segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Aldemir Martins (1922 - 2006)

Sua arte passou a colorir outra dimensão

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O artista plástico Aldemir Martins em seu atelier (2001)



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"Bumba Meu Boi" (1962)



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Capa do livro "Aldemir Martins por Aldemir Martins"


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Paço das Artes - Temporada 2006, S.Paulo

O ano de 2006 nesta segunda-feira (dia 6) no Paço das Artes, com a abertura de sua primeira Temporada de Projetos do ano. A mostra apresenta quatro jovens artistas com trabalhos individuais e a "Laisle Entertainment", que traz um apanhado bastante atual de videoarte, extraído do site La Isle (www.laisle.com) por seus organizadores, os videoartistas Carlo Sansolo e Erika Fraenkel.

Trabalhando conceitos como a utilização e a apropriação do espaço, a participação do espectador na realização da obra e a ressignificação de objetos, os artistas selecionados para a Temporada são Carla Zaccagnini, Chico Togni, Patrícia Osses e Juliano de Moraes.

A "Laisle Entertainment" tem trabalhos vindos de todo o mundo, com abordagens que privilegiam a experimentação dentro da linguagem do vídeo. Alguns dos nomes que compõem a seleção são Paul Rowley David Philips, a dupla mm não é confete, Pascal Lièvre, Niklas Goldbach e Marco Paulo Rola.


Exposição
» Onde: Paço das Artes
Av. da Universidade, 1 - Butantã, região oeste.
» Quando:
Abertura 6/2. Até 5/3.
Ter. a sex.: 11h30 às 19h. Sáb. e dom.: 12h30 às 17h30. Abertura 6/2. Até 5/3.
» Informações: tel. (11) 3814-4832

Loteamento de mansão de milionário

Mansão poderá ser usada para pagar pensão de metalúrgicos

A residência de Ira L. Rennert na região de Hamptons, construída com as riquezas de seu império industrial, sobreviveu a processos de vizinhos irados, apelos à comissão de zoneamento local e até a uma tentativa de documentário de Michael Moore.

Mas surge outro desafio. A agência federal que assegura as aposentadorias e pensões parece decidida a reivindicar a mansão de 29 quartos de frente para o mar, juntamente com outros bens de Rennert, para garantir que ele entregue centenas de milhões de dólares em pensões prometidas para funcionários e aposentados da usina de aço WCI Steel em Ohio.
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Na maioria dos casos de insolvência de pensões, a agência federal Pension Benefit Guaranty Corp. [Corporação para Garantia de Benefícios de Pensão] não tem alternativa senão absorver as obrigações do próprio fundo de pensão. Isso porque a companhia patrocinadora abriu falência e raramente há dinheiro suficiente escondido em entidades vinculadas que valha a pena procurar.

Mas segundo Carol Connor Flowe, uma ex-advogada do PBGC, o império empresarial de Rennert apresenta a rara oportunidade de uma falência com os bolsos cheios. Entre muitos dos bens de Rennert está sua casa no valor de US$ 185 milhões.

Com uma audiência marcada para segunda-feira (6/2) no Tribunal de Falências dos EUA para o Distrito Norte de Ohio, em Akron, a agência de pensões não quis discutir especificamente o caso de Rennert. Mas "em todo processo em que houver valor que possamos buscar para cobrir as obrigações de pensão, vamos fazê-lo", disse Randolph J. Clerihue, um porta-voz do órgão.

Rennert provavelmente não perderá sua propriedade em Sagaponack, Nova York, a maior e mais cara residência dos Hamptons, um sofisticado balneário próximo à cidade de Nova York. Mas é um alvo especialmente tentador por causa de seu valor pessoal para Rennert.

Para evitar que o governo a penhore, ele poderá ser obrigado a entregar até US$ 189 milhões - quase o valor da propriedade - para cobrir os custos do governo de pagar as pensões que ele prometeu aos metalúrgicos.

O primeiro passo nesse processo ocorreu na sexta-feira (3). O órgão de pensões foi ao tribunal para confiscar o fundo de pensão dos metalúrgicos.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

O nabo na UTI

Nabo gigante entre a vida e a morte na UTI comove o Japão

Dúvidas a respeito do estado de saúde de um nabo gigante está causando comoção no Japão e ganhando espaço nobre nos noticiários do país.

O espécime do tipo daikon, um ingrediente muito utilizado na cozinha japonesa, foi levado à unidade de terapia intensiva de um centro de pesquisas agrícolas depois que um sujeito cortou um pedaço da parte superior do vegetal.

