Não estou bem... Há um ano, meu tio, irmão da minha mãe, faleceu. Há menos de um mês, outro tio, mais querido ou tanto quanto o outro, faleceu, e também de uma hora para a outra, chocante! Como creio na vida após a morte, a morte não me pertuba, não me incomoda. Não tenho mêdo de morrer, mas de sofrer tenho muito mêdo, pânico! A saudade, essa sim, me incomoda muito. Perder contatos, já perdi tantos... perder o contato físico de quem partiu dessa vida aqui na terra, também perdi muitos...
Eu rio muito, brinco muito, digo muita bobagem, sou irônica, sou folgada, sou irritadiça, sou moleca, sou anti-preconceito, sou esnobe, sou muita coisa...muitas em uma só, talvez por isso não consiga viver nada pela metade, sempre fui assim, desde criança. Intensa, atrevida, como se o dia pudesse acabar agora, nesse minuto e depois...depois não teria mais jeito, não haveria volta. Festas? Se é para estar é para saborear até a última gota, amanhã, será outra, não essa, nada igual.
Mas tenho de me desmentir. Em algum período da minha vida, não fui nada disso. Fui omissa, não participante, não falante, como uma pessoa que se coloca a boiar numa piscina e fica assim, inerte em movimento (ora, nesse caso é possível, o movimento fica por conta da água, que não é inerte). Terei sido uma fingida sem-vergonha? Não sei. Fingi para mim, as contas nesse caso, ficam pagas e o prejuízo é pessoal. Mas será que não me importava ou tinha mêdo? Sempre tive mêdo de perder. Mêdo não, pavor mesmo! Perdi muito cedo, em pequena, e numa época na qual não era comum uma criança frequentar um psicólogo, levei muitos anos superando só, sem a ajuda de ninguém, duas grandes perdas. Claro que ainda me refiro à elas, preciso me lembrar desse divisor de águas. Hoje me esforço para não fugir à menor indicação que tal poderá acontecer. E mesmo que o futuro demonstre o contrário, morro de mêdo, mas aguento.
Não gosto de morar sozinha, mas aprendi muito bem a viver sozinha, inevitável para quem é filha única, mas também já morei sozinha. Adoro gente, todos, principalmente as que sorriem, porque me fazem sorrir ainda mais. Hoje espalhei sorrisos para tudo quanto foi lado, que é bastante diferente de dar sorrisos por aí a qualquer um ou uma. Ri muito, porque encontrei mais de uma amiga ao mesmo tempo o que nem sempre acontece.
Mas tudo aquilo que foge da lógica me confunde.Acho, não, tenho certeza de que não entendo de sentimentos. Sou totalmente ignorante, sou muito lógica e quase sempre me sinto perdida nesse emaranhado das sutilezas. E se falo de sentimentos, sempre é no sentido abrangente do termo, não falo da relação homem/mulher, é muito pessoal, não cabe aqui. E é aí que me estrepo sempre, nunca entendo nada. Gosto demais que se importem comigo, aliás, sim, tenho períodos de imensa carência, confesso! Me derreto quando se importam comigo e não disfarço. Pago um preço sempre alto quando me entrego inteira, mas não posso me arrepender, eu não quis assim? Aguenta, Maria! Aguenta!
A essa altura da vida, com tantos aninhos feitos, já sei que é traço de personalidade: ser desligada, distraída, porque quero sempre resolver montes de coisas em tempo recorde a ponto de me dar conta de estar entre duas pistas só quando buzinam - meu anjo da guarda é ótimo -, acho que um cockpit para mim seria perfeito. Esticar o braço aqui ali, o pescoço, enquanto isso, o olho direito já está atento a outro detalhe. E sou intensa de carinho e sentimentos, não economizo. Uma lépida borboleta saltitante. Ah...mas em compensação, quando vem o tombo, é duro, duríssimo. Fazer o quê? Não há quem seja chato e sobreviva? Conheço vários...um porre de gente, cheios de nhém-nhém-nhém...
