segunda-feira, 13 de março de 2006


A espera


Amado... Por que tardas tanto?
As primeiras sombras se avizinham
E as estrelas iniciam a noite.
Vem...
Pois a esperança que se acolheu em meu coração
Vai deixá-lo como um ninho abandonado nos penhascos.
Vem... Amado...
desce a tua boca sobre a minha boca
Para a tua alma levar a minha alma
Pesada de sofrimento!
Vem...
Para que, beijando a minha boca
Eu receba a sensação de uma janela aberta.
Amado meu...
Por que tardas tanto?
Vem...
E serás como um ramo de rosas brancas
Pousando no túmulo da minha vida...
Vem amado meu.
Por que tardas tanto?


Adalgisa Nery
"The White Skirt" - Balthus

Sou fofo

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Robozinho da NEC fala, dança e faz carinho


CeBit 2006



fonte: UOL

And The Winner Is...

CRUFTS 2006



O pastor australiano chamado Caitland Isle Take a Chance foi o vencedor da Crufts, a maior competição de cachorros da Grã-Bretanha.


fonte: BBC Brasil

Bienal do livro - Dicas de Lya Luft

A escritora Lya Luft, autora de contos, crônicas e romances "best-sellers" como "Perdas e Ganhos" (2003), estará na Bienal do Livro de São Paulo no sábado (dia 18). Ela participa do bate-papo "Retratos Literários", no Salão de Idéias da Bienal, e conversa com o público sobre seus livros, crônicas, e sobre a tradução da biografia de Truman Capote, do norte-americano Gerald Clarke, relançada neste ano no Brasil (Editora Globo, R$ 45).

Lya Luft tem 67 anos e 19 livros publicados, além de diversas traduções do inglês e do alemão. Desde 2004, assina coluna "Ponto de Vista", na revista "Veja". Em entrevista ao UOL, a escritora cita cinco livros disponíveis na Bienal que, segundo ela, são fundamentais para quem gosta de literatura e busca o autoconhecimento.

"Não sei se são indispensáveis, mas trata-se de uma literatura muito importante", afirma. "Indispensável mesmo são as obras completas de Freud", diz. Quem estiver decidido a começar pelo imprescindível, pode encontrar na Bienal duas versões da coleção de obras completas do pai da psicanálise. Há uma versão dos 24 volumes em capa dura (R$ 1.584) e outra em brochura (R$ 960). Ambas são da editora Imago.

As cinco obras listadas por Lya Luft são de escritores brasileiros que, assim como ela, publicaram principalmente a partir da segunda metade do século 20. Veja as sugestões da escritora:

Rubem Braga - "Recado de Primavera"
Editora Record - 176 páginas
R$ 26,90

"É um livro de crônicas muito especial", afirma. A obra trata de assuntos diversos, como a Revolução de 32, o diário de um subversivo e memórias da infância do autor.

Guimarães Rosa - "Grande Sertão: Veredas"
Nova Fronteira - 624 páginas
R$ 59

O livro, que representa uma revolução narrativa na literatura brasileira, completa 50 anos em maio e terá três edições comemorativas, que serão lançadas ao longo deste ano. Na Bienal, só será possível encontrar a edição já existente da Nova Fronteira.

Guimarães Rosa - "Tutameia (Terceiras Estórias)"
Nova Fronteira - 268 páginas
R$ 32

"Para quem tem medo de livro grande, essa é uma boa opção de entrar em contato com o Guimarães Rosa sem ler 'Grande Sertão'." O livro foi a última publicação do autor mineiro em vida, em 1967.


Eduardo Gianetti - "O Valor do Amanhã"
Companhia das Letras - 328 pág
R$ 44

"É o livro que estou lendo agora. Gianetti é um economista que fala muito bem de assuntos filosóficos", diz a autora. Esta é a obra mais recente do escritor, e procura mostrar como a lógica dos juros está presente em todos os campos da vida em sociedade, e não só em economia.

Danuza Leão - "Quase Tudo"
Companhia das Letras - 280 pág
R$ 38

"O texto da Danuza é surpreendente", diz Lya Luft. O livro, lançado em 2005, está há 13 semanas entre os mais vendidos do país.


Planejamento familiar

O que você faria caso seus dois bebês gêmeos fossem filhos de pais diferentes? O fato é verídico e foi notícia no "Fantástico" de ontem à noite.

