quinta-feira, 30 de novembro de 2006


Poema sobre a recusa


Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.

Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda.


Maria Teresa Horta
foto:Christian Coigny

Apagar-me


Apagar-me
diluir-me
desmanchar-me
até que depois
de mim
de nós
de tudo
não reste mais
que o charme.



Paulo Lmeminski
foto:Nikola Novotny

A ti e ao vento


As mãos
tocaram as bordas finas
dos teus lábios
teu corpo inteiro – percorri;
a salinidade do teu suor e lágrimas
e a doçura do vinho que é a tua saliva
junto com o fruto proibido:
essa vontade de te cobiçar;
delírio pleno – devorador;
é estar contigo por te conter...

Tuas carícias/ toques de cetim
tomam minha calma
e todo o amor do mundo
dedicado a ti,
e ao Vento;
que leva a minha saudade;
e te traz à tona
a mim...



Ana Cristina Souto
foto:Christian Harkness

iF Design 2007

Anunciados os projetos brasileiros vencedores do selo 2007

Cachaça Canabacana, da DIA IF design, associação alemã que concede anualmente, desde 1954, um selo de distinção a objetos de design em todo o mundo, divulgou a lista dos vencedores deste ano, que serão convidados a participar da tradicional exposição da instituição em Hannover em março de 2007.


Das 150 inscrições enviadas pelo Brasil, foram selecionadas 19 pelo júri do evento. As inscrições brasileiras são feitas em parceria com a Design Excellence Brazil, organização associada ao Ministério do Desenvolvimento do Brasil, à Apex (Agência de Promoção de Exportações e Investimentos) e à Câmara de Comércio Brasil-Alemanha.

Cuba Quadrada, da Facilities do Brasil


Os premiados de 2007 foram: HB Adornos, Faro Design, Decameron Design, DI Planejamento Visual, Facilities do Brasil, Marton, Termolar, Fernando Prado, DI Planejamento Visual, GAD Design, Studio Lumen, Questto Design, Sincro Design e Vanessa Espínola & Dayane Queiroz.


Luminária Bossa de Fernando Prado da Lumini

O iF Design é uma das mais reconhecidas premiações do design industrial do mundo e tem cinco grandes categorias: Marca, Materiais, Comunicação, Produtos e um segmento voltado especificamente para a China. Dentro da categoria de produtos, em que estão 18 dos vencedores brasileiros, há 12 subcategorias, entre as quais Iluminação, Escritório, Computadores, Medicina, Design Público e de Interiores, Utilidades domésticas e residenciais e Embalagem.

Chaise Paulistana da Flávia Pagotti, da Decameron



fonte:UOL

quarta-feira, 29 de novembro de 2006

Oswaldo Guayasamín na Caixa Cultural - RJ



Talento revelado aos 8 anos, aos 13 ele ingressou na Escola de Belas Artes de Quito. Tornou-se um mestre da pintura latino-americana, admirado pelo poeta chileno Pablo Neruda. A obra do artista equatoriano Oswaldo Guayasamín (1919-1999) ocupa a mostra na Caixa Cultural Rio desde esta terça-feira, dia 28.

Guayasamín – Uma América Pintada
exibe cinqüenta telas de grandes dimensões, além de trinta desenhos, vídeos e livros sobre o artista, selecionados pelo curador espanhol Adolfo Montejo Navas no acervo da fundação que leva o nome do pintor.



Guayasamín – Uma América Pintada
» Onde:
Caixa Cultural Rio
Avenida Almirante Barroso, 25, Centro

» Quando:Ter. a dom., das 10h às 22h.
» Quanto:grátis
» Informações:(21)2262-5483


fonte:Veja Rio on-line

"Albergue Espanhol" - selva Amazônica

Mamori Art Lab




No coração da selva Amazônica e criado por espanhóis, o Marmori Art Lab inventa uma nova forma de ensinar arte formando uma "tribo" composta por estudantes do mundo todo.

O "albergue do espanhol" é como ficou conhecido pela comunidade do Lago Mamori o "Albergue Espanhol" situado num ponto longíquo, a oito horas de Manaus. O "Albergue" pertence a Cédric Klapisch e reúne passaportes de todas as nacionalidades e idades que convivem debaixo do mesmo teto enquanto estudam.

A sede do Mamori Art Lab não é apenas uma casa de madeira na floresta que mantém durante a noite inteira o gerador ligado, hábito incomum na comunidade local que vive da pesca e cultivo da mandioca. Há dois anos, ou há dois verões (europeus) - como descreve a jornalista Luciana Stein, autora da matéria - estudantes e profissionais da música, design, fotografia, arquitetura e cinema do mundo todo criam projetos inspirados na natureza da Amazônia.

