sexta-feira, 18 de agosto de 2006

Frase da semana

Assaltos no Rio

"Isso acontece em qualquer lugar", diz secretário de turismo.

E enquanto ele diz isso, o carioca leva a sua vida preocupado com a segurança do seu prédio, de sua casa e do trecho da rua na qual vive. Alguém já disse:"cada povo tem o governo que merece".

Enquanto isso, correndo por fora, estamos nós, uma minoria de cariocas, preocupados com o que acontece em qualquer hora, todos os dias, em qualquer lugar da cidade, cansados de ouvir comparações da violência do Rio de Janeiro com a violência de Paris ou Nova York. É muito chato ser minoria.


fonte: UOL

quinta-feira, 17 de agosto de 2006


O mundo é grande


O mundo é grande e cabe
nesta janela sobre o mar.
O mar é grande e cabe
na cama e no colchão de amar.
O amor é grande e cabe
no breve espaço de beijar.


Carlos Drummond de Andrade
Salvador Dalí - "Landscape with butterflies"

Blog bacana !

No blog "O Farol das Artes", soube pela Cristina de um blog novo, muito bacana que tem tudo a ver com amor e cidadania:

http://proudtosay.blogspot.com/


fonte: O Farol das Artes

Censura e o mêdo da concorrência

China proíbe "Os Simpsons" no horário nobre


Os desenhos do Mickey e Os Simpsons serão proibidos no horário nobre dos canais de televisão da China para proteger a produção local, segundo informações da imprensa estatal chinesa.

O Partido Comunista chinês afirma que também está preocupado com os efeitos da cultura estrangeira nas crianças chinesas.

Segundo a imprensa do país, desenhos animados estrangeiros não serão exibidos na televisão chinesa entre 17h e 20h a partir de 1º de setembro.

Reguladores de exibição de programas também afirmaram que querem proibir programas que misturam personagens de animação e cenas ao vivo.

Desenhos animados estrangeiros, principalmente do Japão, são populares entre as 250 milhões de crianças na China e os estúdios de animação do país lutam para competir com os desenhos "importados".

A proibição não foi anunciada oficialmente, mas jornais criticaram a medida.

"Esta é uma política preocupante e míope, não vai resolver os problemas fundamentais da indústria de animação chinesa. Os telespectadores, adultos ou crianças, não terão escolha a não ser apoiar de forma passiva os produtos chineses", afirmou o jornal Southern Metropolis.

A animação chinesa usa estórias tradicionais, como Jornada para o Oeste, a respeito das aventuras do Rei Macaco.

A produção local precisa inventar personagens que tenham a mesma atração do americano Mickey Mouse ou do japonês Pokemon.

Em 2000 os canais de televisão receberam ordens para limitar o uso de desenhos animados estrangeiros no momento em que a animação japonesa dominava o mercado.

O governo aumentou o controle há dois anos, afirmando que os desenhos animados chineses tinham que cobrir pelo menos 60% do tempo disponível no horário nobre da televisão.


fonte: BBC Brasil

Paulo Autran é Harpagon em sua 90ª peça

Paulo Autran vive clássico de Molière, "O Avarento"

por Geisa Agricio


Uma das conceituações que servem para exprimir o termo "clássico" o coloca como algo que serve de exemplo, um modelo. Paulo Autran, aos 83 anos, considerado o maior ator vivo do teatro brasileiro, escolheu para encenar em sua nonagésima peça o texto "O Avarento", de Molière, de 1668. Um clássico (o texto) por um clássico - o ator que se tornou uma referência maiúscula na historiografia do teatro nacional - é o que se pode dizer da montagem que entra em cartaz em São Paulo no próximo sábado, dia 19. O espetáculo, dirigido por Felipe Hirsch, tem ainda de quarta a sexta três apresentações de pré-estréia para convidados.

"Para essa marca, eu queria um clássico, desde de 'Rei Lear' [de Shakespeare, montado por Autran há 8 anos] não fazia um, assim como há muitos anos não atuava em comédia, e Molière tem uma obra deliciosa e um personagem rico, e com uma idade aproximada à minha, por tudo isso me pareceu a escolha ideal", conta o ator que interpreta Harpagon, o ancião extremamente apegado a posses satirizado pelo dramaturgo francês.

Explorar Paulo Autran como um clássico permite viajar nas mais diversas interpretações, tão versáteis como os seus personagens imortalizados no palco. Tomando clássico pela concepção do tradicional, Autran fez algumas apostas afetivas "conservadoras", incluindo na equipe pessoas que lhe são caras e com quem já trabalhou várias vezes, como sua mulher Karin Rodrigues, que vive a alcoviteira Frosina, e o velho amigo Elias Andreato, que o dirigiu em "Visitando o Sr. Green" (2000) e "Adivinhe Quem Vem para Rezar" (2005), no papel de Flecha.

Mas o que leva algo ao patamar clássico também pode ser um marco de algo novo, de tamanho arrojo, que marca época e introduz novas lógicas, e, no quesito ousadia, Autran não é um tipo retrógrado. Convidou pela primeira vez à direção um dos mais badalados encenadores do circuito atual, o jovem de 34 anos Felipe Hirsch, da Sutil Companhia de Teatro, que ganhou notoriedade com montagens de textos inéditos e utilização de uma certa linguagem cinematográfica em suas produções.

"Era um flerte que já durava pelo menos uma década, desde que vi o Paulo no palco quis trabalhar com ele, e depois que ele foi assistir a uma peça minha em 2001, começamos a conversar sobre essa possibilidade. Integrar um projeto com ele era para mim a única possibilidade de fazer um espetáculo fora da minha companhia", disse o diretor.

