quarta-feira, 26 de março de 2014

Conheço alguém assim...






segunda-feira, 24 de março de 2014

Anjo



Não tenho a menor dúvida que meu Sasha era um anjo.




sábado, 22 de março de 2014

Vamos falar de coisa séria?



Não sou de vir ao Nuvens no fim de semana, mas hoje o dia merece um registro. 


Por mais estapafúrdio que pareça, no dia de hoje foi marcada uma manifestação em todo o Brasil, a "Marcha das Famílias com Deus pela Liberdade", um revival da mesma marcha que ocorreu em 1964, que antecedeu ao Golpe Militar. 

A marcha que foi uma resposta à "ameaça comunista" na época. Sim, pasmem, existem pessoas no Brasil que acreditam que vivemos sob ameaça comunista, há quem creia que vivemos numa Ditadura de Esquerda e há quem creia que uma intervenção militar é a solução para todos esses males que estaríamos vivendo no Brasil.

Este tipo de pensamento beira a linha tênue entre o horror e o patético. Eu fico imaginando que apenas viúvas da Ditadura e elementos da mesma é que podem sentir saudades daquela época.

Bem, de qualquer maneira, venho informar que a adesão foi ridícula, e que Deus não compareceria a uma manifestação em prol de torturadores e assassinos. No Rio de Janeiro, compareceram umas 100 pessoas, 200 em São Paulo, 40 em Brasília, 3 em Florianópolis e por aí vai. Abaixo segue o oportuno texto que Zuenir Ventura escreveu para o jornal O Globo, com relação à tal marcha e não só.

E só para complementar. foi muito bom descobrir que a imbecilidade não assola a grande maioria do povo brasileiro.


OS LIMITES DO PERMITIDO
, por Zuenir Ventura


Está marcada para hoje em SP a reedição da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, organizada pelos que, insatisfeitos com o presente, acham que a solução é a volta dos militares ao poder. Muita gente considera o ato uma provocação, no momento em que são reveladas as atrocidades cometidas pela ditadura implantada no país há meio século.

Como contrapartida, também está sendo convocada a Marcha Antifascista. São manifestações que fazem parte do jogo democrático, desde que realizadas dentro da ordem. No primeiro caso, ressalte-se a curiosa contradição: vão pedir o retorno de um regime que se caracterizou justamente pela proibição de protestar. É usar a democracia para tentar acabar com ela.

O pretexto é o mesmo do passado: temor de um golpe comunista, num país em que foi mais fácil pôr fim ao comunismo do que ao eterno anticomunismo. Há dias, o ex-ministro José Serra, presidente da UNE em 1964, escreveu que “nada mais fantasioso do que supor que o Brasil pudesse virar uma Cuba ou que a esquerda, em 63-64, estivesse armada”.

O mesmo poderia ser dito hoje. Mas, nas palestras e debates desse concorrido ciclo sobre os 50 anos do golpe, a democracia tem sido muito questionada, principalmente pelos jovens.

Há uma certa nostalgia de um tempo idealizado, não vivido, estimulada por aqueles mais velhos que acham que tudo piorou: a corrupção, a impunidade, a violência urbana, o crime organizado, a lentidão da Justiça, a banda podre da polícia, a inoperância enfim das instituições. Será que isso já não existia naquela época?

De uma maneira ou de outra, claro que sim, só que a opinião pública não sabia, a censura não deixava. Com a liberdade de imprensa e a disputa de mercado, sabe-se tudo. Se um veículo não publica, o concorrente escancara. E assim temos um país que às vezes cheira mal, tem aspecto ruim, mas é um nervo completamente exposto.

Essa superexposição, porém, não pode servir de álibi para não se corrigir as mazelas de um sistema imperfeito com cara de impotente. Não basta expor os defeitos, é preciso corrigi-los. Uma indignação resignada, feita de críticas e denúncias, está criando uma espécie de inconformismo conformado, sem poder de transformação.

Na política, a hipocrisia, em que se finge ser o que não se é, foi substituída pelo cinismo, em que se assume o que se é, mas trocando os sinais. O vício vira virtude e o culpado posa de vítima, como no caso dos mensaleiros.