O albergue é uma casa verde com teto de palha que se confunde com a mata, nela, grupos de sete a doze alunos dormem, comem e produzem composições com sons da selva, objetos com design inspirados na arquitetura da natureza e projetam abrigos e casas com materiais locais. Entre as décadas de 1960 e 1980, universitários brasileiros participaram do Projeto Rondon - plano criado pelo governo militar que levou centenas de voluntários a regiões carentes do país durante as férias. O Mamori Art Lab lembra essa jornada ao interior da Amazônia - mas é paga em euros (cerca de 650) e tem o objetivo de gerar produtos culturais.

A iniciativa mais parece a Fabrica, escola criada pela Benetton no norte da Itália para estimular a criatividade de seus participantes. Ao contrário da experiência italiana, no entanto, o Mamori Art Lab não restringe a participação a estudantes de até 25 anos - algo fundamental, em se tratando de liberdade de criação. Entre os 36 participantes dos workshops estão desde jovens em curso universitário até um sessentão com vasta experiência na construção de telhados com a palha da área.

Interessados? Veja mais sobre a matéria no link do título e faça parte do grupo na selva.



fonte:Revista Trip

Calder no Brasil - RJ

Depois da temporada na Pinacoteca do Estado, em São Paulo, chega ao Rio de Janeiro a exposição "Calder no Brasil", em cartaz no Paço Imperial até 11/2/2007, com 50 obras do artista plástico norte-americano Alexander Calder (1898-1976).

Sob curadoria de Roberta Saraiva, historiadora e diretora do Museu Lasar Segall (SP), a exposição apresenta pinturas, desenhos, estudos e as famosas esculturas móveis - móbiles, segundo denominação dada por Marcel Duchamp -, obras que colocaram Calder como um dos maiores artistas plásticos do século XX.

A mostra também revela a relação do artista com o Brasil, país que visitou diversas vezes e que nos anos 50 participou de duas edições da Bienal de São Paulo (1951 e 1953), além da coletiva inaugural do MAM-SP e e de exposição individual no MAM-RJ, entre outros eventos.

CALDER NO BRASIL
» Onde: Paço Imperial
(Praça XV de Novembro, 48. Centro.
Informações: 21 2533-4407)
» Quando: de 28/11 a 11/2/2007
Terça a domingo, das 12 às 18h.
» Quanto: Grátis


fonte:UOL

segunda-feira, 27 de novembro de 2006


Sonho



Não sei se as tuas mãos me tocaram
Tão leves as tuas mãos que nenhuma marca ficou
Tão leves que certamente só me sonharam
Ou as sonhei porque as queria na minha pele
Árida de carícias
Ávida das tuas mãos.
Não sei se foste tu que escreveste com saliva poemas no meu corpo
Poemas rios que me molharam e segredaram
Palavras por ti nunca antes ditas
Não sei se senti rios e pensei poemas
Deserta que estava de palavras e saliva.
Não sei se no meu corpo o teu mora
Tão tênue teu corpo
Tão breve sonhar.



Encandescente
foto: Peggy Washburn

Três autores que desisti de ler

Recebi uma tarefa blogueira do Eduardo Tetera (http://inconscientecoletivo.blogspot.com), que por sua vez recebeu do João Áquila(http://joaoaquila.zip.net) , que havia recebido a incubêmcia das mãos da Cris(http://crisb.zip.net) . A tarefa consiste em escrever sobre três autores que desisti de ler. Dizer quais é fácil, mas o porque é a parte mais difícil.
Comecei desistindo de Jorge Amado. Pois é. Grande e internacionalmente reconhecido escritor brasileiro, baiano, cheio de cores e cheiros; talvez por tantas cores e tantos cheiros durante tanto tempo, apenas através dos livros, acabaram me deixando empanturrada. Lembro que meu "assunto" com o Jorge Amado terminou em Farda, Fardão , Camisola de Dormir, o primeiro capítulo foi difícil, acho que pensei que estava crescida e precisava conhecer novos mundos (leio Jorge desde os 10 anos - trabalho escolar).