Paulo confiou também a Hirsch o trabalho de tradução e adaptação. O diretor, segundo ele, tomado pelo clássico e pelo amor de Autran ao teatro, optou por uma encenação em que o personagem seja maior que o ator, a performance, o cenário ou qualquer outro elemento cênico: "Eu sempre me vi tentando produzir muito num sentido de fora pra dentro, trazendo muita coisa pra peça, como linguagem de cinema, e graças a esse espetáculo e a vivência com o Autran, me vejo apaixonado pelo teatro primordialmente", explica.

O elenco, selecionado pelo talento, de acordo com o protagonista, foi escolhido entre indicações de Autran e Hirsch, e mescla, em clima familiar, diferentes gerações do teatro. Assim, fazem parte da peça Gustavo Machado e Cláudia Missura, nos papéis de filhos do avarento, além de Luciano Schwab, Tadeu Di Pyetro e Arieta Corrêa, atriz que deixa o CPT de Antunes Filho após seis anos e volta-se à comédia depois de diversas produções trágicas.

O Avarento
» Onde: Teatro Cultura Artística - sala Esther Mesquita
Rua Nestor Pestana, 196, Centro, São Paulo

» Quando: Pré-estréia para convidados de quarta (16) a sexta.
Estréia estréia sábado (19), às 21h, em temporada de quinta a sábado, às 21h, e domingo, às 18h.
» Quanto: R$30 a R$80.
» Informações: (11) 3258-3344.


fonte: UOL

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Agosto ainda é um mês estranho para mim

Meu blog comemorou ou comemora 1 ano este mês. Minha dúvida quanto ao fato de ter ou não passado a data comemorativa, é porque não sinto curiosidade em verificar qual foi o dia em que meu queridíssimo "Nuvens sobre o Atlântico" nasceu.

O mês de agosto está sendo bastante estranho para mim. Me sinto mais aluada do que o meu normal, mas não estou nada deprimida.

Há um ano, meu tio, irmão da minha mãe, morreu muito de repente, foi cancêr. A notícia me foi dada por uma de minhas primas (a mais maluca) que teve a sensibilidade de um hipopótamo. Eu ainda estava sonada quando recebi a notícia de sopetão: "Cristina, o tio... morreu!" Foi exatamente asssim, e minha mãe, logo ali, sentada na minha cama esperava o que de tão importante essa minha prima tinha para falar comigo tão cedo. É o jeito dessa minha prima ser, nada a fazer. Mas ela é ótima pessoa.

Só que o acontecimento foi como se meu "avô" morresse pela segunda vez, essa foi a parte difícil de absorver. E é muito extenso explicar o porquê, mas tem muito a ver com afinidade e afeto, a história dessa grande família que começou com um "Caetano" no Brasil.

Eu tinha 9 anos quando meu avô (muito mais meu pai que meu próprio pai) faleceu de cancêr, e eu muito criança, não entendia aquele sofrimento imenso, foi dificílimo. Minha família é imensa, mas a afinidade dos meus Caetanos com os Caetanos do meu tio é afinidade de alma e sofri muito com o sofrimento deles.

Ainda estou longe de um ser um ser humano com a espiritualidade madura, falta-me ainda muito conhecimento. Ainda estou aprendendo e tenho que aprender muito mais sobre mim e a minha ligação com Deus e com todo o plano astral.

Mas como nada acontece por acaso, o fato deste blog existir, tem tudo a ver com o falecimento desse meu tio. Talvez por defesa, passei muito mais do meu tempo livre, grudada na internet. Achava blog uma bobagem, até porque aqui no Brasil, os blogs sempre me pareceram pessoais demais, na maioria, muito infantis. Não me lembro como aconteceu, mas caí em blogs da weblog e do blogspot e todos, mas todos, eram de portugueses.

Gostei do que li e passei a visitar blogs, links desses blogs e sempre achava irressistível fazer comentários em blogs alheios. Vi muito preconceito, fiquei muito "brava" com muitos comentários que lia nos blogs, dava palpite. Adorava outros blogs e comentava também. Até sentir a necessidade de criar o meu blog.

O nome foi muito fácil. Sou distraída, então eu e nuvens, que tem algo de etéreo, um bocado diáfano, temos afinidades, muita empatia. E depois de viver tantos anos do outro lado do Atlântico, não conseguia me situar em lado nenhum. Sem dúvida, eu me sentia em qualquer lugar no meio desse oceano. Bem mais segura, a meio do caminho, podia me sentir cá (Brasil) e lá (Portugal) ao mesmo tempo.

E foi assim, com essa história de perda, que através do "Nuvens" conheci pessoas fantásticas, que fiz amigas e amigos e que me tornei uma pessoa mais rica por isso mesmo, ganhei muito, aprendi muito mais. Porque a vida é assim: nada acontece por acaso.


Tenho mais mêdo dos vivos

Equipe do novo filme de James Bond se recusa a filmar em "avião fantasma"

Já é a segunda vez que ouço falar de problemas nos sets de filmagens do filme de James Bond desde que escolheram o ator Daniel Craig - um louro com cara de francês, talvez de ucraniano ou também de russo - que substituiu o moreno Pierce Brosnam no papel de James Bond.

Acredito que pareça óbvio que até o presente dia - porque não é a primeira vez que resmungo sobre o ator - ainda não engoli o fato de um loirinho aguado fazer o papel de 007. Para ser loiro tem de ter muito charme, tem de ser um must, caso contrário, parece aguado...

Mas a situação que parece piada, está realmente mexendo com os nervos de todos os envolvidos no filme. Técnicos, funcionários da produção e atores do último filme de James Bond, "Casino Royale", negaram-se a filmar dentro de um avião, porque em seu interior haveria fantasmas, segundo informou o jornal sensacionalista "The Sun".

Várias cenas do filme de ação e espionagem protagonizado pelo inglês Daniel Craig deveriam ser filmadas em um avião no aeródromo de Dunsfold, na Inglaterra.