Uma mulher se relacionava com o namorado e outro homem. Ela ficou grávida, eram gêmeos e as crianças nasceram. Até aí a situação é bastante comum só que os gêmeos - uma menina e um menino - eram muito diferentes, a tal ponto que ela decidiu pedir ao namorado que ele fizesse um teste de DNA.

O resultado do teste foi surpreendente porque apenas um dos gêmeos era filho do atual namorado. Ele acabou por reconhecer a paternidade da criança, paga a pensão alimentícia para o menino e no programa disse que o relacionamento entre os dois havia acabado, seria impossível para ele continuar se relacionando com alguém que o tivesse traído. Sobre o outro "namorado" - que não quis dar entrevista - foi dito que ele pretende fazer o teste de DNA para saber se é pai da menina.

O acontecimento é raro na literatura médica porque houve um intervalo de 7 dias entre as duas relações com os dois homens e sabe-se que mesmo sem haver ovulação, o espermatozóide pode ficar "esperando" até 5 dias. O primeiro espermatozóide teria ficado esperando por 7 dias. Além disso ela teve uma rara dupla ovulação.

No sétimo dia - soa bíblico -, ela ovulou duas vezes, sendo que o espermatozóide - o primeiro - que estava à espera fecundou um dos óvulos. O segundo óvulo foi fecundado pelo espermatozóide do segundo namorado e por esse motivo ela engravidou de dois bebês, até esse momento seriam apenas dois gêmeos.

O que é grave nessa situação é que três adultos - não eram adolescente - não tiveram cuidados com um possível gravidez e menos ainda com a transmissão de uma DST ou AIDS. Três pessoas ficaram diretamente expostas à sorte e dessa vez, a tiveram. Os dados da Organização Mundial de Saúde são os seguintes:

Estima-se que ocorram cerca de 340 milhões de casos de DST por ano, no mundo. Nessa estimativa não estão incluídos a herpes genital e o HPV.

Em números, as estimativas de casos de DST que se apresentam com sintomas, no Brasil, são:

* Sífilis: 843.300
* Gonorréia: 775.180
* Clamídia: 1.500.490
* Herpes genital: 89.110
* HPV: 137.080

Fonte: PN-DST/AIDS, 2003.

O único meio eficaz de se prevenir a propagação de uma doença é falar constantemente sobre ela. A campanhas publicitária do Ministério da Saúde sobre a AIDS pode ser bastante eficaz no período do Carnaval, mas precisa ser estendida a todos os outros meses do ano.


domingo, 12 de março de 2006

Rompendo o silêncio

Ingrid Saldanha levou oito pontos no nariz e ficou com o olho roxo porque seu marido se irritou no trânsito e bateu nela. Salma Vilaverde levou um murro no queixo porque comprou um armário sem avisar. Sandra Farias foi espancada porque o companheiro a viu no portão com um primo. Tammy Santiago pediu a separação quando descobriu que o marido estava de caso com uma menina de 16 anos. Ele negou e passou a espancá-la. Tammy apresentou queixa na delegacia e acabou dando a senha para que sua filha adolescente tomasse coragem de revelar que o padrasto abusava dela. Ingrid, Salma, Sandra e Tammy vivem a milhares de quilômetros umas das outras. A primeira no Rio de Janeiro, a segunda a 70 quilômetros de Porto Alegre, a terceira em Olinda, a última em Goiânia. Têm profissões diferentes – jornalista, produtora cultural, funcionária pública, comerciante – e histórias de vida que poderiam jamais se cruzar. O que as reúne nesta reportagem é a decisão de romper o silêncio, o poderoso e cúmplice silêncio que permite a maridos espancadores continuar aterrorizando a vida de milhões de mulheres em todo o mundo.

Pesquisa da Organização Mundial da Saúde divulgada no ano passado mostra que no Brasil 29% das mulheres relatam ter sofrido violência física ou sexual pelo menos uma vez na vida, sendo que 16% classificaram a agressão como violência severa – ser chutada, arrastada pelo chão, ameaçada ou ferida com qualquer tipo de arma. Apesar disso, 25% não contaram a ninguém sobre o ocorrido e 60% não saíram de casa sequer por uma noite em razão da violência. Menos de 10% recorreram a serviços especializados de saúde ou segurança. A experiência internacional nessa área indica que, em média, a mulher leva dez anos para pedir socorro. O filósofo britânico John Stuart Mill (1806-1873) escreveu em seu célebre ensaio A Sujeição das Mulheres que o recurso à força física por parte dos homens era, no fim do século XIX, o único resquício do tempo das cavernas que ainda resistia ao avanço da civilização. É trágico constatar que no começo do século XXI a brutalidade atávica do forte contra o fraco continue a ser tão prevalente na relação dos casais.