Percebo a mesma situação com Agatha Christie, sempre devorei compulsivamente sua obra - adorava ler policiais e suspense - assim como devorava incansavelmente Maurice LeBlanc, eu me apaixonei por Arsène Lupin, o ladrão de casaca, será que alguém se lembra do livro A Condessa de Cagliostro? Envolvente, certamente. E como depois de crescida percebi que fidelidade literária é uma grande bobagem, passei a seguir minha intuição e foi assim que já há 2 livros, não leio Paulo Coelho, já não me susrpreende, não me instiga, gosto do que já li dele e mantenho a boa lembrança dos seus textos, mas viver bem é andar para a frente sem olhar para trás e isso é válido para a literatura. Para mim, o melhor livro é o próximo.

domingo, 26 de novembro de 2006

Sabor português

Ana Cristina Reis é editora do caderno Ela, do jornal O Globo, onde escreve todos os sábados. Adoro. E Ana Cristina andou, há um tempo, em férias por terras lusas e tem escritos textos interessantíssimos sobre sua viagem, mas o de ontem tem um sabor diferente, um algo mais delicioso.
Não escondo a minha paixão, ou amor (tenho sentimentos calmos e intensos ao mesmo tempo) pelo Porto. Porque é cinza, porque é hospitaleira, porque come-se e bebe-se muito bem por lá, porque parte da minha família é de lá e porque morei lá muitos anos e fiz amigos. Não faltam motivos para eu gostar de Portugal e do Porto. O texto da jornalista é saboroso e remete a saudades, conheço todos estes cantinhos da cidade e essa gente maravilhosa. Para quem não conhece, vale a pena o encanto da turista.



Exageros em Portugal

Estava no Aeroporto Sá Carneiro, no Porto, esperando a hora de embarque para o Brasil, quando soube do regulamento europeu de bagagem de mão. Um repórter fazia entrevistas no saguão. Dona Maria Alcina Almeida, moradora de Ruivães, em Vila Nova de Famalicão (não faço idéia de onde fica, mas não perderia a chance de escrever Vila Nova de Famalicão), ia visitar o filho que mora em Paris.

Previdente, foi com o marido antes à agência de viagens, para se informar sobre as restrições. Nada de líquido, gel, pasta loção, aerosol e afins. Mas não avisaram o casal que havia limite para a bagagem de mão.
- Levo uns frangos e um bacalhau para o meu filho em Paris. Tive de pagar 98 euros por quatro quilos a mais. Tudo isso é um exagero! - reclamou dona Maria Alcina.

Carlos zevedo, embarcaria para Palma de Maiorca, também não estava gostando nada daquela história.
- Tem alguma coisa a ver com terrorismo levar umas sandes (sanduíches, em português de Portugal) para comer? É um exagero!

Quando o assunto é comida, os portugueses não são exagerados, são exageradíssimos.

Dias antes, eu jantava com amigos no Porto. Era na Ribeira, com vista para Vila Nova de Gaia e para o Rio Douro pontilhado com reflexos da Lua. Na verdade, eram as luzes da cidade, mas lembrança que se preza é sempre mais romântica.
- Por favor, esta sobremesa tem ovo?
- Ora, pois! Não tem um: tem 20, 30 ovos.
E extravagantemente detalhistas quanto ao alcance, entorno e consequência das refeições. Ninguém me contou; eu vi. O homem parecia um anúncio de Ralph Lauren: ondulados cabelos castanhos, olhos azuis, calça jeans desbotada, jaqueta de camurça cor de camelo e relógio cromado - o pacote completo. O restaurante era o Cafeína, na Foz (a Ipanema do Porto). O homem era primo de uma amiga brasileira.

Pensando na boa vizinhança das relações Brasil-Portugal - não queria ser óbvia, pedindo bacalhau - perguntei se ele me sugeriria um prato.
- Gosto imenso do bacalhau - respondeu o primo.
Com razão. O bacalhau com broa, brócolis e alho me apeteceu imenso. E ainda pensava nele, quando, no carro, o primo me ofereceu uma pastilha de hortelã.
- É por causa do alho. O ideal seria um grão de café, que elimina por completo o cheiro, mas não temos café aqui.

O português é deliciosamente exagerado quando é anfitrião. Como foi o doutor Eugénio Branco, dono da vinícola Quinta do Portal, e um fidalgo do Porto - uma redundância, porque nove entre dez portuenses são cavalheiros.
Doutor Eugénio nos recebeu com lombo de pescada branca, linguadinhos fritos, gambas (camarões, em português de Portugal), percebes (o mais feio crustáceo, parece um pé sujo e enrugado, mas o gosto é de mar limpo), sapateiras e santolas.