No entanto, os atores, membros da produção e técnicos do filme estão convencidos de que, dentro do avião, haveria o fantasma de uma mulher morta devido a um ataque cardíaco durante um vôo.

Pediram que entrássemos aí para filmar a cena, mas muitos dentro da produção e atores se negaram por causa do fantasma. Foi um verdadeiro problema", declarou ao "Sun" uma fonte próxima à produção do filme.

Por sua vez, o porta-voz do Aeródromo de Dunsfold, David McAllister, negou-se a falar sobre a atitude da produção, mas esclareceu ter "conhecimento de que esse avião é mal-assombrado".

Homens...sempre tão "corajosos". Bem que podiam avisar À fantasma, que parece não saber, que ela precisa "subir", porque morreu, já foi, passou. Custava muito alguém tentar conversar com a tal senhora e dar-lhe uma ajuda? Eles não assistem a série "Ghost Whisperer"?



fonte: Ansa

Três festas para comemorar 35 anos

Não me surpreende! Somente uma festa para esse rapaz, é pouco, muito pouco. E faz pose de tímido. O Fábio Assunção não é um fofo?




terça-feira, 15 de agosto de 2006

O bicho pegou!

Amigas, amigos, queridas e queridos


Estou bem e vivinha da silva! Mas os posts estão temporariamente suspensos por problemas técnicos no meu PC. Eu volto!!!



segunda-feira, 14 de agosto de 2006

Há gosto para tudo

Chicotinho high-tech oferece palmada vibratória

Eu sou uma pessoa sem preconceitos, e quando surgem coisas que considero de gosto duvidoso, me esforço para compreender. Quase sempre fico na mesma, não compreendo, mas fico imaginando que algum dia - sabe-se lá quando - eu ainda alcanço a grande sabedoria em compreender o ser humano. Não stresso, aceito a tarefa árdua e me dou todo o tempo do mundo.

A última tecno-novidade é um chicotinho que oferece palmada vibratória. A auto-flagelação não entra nada bem na minha cabeça, menos ainda o tal "um tapinha não dói", mas vá lá entender...

Batizado de VibraWhip (literalmente "vibra-chicote"), o brinquedo erótico - é essa a parte que me custa entender - conta com um sistema vibratório que é acionado por meio de um botão no cabo, que pode vir em diversas cores. Na outra extremidade, está instalada uma pequena mãozinha plástica para, nas palavras do site, oferecer a todos "uma gostosa sessão de tapinhas".

O acessório tem feito sucesso na Inglaterra, onde apareceu na versão local do reality show Big Brother há alguns dias, programa que já está em sua sétima edição naquele país. De acordo com o site Wicked Tickles, o "mimo" não sai por menos de 45 libras (R$ 184).

Bonitinho é. Eu usaria para matar mosquitos, o design é tudo! Muito fashion!!!


fonte: TECHGURU

sexta-feira, 11 de agosto de 2006


O dia em que choveram estrelas


Ninguém vira na noite mais triste os estranhos sinais no céu.
Nem os cientistas com os seus olhos telescópios que vêem a aparência dos astros e dos planetas, nem os poetas que buscam na lua palavras e magia, nem o casal de namorados que contava do amor à estrela mais brilhante, para que o brilho ficasse e o amor fosse brilho e eterno.
Ninguém notara como a lua estava triste nessa noite.
Tão cheia de tão triste. Tão cheia de tão sozinha.
Ninguém reparara que os raios da lua eram brilhantes e transparentes como lágrimas.
Raios, lágrimas da lua. A lua chorando iluminava a terra.

Só a lua guardaria para sempre a história da última noite.
A noite em que as estrelas de tão cansadas se esqueceram do nascer do dia, se esqueceram que era chegada a hora de brilhar no outro lado do mundo, no lado escuro do mundo, onde a noite as protegia do sol que lhes invejava o brilho e o tentava roubar na primeira hora de cada dia, como sempre fizera desde o principio do tempo, desde o principio dos dias.
Só a lua sabia da tristeza das estrelas. Só ela sabia que quando uma cansada se apagava, os sonhos e segredos passavam para as outras estrelas, e que estas os guardavam e os carregavam, para que não se apagasse nos homens a esperança nos sonhos, e nunca deixassem de sonhar.

Durante milhões e milhões de noites, milhões e milhões de homens, fecharam os olhos e respiraram na terra para que esta contasse às estrelas, sonho e segredos.
Mas, na terra que guardava o homem não existia espaço para as vidas vividas, e as outras vidas que os homens queriam viver.
Por isso durante milhões e milhões de noites, sonhos e segredos foram guardados pelas estrelas.
E assim céu e terra eram outro e o mesmo mundo.

Mas era já tão grande o peso de tanta esperança, de tantas vidas, de tantos sonhos que as estrelas guardavam que as mais pequenas e as mais antigas não suportavam o peso e caíam e tornavam-se estrelas cadentes. Caindo apagavam-se e desapareciam no escuro do firmamento, e tornavam-se escuro, deixando um pequenino rasto de luz que as outras estrelas recolhiam e guardavam.
E cada vez existiam menos estrelas e mais sonhos.
E na terra, os homens, quanto mais tristes mais sonhavam.

Até que naquela noite, a noite mais triste, a noite última, as estrelas cansadas adormeceram e esqueceram-se do sol e da hora e do dia, e dos homens que no lado escuro do mundo as esperavam e ficaram paradas no céu, onde o sol ao nascer as encontrou, e para ser ainda mais brilhante lhes roubou a luz que as prendia, e sem luz, uma a uma, começaram a cair.