A verdade é que há limites de permissividade sendo testados. Protestos rotineiros com ônibus incendiados e quebra-quebra por qualquer motivação são apenas um exemplo. O mais grave, no entanto, é a prática da justiça pelas próprias mãos. Num momento de confusão como o atual, é preciso ficar claro que democracia é tolerância, mas não leniência, é liberdade com lei, não anarquia.


sexta-feira, 21 de março de 2014

Dia Mundial da Poesia



E acho que Vivaldi pode representar este dia muito bem.




quinta-feira, 20 de março de 2014

Happy / We are Rio




Pois é, é esse o jeitinho Carioca de ser: Happy! Perante todos os problemas e dificuldades: Happy! Só quem é do Rio sabe como é se sentir assim. Beijinho no ombro.


terça-feira, 18 de março de 2014




Don't worry, Be happy...








domingo, 16 de março de 2014

Para início de conversa







sexta-feira, 14 de março de 2014

Let's dance! Se joga que hoje é sexta!



It's a hot one!


)

quinta-feira, 13 de março de 2014

Ansiedade






terça-feira, 11 de março de 2014

First Kiss



Eu não sei se é a seleção de músicas ou porque o vídeo está em preto e branco ou é o fato de que toda a gente neste vídeo é muito atraente, mas o que começou como incrivelmente estranho: ver dois estranhos se encontrarem e se beijarem transforma o acontecimento em algo incrivelmente bonito. O vídeo, chamado de "First Kiss" e dirigido por Tatia Pilieva, tinha como objetivo conseguir 20 estranhos e fazer com que se beijassem pela primeira vez.

É bonito ver os estranhos hesitantes no início. Mas a partir do momento que o beijo começa é como assistir a fogos de artifício. Enfim. Beijos para todos!





fonte:Sploid
tradução: Minha e livre
n.e.: Achei lindo, sorri do início ao fim

domingo, 9 de março de 2014

Lepo, Lepo



Ouvi "Lepo, Lepo" hoje pela primeira vez e não entendi a implicância, é apenas uma música boba, tão boba como a "Maria Sapatão", também criada no Carnaval, por Chacrinha, mas que não sofreu a implicância dos chatos de plantão. Outros tempos, hoje ninguém leva mais nada com bom humor e se importam com o que não tem a menor importância.

Não gosta, não compre e não ouça, mas associar uma música boba ao decréscimo da qualidade da música brasileira é demais para os meus neurônios loiros.

"Lepo, Lepo" foi sucesso no Carnaval da Bahia neste Carnaval, aliás, o refrão foi um sucessão. Não é pra entender, foi Carnaval, acontece.







sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Bom Carnaval!

É Carnaval e como não sei se passarei aqui durante a Folia de Momo, vou deixando meus desejos de um bom Carnaval a quem passar por aqui. Esqueçam o mau humor, os problemas, só por um breve momento. Embora as más línguas falem que Carnaval é alienação, blá, blá, blá, não é, né gente? Os problemas não vão embora, só se suavizam perante o intervalo de momentos mais felizes. Mas não é assim que devemos levar a vida? Aproveitando os bons momentos que ela nos oferece para superarmos os menos bons? Além disso o ano NÃO começa depois do Carnaval, não estou em férias, nem eu e nem um montão de gente, estamos trabalhando e vamos descansar por uns dias. Xô mau humor por que o momento é de festa!






quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

1º ônibus elétrico a baterias do Brasil

Quando é para falar mal, eu grito, mas quando é para falar bem eu fico bem mais feliz.

Começou a circular este mês em São Paulo, em fase experimental, o 1º ônibus elétrico brasileiro 100% movido a baterias. O E-bus tem autonomia de 200km, um sistema de recarga rápida, e vai fazer o transporte de passageiros no Corredor ABD, administrado pela Metra. A tecnologia das baterias e das estações é da Mitsubishi Heavy Industries. Já o chassi, carroceria e todo o sistema elétrico de tração são fabricados no Brasil, semelhantes aos trólebus desenvolvidos pela empresa Eletra.




fonte:Revista Exame

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Tai Chi Flsh Mob, em Niterói - Rio de Janeiro




Pois é... no Rio de Janeiro tem umas iniciativas que nos fazem sorrir de orelha a orelha.





terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Mobilidade urbana








Às vezes sou obrigada a fazer fisioterapia por conta da minha coluna e braços, mas a minha visão sobre quem a frequenta sempre foi muito restrita, era chegar e me enfiar num cubículo e depois ir embora.
Mas aí aconteceu algo diferente: como minha mãe estava com labirintite, foi necessário eu dispensar algumas horas do meu dia para acompanhá-la e aí a forma de enxergar a fisioterapia se alterou.
Sendo apenas uma acompanhante eu vi quem chegava e partia durante meia hora no ambiente de um Centro de Fisioterapia, e agradeci a Deus pela minha saúde e pedi desculpas pelas vezes que reclamei da vida.
A quantidade de cadeirantes que vi sem pernas, sem partes de pernas e sem pés foi um número imenso, sem contar as que precisavam se amparar em muletas.
Ao mesmo tempo eu pensei em como há coisas tão injustas, já que não ver essas pessoas no meu dia-a-dia é, certamente, pela falta de acessibilidade da cidade onde moro.
Já temos rampas nas calçadas, mas adianta pouco se o cidadão estaciona na saída delas impedindo o acesso. Elevadores em ônibus também, mas é preciso que tenha em todos. É preciso mais, mas muito mais para que quem tem alguma deficiência em locomoção possa ser tão independente quanto eu e você que podemos nos deslocar sem problemas.



segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Bora transgredir um pouquinho?

Coral da Faculdade de Direito da USP canta ‘Beijinho no Ombro’, de Valesca Popozuda



O que esperar de um coral? Músicas eruditas, arranjos clássicos à capela ou, quem sabe, Valesca Popozuda. Sim. O CoralUSP XI de Agosto surpreendeu a todos na última quinta-feira, 21, ao cantar o hit Beijinho no Ombro durante a cerimônia de recepção dos calouros da Faculdade de Direito da USP. O evento foi realizado no Salão Nobre da faculdade, no Largo São Francisco. Um vídeo com a performance inusitada circulou pela internet e caiu nas graças da funkeira, que elogiou a performance: ”coral maravilhoso!’








fonte:Estadão

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Fica a dica!








11 dicas para ler notícias sem enlouquecer



Os leitores estão enlouquecendo. Faça uma visita às caixas de comentários de qualquer grande portal e você verá o quanto são raras as demonstrações de bom senso. O caps lock parece ser a tecla da moda. Há xingamentos para todos: o autor da reportagem, os entrevistados, os outros comentaristas e as famílias de todos os envolvidos. Teorias da conspiração abundam. Um acidente de carro na Grã-Bretanha ou a alta no preço dos sanduíches no Rio de Janeiro podem ser culpa da Dilma, do PSDB, da imprensa, do imperialismo americano ou de todos eles juntos, dependendo de quem for o leitor.

Antes que alguém se aventure a buscar uma explicação na política nacional, convém lembrar que esse fenômeno se repete no mundo inteiro. Mudam os nomes dos partidos, os políticos execrados e o idioma dos palavrões. A atitude continua igual. O lado bom é que, salvo algumas infelizes exceções, ainda não estamos discutindo aos berros no meio da rua e pulando no pescoço alheio. Reservamos esse comportamento para as caixas de comentários de notícias. Porque são elas as responsáveis por nossa loucura.

Começamos a consumir informações em tempo real há algumas décadas, mas raramente paramos para pensar se isso é saudável. Já escrevi aqui sobre as vantagens de largar as notícias de vez em quando e reservar tempo para leituras mais nutritivas – reportagens mais longas, ensaios e, sobretudo, livros. Abandonar as notícias permanentemente não é uma opção, ao menos para a maioria de nós. Manter-se desinformado por algumas horas pode ser um prazer, mas a desinformação por um período prolongado logo se transforma em ignorância.

Se as notícias são necessárias, precisamos encontrar uma forma saudável de consumi-las. O livro recém-lançado The news: A user's manual (Notícias: Um manual do usuário), do filósofo suíço Alain de Botton, traz sugestões para os leitores que querem aproveitar o que as notícias têm de bom sem cair em suas armadilhas. Reuni 11 das principais dicas do autor nos itens a seguir.