Sapateiras e santolas são aparentadas. A diferença entre esses tipos de caranguejos é, adivinhe?, exageradamente sutil. Mas sutilezas não floresciam entre os brasileiros naquele jantar. Embalados por vinhos, disputávamos lugares-comuns para descrever a diferença de sabores.
- A sapateira é fresca, gloriosa, tenra.
- A santola é mais acentuada, mais doce.
- A santola é onírica.
- Se não fosse estragá-la, comeria a sapateira com lágrima nos olhos.
- A santola é igual a beijo na boca.
- Ah, é? Pois a sapateira é um orgasmo!
- Não exagera!

Se é beijo ou orgasmo, você decide. Porque tenho alma generosa, divulgo aqui o endereço onde são servidas as melhores sapateiras portuguesas do mundo. É no Restaurante Rosinha: Avenida Serpa Pinto, 731, em Matosinhos. Telefone:229378281.

email: ana.reis@globo.com.br



n.r.:eu já sabia da proibição, mas não tinha pensado nos detalhes. Bacalhau, não digo, mas... uns queijitos da Serra e umas garrafinhas de azeite? É problema? Se for, mal, isto está muito mal, não tem graça nenhuma. Gente, será que diminuíram o peso da bagagem de mão?
Ah! E vale a pena dizer, que no Porto comemos muito bem e nem por isso somos todos gorduchos! E como há gente bonita...ai ai :)


fonte: Jornal O Globo
foto: a Ribeira, no Porto com a vista de Gaia.

sexta-feira, 24 de novembro de 2006

Corram, "V" de Vingança

Dica fumegante

Li no Blog dos Quadrinhos que neste sábado às 16 hs, o desenhista da minissérie "V de Vingança", David Lloyd, dará duas palestras em S.Paulo, sendo a primeira na Fnac Pinheiros, na av. Pedroso de Moraes, 858. Paulo Ramos, o autor do Blog é o mediador do debate.

A segunda palestra corre na próxima segunda-feira, às 20h, na Universidade Mackenzie, rua da Consolação, 930. O evento será conduzido por Octavio Cariello, desenhista e professor da Quanta Academia, que organiza a palestra com a editora Casa 21. As duas palestras são gratuitas.

O inglês David Lloyd chegou ao Brasil no fim da semana passada. Ele vai desenhar a capital paulista para a série "Cidades Ilustradas", da editora Casa 21. Já foram publicados seis volumes da coleção, que mostra as cidades brasileiras sob o traço de diferentes ilustradores.


fonte:Blog dos Quadrinhos

Lei 8.547 - Incentivo a doação de sangue

O texto que se segue é da autoria do Carlos, Beco dos Bytes e anuncia uma lei bacana para incentivar a doação de sangue.

"Neste nosso querido Brasil, dia após dia surgem leis e projetos de leis que parecem verdadeiras piadas de humor negro. Mas de vez em quando, também surgem leis muito bacanas. Um exemplo é a lei 8.547 que foi publicada no Diário Oficial no dia 29 de Agosto e que prevê o direito de pagar meia entrada em teatros, museus, cinemas, parques, estádios e outros para os doadores regulares de sangue. O doador regular de sangue, segundo a lei, é aquele que está registrado no hemocentro de seu estado ou nos bancos de sangue dos hospitais.

Essa é uma lei muito bacana pois dá um incentivo a mais para as pessoas ajudarem a quem possa precisar. Nunca sabemos se um dia vamos precisar de uma transfusão, mas com certeza, vamos gostar de poder recebê-la caso seja necessário, assim como qualquer outra pessoa. Doar sangue não dói, ajuda alguém num momento difícil e ainda vai te dar um copo de refresco com biscoito no final e a dispensa desse dia no trabalho. Tá esperando o que para ir lá doar?"

DOE SANGUE. TÁ ESPERANDO O QUE?


fonte:Beco dos Bytes

quinta-feira, 23 de novembro de 2006


Frase do dia:


"A inveja é uma merda!"


n.r.:que os mais sensíveis me perdoem a má palavra.



foto: envy, the green-eyed monster

quarta-feira, 22 de novembro de 2006

O Brasil de Marc Ferrez

Marc Ferrez nasceu no Rio de Janeiro em 1843, apenas quatro anos após a fotografia ser inventada oficialmente por Louis Daguerre, na França. No início da década de 1860 começou a fotografar. Em 1867, abriu seu próprio estabelecimento, no Rio. Em 1870, se tornou fotógrafo da Marinha Imperial.