As protagonistas das histórias publicadas aqui têm em comum também o fato de pertencer a um grupo social que normalmente considera-se imune a esse tipo de problema. A mulher que apanha, diz o senso comum, é sempre pobre e ignorante, assim como seu marido ou companheiro. Não é o que mostra um cruzamento estatístico produzido especialmente para VEJA pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro. Com base nos boletins de ocorrência registrados nas delegacias fluminenses no ano passado, o ISP revela que 30% das vítimas e dos agressores concluíram pelo menos o ensino médio.

A violência não escolhe a classe cultural ou social da vítima, estudos indicam que a mulher de classe média é capaz de identificar a violência mais cedo, porque tem um nível de instrução que lhe dá acesso a conceitos como agressão psicológica, assédio moral e chantagem emocional. Mas é raro denunciar uma agressão à polícia, devido a vergonha com a repercussão de sua história tanto no círculo familiar como no profissional. Acrescenta-se o mêdo de ser julgada por ter dado "motivos" a seu agressor, que é um dos comentários mais comuns a serem ouvidos por mulheres que se queixam de agressões, sendo muitos deles vindo de outras mulheres. A falta de apoio é extremamente comum, porque ainda a nossa sociedade se baseia no velho ditado de que "em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher".


n.r.: Ingrid Saldanha é esposa do ator da novela "Bang-Bang", Kadu Moliterno

fonte: Veja Online

sábado, 11 de março de 2006

"O Olhar Modernista de JK", FAAP - S.Paulo

Aproveitando o sucesso da minisérie "JK" exibida pela Rede Globo e antecipando os 30 anos de morte(agosto) de Juscelino Kubistchek, a partir desse domingo, dia 12, o Salão Cultural da FAAP (Fundação Álvares Penteado) recebe UMA exposição que remonta a pioneira mostra de arte moderna realizada em Belo Horizonte, no ano de 1944.

a mostra "O Olhar Modernista de JK" alimenta a aura cosmopolita que ronda o ex-prefeito de BH, ex-governador de MG e ex-presidente do Brasil.

Com curadoria de Denise Mattar, "O Olhar Modernista de JK" foi montada primeiramente em 2004, no Palácio da Alvorada, para marcar os 60 anos da exposição original, chamada "Arte Moderna 1944" e apelidada de "Semaninha de Arte Moderna", em alusão à "Semana da Arte Moderna" de 1922.

Na ocasião em que era prefeito de Belo Horizonte, Juscelino decidiu reunir tanto grandes quantos novos nomes da arte brasileira em grande mostra que seria realizada no recém-construído complexo da Pampulha, um dos primeiros conjuntos modernistas do mundo, idealizado por Oscar Niemeyer.

A mostra "O Olhar Modernista de JK" conta com quatro núcleos. O primeiro remonta a exposição de 44. O segundo tem painéis com textos e imagens que destacam a relação de Juscelino com a classe artística brasileira ("ele falava de arte nos discursos, recebia artistas e frequentava vernissages", conta a curadora). O terceiro faz tributo a um talento esquecido da arte brasileira, Marta Loutsch, que tem sala especial - com 40 quadros - para relembrar a obra de artista mineira que também participou da mostra original. Já o quarto ilustra panorama dos anos 40, apresentando peças de publicidade, roupas e adereços da época.


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"Segunda Classe" - Tarsila do Amaral


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Retrato inacabado de JK por Guignard


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"Lavadeiras" - Mario Zanini


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"Porto de Mônaco" - Anita Malfatti

O OLHAR MODERNISTA DE JK
» Onde: FAAP - Salão Cultural
Rua Alagoas, 903, prédio I - Higienópolis

» Quando: de 12/3 a 23/4
de ter. a sex., das 10h às 20h;
sáb., dom. e feriados, das 13h às 17h

» Quanto: Grátis


fonte: UOL

sexta-feira, 10 de março de 2006

Expo Dog - Crufts 2006



Adoro animais e plantas e os filhos dos outros. Não necessariamente nessa ordem. E mandando recado a pessoas mais sensíveis, não estou comparando crianças à bichos, nem dando menos importância, nem... blá-blá-blá.