1. Tenha um motivo para ler

Com muita frequência, clicamos em notícias nas redes sociais ou nas páginas de grandes portais simplesmente porque não estamos fazendo nada. "As notícias não vêm com manual de instruções porque lê-las é teoricamente uma das atividades mais fáceis e óbvias do mundo, como piscar os olhos e respirar", afirma Botton. Quando ler notícias se transforma num passatempo, porém, deixamos de pensar sobre as informações que recebemos e aproveitamos muito pouco do que lemos. Antes de ler uma notícia, faça duas perguntas simples para você mesmo: o que você quer saber e por quê? Essas duas respostas tornarão sua leitura muito mais proveitosa.

2. Enfrente seu tédio


"Caetano Veloso estaciona no Leblon" é uma informação que absorvemos instantaneamente. "ONU acusa Coreia do Norte de crimes contra a humanidade" exige algum esforço. As notícias mais relevantes são, na maioria das vezes, as mais monótonas. A culpa nem sempre é do repórter. Alguns assuntos são naturalmente mais áridos do que os outros. Cabe ao leitor perseverar. Se você só der atenção às reportagens fáceis de ler, continuará desinformado mesmo depois de horas dedicadas às notícias.

3. Tente aprender algo

Se você somar todo o tempo que gasta lendo notícias ao longo de um ano, perceberá que essa atividade toma semanas ou até meses inteiros. O que ganhamos em troca do tempo investido? A resposta depende muito do tipo de notícia que lemos e da maneira como encaramos essa leitura. Um mês dedicado a acessar centenas de notícias de política diariamente para ofender candidatos nos comentários é um mês desperdiçado. O mesmo tempo pode ser muito bem aproveitado se lermos reportagens mais aprofundadas sobre os problemas e conquistas do país, entendermos o ponto de vista de cada candidato e nos tornarmos eleitores (e cidadãos) melhores. Depois de ler uma notícia, pergunte-se se aprendeu algo com ela. Se a resposta for "não" na maioria das vezes, é um sinal de que você está lendo as notícias erradas ou dando pouca atenção a elas.

4. Seja seu próprio editor


Diariamente, editores enfrentam a tarefa de escolher quais são os fatos mais importantes para os leitores. A tarefa é difícil e a margem de erro é enorme. O que importa para um leitor pode ser absolutamente irrelevante para outro. Há notícias que todos devem ler, mas a maioria dos nossos interesses é pessoal. Talvez a informação mais importante do dia para você não esteja na manchete, mas sim no pé da página, ou até mesmo em outro site. Busque-a. Você é o único responsável por encontrar o conteúdo que você quer ler.

5. Acompanhe as grandes histórias

Muitas das notícias que lemos são apenas pequenas partes de narrativas muito maiores, que só serão compiladas por historiadores daqui a alguns anos. Notícias como "Batistas abrem espaço para que mulheres sejam pastoras" ou "Lupi voltou a negociar com Eduardo Campos" tornam-se muito mais interessantes quando as enxergamos como peças num quebra-cabeça, e não como fatos que se encerram em si. Acompanhar as notícias diariamente é como ler, ao mesmo tempo, dezenas de livros que ainda estão sendo escritos. Quem se dá conta disso consegue aproveitá-las muito mais.

6. Pense como um estatístico


Diariamente, centenas de milhões de fatos triviais acontecem sem registro nos jornais, revistas ou sites noticiosos. O noticiário privilegia, por princípio, acontecimentos incomuns. Uma desvantagem disso é que, se formarmos nossa visão de mundo com base no jornalismo, teremos a impressão de que fatos atípicos são muito mais frequentes do que parecem. A maioria dos aviões não cai. A maioria dos motoristas não se envolve em acidentes graves. A maioria das pessoas que caminham na rua à noite não é assaltada. Há motivos para termos cuidado, mas o mundo não é tão perigoso quanto os jornais nos dizem.

7. Busque bons exemplos


Por mais que as notícias ruins chamem atenção, quem tiver paciência para procurar algo construtivo em meio ao noticiário será recompensado. As notícias nos mostram o que pensam e como vivem algumas das pessoas mais importantes e bem-sucedidas de nossa geração. É possível encontrar bons exemplos nas páginas de política, economia, cultura, esportes e celebridades. Ler sobre eles pode nos ensinar a viver melhor.