A exposição "O Brasil de Marc Ferrez", na Galeria de Arte do Sesi, recupera um pouco da esquecida e trepidante atmosfera da segunda metade do século 19. A mostra foi revista e ampliada após passar por Rio, Poços de Caldas, Porto Alegre e Paris e reserva um de seus módulos justamente para as fotos de vapores, cruzados e veleiros.

A produção de Ferrez se torna histórica e mais intensa a partir de 1875, quando passa a trabalhar na Comissão Geológica do Império, o que o leva a viajar pelo Brasil. Ferrez constitui a partir daí o acervo mais rico de imagens do Brasil, sem paralelo com outros fotógrafos.

Cascata, floresta da Tijuca (RJ), c. 1875. Negativo original em vidro. Colódio 18 x 24cm

O fotógrafo também ficou conhecido pelo grande rigor na forma de elaborar suas composições, além de pesquisar novas soluções técnicas que o levaram a obter, por exemplo, negativos em chapa de vidro com a incrível dimensão de 1,10 metros.

O Brasil de Marc Ferrez
» Onde: Galeria de Arte do Sesi
Av. Paulista, 1313, tel. 0/xx/11 3146-7405)
» Quando: de ter. a sáb., das 10h às 20h;
dom. das 10h às 19h; até 4/3
» Quanto: entrada franca
» Informações: (11) 3146-7405


n.r.:vale a pena dar uma conferida.


fonte:Folha Online

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Violência


São 18 horas e 51 minutos e escuto à distância, uma rajada de tiros, talvez de uma favela distante, ou mesmo de um possível confronto com policiais. Mais outro fim de dia e ficarei com o som na minha mente. Não terei notícias no jornal da noite sobre o acontecimento, é mais um momento de rotina nas ruas da cidade.


foto:Rodolfo Oliveira

"Pentiti!"

Manara desenha Mozart
Desenho e ilustração de Milo Manara
Texto de Rudolph Angermueller



Milo Manara, cujo nome original é Maurilio Manara, é um autor italiano de banda desenhada humorística, mais conhecido pela vertente erótica da sua obra.



A Associação Mozart Italia, no âmbito do projeto Mozartways (www.mozartways.com) pela celebração do 250º aniversário de seu nascimento idealizou com a colaboração do artista Milo Manara, do professor Rudolph Angermueller - Secretário Geral da Internationale Stiftung Mozarteum Salzburg e da Editora Leopoldo Bloom, o livro "Pentiti!", que ilustra a trilogia de Mozart, "Don Giovanni, Così fan tutte e As Bodas de Figaro.

No Brasil, o livro de 48 páginas sai pela Editora Pixel.



fonte:AMI news
tradução livre:Cristina Caetano


segunda-feira, 20 de novembro de 2006

Para começar a semana


"All I want is the wind in my hair
To face the fear not feel scared"




foto:Cristian Coigny

sábado, 18 de novembro de 2006

Violência contra a mulher

A lei contra a vítima


Antes que eu seja mal interpretada, (é sempre bom explicar, e aprendi com o grande mestre João Ubaldo Ribeiro) que não venho aqui culpabilizar o autor do texto e menos ainda os advogados brasileiros de uma maneira geral, longe disso, apresento o caso como é analisado através da nossa caquética lei penal, onde os buracos que se apresentam em diversos pontos da lei, acabam por colocar a vítima em segundo plano numa ação onde ela deveria ser o personagem principal. Não basta apenas querer que a vítima seja a protagonista, a nossa vida e ações estão formalizadas dentro da caótica sociedade brasileira onde somos todos obrigados a viver. Mas se houvesse morte, aí sim, a vítima passaria a personagem principal da trama na qual foi envolvida. Nosso dia a dia parece uma novela de péssima qualidade, repetitiva e desgastada.

Encontrei na internet um texto da autoria de Marcelo Lauar Leite, bacharelando em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte, de ontem, dia 17, que levanta, para mim, uma questão interessante e didática sobre a violência seguida de seqüestro pela radiologista que ficou sob a ameaça de uma arma apontada pelo seu ex-marido durante 10 horas dentro do ônibus 499 no Rio de Janeiro.

Não são exatamente estas as palavras de Marcelo Lauar Leite, vale a pena me explicar mais uma vez que por enquanto, o discurso é meu. Seria assim que eu começaria o meu "lógico" texto, já que ser obrigada a entrar num veículo sob a ameaça de uma arma por pessoa conhecida ou não, e se manter presa durante um bocado de tempo junto de outras pessoas que também foram impedidas, a princípio, de saírem do veículo, e só conseguir ser libertada pela ação da polícia (ao mesmo tempo em que era continuamente espancada pelo dito cujo, o ex) e de negociadores especializados em ações deste tipo, seria na minha simples idéia de leiga e cidadã, um seqüestro, mas não é! E aí está a parte interessante!