O "supernabo" conquistou a admiração do público quando começou a crescer numa calçada da cidade de Aoi, no ano passado.

Mas ele foi atacado também no ano passado por um desconhecido. A administração regional local vem tentando, desde então, fazer com que o rabanete cresça a partir de sua parte de cima, que foi amputada pelo autor do ataque.

Agora há uma expectativa de que seja possível extrair as sementes ou o DNA do nabo gigante. As folhas murchas do vegetal foram cuidadosamente colocadas em uma caixa frigorífica e acompanhadas por um grupo de repórteres e cinegrafistas em seu trajeto rumo a um centro de pesquisa agrícola.

Mais tarde, noticiários da TV mostraram cientistas com aventais brancos anunciando com seriedade prognósticos para as condições do vegetal.

Por comiseração houve o batismo e o vegetal chama-se Dokonjo Daikon, ou nabo com espírito de luta. Acredito que com esta atitude os japoneses pretendam que o mundo reze pelo restabelecimento do nabo. Muito louvável.

Amemos o próximo - nabo - como a nós mesmos.


fonte: BBC Brasil

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2006


Mandamento

Deixa-me levar-te por maus caminhos
Levar-te a cometer desatinos
Fazer-te perder a cabeça
Dá-me a tua mão
Deixa-me guiar-te
Vamos cair em todas as tentações
Cometer só pecados originais
Não veniais
Pecados carnais.
Faremos do corpo evangelho.
Quero escrever contigo um novo testamento
E um novo mandamento:
Amarei o teu corpo acima de todas as coisas
Amarás o meu corpo tanto quanto amo o teu.
E cumprido o mandamento
Construiremos o Paraíso
E seremos eu e tu
Deuses únicos e primeiros.


Encandescente, in Encandescente - Colecções Polvo, Editora Rui Brito
"Bacchanale" - Salvador Dalí

China proíbe exibição de "Memórias de uma gueixa"

Tabu é preconceito

O filme americano Memórias de uma Gueixa foi proibido na China após ter sido alvo de críticas da mídia chinesa. A decisão de usar as atrizes chinesas Ziyi Zhang e Gong Li nos papéis principais como mulheres japonesas causou polêmica na China.

Os críticos dizem que o fato mostra insensibilidade por causa das atrocidades cometidas pelo Japão em sua ocupação da China nos anos 1930.

O filme indicado ao Oscar, baseado em um romance de Arthur Golden de 1997, seria lançado na semana que vem.

A decisão ocorreu após a noticiada proibição do também indicado ao Oscar "O Segredo de Brokeback Mountain", considerado muito controverso para ser mostrado na China, onde a homossexualidade é tabu.

A Sony Columbia Tristar Pictures disse que Memórias de uma Gueixa não será lançado na China “por causa da resposta social negativa que o filme provocou em vários meios de comunicação”. “Estávamos gratos com a aceitação do filme em novembro e ficamos desapontados com essa decisão”, disse um porta-voz da companhia.

Cópias ilegais do filme, porém, já estão disponíveis na China, uma das principais fontes de cópias piratas de DVDs para o Ocidente.


fonte: BBC Brasil

Obras de de Cézanne, Soutine e Vlaminck são encontradas

Parece resolvido o mistério em torno do roubo de sete pinturas avaliadas em cerca de US$ 30 milhões de Cézanne, Soutine, Vlaminck e Utrillo, há quase 30 anos.

As pinturas, parte da coleção da família Bakwin, foram roubadas em 1978 em Massachusetts e levadas para Mônaco. Agora estão na casa de leilões Sotheby's, em Londres, à espera de uma decisão judicial.

O Art Loss Register (ALR), organismo criado em 1991 para rastrear os objetos de arte desaparecidos, tenta recuperar quatro das obras roubadas, confirmou hoje à EFE seu fundador, Julian Radcliffe.

São dois quadros de Chaim Soutine, e outros dois de Maurice de Vlaminck e Maurice Utrillo. Outro quadro desaparecido, uma natureza morta de Paul Cézanne chamada "Garrafa e fruta", foi devolvido ao proprietário, Michael Bakwin, depois de longas negociações feitas por Radcliffe.

Ruth e Henry Bakwin, milionários da costa Leste americana, compraram sete obras nos anos 20. Michael, seu filho, herdou as pinturas, que desapareceram de sua casa quando estava de férias.