Quanto aos bichos, prefiro cães, cavalos e outros, e nessa ordem. De aves, tenho pavor, tirando patos, marrecos e todos os que tenham bicos quadrado. Tenho mêdo de todas as aves que têem bico pontudo e acredito que seja um trauma de infância do qual não me lembro.

Quando éramos muito pequenas, eu e minha prima estávamos brincando no sítio de nossos avós e dizem que ela apareceu - felicíssima - dizendo, e eu junto dela, que tinha matado um pinto. Lembro qualquer coisa, mas pouco, mas esse fato é do conhecimento de toda a família. O meu trauma é por motivos óbvios, do conhecimento de poucos.

Então, creio que a culpa toda desse trauma foi do pinto, corajosamente assassinado por afogamento pela minha salvadora. Nem preciso dizer o quanto nós duas nos damos bem até hoje.

Mas quanto à Crufts 2006, nessa semana em Birmingham, na Grã Bretanha acontece até domingo a maior exposição de cães do mundo, onde cento e vinte mil pessoas são esperadas.

Ao contrário dos americanos, não é habitual na Europa - de um modo geral - vestir animais como se fossem humanos com roupinhas de baile, pijaminhas. Menos ainda pintar suas unhas com esmalte ou seu pêlo da cor da roupa de sua dona a cada dia que sai com ela para passear.

Acho a relação humano/cão na Europa mais saudável do que na América. É bastante comum ter um animal por gostarem verdadeiramente de uma determinada raça e cuidarem deste com total responsabilidade, seja comprando ou adotando. Excessos da parte de seres racionais existem em qualquer país do mundo, mas verifica-se uma atitude mais saudável nesses países do que em algumas cidades americanas, e inclusive aqui no Brasil.

Os cães - animais de uma maneira geral - não passam doenças com a facilidade que pessoas acreditam que isso aconteça. Um cão vacinado e vermifugado mensalmente não contamina o local que pisa e nem a areia da praia fica contaminada com a sua passagem pelo local.

Um cão solto pode causar transtornos e é apenas por isso que é mais civilizado, neste caso, não levar seu cão à praia.

Sou dona de um cocker spaniel inglês azul-ruão obediente e simpático, o Sasha, que tem sobrenome apenas porque gosto muito da personalidade da raça, e esse detalhe era a minha garantia. Além disso, é portuense da gema. Também já tive há muitos anos atrás, um pastor belga e outro alemão. Gosto de cães!!!

Adoraria ter outro cocker ou um gato angorá para fazer companhia à ele, já que ele adora gatos, mas quase nunca o contrário é verdadeiro, só que ele ainda não entende esse desprezo da parte dos gatos.

Se tiverem de ir à esses lados, dêem um salto da exposição. Caso contrário veja-os aqui.












fonte: BBC Brasil

Título?!

Nenhuma palavra pode representar como hoje me sinto

Carlos, meu amigo do blog Beco dos Bytes mostra sua indignação através de um texto e de duas charges que publicou hoje sobre mais outra grande vergonha que temos de engolir no Brasil. O copo transbordou!!!

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O Brasil acabou! A maracutaia (a sem-vergonhice) não acontece mais embaixo do tapete. Funciona às claras, de peito aberto e inflado de certezas, como quem diz: "roubo sim, e daí?" "o que vocês têem com isso, povinho?"

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Sou parte desse povinho, que assiste calado e ainda insistem em chamar de elite. Como sua excelência, o senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva chama a classe média deste país. E porque sou elite? E existem alguma dúvida de que eu seja? Claro que não!

Elite que se preza tem computador comprado com o dinheiro de seu trabalho e esforço próprio. Estudou e pagou por seus estudos com o dinheiro de seus pais que também tiveram que trabalhar para conseguir esse dinheiro e posteriormente, já formada (eu, ainda elite) pagueir pela continuação dos estudos e o dinheiro saiu do mesmo bolso. Alguma dúvida de que eu faça parte da elite?

O motivo dessa raiva ou desse ódio que sinto é porque dois políticos, comprovadamente culpados, foram absolvidos por seus colegas e conquistaram o direito de continuar os seus mandatos. Felizes, saíram para comemorar com champagne (bebidinha de funcionário público) em um restaurante de Brasília (ver a notícia em Globo Online).

Meu desejo? Que Brasília se imploda!



charges: Beco dos Bytes


quinta-feira, 9 de março de 2006

Boicote ao novo James Bond

Os fãs dos filmes de James Bond estão tão irritados com a decisão dos produtores de 007 de contratar o ator Daniel Craig para o papel no próximo filme, que criaram um site ameaçando boicotar a nova produção.