Quem primeiro viu a chuva de estrelas foi um menino que se tinha levantado bem cedo e da janela espreitava o dia.
Da janela viu o pó fino e brilhante que caía com sons de risos e de vozes.
Ao tocar a terra o pó fino e brilhante tornava-se pó igual ao outro, silencioso, apagado e triste.
O menino estendeu as mãos para apanhar as estrelas que choviam, e nos olhos guardou o brilho e nas mãos guardou os sonhos.

E a lua, que vivera a noite mais triste que alguma vez existira e que sozinha partia para a outra metade do mundo sorriu, e apagou os raios molhados de lágrimas.
A lua sabia agora, que mesmo sem estrelas no céu, nas mãos do menino os sonhos continuariam a brilhar e a existir.



Encandescente
Candido Portinari - "Meninos Soltando Pipas"

Isto é um coelho

Acho que o criador dá o nome que quiser à sua criatura e vivas à liberdade. Mas fico imaginando as pobres criancinhas desse Rio de Janeiro, que só conhecem galinha, dentro do prato ou depenada e congelada num supermercado. Imaginem então como será um coelho para essas criaturinhas ignorantes da vida animal.

Mas não sou eu que serei contra o robozito ser um coelho, porquê? Serei comparada às senhoras de idade de outrora que só de ouvirem falar em escada rolante se benziam três vezes e ainda rezavam a Ave-Maria. Amém!

O nome do fofo e orelhudo coelhinho é "Nabaztag", difícil de escrever e pior ainda para falar. O cara ao lado do Nabaztag é o Rafi Haladjian - provavelmente foi ele que batizou o coelho -, da companhia francesa Violet. É um coelho WiFi de plástico, cujas orelhas servem como antenas e é capaz de receber e-mails e mensagens de texto de celulares, dizer às crianças que é hora de dormir, alertar sobre colapsos na bolsa de valores e oferecer informações de tráfego atualizadas por meio de dados transmitidos por rede sem fio conectada à Internet e baseada na tecnologia WiFi.

O coelhinho, que tem 23 centímetros de altura e um corpo cônico, branco, que se acende quando ele fala, atende pelo nome de Nabaztag, que quer dizer "coelho", em armênio, o idioma natal de seu criador. O aparelho também consegue abanar as orelhas e cantar.

O Nabaztag custa 115 euros na França, 80 libras no Reino Unido e 150 dólares nos Estados Unidos. O aparelho é produzido em Shenzhen, China.

Desde que chegou ao mercado, no ano passado, o Nabaztag vendeu 50 mil unidades na França, Reino Unido, Bélgica e Suíça, e Haladjian espera vender outras 150 mil antes do final do ano.

Não "entendo" o preço, se é produzido na China, tinha de ser mais barato.


fonte: UOL

quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Estou arrasada!

O ator Irving São Paulo faleceu

Soube da notícia mesmo agora e sinto um embrulho no estômago. Eu o conhecia, quase diariamente o via. Ele é, também dono de um cocker, o Nicolau. Não éramos amigos, apenas conhecidos aqui na rua onde moro e ele sempre parava para brincar e falar qualquer coisa para o meu Sasha, que ele chamava de Sassá... Há dias não o via passar e hoje soube porquê. Estava internado e faleceu hoje de manhã. Sinto tristeza, mas acredito que ele esteja bem, com a graça de Deus. Deixo aqui uma pequena homenagem a um homem muito educado, simpático e sempre bem humorado. É uma sensação muito estranha, a de estarmos vivos e de repente não estarmos mais. Que Deus dê muita tranquilidade à sua família porque o momento é difícil. Desejo ao Irving, muita luz e muita paz!

Segundo eu soube, Irving São Paulo estava internado estava internado no CTI do Hospital Copa D'or, em Copacabana, desde o dia 31 de julho em estado bastante grave. O ator chegou ao hospital já com um quadro avançado de inflamação do pâncreas. Segundo a assessoria, ele chegou a ser submetido a algumas cirurgias, mas não resistiu.A causa da morte foi falência múltipla de orgãos em decorrência de uma pancreatite necro-hemorrágica.

José Irving Santana São Paulo, filho do ator e diretor Olney São Paulo e irmão do também ator Ilya São Paulo, nasceu na cidade de Feira de Santana, na Bahia, em 26 de outubro de 1964. Ele tornou-se ator aos 6 anos de idade. Fez várias novelas da Globo, como Final Feliz (1982), Champagne (1983), Bebê a Bordo (1988), A História de Ana Raio e Zé Trovão (1990), Perigosas Peruas (1992), Mulheres de Areia (1993), A Viagem (1994), Torre de Babel (1998) e Estrela-Guia, feita com Sandy, em 2001 e Um Só Coração, em 2004. Também esteve nas minisséries "A Muralha" (2000) e "Um Só Coração" (2004), além de participar de episódios do programa "Você Decide".

Entre os filmes de sua carreira estão "O Veneno da Madrugada" (2004), de Ruy Guerra, "Cascalho" (2004), de Tuna Espinheira, "Luz del Fuego" (1982) e "Muito Prazer" (1979), ambos de David Neves, e "A Noiva da Cidade" (1978), de Alex Viany.

O velório será realizado a partir das 19h30 no Cemitério São João Batista, em Botafogo. O sepultamento está marcado para sexta, às 11h, no mesmo local.



fonte: Folha Online

Prêmio Jabuti - 48ª Edição

A Câmara Brasileira do Livro divulgou nesta terça-feira os vencedores das 19 categorias da 48ª edição do Prêmio Jabuti. A entrega dos troféus e o anúncio dos vencedores do "Livro do Ano" em ficção e não-ficção acontecem no dia 13 de setembro. Neste ano foram inscritos 2.074 livros.

O vencedor na categoria melhor romance foi "Cinzas do Norte", terceiro romance do amazonense Milton Hatoum, autor de "Relato de Um Certo Oriente" e "Dois Irmãos", livros também vencedores do prêmio Jabuti.