Em 1999, a ALR encontrou as pinturas na Rússia. Um acordo sem pagamento de resgate garantiu a devolução do Cézanne das mãos de uma sociedade panamenha chamada "Erie International Trading Company" em troca da desistência, pelo proprietário, da posse das outras pinturas roubadas.

Radcliffe impôs então como condição que a "Erie" declarasse oficialmente que não estava envolvida no roubo original nem tinha ligações com os criminosos.

No início do ano passado, a companhia enviou os outros quadros para Sotheby's para vender. O Art Loss Register argumentou que o acordo firmado antes não tinha validade legal.

Na quinta-feira devia ter acontecido o julgamento, no Alto Tribunal Britânico, para determinar a propriedade das pinturas, mas a companhia panamenha não compareceu nem enviou representante.


foto: "Fillete en robe rouge" (1927), de Chaim Soutine, foi um dos quadros roubados há quase 30 anos.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Assassino de sapos na mata atlântica

O fungo Batrachochytrium dendrobatidis
invade a mata atlaântica


Como se os anfíbios da mata atlântica já não tivessem problemas suficientes, o fungo que está sendo considerado um dos principais responsáveis pelo desaparecimento de muitas espécies do grupo acaba de ser identificado em várias áreas do ecossistema mais ameaçado do Brasil.

Os dados, levantados por pesquisadores do Brasil e da Costa Rica ao analisar exemplares de sapos, rãs e pererecas preservados em museus, indicam que pelo menos cinco espécies da mata atlântica já estão contaminadas pelo fungo parasita Batrachochytrium dendrobatidis.

Embora peça cautela ao interpretar os resultados, Ana Carolina Carnaval, pesquisadora da Universidade da Califórnia em Berkeley que coordena o estudo, diz que se trata de "um alerta, um sinal amarelo". A urgência pode ser ainda maior quando se leva em conta que parece haver uma correlação entre o aquecimento global e a expansão do fungo pelo mundo. "Os dados disponíveis no Brasil são condizentes com a idéia da interação fungo-clima levando a declínios populacionais, ainda que não a comprovem", diz ela.

No dia 11 de janeiro uma notícia da AFP falava sobre um estudo publicado no semanário científico britânico Nature, onde revelava que o aquecimento global havia varrido da face da Terra dois terços das espécies de sapos que habitam as florestas tropicais da América Central.

Que 67% das 110 variedades do sapo harlequim e do sapo dourado desapareceram da América tropical nos últimos 20 anos. Os autores acusam esse fungo,'Batrachochytrium dendrobatidis', que se desenvolve na pele do sapo e, eventualmente, mata o anfíbio.

O estudo chefiado por Alan Pounds, da organização de Preservação da Floresta Tropical Monteverde, na Costa Rica afirma que episódios de fungos estão claramente ligados com o aquecimento global causado pelo homem.

Uma questão importante é saber por que esse extermínio está ocorrendo para muitas espécies que vivem em hábitats quase intocados pelo homem. As suspeitas recaíram na mudança climática, mas não há evidências científicas para provar este vínculo.

"Com as mudanças climáticas promovendo doenças infecciosas e corroendo a biodiversidade, a urgência de reduzir as concentrações de gases causadores de efeito estufa agora é irrefutável", diz o artigo.

"(...) Com a elevação das temperaturas, as flutuações do clima podem cruzar o limiar de alguns patógenos, causando surtos. Espera-se que muitas doenças se tornem mais letais ou se espalhem mais rapidamente à medida que a Terra esquentar", continua.


fonte: Folha Online e AFP

Música para ninar

A melodia parece ninar e ninar parece aconchego. Dá calma porque é seguro, mas é sempre melancólico. O bebê é feliz aninhado no colo quente de sua mãe. O adulto é feliz aninhado no colo de seu amor. E quando algum amor acaba como nessa letra, melancolia se torna aconchego e é igualmente feliz. Fica-se pequeno porque o corpo instintivamente, se enrola; apenas protegido em si mesmo, regenera-se. (C.C.)

