 4 milhões de libras (7,9 milhões de dólares), o dobro de seu valor estimado.

Leiloados pela casa Christie's em Londres, os desenhos tinham sido vistos pela última vez num leilão de obras do artista realizado em Paris em 1877. Todos vêm dos célebres álbuns particulares de Goya.

As obras foram vendidas de uma coleção particular suíça e se encontram em condição "excepcional", porque nunca foram emoldurados ou expostos à luz.

O desenho principal dos três é intitulado "Bruxas e Mulheres", que mostra quatro mulheres brigando enquanto voam pelo ar. Esse desenho foi arrematado por 4,5 milhões de dólares, um recorde mundial para trabalhos de Goya em papel vendidos em leilão e mais de o dobro do valor estimado inicial.

O próximo foi "Arrependimento", que mostra um homem sentado orando diante de uma cruz, vendido por 1,9 milhão de dólares. Finalmente, "O Policial Lampinos Costurado Dentro de um Cavalo Morto" foi vendido por 1,5 milhões de dólares.

Abaixo do desenho, Goya fez um breve relato da história de Lampinos, explicando como o policial corrupto e impopular foi castigado pelo povo, sendo costurado dentro de um cavalo morto.



De acordo com a inscrição, Lampinos sobreviveu por uma noite, mas, segundo mostra um desenho subsequente de Goya que hoje está no Metropolitan Museum de Nova York, acabou sendo morto quando a população injetou cal em seu corpo, usando uma seringa gigante.

Ainda nesta terça-feira, dentro de seu leilão de obras dos velhos mestres, a Christie's vai oferecer um trabalho do pintor francês Jean-Antoine Watteau estimado entre 6 e 10 milhões de dólares.

Sua rival Sotheby's vai colocar à venda esta semana o "Retrato de Willem van Heythuysen", de Frans Halls, previsto para ser arrematado por entre 6 e 10 milhões de dólares, além de uma tela do mestre inglês J.M.W. Turner, estimada entre 10 e 14 milhões de dólares.

n.r.: é um gênio, mas sua obra me causa uma certa aflição.


fonte:Reuters
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