Entre os vencedores está ainda "Um Garoto Chamado Rorbeto" (Cosac Naify), do cantor Gabriel O Pensador, escolhido o melhor livro infantil.

A seguir, a lista dos vencedores:

Romance

Cinzas do Norte
Milton Hatoum
Companhia das Letras

2º (empate) Meninos no Poder
Domingos Pellegrini
Editora Record

Menino Oculto
Godofredo de Oliveira Neto
Editora Record

3º Olho de Rei
Edgard Telles Ribeiro
Editora Record

Biografia

1º Carmen - uma Biografia
Ruy Castro
Companhia das Letras

2º Orestes Barbosa- Repórter, Cronista e Poeta
Carlos Didier
Agir Editora

3º Machado de Assis: um Gênio Brasileiro
Daniel Piza
Imprensa Oficial

Reportagem

1º Operação Araguaia - Arquivos Secretos da Guerrilha
Taís Morais e Eumano Silva
Geração Editorial

2º Juízes no Banco dos Réus
Frederico Vasconcelos
Publifolha

3º Já Vi Este Filme - Reportagem (e Polêmicas) Sobre Lula e O Pt (1984-2005)
Luiz Maklouf Carvalho
Geração Editorial

Infantil

1º Um Garoto Chamado Rorbeto
Gabriel O Pensador
Cosac Naify

2º Chapeuzinho Adormecida no País das Maravilhas
Flávio de Souza
Editora FTD

3º Cacoete
Eva Furnari
Editora Ática

Juvenil

1º Lis no Peito - Um Livro que Pede Perdão
Jorge Miguel Marinho
Editora Biruta

2º Heroísmo de Quixote
Paula Mastroberti
Rocco

3º O Dia em que Felipe Sumiu
Milu Leite
Cosac Naify

Didático e paradidático do ensino fundamental e médio

1º Almanaque: Cortes e Recortes da Terra Paulista
Cenpec (Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária)
Imprensa Oficial

2º Viver, Aprender - Alfabetização - Educação de Jovens e Adultos
Cláudia Lemos Vóvio e Maria Amábile Mansutti/Ação Educativa
Global Editora

3º Matemática do Cotidiano & Suas Conexões
Antonio José Lopes
Editora FTD

Teoria/crítica literária

1º O Local da Diferença
Márcio Seligmann-Silva
Editora 34

2º Fragmentos de uma Deusa
Giuliana Ragusa
Editora da Unicamp

3º Clarice Lispector Com a Ponta dos Dedos
Vilma Arêas
Companhia das Letras

Tradução

1º Livro das Mil e uma Noites
Mamede Mustafa Jarouche
Editora Globo

2º A Balada do Velho Marinheiro
Alípio Correia de Franca Neto
Ateliê Editorial

3º Ulisses
Bernardina da Silveira Pinheiro
Editora Objetiva

Poesia

1º Vestígios
Affonso Romano de Sant`anna
Rocco

2º Elegia de Agosto
Ruy Espinheira Filho
Bertrand Brasil

3º Gaiola Aberta
Domingos Pellegrini
Bertrand Brasil

Educação, Psicologia e Psicanálise

1º O Sonhar Restaurado
Tales Am Ab'sáber
Editora 34

2º Pedagogia da Tolerância
Paulo Freire - Ana Maria Araújo Freire (org.)
Editora Unesp

3º A Violência no Coração da Cidade
Paulo Cesar Endo
Editora Escuta

Economia, Administração, Negócios e Direito

1º A Humanidade e Suas Fronteiras - do Estado Soberano à Sociedade Global
Eduado Felipe P. Matias
Editora Paz e Terra

2º O Valor do Amanhã
Eduardo Giannetti
Companhia das Letras

3º Reforma do Judiciário
Teresa Arruda, Luiz Rodrigues, Luiz Manoel, Octavio Campos e William Santos
Editora Revista dos Tribunais

Contos e Crônicas

1º Contos Negreiros
Marcelino Freire
Editora Record

2º Histórias Mal Contadas
Silviano Santiago
Rocco

3º A Hora Extrema
Mário Araújo
Editora 7letras

Ciências Humanas

1º 1930: Os Órfãos da Revolução
Domingos Meirelles
Editora Record

2º Dicionário da Terra
Márcia Mota (org.)
Editora Record

3º Gilberto Freyre - um Vitoriano dos Trópicos
Maria Lúcia Garcia Pallares-burke
Editora Unesp

Ciências Exatas, Tecnologia e Informática

1º Elementos de Amostragem
Heleno Bolfarine e Wilton O. Bussab
Editora Edgard Blücher

2º Dinâmica da Água no Solo
Paulo Leonel Libardi
Editora da Universidade de São Paulo

3º 500 Anos de Engenharia no Brasil
José Carlos T.b. De Moraes
Imprensa Oficial/Edusp

Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes

1º O Porto e a Cidade: o Rio De Janeiro entre 1565 e 1910
Nubia Melhem Santos, Maria Isabel Lenzi e Cláudio Figueiredo
Casa da Palavra

2º Amazônia
Araquém Alcântara Pereira
Terrabrasil

3º Sobre os Instrumentos Sinfônicos e em torno deles
José Alexandre Dos Santos Ribeiro
Editora Record

Ciências Naturais e Ciências da Saúde

1º Tratado De Cardiologia - Socesp
Fernando Nobre; Carlos V. Serrano Jr.
Editora Manole

2º Dinâmica das Doenças Infeciosas e Parasitárias vol. 1 e vol. 2
José Rodrigues Coura
Editora Guanabara Koogan