Seamisai

Non dire no, che ti conosco e lo so
Cosa pensi
Non dirmi no.
È già da un po' che non ti sento
Parlare d'amore
Usare il tempo al futuro per noi
E non serve ripetere ancora che tu mi vuoi
Perché ora non c'è quel tuo
Sorriso al mattino per me
Perché non mi dai più niente di te

Se ami sai quando tutto finisce
Se ami sai come un brivido triste
Come in un film dalle scene già viste
Che se ne va, oh no!
Sai sempre quando una storia si e chiusa
E non si può più inventare una scusa
Se ami prendi le mie mani
Perchè prima di domani
Finira

E non si può
Chiudere gli occhi e far finta di niente
Come fai tu quando resti con me
E non trovi il coraggio di dirmi che cosa c'è
Sarà dentro di me come una notte
D'inverno perché
Sarà da oggi in poi senza di te

Se ami sai quando tutto finisce
Se ami sai come un brivido triste
Come in un film dalle scene già viste
Che se ne va, oh no!
Sai bene quando inizia il dolore
E arriva la fina di una storia d'amore
Ma se ami prendi le mie mani
Perché prima di domani
Te ne andrai, non sarai
Qui con me.


letra: Cheope - música: G.Carella

foto: Stanmarek

Prêmio "Correntes d'Escrita"

Bernardo Carvalho e Tabajara Ruas concorrem a prêmio em Portugal

Foi anunciado hoje que os escritores brasileiros Bernardo Carvalho e Tabajara Ruas estão entre os dez finalistas do Prêmio "Correntes d'Escritas" deste ano que concede 10 mil euros ao vencedor.

Podem concorrer ao prêmio autores de obras escritas em qualquer das línguas faladas na Península Ibérica que tenham publicado um título no ano anterior à entrega do prêmio.

Entre os finalistas há três espanhóis, Rosa Montero, Juan Manuel de Prada e Carlos Ruiz Zafón; quatro portugueses, António Lobo Antunes, Mário Cláudio, Francisco José Viegas e Dulce Maria Cardoso, e um angolano, José Eduardo Agualusa.

Bernardo Carvalho foi selecionado por "Magnólia", e Tabajara Ruas concorre com "Perseguição e Cerco a Juvêncio Gutierrez". As obras dos finalistas portugueses são "Boa tarde às coisas aqui embaixo" de António Lobo Antunes, "Gêmeos" de Mário Cláudio, "Longe de Manaus" de Francisco José Viegas, e "Os meus sentimentos", de Dulce Maria Cardoso. O angolano José Eduardo Agualusa apresentou este ano a obra "O Vendedor de passados".

A espanhola Rosa Montero concorre com "La loca de la casa", Juan Manuel de Prada foi selecionado por "La tempestad", e Ruiz Zafón, por "La sombra del viento".

O júri que deve conceder o prêmio é formado por três escritores, Lídia Jorge, ganhadora em 2004 do primeiro prêmio "Correntes d'Escritas" - o prêmio foi criado a dois anos -, Pedro Sena-Lino e Patrícia Reis, e pelas professoras universitárias Fátima Marinho e Maria Lúcia Lepecki.

O nome do vencedor será anunciado no dia 16, na sessão de abertura do encontro de escritores "Correntes d'Escritas" deste ano na presença da ministra de Cultura portuguesa, Isabel Pires de Lima.

Nas duas edições anteriores, as obras premiadas foram "O vento assobiando nas gruas", de Lidia Jorge, e "Duende", de Antonio Franco Alexandre.

O prêmio será entregue no dia 18, durante o encerramento do encontro de escritores ibéricos, no Auditório Municipal de Póvoa de Varzim, em Portugal.



fonte: UOL/Agencia EFE

O "Livro das Deusas"

O Livro reúne mitos e rituais de 40 deusas

As deusas estão presentes nas mais diversas tradições, e seu conhecimento revela muito do universo feminino. Imagens, mitos e rituais mostram o que cada uma delas tem a ensinar. O "Livro das Deusas", lançado pela Publifolha, reúne 40 deusas, do Oriente ao Ocidente.

O livro é totalmente ilustrado e traz também breves rituais de como enfrentar os medos, proteger o lar, encontrar um amor, entre outros desejos dos leitores. Há sínteses sobre deusas como Vênus, Tara, Sophia, Ísis, Athena, Afrodite, Baba Yaga, Pacha Mama, Iansã, Oxum, Maria, entre outras.

A obra foi uma criação coletiva do Grupo Rodas da Lula, formado por dez mulheres que se dedicam a recuperar os mitos de deusas das mais diversas tradições. No Espaço Rodas da Lua, em Brasília, o grupo exercita e ensina danças circulares sagradas, meditação, canto e a arte de contar histórias. O "Livro das Deusas" foi concebido por Marilda Donatelli e realizado com a colaboração das demais integrantes do grupo.