O website www.craignotbond.com pede aos fãs para "impedir que a Sony e a produtora Eon arruinem o futuro de James Bond contratando Daniel Craig".

O último 007, Pierce Brosnam defendeu o sucessor: "Acho Daniel um ator muito bom", disse Brosnan.

"Para Brosnan, Craig irá "rir por último". Os comentários de Brosnan foram feitos na premiére da comédia de humor negro O Matador, na qual o ator de 52 anos interpreta um assassino de aluguel de meia idade.

O ator britânico Daniel Craig, de 37 anos, foi revelado como sendo o sexto James Bond em outubro de 2005.

Mais conhecido por seus papéis no filme de suspense Nem tudo é o que parece e no último filme de Spielberg, Munique, Craig tem sido criticado pela mídia desde que apareceu na coletiva de imprensa que anunciou seu nome como o novo espião inglês 007.

O site criado pelos fãs faz duras críticas aos irmãos Barbara Broccoli e Michael Wilson, que produzem os filmes de Bond, por substituir "o ator mais querido a interpretar Bond desde Sean Connery", por Craig.

O site acusa os produtores de terem perdido contato com a opinião pública e de não ligarem para o que fãs pensam.

"Como é que um ator louro, baixinho, com cara de lutador de boxe profissional e conhecido por interpretar assassinos, excêntricos, tipos grosseiros e gigolôs pode fazer o papel de um agente secreto suave, alto, moreno e bonito?", pergunta o site.

O novo filme de Bond, Cassino Royale, está sendo rodado no momento na República Tcheca.


fonte: BBC Brasil

Quarentões solitários

Mais de um terço dos adultos descrevem a si mesmos como solitários, e os quarentões são os que sofrem mais com isso, de acordo com um estudo publicado no Journal of Clinical Nursing.

As entrevistas na Austrália foram feitas com mais de 1,3 mil pessoas, todos maiores de 18 anos e se concentraram em sentimentos de solidão.

Os níveis mais baixos de solidão foram encontrados em adolescentes e nas pessoas com mais de 50 anos.

O estudo constatou que as pessoas que têm mais fé religiosa tinham menos probabilidade de se sentirem solitárias, independentemente da idade.

Mulheres têm mais probabilidade de terem crença religiosa, e a pesquisa mostrou que, de maneira geral, elas são menos passíveis de se queixar de solidão.

A solidão é mais comum em pessoas desempregadas do que entre os aposentados.

Os rendimentos de cada família tiveram um forte efeito, com pessoas em lares mais pobres apresentando mais probabilidade de se sentirem solitárias.

"Entender o que faz uma pessoa se sentir solitária é muito importante, já que a solidão pode aumentar o risco de problemas de saúde, tais como doenças do coração e depressão, e outros problemas, como violência doméstica", disse William Lauder, da Universidade de Dundee, na Escócia - que trabalhou no estudo australiano.

"Uma das conclusões mais interessantes deste estudo é que ele contesta a crença de que a aposentadoria está ligada a menos contatos sociais e que as pessoas ficam mais solitárias quando envelhecem", acrescentou.

Mas o psicólogo social Arthur Cassidy, do Instituto Belfast, alertou contra o fato de se ver a solidão como uma coisa absolutamente negativa.

"A solidão é uma idéia social. Existem pessoas que escolhem viver uma vida solitária", afirma.


fonte: BBC Brasil

quarta-feira, 8 de março de 2006

Tropicália - Londres

O festival "Tropicália, Uma Revolução na Cultura Brasileira" fica em cartaz em Londres entre 15 de fevereiro e 22 de maio.
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Cores, sol, Bahia, Rio de Janeiro, movimento Hippie, psicodelismo, musicalidade, pensamento, brasilidade, é Tropicália. A imagem é Baby do Brasil, que antes foi Baby Consuelo.

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O lado musical do movimento foi deflagrado pelo lançamento do disco Tropicália, em 1967, que contava com Caetano Veloso, Mutantes, Gilberto Gil e o Maestro Rogério Duprat, entre outros.



fonte: BBC Brasil

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Começa nesta quinta-feira (09/03) a 19ª Bienal do Livro em São Paulo. E os deficientes visuais serão agraciados com lançamentos em braile, onde um dos destaques é "Dorina viu", de Cláudia Cotes, com impressão em português e braile.