3º Técnicas Radiográficas
Antônio Mendes Biasoli Jr.
Editora Rubio

Capa

1º O Design Brasileiro Antes do Design
Elaine Ramos
Cosac Naify

2º A Costura do Invisível
Adriana Peliano
Editora Senac São Paulo

3º Shalimar, o Equilibrista
Victor Burton
Companhia das Letras

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil

1º Cacoete
Eva Furnari
Editora Ática

2º Palavra Cigana: Seis Contos Nômades
Stephan Doitschnoff
Cosac Naify

3º Contos da Montanha
Lúcia Hiratsuka
edições SM

Projeto/produção editorial

1º Caminhos do Ouro na Estrada Real
Kapa Editorial

2º Lis No Peito - Um Livro Que Pede Perdão
Gustavo Piqueira
Editora Biruta

3º Destaques da Biblioteca Indisciplinada de Guita e José Mindlin
Diana Mindlin
Editora da Universidade de São Paulo




fonte: Folha Online

quarta-feira, 9 de agosto de 2006

ESTOU EXAUSTA !!!

Para o amor perdido

Fiquei triste. Num momento você estava aqui, no outro já não estava. Igual a bicho de estimação que morre de repente e somem com o corpo. Para onde foi tudo aquilo? Que tínhamos tão seguro. Tão certos de sua eternidade. Para onde foi, hein? Meu peito, depósito subitamente esvaziado, aperta-se no meio de tanto espaço.

Tento identificar o instante, quando o que tínhamos se perdeu. Mas nem sei se o perdemos juntos ou se juntos já não estávamos. Me desespera saber que um amor, um dia desses tão grande, possa ter desaparecido com tanta facilidade.

Como já disse, estou triste; e isso me faz acreditar no poder das cartas. Não falo de tarô, mas destas, escritas e mandadas ou não mandadas. Cheias de questões e metáforas, que assim, misturadas cuidadosamente, num cafona português polido, soam mais sensatas. Qual poder espero desta carta? Simples:que deixe registrado este meu estranho momento. Quando o que devia ser alívio revela-se angústia. E a cabeça não pára, vasculhando cantos vazios.

Não gosto de perder as minhas coisas, você sabe. E hoje, cercada pela sua ausência, procuro o que procurar. Experimentando o desânimo da busca desiludida. Pois, se um amor como aquele acaba dessa maneira, vale a pena encontrar um outro? Será inteligente apostar tanto de novo? Aposto que você está pouco se lixando para isso tudo. Que seguiu sua vida tranqüilamente, como se nada de tão importante tivesse ocorrido. E está até achando graça desta minha carta, julgando-a patética e ridícula. Você, redundante como sempre.

Só há uma coisa certa a respeito disso:não desejo uma resposta sua. É, esta é uma daquelas cartas que não são para ser respondidas. Apenas lidas, relidas, depois picadas em pedacinhos. Sendo esse o destino mais nobre para as emoções abandonadas. Queria apenas pedir um favor antes que você rasgue este resto do que tivemos.

Se algum dia, tendo bebido demais, sei lá, você acabar pensando tolices parecidas como estas, escreva também uma carta. Mesmo sem jamais saber o que você irá dizer, sei que ela fará de mim menos ridícula. Neste amor e, por isso, em todo o resto. Pois adoraria que você fosse capaz de tanto - escrever uma carta é um ato de desmedida coragem. E eu ficaria, enfim, feliz comigo, por tê-lo amado. Um homem assim, capaz de escrever bobagens amorosas.

Então é isso - como sou insuportavelmente romântica, meu Deus. Termino aqui essa história, de minha parte, contando que estas palavras façam jus ao fim do amor que senti. E deixando este testamento de dor, onde me reconheço fraca e irremediável. Porque ainda gostaria de poder acreditar que você nadaria de volta para mim.


in, "Carta de Fernanda Young"



n.r.: como eu adoraria ter escrito, assim, uma carta ...

A coisa aqui tá preta

Meu caro amigo


Meu caro amigo me perdoe, por favor
Se eu não lhe faço uma visita
Mas como agora apareceu um portador
Mando notícias nessa fita

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita mutreta pra levar a situação
Que a gente vai levando de teimoso e de pirraça
E a gente vai tomando que, também, sem a cachaça
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu não pretendo provocar
Nem atiçar suas saudades
Mas acontece que não posso me furtar
A lhe contar as novidades

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

É pirueta pra cavar o ganha-pão
Que a gente vai cavando só de birra, só de sarro
E a gente vai fumando que, também, sem um cigarro
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu quis até telefonar
Mas a tarifa não tem graça
Eu ando aflito pra fazer você ficar
A par de tudo que se passa

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

Muita careta pra engolir a transação
E a gente tá engolindo cada sapo no caminho
E a gente vai se amando que, também, sem um carinho
Ninguém segura esse rojão

Meu caro amigo eu bem queria lhe escrever
Mas o correio andou arisco
Se permitem, vou tentar lhe remeter
Notícias frescas nesse disco

Aqui na terra 'tão jogando futebol
Tem muito samba, muito choro e rock'n'roll
Uns dias chove, noutros dias bate sol

Mas o que eu quero é lhe dizer que a coisa aqui tá preta

A Marieta manda um beijo para os seus
Um beijo na família, na Cecília e nas crianças
O Francis aproveita pra também mandar lembranças
A todo o pessoal
Adeus

Chico Buarque e Francis Hime



Mais oito morrem em confrontos no Vidigal; total de vítimas na semana chega a 13

Entre a noite de terça-feira e a madrugada desta quarta, oito traficantes morreram em confronto com a polícia no morro do Vidigal, em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro. Desde o final de semana, o número de mortos já chega a 13.

Na madrugada do último domingo, traficantes invadiram a favela para tomar os pontos de drogas no Vidigal. Na avaliação da polícia, trata-se de uma disputa dentro de uma mesma facção do narcotráfico.