8. Não seja uma máquina de indignação


A raiva é a reação natural a muita das notícias que lemos. Crimes, denúncias de corrupção e declarações impensadas em entrevistas nos deixam instantaneamente indignados. Isso é, a princípio, algo bom. A indignação é fundamental para que busquemos melhorar a sociedade. O risco é nos transformarmos em máquinas de indignação em série, sentindo raiva de uma notícia diferente a cada dia sem fazer nada a respeito disso. “As notícias deveriam nos ajudar a ter raiva pelos motivos certos, e a transformá-la em algum projeto construtivo”, afirma Botton.

9. Lembre-se das notícias de ontem


O jornalismo é obcecado pela novidade. Histórias que são importantíssimas hoje podem desaparecer das páginas dos sites e jornais amanhã ou na semana que vem, a não ser que algo novo seja descoberto. Isso não as torna menos importantes. Muitas vezes esquecemos denúncias de corrupção publicadas há meses ou anos apenas porque não há nada de novo no caso. Será que o que era suficiente para nos indignar ontem merece ser completamente esquecido hoje?

10. Não terceirize suas opiniões


Basta abrir um jornal ou acessar um site de notícias e você encontrará dezenas de pessoas dispostas a pensar por você. "Flaubert odiava as notícias por acreditar que elas impediam os leitores de pensar por contra própria", afirma Botton. As redes sociais tornaram isso ainda pior. Quem quiser abrir mão do direito de formar sua opinião precisa apenas clicar em curtir ou compartilhar. Alguns chegam ao absurdo de "limpar" a timeline quando deparam com um ou outro amigo discorda de sua opinião. Ouvir quem discorda de nós é fundamental para que aprimoremos nossas ideias. Leia as opiniões favoráveis e contrárias à sua. Abra jornais, revistas e sites diferentes. Quanto mais opiniões você ler sobre algum assunto, mais ponderada e instruída será a sua.

11. Saiba quando se desconectar

"Para ter uma vida fértil, é necessário reconhecer os momentos em que as notícias não têm nada importante ou original para nos ensinar", diz Botton. Se as notícias do dia começarem a te entediar ou irritar, resista à tentação de abrir a caixa dos comentários para descontar a raiva. É muito mais produtivo esquecer as notícias por algum tempo e procurar algo melhor para ler. Experimente o prazer de ser desinformado por algumas horas. Não há mente sã que resista a uma overdose de notícias.


n.e.: Tenho pena dos estagiários dos jornais nas redes sociais, sempre são xingados, no mínimo de manipuladores, mas já li coisa pior. O usual, e também mais light, é alguém comentar com a frase que já é típica: "essa notícia mudou minha vida." E eu não entendo por quê o ser humano tem esse tipo de comportamento, por que são agressivos com quem apenas publica uma determinada matéria, acho que tem muita gente precisando urgentemente de terapia.


 

fonte: Danilo Venticinque, in Época.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Do Amor e Outras Coisas







fonte:Objetos Inanimados

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

O atentado



Não foi um acidente, uma fatalidade, um acaso. Foi um atentado. Com tanta gente àquela hora por ali durante uma manifestação, o rojão aceso disparado do chão teria que atingir alguém — alguém que estivesse passando, parado ou trabalhando, como o cinegrafista Santiago Andrade. O acaso foi a forte carga explosiva estourar “apenas” uma cabeça e não muitas. Os dois autores sabiam o que estavam fazendo, queriam provavelmente acertar de preferência um policial, mas também servia outro inimigo, um membro da mídia tradicional que tanto odeiam. Eles pertencem ao grupo de vândalos e arruaceiros mascarados — black blocs, anonymous — que se infiltram nas manifestações populares para promover quebra-quebra de vitrines de lojas e bancos, achando que assim estão destruindo o capitalismo. Só não esperavam que o ato terrorista de agora fosse tão documentado por imagens de TV. Aliás, o tatuador Fábio Raposo, de 22 anos, um reincidente (já foi detido antes duas vezes por agitação), disse que só se entregou por causa da ampla divulgação de sua foto, já que seria logo descoberto. Mesmo orientado pelo advogado de defesa, o seu depoimento decorado foi marcado por afirmações cínicas, contradições e mentiras, algumas até ingênuas, como a de que não sabia que o “negócio preto” que pegou no chão era uma bomba e que não conhecia o colega a quem passou o artefato, embora aparecessem juntos nas imagens, e cuja identidade ajudou a descobrir: Caio Silva de Souza, de 23 anos.