E quanto ao "papel da mídia", eu questiono o que está logo ali abaixo descrito. Será que foi ela que fez parecer a ação um seqüestro, ou nós, energúmenos diante dos códigos das leis brasileiras é que só conseguimos, - talvez pela nossa atual frieza diante de tanta violência - enxergar somente desta forma? E não terá sido mesmo, ou é mais uma das várias interpretações que a nossa lei vigente permite? De novo sou obrigada a explicar (que coisa chata) que tenho consciência que o algoz não é um bandido comum, que a situação é claramente passional. Acho que quem soube e leu sobre o assunto concorda comigo, até porque não fui em quem descobriu a pólvora, foi dito pelos representantes da polícia militar.


Vejamos então o que diz o texto e a explicação da nossa lei em vigor, cujo título é uma pergunta:


Maior seqüestro em ônibus da história do país?


"1 INTRODUÇÃO

Na última sexta-feira, a nação brasileira foi surpreendida por mais um retrato da insegurança pública do país: o mais longo "seqüestro" a ônibus já acontecido no país, fato que, de acordo com os jornais e demais meios de comunicação em massa, superara inclusive o famoso caso da linha 174 no Rio de Janeiro. Neste, Sandro do Nascimento, sobrevivente da chacina da Candelária, seqüestrou o ônibus que perfazia o percurso Central-Gávea na cidade fluminense.

No caso recente, faz a mídia parecer que estamos diante de um mesmo caso, onde só se mudam os personagens e o local do crime - o ônibus 499 (Cabuçu-Central). Dessa vez, André Ribeiro da Silva, vendedor ambulante, é o personagem principal de mais uma história de suspense que, apesar da incidência midiática, está longe de ser entretenimento televisivo.

Poderia este despretensioso artigo se debruçar sobre enfoques psico-sociológicos válidos sobre os fatores que engendraram no "seqüestrador" a vontade de cometer o ato acompanhado por toda a nação. O questionamento que se fará, todavia, desembocará na dogmática jurídica: o que ocorreu na linha 499 fora realmente um seqüestro?

2 TIPO PENAL E CASO CONCRETO

Traz o diploma substantivo penal pátrio:

Seqüestro e cárcere privado

Art. 148 - Privar alguém de sua liberdade, mediante seqüestro ou cárcere privado:

Pena - reclusão, de um a três anos.

Os passageiros do ônibus mostraram-se uníssonos: não foram obrigados a permanecer dentro do veículo. O que houve foi que a tensão do momento da abordagem e o nervosismo do autor da ação abordadora imbuíram nos demais passageiros um medo biologicamente explicável, mas que foge à caracterização do tipo penal.

Consoante a lição de Guilherme de Souza Nucci (2006, p. 621-622):

Privar significa tolher, impedir, tirar o gozo, desapossar. Portanto, o núcleo do tipo refere-se à conduta de alguém que restringe a liberdade de outrem, entendida esta como o direito de ir e vir [...]. O importante é detectar a intenção do agente para a tipificação do delito correto: se o autor age com a intenção de reter a vítima por pouco tempo para que não pratique determinado ato, é constrangimento ilegal; se atua com vontade de reter a vítima para cercear-lhe a liberdade de locomoção, é seqüestro. (grifo nosso).

De fato, não se trata de um seqüestro, mas de um mero constrangimento ilegal. Ao entrar no ônibus, o autor ordenou às vítimas que se abaixassem, ato que, em abstrato, tinha um único escopo: evitar possíveis reações ou tentativas heróicas de salvamento por pessoas não competentes a tal ato. Tão logo passada a fase da surpresa, os passageiros só se conservaram no local da ação por medo de possíveis atos de inibição por parte do autor, dado o seu descontrole emocional.

Não houve, todavia, nenhuma ordem que tolhesse ou impedisse os passageiros de exercer sua liberdade de ir e vir. Trata-se, pois, de constrangimento ilegal, in verbis: "Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda". Com uma arma de fogo em punho, houve o constrangimento no sentido de forçar os passageiros a se abaixarem.

Abdicamos da análise das demais infrações cometidas pelo autor, como o porte de arma e possíveis lesões corporais.