E há dias, em que não aguento o mundo, sorri o que podia, e preciso de colo e não encontro unzinho sequer... não é a primeira vez e não será a última. Amanhã vai ser outro dia!
Eu rio muito, brinco muito, digo muita bobagem, sou irônica, sou folgada, sou irritadiça, sou moleca, sou anti-preconceito, sou esnobe, sou muita coisa...muitas em uma só, talvez por isso não consiga viver nada pela metade, sempre fui assim, desde criança. Intensa, atrevida, como se o dia pudesse acabar agora, nesse minuto e depois...depois não teria mais jeito, não haveria volta. Festas? Se é para estar é para saborear até a última gota, amanhã, será outra, não essa, nada igual.
Mas tenho de me desmentir. Em algum período da minha vida, não fui nada disso. Fui omissa, não participante, não falante, como uma pessoa que se coloca a boiar numa piscina e fica assim, inerte em movimento (ora, nesse caso é possível, o movimento fica por conta da água, que não é inerte). Terei sido uma fingida sem-vergonha? Não sei. Fingi para mim, as contas nesse caso, ficam pagas e o prejuízo é pessoal. Mas será que não me importava ou tinha mêdo? Sempre tive mêdo de perder. Mêdo não, pavor mesmo! Perdi muito cedo, em pequena, e numa época na qual não era comum uma criança frequentar um psicólogo, levei muitos anos superando só, sem a ajuda de ninguém, duas grandes perdas. Claro que ainda me refiro à elas, preciso me lembrar desse divisor de águas. Hoje me esforço para não fugir à menor indicação que tal poderá acontecer. E mesmo que o futuro demonstre o contrário, morro de mêdo, mas aguento.
Não gosto de morar sozinha, mas aprendi muito bem a viver sozinha, inevitável para quem é filha única, mas também já morei sozinha. Adoro gente, todos, principalmente as que sorriem, porque me fazem sorrir ainda mais. Hoje espalhei sorrisos para tudo quanto foi lado, que é bastante diferente de dar sorrisos por aí a qualquer um ou uma. Ri muito, porque encontrei mais de uma amiga ao mesmo tempo o que nem sempre acontece.
Mas tudo aquilo que foge da lógica me confunde.Acho, não, tenho certeza de que não entendo de sentimentos. Sou totalmente ignorante, sou muito lógica e quase sempre me sinto perdida nesse emaranhado das sutilezas. E se falo de sentimentos, sempre é no sentido abrangente do termo, não falo da relação homem/mulher, é muito pessoal, não cabe aqui. E é aí que me estrepo sempre, nunca entendo nada. Gosto demais que se importem comigo, aliás, sim, tenho períodos de imensa carência, confesso! Me derreto quando se importam comigo e não disfarço. Pago um preço sempre alto quando me entrego inteira, mas não posso me arrepender, eu não quis assim? Aguenta, Maria! Aguenta!
A essa altura da vida, com tantos aninhos feitos, já sei que é traço de personalidade: ser desligada, distraída, porque quero sempre resolver montes de coisas em tempo recorde a ponto de me dar conta de estar entre duas pistas só quando buzinam - meu anjo da guarda é ótimo -, acho que um cockpit para mim seria perfeito. Esticar o braço aqui ali, o pescoço, enquanto isso, o olho direito já está atento a outro detalhe. E sou intensa de carinho e sentimentos, não economizo. Uma lépida borboleta saltitante. Ah...mas em compensação, quando vem o tombo, é duro, duríssimo. Fazer o quê? Não há quem seja chato e sobreviva? Conheço vários...um porre de gente, cheios de nhém-nhém-nhém...
E há dias, em que não aguento o mundo, sorri o que podia, e preciso de colo e não encontro unzinho sequer... não é a primeira vez e não será a última. Amanhã vai ser outro dia!





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