Foram aprovadas pelo Senado um pacote com novas regras eleitorais. Dizem os especialistas que estas novas regras poderão beneficiar a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Poderão ser vetadas na campanha de TV, cenas de denúncias e de depoimentos ocorridas nas CPIs que investigaram o mensalão e o valerioduto.
Outra, ainda mais absurda, não responsabiliza criminalmente tesoureiros envolvidos em caixa dois. Significa que a responsabilidade passa a ser do político, sendo que este possui imunidade parlamentar e qualquer tentativa de "punição" será uma grande piada.
Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir como aplicar a proibição. Caso entenda que a proibição de cenas externas se aplica a imagens de arquivo, a oposição - PSDB - não poderá usar as imagens na propaganda eleitoral gratuita - que inicia em agosto - das denúncias e depoimentos feitos nas CPIs contra o governo e o PT.
Mas como por aqui, as leis costumam deixar muitas brechas, ainda não se sabe ao certo se a aplicação desta nova lei eleitoral poderá ser efetivamente aplicada para a eleição deste ano.
A esta altura docampeonato, creio que deixa de ser importante quem possa lucrar com esta nova regra, mais importante é o fato de quem perde com isso. Perde, pela falta de informação. É óbvio que, como sempre, seremos nós, os eleitores.
Os especialistas já criticam as mudanças, dizem que "isso é cercear o direito do eleitor de ter informaçõs", disse o diretor-presidente da ONG Transparência, Cláudio Weber Abramo.
Para Cláudio Abramo, conforme entrevista concedida ao jornal "O Globo", as mudanças, em linhas gerais, estão destinadas a reduzir a informação para o eleitor. Analisando cada uma das questões aprovadas ou reprovadas ontem pelo Senado, ele explica:
"Com as mudanças nas regras para rádio e TV, nenhum dos candidatos poderá mostrar, por exemplo, gráficos sobre uma proposta referente ao Imposto de Renda. Ou mesmo fotos do Lula acendendo o charuto do Delúbio ou o Valério de braços dados com o Eduardo Azevedo. Isso é cercear o direito do eleitor de ter informações sobre o programa do candidato ou seus antecedentes" - argumenta.
Uma das medidas mais polêmicas aprovadas pelo Senado, a de não responsabilizar criminalmente tesoureiros envolvidos com caixa dois, também é criticado por ABRAMO.
"O candidato não age sozinho numa campanha" - disse ele, criticando aind o fato da nova lei não exigir a identificação dos doadores durante a campanha, pela internet, mas só depois da eleição, como acontece hoje.
fonte: Jornal O Globo
Outra, ainda mais absurda, não responsabiliza criminalmente tesoureiros envolvidos em caixa dois. Significa que a responsabilidade passa a ser do político, sendo que este possui imunidade parlamentar e qualquer tentativa de "punição" será uma grande piada.
Caberá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidir como aplicar a proibição. Caso entenda que a proibição de cenas externas se aplica a imagens de arquivo, a oposição - PSDB - não poderá usar as imagens na propaganda eleitoral gratuita - que inicia em agosto - das denúncias e depoimentos feitos nas CPIs contra o governo e o PT.
Mas como por aqui, as leis costumam deixar muitas brechas, ainda não se sabe ao certo se a aplicação desta nova lei eleitoral poderá ser efetivamente aplicada para a eleição deste ano.
A esta altura docampeonato, creio que deixa de ser importante quem possa lucrar com esta nova regra, mais importante é o fato de quem perde com isso. Perde, pela falta de informação. É óbvio que, como sempre, seremos nós, os eleitores.
Os especialistas já criticam as mudanças, dizem que "isso é cercear o direito do eleitor de ter informaçõs", disse o diretor-presidente da ONG Transparência, Cláudio Weber Abramo.
Para Cláudio Abramo, conforme entrevista concedida ao jornal "O Globo", as mudanças, em linhas gerais, estão destinadas a reduzir a informação para o eleitor. Analisando cada uma das questões aprovadas ou reprovadas ontem pelo Senado, ele explica:
"Com as mudanças nas regras para rádio e TV, nenhum dos candidatos poderá mostrar, por exemplo, gráficos sobre uma proposta referente ao Imposto de Renda. Ou mesmo fotos do Lula acendendo o charuto do Delúbio ou o Valério de braços dados com o Eduardo Azevedo. Isso é cercear o direito do eleitor de ter informações sobre o programa do candidato ou seus antecedentes" - argumenta.
Uma das medidas mais polêmicas aprovadas pelo Senado, a de não responsabilizar criminalmente tesoureiros envolvidos com caixa dois, também é criticado por ABRAMO.
"O candidato não age sozinho numa campanha" - disse ele, criticando aind o fato da nova lei não exigir a identificação dos doadores durante a campanha, pela internet, mas só depois da eleição, como acontece hoje.
fonte: Jornal O Globo





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