Desta feita, concluímos que o "mais longo seqüestro da história do Brasil" não passou, juridicamente, de um mal entendido próprio das interferências midiáticas em querelas pertinentes à seara jurídica.

REFERÊNCIAS

Nucci, Guilherme de Souza Nucci. Código Penal Comentado. 6. ed. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2006.

UOL. Universo On Line. Disponível em www.uol.com.br.

PORTAL TERRA. Disponível em www.terra.com.br."


Bem, nem todos os passageiros foram uníssonos. Os últimos, que ficaram até o fim das negociações, além de uníssonos foram solidários com a senhora por temerem que algo pior acontecesse e acreditaram que se mantendo no veículo ficaria mais fácil persuadir o agressor a se entregar.

Utilizei o texto do Marcelo Leite apenas como referência para falar do que é mais importante no contexto, a violência contra a mulher e aproveito o gancho que ele me dá sobre o caso da Candelária e lembro que nenhum representante dos direitos humanos apareceu oferecendo apoio à tal senhora, mas se ela fosse um bandidão, num segundo apareceriam, como é habitual. O ex-marido, camelô, claramente não é um bandido, vale a pena repetir, porém, é um agressor. A violência contra as mulheres ainda é vista como um mal menor, mais uma vez o debate foge do principal, da violência específica contra a mulher, que merecia uma análise mais profunda, e em consequentemente leis mais rígidas, palavras que incluisem, marido, namorado, amante, companheiro nas leis, da mesma forma que existe uma lei para a criança e o adolescente.

A radiologista havia registrado 3 boletins de ocorrência na delegacia contra o dito cujo, onde ela inclusive já havia afirmado que ele possuía uma arma, além disso, está separada dele a mais de um ano e mesmo assim as nossas leis não foram capazes de protegê-la.

Houve o trauma psicológico, o trauma físico através de fraturas no rosto e outras mazelas no corpo, e não está previsto em lei algum apoio por parte da saúde pública a esta mulher. Desta vez não houve morte, mas quantas Cristinas e Angelas Diniz ainda vão ter de apanhar ou morrer nas mãos dos namorados, dos maridos para que se modifique a lei de forma mais eficaz, talvez preventiva, mas certamente mais rígida contra esses covardes?

E quanto à mídia mediática, somos todos livres para desligar o botão da televisão, caso não haja opção quanto a mudança de canal.


fonte:Jus Navigandi - Portal Jurídico

sexta-feira, 17 de novembro de 2006

Utilidade do Google em diagnósticos médicos

O uso de ferramentas de busca na internet pode ajudar os médicos no diagnóstico de casos difíceis, segundo descobriu uma pesquisa de médicos australianos publicada no site da revista científica British Medical Journal.

A equipe de pesquisadores utilizou o Google para buscar informações sobre os sintomas de 26 casos. Em 15 deles o buscador online mostrou o diagnóstico correto.

Os autores do estudo dizem que o Google pode ser “uma ajuda útil”, mas os especialistas britânicos dizem que a internet não deve substituir os médicos.

O Google é a ferramenta de buscas mais popular da internet, com acesso a mais de 3 bilhões de artigos médicos, e a busca por informações médicas é um de seus usos mais comuns.

Os pesquisadores, liderados pelo médico Hangwi Tang, disseram que o Google pode ser “uma ferramenta útil” para diagnosticar condições com sintomas e sinais particulares e que podem ser facilmente usados como palavras para busca.

Porém eles dizem que uma busca bem-sucedida depende de um usuário “humano especialista” e que portanto os pacientes teriam menos chances de sucesso em se auto-diagnosticar pela internet.

“Os computadores conectados à internet estão em todos os lugares nas clínicas médicas e nos hospitais. Informações úteis sobre as síndromes médicas mais raras podem ser encontradas e analisadas em uma questão de minutos”, diz o artigo.

“Nosso estudo sugere que em casos de diagnóstico difícil, é comumente útil usar o Google para o diagnóstico”, afirmam os autores. “Os serviços de busca na internet como o Google estão se tornando a mais nova ferramenta em medicina clínica, e os médicos precisam se tornar proficientes em seu uso.”

A conclusão do estudo, porém, foi criticada por Mayur Lakhani, presidente da Faculdade Real de Clínicos Gerais. “A internet não é de nenhuma forma um substituto para os médicos – sua avaliação clínica e sua experiência serão sempre necessárias para dar sentido à informação”, diz.

“Em vez disso, a rede deveria ser vista como uma forma de apoio para os médicos e seus pacientes.”