"O Livro das Deusas"
Autoria: Grupo Rodas da Lua
Editora: Publifolha
Páginas: 96
Preços: R$ 22
Onde comprar: Pelo site da Publifolha,
nas principais livrarias ou
pelo televendas 0800-140090


fonte: Folha Online

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2006

Arte de Cuba, CCBB - S.Paulo

Reúne a produção cubana do século XX

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El centro y la periferia, de Arturo Montoto


Já está aberta no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo, a mostra "A Arte de Cuba" que ocupa quatro andares do prédio. A mostra reúne 117 obras de 61 artistas, do acervo do Museu Nacional de Bellas Artes de Cuba e de coleções particulares, desde a vanguarda do modernismo à produção contemporânea.

A divisão das obras pelas salas e andares induz a um trajeto pelos movimentos que marcaram a história artística da ilha ao longo deste período.

Nomes como Victor Manuel, Eduardo Abela, Marcelo Pogolotti ("Fuerza de Trabajo" e "Obreros y Campesinos") estão ali representados.

Também a influência do surrealismo na obra de de Wilfedro Lam, artista cubano de maior reconhecimento internacional. Logo na entrada do segundo andar, uma sala dedicada exclusivamente ao pintor reflete o contato deste com André Breton e o movimento nos anos 40.

A sala dedicada aos anos 60 e 70 mostra a temática refletida nos quadros de Antonia Eiriz ("Los Caídos", de 1965) e Raúl Martínez ("Martí e la Estrella", de 1966).

Instaladas no subsolo, as obras feitas a partir dos anos 80; Douglas Pérez retrata um jogo de baseball entre Cuba e os EUA; Flavio Garcia transforma a foice e o martelo em personagens de fábula tropical e Fernando Rodríguez constrói um altar que mistura santos padroeiros de Cuba a comandantes revolucionários. O saguão recebe uma granada de madeira assinada pelo grupo Los Carpinteros.

Além da exposição, shows de música cubana - basicamente jazz - acontecerão no CCBB nos dias 7, 14 e 21 de fevereiro.


Arte de Cuba
» Onde: Centro Cultural Banco do Brasil - SP
Rua Álvares Penteado, 112, Centro.

» Quando: de 31/1 à 23/4
De ter. a dom.; das 10h às 21h.
» Quanto: entrada franca
» Informações: tel. 0/xx/11/3113-3651


fonte: Folha de S.Paulo
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Amor de longo alcance


Durante anos, separados pelo destino, amaram-se a distância. Sem que um soubesse o paradeiro do outro, procuravam-se através dos continentes, cruzavam pontes e oceanos, vasculhavam vielas, indagavam. Bússola da longa busca, levavam a lembrança de um rosto sempre mutante, em que o desejo, incessantemente, redesenhava os traços apagados pelo tempo.
Já quase nada havia em comum entre aqueles rostos e a realidade, quando, enfim, numa praça se encontraram. Juntos, podiam agora viver a vida com que sempre haviam sonhado.
Porém cedo descobriram que a força do seu passado amor era insuperável. Depois de tantos anos de afastamento, não podiam viver senão separados, apaixonadamente desejando-se. E, entre risos e lágrimas, despediram-se, indo morar em cidades distantes.

Marina Colassanti
"Female Figure with Head of flowers" - Salvador Dalí

Prêmio Artes Mundi

Maurício Dias é um dos finalistas do Artes Mundi

O brasileiro Mauricio Dias e o argentino Leandro Erlich estão entre os oito artistas de diferentes continentes selecionados para o prêmio internacional Artes Mundi, que concede 40 mil libras (US$ 70.800) ao vencedor.

O ganhador da segunda edição deste prêmio bienal, o mais generoso entre os concedidos à obra de um único artista no Reino Unido, será anunciado em 31 de março na capital galesa, Cardiff.

O brasileiro Mauricio Dias, nascido no Rio de Janeiro, colabora com o suíço Walter Riedweg desde 1993. Em suas instalações de vídeo, ambos os artistas exploram a vida de pessoas que vivem à margem da sociedade e da cultura dominantes, como imigrantes e prostitutas, além dos que, literalmente, estão nas fronteiras de um país, como a Polícia de fronteiras.

Erlich é autor de esculturas e instalações que exibem um mundo de truques e ilusões - portas que não se abrem, espelhos que não refletem -, colocando em questão nossa percepção habitual da realidade.