A Polícia Militar acredita que o próximo passo dos bandidos será tentar invadir a favela da Rocinha, também em São Conrado.

O policiamento no Vidigal, segundo a PM, não tem duração determinada. Na madrugada desta quarta-feira, um bandido morreu e outro ficou ferido. Balas também cortaram o céu de São Conrado, para desespero dos moradores.



fonte: UOL

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Quadros de Klimt expropriados por nazistas vão à leilão

Quatro dos cinco quadros de Klimt roubados pelos nazistas e objeto durante anos de uma batalha de restituição serão vendidos em breve, anunciou em Nova York a casa de leilões Christie's. A casa vendeu, em junho, a obra "Retrato de Adele Bloch-Bauer", pintada por Klimt em 1907 por um preço recorde.

"Desde que recuperamos os quadros, minha família e eu temos buscado organizar exposições em Los Angeles e Nova York para compartilhar essas obras magníficas", explicou Maria Altmann, sobrinha e herdeira dos proprietários Ferdinand e Adele Bloch-Nauer, em um comunicado da Christie's. "Nossa família decidiu se separar deles".

A obra "Retrato de Adele Bloch-Bauer" foi vendida para o magnata nova-iorquino dos cosméticos Ronald Lauder por US$ 135 milhões e está desde então instalada na Neue Galerie, museu dedicado à arte alemã e austríaca dos anos 1890-1940 presidido pelo empresário.

Pintadas entre 1903 e 1916, as quatro obras restantes representam fases muito diferentes da carreira do mestre austríaco. O "pacote" inclui outro retrato, "Adele Bloch-Bauer 2" (1912), uma paisagem, "Casas em Unterach no Lago Atter" (1916), uma cena no bosque, "Birch Wood" (1903), e "Apple Tree 1" (1911 ou 1912), a representação da copa de uma árvore.

Esses quadros foram, durante anos, objeto de uma batalha legal pela restituição entre o governo austríaco e Altmann, de 90 anos, que finalmente ganhou a causa no início do ano, depois de ter argumentado que as telas haviam sido apreendias pelos nazistas na 2ª Guerra.

"Como a maioria das grandes obras de Klimt estão em museus, essas quatro peças representam uma rara oportunidade para uma aquisição", acrescentou a Christie's. As cinco obras serão expostas ao público na Neue Galerie de Nova York até 18 de setembro.



n.r.: não resisto a falar sobre o assunto, porque imagino um certo número de pessoas criticando o fato dos descendentes e os próprios proprietários dessas obras de arte lutarem por sua restituição. Nada mais justo.
Até mesmo porque, esse "resgate" da posse dessas obras vai muito além do seu valor de mercado. Independentemente do valor que possuam, é preciso compreender a forma como tudo aconteceu durante a ocupação nazista e o holocausto. Como famílias inteiras se perderam - foram mortos - por causa de um louco carismático. É necessário abrirmos a nossa mente para compreendermos o quanto é necessário a todas as famílias que tiveram seus bens saqueados, reavê-las.
Uma vez, uma amiga, Ilana, me contou que o pai dela foi o único sobrevivente de sua família. Ele, alemão e judeu, conseguiu sair da Alemanha pulando para dentro de um vagão de um trem em movimento. Quebrou o braço, mas se salvou.


fonte: Folha Online

Bonecada *

Festival do Sesi traz bonecos em 35 apresentações gratuitas

De pano, de luva ou com fios, os bonecos vão invadir a cidade nesta semana. De hoje (dia 8) até o dia 13, a mostra Sesi Bonecos do Brasil e do Mundo reúne 17 grupos de teatro de bonecos, 12 nacionais e cinco internacionais, em 35 apresentações com entrada franca.

Na terceira edição do festival, que já aconteceu no Nordeste e no Centro-Oeste do país e chega pela primeira vez à cidade, as exibições acontecem no Teatro Popular do Sesi e na praça da Paz, no parque Ibirapuera.

"Animação Suspensa", da companhia americana The Hubber Marionettes, recria com bonecos o universo dos antigos cabarés, na quinta (dia10), também no Sesi.

No próximo fim de semana, os espetáculos se concentram no Ibirapuera, com grupos como Sobrevento, Cia. da Tribo e o Mestre Waldeck de Garanhuns. Há também atrações mais voltadas para os pais, como o espetáculo japonês "Kiyohime Mandara", do grupo Dondoro (dia 13), e a peça "Melodrama", vinda de Barcelona, na Espanha (quarta e dia 12), que usa como técnicas fantoche, fios e sombras.

Quem gosta do tema tem chance de ver outros espetáculos de bonecos na itinerante Mostra Sesi de Teatro de Bonecos e Formas Animadas, em que seis grupos, como as companhias Truks e Articularte, levam suas peças a 13 cidades do Estado, incluindo a capital, até 7 de outubro.

Sesi Bonecos do Brasil
» Onde: Centro Cultural Fiesp - teatro Popular do Sesi
Av. Paulista, 1.313, Bela Vista, região central.

» Quando: ter. a qui.: 20h e 21h30.
» Quanto: Únicas apresentações. Retirar ingressos com três horas de antecedência.
» Informações: tel.(11) 3146-7405



n.r.: havia um artista estrangeiro (já não me lembro de sua nacionalidade) que atuava maravilhosamente com seu boneco/marionete na Rua de Santa Catarina, no Porto. Adoro teatro de marionetes!



*expressão plagiada em Flickr de Wishes&Heros
fonte: Folha Online

segunda-feira, 7 de agosto de 2006

Adaga de 3 mil a.C. encontrada na Bulgária

Arqueólogos descobriram uma adaga dourada em uma tumba trácia na região central da Bulgária, fabricada cerca de 3 mil anos antes de Cristo.