Uma porta-voz da Associação de Pacientes disse: “Os médicos têm um conhecimento bem amplo no que se refere ao diagnóstico de problemas de saúde, mas deveríamos nos preocupar se eles estiverem usando sites da internet para fazer diagnósticos”.

“O que aconteceria se eles dessem informações erradas aos pacientes? Além disso, muitos desses sites não têm credibilidade. Há muitos sites bons por aí, mas nós também sabemos que há muitos deles que não têm credibilidade.”

n.r.: não sou médica e muitas vezes solucionei minhas dúvidas através de pesquisas médicas no Google, mas sempre recorrendo à análise posterior de um médico. Acredito que vem sendo uma ferramenta bastante utilizada já há muito tempo por leigos em medicina. Por estes e outros benefícios, acho que as vantagens da internet superam suas desvantagem pelo bem da sociedade de uma maneira geral.


fonte: BBC Brasil

Franceses menos conservadores

Royal é escolhida candidata socialista na França


Ségolène Royal será a candidata socialista à Presidência da França na eleição do ano que vem, após vencer dois rivais nas primárias do partido na quinta-feira.

Royal, de 53 anos e mãe de dois filhos, espera se tornar a primeira mulher a presidir o país.

Ela conseguiu uma vitória ampla sobre o ex-ministro das Finanças Dominique Strauss-Kahn e o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius, evitando assim um segundo turno da votação.

Seus dois rivais reconheceram a derrota e disseram que é importante que os socialistas esqueçam suas diferenças e se concentrem na eleição presidencial, marcada para o dia 22 de abril.

O principal concorrente de Royal da direita deve ser o ministro do Interior Nicolas Sarkozy, apesar de ele não ter sido ainda apontado oficialmente candidato.

As pesquisas mais recentes sugerem que Royal teria maiores chances de bater Sarkozy na eleição presidencial do que seus dois adversários nas primárias socialistas.

A campanha para as primárias foram marcadas por duros ataques entre os pré-candidatos.


fonte:BBC Brasil

Tesouros do Senhor de Sipán - S.Paulo

Pinacoteca estréia mostra com objetos de civilização peruana extinta há quase 1500 anos




Descoberto em 1987 durante uma tentativa de saque que acabou frustrada, o sítio arqueológico da região de Sipán fornece, para a exposição que a Pinacoteca inaugura neste sábado, dia 18, um panorama bastante diversificado dessa civilização que dominou o norte da costa peruana há mais de 1500 anos.

Em "Tesouros do Senhor De Sipán - O Esplendor da Cultura Mochica", os mochica ou moche revivem em mais de 200 peças, entre manequins trajados como monarcas, guerreiros e sacerdotes, conjuntos de cerâmicas e adornos trabalhados em cobre e outros metais. A curadoria é do arqueólogo e professor peruano Walter Alva, diretor do Museo Tumbas Reales de Sipán e responsável pela exploração do sítio de Sipán -palavra que no idioma nativo remeteria à Lua e a seu culto.

Anteriores aos incas, os mochicas construíram pirâmides com rampas e sistemas de irrigação para a região desértica que habitaram entre os séculos I e VII. Eram regidos por um líder que misturava os poderes religioso e político, e acreditavam que a vida após a morte seguia paralelamente a esta. Por isso, eram enterrados com bens e riquezas que os ajudariam a seguir cumprindo suas obrigações em outro plano -daí a abundância de materiais encontrados na região das tumbas.

TESOUROS DO SENHOR DE SIPÁN - O Esplendor da Cultura Mochica
» Quando: 18/11/06 a 7/1/07. Horários: terça a domingo, das 10 às 18h.
» Onde: Pinacoteca do Estado de São Paulo, Praça da Luz, 2.
» Quanto: R$ 4,00 e R$ 2,00 (meia). Grátis aos sábados.
» Informações: Telefone -(11) 3229-9844


fonte:UOL

quinta-feira, 16 de novembro de 2006

Dia do Dominó 2006




Profissionais cuidam dos últimos detalhes para o Dia do Dominó 2006. O objetivo é tentar bater o recorde mundial pela oitava vez consecutiva, em Leeuwarden, na Holanda. Centenas de construtores de 13 países instalaram cerca de 4,4 milhões de pedras de dominó por várias semanas


fonte:UOL

Domínio corporal perfeito


Ismael Ivo, representante da dança moderna brasileira, apresenta cena da ópera de Mozart "Apollo e Jacintho". A foto da apresentação, que aconteceu ontem em Berlim, Alemanha.


fonte:agência AFP

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