O artista argentino, que nasceu em Buenos Aires, onde trabalha, expôs recentemente na Bienal de Veneza.

Outros finalistas são: o indiano Subodh Gupta, a finlandesa Eija-Liisa Ahtila, o alemão Thomas Demand, a britânica Sue Williams e o chinês Wu Chi-Tsung, que ganhou o prêmio das Artes de Taiwan em 2003.

Os artistas foram selecionados por dois prestigiosos especialistas: o crítico e escritor brasileiro Ivo Mesquita e o historiador indiano de arte Deepak Ananth.

As criações serão expostas ao público no Museu e Galeria Nacional, de Cardiff, 11 de fevereiro a 7 de maio.

O júri que escolherá o ganhador é integrado pelo crítico de arte cubano Gerardo Mosquera; Gai Guo-Qiang, artista que trabalha em Nova York; Thelma Tolden, diretora do Studio Museum, do Harlem; Paolo Colombo, do Museu Nacional das Artes, de Roma; e Jenni Spencer-Davis, da galeria Glynn Vivian, de Swansea (Gales).


terça-feira, 31 de janeiro de 2006

E o roubo de esculturas em Londres continua

Roubo de esculturas gigantes na Inglaterra intriga autoridades

A polícia britânica está totalmente desconcertada diante dos misteriosos roubos de cerca de 20 esculturas de grandes dimensões que, há vários meses, desaparecem de áreas ao ar livre de Londres e arredores.

Estarrecidos, os ingleses arrematam:"Tem havido um aumento significativo no número de estátuas e bronze de grandes dimensões roubadas em Londres e arredores nos últimos 12 meses". Este é o sargento Vernon Rapley, da unidade de Arte e Antigüidades da polícia metropolitana, que mais do que qualquer se mostrou "especialmente preocupado" com os danos que as obras podem ter sofrido no momento do roubo, conforme noticia a AFP.

O modus operandis dos ladrões não é apenas simples, mas também conhecido pelas autoridades: eles encontram uma obra preciosa de bronze, exposta ao ar livre em um parque ou universidade e, em seguida, a roubam, usando até mesmo caminhões se for necessário.

Uma das três imagens de bronze que formam o conjunto "The Watchers", de Lynn Chadwick, foi roubada no início de janeiro de um dos campus da Universidade de Roehampton, sudoeste de Londres. Com mais de dois metros de altura, seria preciso a força de oito homens para erguer a peça, avaliada em 1,06 milhão de dólares.

Aqui vem sendo exaustivamente publicado os inúmeros roubos ao ar livre em Londres, como a escultura "A Reclining Figure" de Henry Moore, que foi roubada da fundação dedicada a este artista em Hertfordshire, norte de Londres em meados de dezembro passado.

Rapley e seus homens já começaram a perder as poucas esperanças que tinha e mesmo sendo homens da lei confessaram o temor crescente de que o motivo do roubo não seja o valor artístico das peças, mas o material de que são feitas. Por isto, se mostram inclinados a acreditar que as obras foram roubadas apenas para serem destruídas e reaproveitar o metal.

A torcida contrária composta por antiquários e marchands - felizmente - não concorda.

E como todo mistério precisa ser solucionado surgem algumas teorias sobre os acontecimentos, como a de Dick Ellis, ex-encarregado da unidade anti-roubos de arte. Segundo ele, as peças "não foram roubadas apenas pelo valor de seu metal, pois há muito que planejar e trabalhar para fazer algo assim. Com a peça de Henry Moore, tiveram que roubar um caminhão só para poder erguê-la e transportar para outro suporte, possivelmente um contêiner, para seu posterior embarque e destino a outras áreas", explicou.

Ellis também sugeriu que, dada a natureza dos roubos e o modo de agir dos ladrões, é possível que estes trabalhem em vários grupos.

Quanto ao destino das peças roubadas, o ex-policial foi categórico ao afirmar que "é possível que já estejam no exterior". "Só dou uma idéia: que possivelmente possam estar no leste europeu. (O mercado de obras de arte roubadas) é muito maior ali", sentenciou.

Por enquanto, a Scotland Yard não conseguiu encontrar pistas e está num beco sem saída.

Parece simplesmente uma estória muito mal contada, onde a culpa acabou escapando para a Europa de Leste. Quando a polícia se diz intrigada e temerosa fica difícil acreditar que não esteja se fingindo de morta. Se analisarmos pelo prisma Terra Brasilis poderemos concluir muito rapidamente de que se trata de um caso de corrupção. Será que existe um vírus à solta?! Espero que não!

fonte: UOL/AFP

A tua história

Ama-me lentamente…
E finge que não me conheces. Que me viste na rua e me escolheste a mim, de entre todas as mulheres que contigo se cruzavam, e que não tiveste escolha porque eu era única e diferente de todas as outras.