Esta é a mais recente descoberta de uma das muitas tumbas que, acredita-se, formaram o berço da civilização trácia. A adaga, feita de uma liga de ouro e platina, foi encontrada perto do vilarejo de Dubovo.

Descobertas na área nos últimos dias animaram os arqueólogos e forneceram detalhes das habilidades dessa misteriosa civilização.

Funcionários do museu disseram que a adaga, de 16 centímetros de comprimento, tem uma lâmina bastante afiada. Há indicações de que ela era usada para sacrifícios. Mais de 500 outras peças em miniatura foram encontradas na mesma tumba.

Entre as recentes descobertas estão uma máscara de ouro, um antigo templo, uma coroa e milhares de jóias. A liga usada na adaga sugere um grau maior de sofisticação em metalurgia do que se acreditava ser a norma naquele período.

Os trácios foram um povo indo-europeu, da Trácia e regiões adjacentes, onde ficam hoje a Bulgária, Romênia, Moldávia, nordeste da Grécia, Turquia européia e o noroeste da Turquia asiática, o leste da Sérvia e partes da Macedônia.

No século V a.C. os trácios ocupavam as regiões entre o norte da Grécia e o sul da Rússia. Nessa época, a presença trácia era penetrante o bastante para fazer Heródoto chamá-los de o segundo povo mais numeroso do mundo conhecido, e potencialmente o mais poderoso, se não fosse a sua desunião.

A Ilíada registra os trácios da região do Helesponto e também os trácios cicones que lutaram ao lado dos troianos (Ilíada, livro II). Muitas figuras míticas, como o deus Dionísio, a princesa Europa e o herói Orfeu foram tomados emprestados pelos gregos de seus vizinhos trácios.

A maior parte dos trácios finalmente se helenizariam (na província da Trácia) ou se romanizariam (na Dácia, Moésia, etc.). Pequenos grupos de falantes de idiomas trácios contudo poderiam ainda estar existindo quando os eslavos chegaram aos Bálcãs no século VI, e teoricamente alguns trácios podem ter sido eslavizados. Os acadêmicos propôem que os atuais albaneses possivelmente sejam trácios que mantiveram sua língua, mas isso é uma questão controvertida.

Nos primeiros anos do século XXI, arqueólogos búlgaros fizeram descobertas impressionantes na Bulgária Central num local que chamaram de "O Vale dos Reis Trácios". Em 19 de agosto de 2005 alguns arqueólogos anunciaram ter encontrado a primeira capital trácia, que estava situada próximo à atual cidade de Karlovo na Bulgária. Uma grande quantidade de artefatos de cerâmica polida (peças de telhado e vasos em estilo grego) foram descobertos revelando a riqueza da cidade.



fonte: BBC Brasil e Wikipédia

Encandescente - "Erotismo na Cidade"

O mais recente livro da poetisa Encandescente, "EROTISMO NA CIDADE" está à venda na FNAC, em Portugal e pode ser encomendado através do email da Editora Polvo Livros em polvolivros@gmail.com



Da inutilidade do exagero nas coisas do amor

Permite-me discordar de ti
Sobre a utilidade da superlativação
Das coisas do amor.
Se estiver no sopé dos Himalaias
E tu no topo
Não conseguiria, por mais que te ame,
Derreter gelos ou mover montanhas
Só para te ver.
O mais provável seria morrer
No acto da escalada
No intento.
Permite-me não concordar contigo
Quando falas e discorres
Sobre a eternidade do amor.
Se eu morresse aqui e agora
Chorar-me-ias, provavelmente, dois ou três meses
Mas não jurarias castidade
Ou renunciarias a todas as outras mulheres
E eu apareceria, ocasionalmente, no teu pensamento
Como alguém que amaste e partiu
Nada mais.
Permite-me agora que te diga
Da redundância e inutilidade do exagero
Nas coisas do amor
Pois se é amor
É em si mesmo tão descomedido
Que tocá-lo um minuto
É sentir do inferno a chama
E dos deuses saber a imortalidade.



in, "Erotismo na Cidade" - Edições Polvo, pág.63



fonte: Erotismo na Cidade

TOOTS THILEMANS & ELIS REGINA

"AQUARELA DO BRASIL"

Ainda não desempacotei todas as minhas coisinhas desde o último retorno. Com isso, ainda tenho algumas desaparecidas e outras esquecidas. E eis que surge o CD "Aquarela do Brasil" de Elis Regina e do gaitista Toots Thielemans do álbum de mesmo nome, gravado na Suécia em 1969. Elis faleceu em 1982. Nesse CD tem "Canto de Ossanha" de Baden Powell e Vinícius, "Volta" de Roberto Menescal e Bôscoli e "Corrida de Jangada" de Edu Lôbo e Capinan. Recomendo!

domingo, 6 de agosto de 2006

Mamãe mandou eu escolher...

... esse daqui!



Jaguar XKR 2007



A liga na qual é feita a carroceria é cerca de 40% mais rígida do que as produzidas em aço. Não dizem por aí que as mulheres dirigem mal? Sendo assim, esse é o carro perfeito! Ha!



Nos bancos em couro, há a inscrição "R" que identifica a versão esportiva. Cristina é com "C"... Hummm..."R"?! Detalhes, apenas um detalhe!


n.r.: estou voltando! Fui mais uma vítima dessa gripe horrorosa que se espalha pelo Rio de Janeiro. Também com um tempo doido desses... Uns dias com 30ºC, de repente vira o tempo para 20ºC e com chuva, quem não há de...? E dono de cão, sabe como é... Não combina com guarda-chuva, então... É atchim na certa! E estou super em falta com os amigos, mas a partir de amanhã vou colocar o papo em dia!


fonte: UOL
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