Diferentemente do que andam dizendo por aí, não é por que a educação no Brasil é precária que algumas bestas resolvem, do nada, agredirem outras num estádio de futebol e tentam matar-se uns aos outros num prazer que transcende o animalesco, já que os animais matam para comer e não por prazer.
Não sou socióloga, nem psicóloga, mas é só pensar um bocadinho. Caso fosse por falta de educação a Inglaterra nunca teria, em seu passado, a mancha de muitas mortes nos confrontos com os Holligans, e ainda hoje, no dia do jogo entre Milan e Ajax, um confronto entre torcedores deixou 6 feridos sendo que 3 foram esfaqueados, o Milan é da Itália e o Ajax, da Holanda, todos países de 1º Mundo.
Nem tampouco é alguma paixão pelo time preferido, esse tipo de gente se reúne com a intenção de agredir. No jogo que aconteceu no Brasil, a torcida que ganhava o jogo avançou sobre a adversária do nada e já é sabido que avisaram antecipadamente que não levariam mulheres e crianças ao jogo por que não seria seguro.
A questão é bem mais profunda, e não é a escola que vai mudar a agressividade dessas pessoas, falta a eles olhar o próximo como um semelhante, talvez eles não tenham aprendido e nem estejam com vontade de aprender, talvez venham de lares completamente desestruturados, quem sabe? Só se a pedagogia das escolas mudar e passar a fazer o papel de pai e mãe, mas é esse o papel da escola? Falta compaixão, falta dar valor a algo importantíssimo: à vida, que para esse tipo de gente, não vale absolutamente nada, descontam todas as suas frustrações em socos com a intenção de matar o outro.
Não dá para esperarmos que essas pessoas "acordem para a vida" e modifiquem suas ações, eu espero sinceramente, que desta vez o Brasil pratique ações semelhantes às que a Inglaterra tomou contra os Holligans.





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2 comentários:
pois não, Cris.
é no seio da família que se educa, que se dão bons ou maus exemplos...
beijos
Beijos, Luis
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