… Beija-me o peito devagar. Morde-me devagar…
E finge que sem escolha me escolheste e que ao ver-me os olhos te perdeste e ao dar-me a mão soubeste que o caminho era eu e me disseste, "vem quero encontrar-me".

…Pára. Fica entre as minhas pernas assim quieto e parado. Fica…
E finge que ao ver-me nua te viste nu pela primeira vez, tão nu que te cobriste, tão nu que te vestiste com a minha pele e que surpreso descobriste que tinha a tua forma, a tua medida e que me quiseste tanto que ficaste impotente ante um desejo tão desmedido.

…Ama-me lentamente…
Contar-te-ei o resto da tua história amanhã.


Encandescente
"Les Amants" - René Magritte


Os silêncios da fala


São tantos
os silêncios da fala

De sede
De saliva
De suor

Silêncios de silex
no corpo do silêncio

Silêncios de vento
de mar
e de torpor

De amor

Depois, há as jarras
com rosas de silêncio

Os gemidos
nas camas

As ancas
O sabor

O silêncio que posto
em cima do silêncio
usurpa do silêncio o seu magro labor.


Maria Teresa Horta
"The Open Window, Collioure" - Henri Matisse

Pajarito, El Toro

Touro ataca espectadores de tourada no México

Pajarito foi o primeiro touro a conseguir pular a cerca de proteção na arena da Cidade do México, uma das maiores do mundo, com capacidade para 48 mil espectadores.
Pelo menos duas pessoas acabaram no hospital depois que o touro pulou nas arquibancadas durante uma tourada e atacou espectadores na Cidade do México.

O touro, chamado Pajarito (Passarinho), foi morto a espadadas por um auxiliar do toureiro.

Imagens do incidente mostram o bovino de meia tonelada pulando a cerca de segurança da arena de touros por sobre as cabeças de jornalistas e caindo na seção mais nobre das arquibancadas.


Visitante desastrado em museu britânico

Tropeço destrói vasos de 300 anos em museu britânico

Foi considerado um acidente infeliz e lamentável o tropeço de um visitante em um museu de Cambridge, na Grã-Bretanha, que destruiu um conjunto sem preço de vasos chineses da dinastia Qing, de três séculos de idade.

Os três vasos, que haviam estado numa estante por 40 anos, estavam entre os objetos mais conhecidos do acervo do Fitzwilliam Museum. O visitante desastrado teria tropeçado em um cadarço desamarrado e caído de uma escada, derrubando os vasos enquanto tentava se equilibrar.

Os vasos, doados em 1948, tinham um "valor significativo", segundo o museu, que não quis identificar o homem que tropeçou.

"Os vasos ornamentais de porcelana danificados são chineses, da dinastia Qing, do reino de Kangxi (1662-1722), do fim do século 17 ou começo do século 18, pintada em esmalte", diz um comunicado do museu.


fonte: BBC Brasil

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006


Murmúrio

Traze-me um pouco das sombras serenas
que as nuvens transportam por cima do dia!
Um pouco de sombra, apenas,
- vê que nem te peço alegria.

Traze-me um pouco da alvura dos luares
que a noite sustenta no teu coração!
A alvura, apenas, dos ares:
- vê que nem te peço ilusão.

Traze-me um pouco da tua lembrança,
aroma perdido, saudade da flor!
- Vê que nem te digo - esperança!
- Vê que nem sequer sonho - amor!


Cecília Meirelles
"Angel" - Abbott Handerson Thayer

Mostra Santos Dumont - S.Paulo

SANTOS DUMONT - O VÔO DE UM GÊNIO

No ano do centenário do primeiro vôo do 14-Bis, avião criado por Alberto Santos Dumont em Bagatelle, na França, o Espaço Cultural BM&F (SP) organiza uma mostra de fotografias restauradas que registram todo o período em que o aviador viveu na França (de 1898 a 1910).

