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domingo, 25 de abril de 2010

Foi bonita a festa, pá!

VIVA O 25 DE ABRIL









Sei que está em festa, pá
Fico contente
E enquanto estou ausente
Guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com a tua gente
E colher pessoalmente
Uma flor no teu jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, que é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente
Algum cheirinho de alecrim

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente
Um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente
Nalgum canto de jardim

Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente
Algum cheirinho de alecrim





este post foi programado

sábado, 25 de abril de 2009

25 de abril de 1974 - Foi bonita a festa, pá!!!

A primeira vez que me lembro de ouvir essa música, foi na voz da minha mãe.



Desde 25 de abril de 1974, Portugal, um país pequeno, lindo e plantado à beira do Atlântico, berço de poetas, navegadores e conquistadores de terras, se tornou democrático. A ¨luta¨ começou às zero horas e vinte e nove minutos deste dia de abril.



A música original censurada de Chico é uma amostra da época que muitos de nós não chegamos a vivenciar. Relembrar o passado é uma forma de preservamos a liberdade do presente.

E, o Fado Tropical, na época, foi também censurada, mas ONE DAY... a censura acabou e também nos libertamos.

Liberdade é ausência de submissão, é a independência do ser humano.




fonte:YouTube

sexta-feira, 27 de abril de 2007

O 25 DE ABRIL

LIBERDADE E DEMOCRACIA



Somos livres(uma gaivota voava, voava)


Ontem apenas
fomos a voz sufocada
dum povo a dizer não quero;
fomos os bobos-do-rei
mastigando desespero.

Ontem apenas
fomos o povo a chorar
na sarjeta dos que, à força,
ultrajaram e venderam
esta terra, hoje nossa.

Uma gaivota voava, voava,
assas de vento,
coração de mar.
Como ela, somos livres,
somos livres de voar.

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho
num campo cualquer.
Como ela somos livres,
somos livres de crescer.

Uma criança dizia, dizia
"quando for grande
não vou combater".
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista
do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

Ermelinda Duarte


imagem:Café da Insónia
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