Na sua comovente despedida do marido, Arlita Andrade apelou para o fim da violência e lamentou que esses rapazes não tivessem tido os ensinamentos que ela deu a seus filhos: “O que falta a eles é o amor pelas pessoas.” Ela tem razão. Eles vão para a rua protestar contra abusos do governo, falam em defesa de direitos humanos, mas na prática têm solene desprezo pela vida do próximo.

Um desfecho como esse estava mais ou menos previsto, porque, enquanto sempre se destinou rigor crítico à ação da polícia, tratou-se com muita leniência os agitadores. Intelectuais apoiaram seus atos sem querer saber a serviço de quê e de quem agiam, quais os mentores e patrocinadores. Advogados, ONGs e políticos preferiam dar-lhes cobertura para que não fossem ou ficassem presos quando flagrados em graves delitos durante os protestos.

Ainda no começo, no dia 22 de junho passado, escrevi aqui que se alguma providência não fosse tomada com urgência para impedir a infiltração dos vândalos mascarados as legítimas manifestações populares iam perder o que haviam conquistado: “o apoio entusiasmado da opinião pública.” Aos que alegavam que os marginais predadores constituíam uma minoria, foi dito: “mas é uma minoria disposta a só produzir estragos.” E, como se viu agora, não só estragos, mas também morte.

Zuenir Ventura


n.e.: Pois é, a tragédia era anunciada. Em conversa em casa, falávamos que só iriam tomar providências quando o pior acontecesse e aconteceu. Sinto um cansaço que vem de uma tristeza por que é possível prever certo tipos de acontecimentos e mesmo assim ninguém faz nada, ninguém se importa, aliás, só se importam depois que mortes acontecem. É tudo tão triste, o descaso é triste, seja pelo Estado, seja pelo ser humano que não se importa em ferir outro ser humano.






segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Depois da morte de cinegrafista, Senado pode votar urgência de projeto que tipifica terrorismo



O senador Jorge Viana (PT-AC) ocupou nessa tarde a tribuna do plenário para defender a aprovação do regime de urgência para o projeto que tipifica o ato de terrorismo no Brasil. Para o senador, a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band, foi exatamente isso: consequência de um ato terrorista.

O projeto de lei 499/2013 da Comissão Mista do Congresso para a Consolidação da Legislação Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição Federal institui e tipifica o crime de terrorismo no Brasil. Ele está pronto desde o ano passado para ser votado pelo plenário do Senado, mas precisa que seu regime de urgência seja aprovado.

“Foi usado um explosivo. Não é um rojão de festa junina. Foi usada uma bomba. Muitas pessoas poderiam ter morrido. E aí dizem: não, foi um rojão; era uma coisa… Não. É uma bomba feita com pólvora e com detonador, que, se acendida e apontada para um grupo de pessoas, mata muitas pessoas. E ela foi colocada nas costas do jornalista para matar, para causar danos. Foi, sim, uma ação terrorista o que nós vimos na manifestação. Aliás, tem-se repetido. É uma manifestação terrorista quando o jornalista não pode trabalhar cobrindo uma manifestação, quando alguém encapuzado, com máscara, proíbe que o jornalista trabalhe. Isso é uma ação terrorista. Isso não está previsto em nenhuma lei deste País”, afirmou Viana no discurso.

Como o Senado hoje praticamente apenas discutiu em plenário a morte de Santiago, é possível que esse clima facilite a tramitação e aprovação do projeto do terrorismo.


n.e.: A que ponto chegamos... impensável que algum dia eu pensaria que o Brasil passasse por um momento tão crítico, um país que era reconhecido por um povo pacífico (não confundir pacífico com passivo). Fomos revolucionários em 68, fomos revolucionários em 92 com o impeachment de Collor e hoje vândalos queimam carros de reportagem, agridem jornalistas e matam cinegrafistas. É hora de darmos um basta a essa violência, temos o direito de nos manifestarmos na rua, sem medo.

fonte:por Marcelo de Moraes in O Estadão

domingo, 9 de fevereiro de 2014

O amor é lindo...




Boa semana, gente bonita!




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