O destaque é o famoso que aconteceu em 23 de outubro de 1906. O 14-Bis decolou usando seus próprios meios e sem auxílio de dispositivos de lançamento, percorreu 60 metros em 7 segundos perante mais de 1.000 espectadores. Na época, a Comissão Oficial do Aeroclube da França esteve presente no local; entidade reconhecida internacionalmente, que era autorizada a homologar qualquer evento marcante tanto no campo dos aeróstatos como no dos "mais pesado que o ar". Em 12 de novembro do mesmo ano, novamente decolando por seus próprios meios, o 14-Bis percorreu 220 metros em 21,5 segundos, estabelecendo o recorde de velocidade da época. (36,84 KM/h).

A exposição traz também fotografias de dirigíveis que Santos Dumont projetou anteriormente, além de objetos pessoais, réplicas do Balão Brasil e do aeroplano Demoiselle em tamanho original, uma maquete do 14-Bis e uma animação digital sobre a vida do brasileiro que ficou conhecido como o "Pai da Aviação".



As duas réplicas expostas foram produzidas no Brasil. A do Demoiselle foi feita por um artesão de Bauru com seda japonesa, bambu chinês, ferragens originais e motor de dois tempos. Este aeroplano foi projetado originalmente em 1908, tinha 110 Kg e atingia 80 Km/h, e é considerado o primeiro modelo de avião comercial. O Balão Brasil, que subiu pela primeira vez em 1898, teve réplica construída por um especialista em Juiz de Fora (MG).

As 60 fotografias expostas pertencem ao acervo do Musèe de L'air et de L'espace de Le Bourget, Paris, e foram restauradas pelo designer e fotógrafo Ricardo Tilkian.


SANTOS DUMONT - O VÔO DE UM GÊNIO
» Onde: Espaço Cultural BM&F
Praça Antonio Prado, 48 - região central - São Paulo
» Quando: de segunda a sexta das 10h às 18h
(até 31 de março)
» Quanto: Grátis
» Informações: (11) 3146-7405


Ano novo chinês

Artistas chineses vestidos com a tradicional fantasia de leão celebram o fim do ano do galo e o começo do ano do cão durante um desfile no sábado, em Pequim.

Vivendo num mundo cão, os conflitos devem diminuir neste novo ano lunar, o Ano do Cachorro, dizem especialistas chineses no assunto.

No Ano do Cachorro, é preciso estar alerta para doenças envolvendo animais de criação e os pulmões, especialmente para doenças vindas do Ocidente. Secas e incêndios também podem ser um problema no período.

As pessoas nascidas em um Ano do Cachorro correm o risco de ver suas tendências normais de lealdade e vigilância transformadas em dogmatismo e paranóia. Para Bush e para a mulher dele, Laura (também nascida em um Ano do Cachorro), este ano será cheio de "debates e ansiedade", afirmou a astróloga Shelly Wu, que trabalha na Califórnia.

"Eles vão ficar se preocupando com as coisas", afirmou. "Não vamos ver qualquer tipo de desarmamento no curto prazo no Iraque, especialmente em um Ano do Cachorro."

O mestre de feng shui Edwin Ma, que trabalha em Hong Kong, prevê que os EUA terão uma vida de cão no próximo ano lunar, considerado, favorável para a China. "Enquanto a sorte dos EUA continuar a enfraquecer-se em 2006, mais desastres e problemas imprevisíveis devem acontecer", afirmou. A economia da China continuará forte, previu Ma.

O geomântico Yum Hung diz esperar "grandes mudanças" no mundo da política chinesa com relação aos muitos casos de corrupção. Yum também previu que o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars) pode regressar neste ano e que podem aparecer outras doenças que afetam os pulmões e a respiração.

O Cachorro representa o poder maior dos direitos humanos, advogado dos pequenos, impõe a revolta contra as injustiças. No ano do Cachorro de Fogo, os justos vencerão, porque a honestidade será colocada em xeque.


fonte: Reuters e Horóscopo Oriental
fotos: BBC

Coleção Brasiliana - Centro Cultural Telemar (RJ)

Acervo mostra país no olhar de estrangeiros

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Casa de Chamberlain no Catete com Pão de Açúcar ao fundo, 1820 - Henry Chamberlain


Fábrica Meuron no Andaraí, Rio de Janeiro, 1840 - Jean-Jacques François Coindet


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Rio de Janeiro, 1844 - Alessandro Ciccarelli (óleo sobre tela)


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Largo da Glória, 1821 - Henry Chamberlain (água-tinta e aquarela sobre papel)

n.r.: O Centro Cultural Telemar ficará fechado até o dia 5. Serão feitos reparos em função das últimas tempestades que se abateram sobre a cidade.
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