
Aquele que o meu coração ama
ergueu-se do meu leito e nele esqueceu
as repetidas promessas de um regresso
em que aos meus olhos ensinaria
a única maneira de esconder
o prenúncio de invisíveis desertos
aquele que o meu coração ama
afogou em noites de leite e mel
o rasto dos oásis que
teciam a sede do desejo no meu peito
e bebeu neles as horas de um destino que
me acenava de muito longe
aquele que o meu coração ama
partiu às cegas sem descobrir
as húmidas palavras que se espalham
à sombra dos ciprestes
contando os minutos que faltam
para a vertigem do corpo onde o aguardo
Alice Vieira
foto:CacaoCocoa
ergueu-se do meu leito e nele esqueceu
as repetidas promessas de um regresso
em que aos meus olhos ensinaria
a única maneira de esconder
o prenúncio de invisíveis desertos
aquele que o meu coração ama
afogou em noites de leite e mel
o rasto dos oásis que
teciam a sede do desejo no meu peito
e bebeu neles as horas de um destino que
me acenava de muito longe
aquele que o meu coração ama
partiu às cegas sem descobrir
as húmidas palavras que se espalham
à sombra dos ciprestes
contando os minutos que faltam
para a vertigem do corpo onde o aguardo
Alice Vieira
foto:CacaoCocoa





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4 comentários:
Não conhecia este poema da Alice Vieira. Tão bonito...
Beijinho, Cris.
Confesso que também não o conhecia, mas achei tão lindo que não resisti. :)
Beijinhos, Maria
Como as coisas são! Tive que atravessar o Atlântico para ler algo da Alice Vieira que não conhecia. Valeu a pena a viagem.
Abreijos.
Espero que a "viagem" tenha sido boa... rsrsrs
Abreijos
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