Segundo a Folha Online, esta publicação da editora Paulinas fala sobre o cotidiano de uma criança que não enxerga, como ela sente e vê o mundo que a cerca. A história é baseada na vida de Dorina Nowill, que perdeu a visão aos 16 anos e passou a dedicar a sua vida aos que não enxergam.

Conta a infância de uma garota que adorava empinar pipa, chutar bola, subir em árvore para comer maçãs vermelhas e contemplar o céu azul. Um dia, porém, viu tudo escuro e percebeu que já não conseguia enxergar mais nada.

A ilustração é de Dimaz Restivo, artista plástico e ilustrador da ONG Vez da Voz. Desde criança, ele vive num mundo de símbolos, ilustrando com gestos as palavras dirigidas à mãe, à irmã e à tia, todas portadoras de deficiência auditiva.



Leia a cobertura completa sobre a Bienal

Dia Internacional da Mulher

À todas nós, mulheres, detentoras do poder de dar vida e de carregar racionalidade e emoção num corpo mais frágil que o de nossos pares do sexo oposto. Mulheres de formas arredondadas, sinuosas e delicadas. Merecemos o dia de hoje para nos celebrarem e todos os outros para sermos amadas.




Todos os outros dias

Não me dês hoje palavras ou flores
Não hoje
Que todas as juras se trocam
Que todas as palavras se dizem
Que todas as flores se dão
Promete-me só
Que mas dirás todos os outros dias
E serás único na jura
E permanente no amor.


Encandescente
foto: Sistermoon

terça-feira, 7 de março de 2006

Croissant de Maria Antonieta vira panettone

A notícia é da Reuters, vivemos no século 21 e a frase é do Primerio Ministro italiano Silvio Berlusconi.

Da mesma maneira que a frívola Maria Antonieta achou que teve um insigth maravilhoso quando disse ao povo francês para comer croissants quando eles passavam fome, Berlusconi sentiu-se igualmente iluminado e sapecou uma frase do mesmo gênero ao povo italiano que vive em dificuldades no país: "façam como eu e ganhem mais dinheiro".

Questionado em entrevista na televisão na segunda-feira sobre o que o governo poderia fazer para ajudar um trabalhador a ganhar 1.500 euros por mês, o homem mais rico da Itália disse: "A resposta de Berlusconi, o empresário, é...tentem ganhar mais".

Ele contou como conseguiu juntar seus primeiros salários, a base para a fundação de seu império da mídia, trabalhando em um mercado local e depois coletando papel na rua e revendendo para as pessoas acenderem seus fogões.


"Quando alguém me deu uma câmera, eu a usei para tirar fotos de funerais, casamentos e fazia retratos", acrescentou o premier em entrevista à emissora Telelombardia.

A popularidade de Berlusconi está em queda, no momento em que o país tenta sair de uma desaceleração econômica e as pesquisas de opinião mostram que o partido de centro-direita do premiê está perdendo para a coalizão de centro-esquerda liderada por Romano Prodi antes da eleição de abril.

Pelo jeito não faltam idéias criativas ao sr. Ministro. Mas o povo italiano que não é bobo nem nada e já passou por um Duce e uma Grande Guerra Mundial, não aceita muito bem pérolas do Berlusconi.


fonte: Reuters

Gota de Sangue


Não tire da minha mão esse copo
Não pense em mim quando eu calo de dor
Olha meus olhos repletos de ânsia e de amor
Não se perturbe nem fique à vontade
Tira do corpo essa roupa e maldade
Venha de manso ouvir o que eu tenho a contar
Não é muito nem pouco eu diria
Não é pra rir mas nem sério seria
É só uma gota de sangue em forma verbal.

Deixa eu sentir muito além do ciúme
Deixa eu beber teu perfume
Embriagar a razão, porque não volto atrás?
Quero você mais e mais que um dia
Não tire da minha boca esse beijo
Nunca confunda carinho e desejo
Beba comigo a gota de sangue final.


Ângela RoRo
"Back where you belong" - Jack Vettriano

Centro Cultural na Espanha - Oscar Niemeyer

O arquiteto Oscar Niemeyer, de 98 anos, assinou ontem com o presidente da região de Astúrias (norte da Espanha), Vicente Alvarez Areces, um acordo para construir um centro cultural.

Niemeyer, conhecido por sua aversão a voar, lembrou em declarações à imprensa que, em toda a sua vida, só passou um dia na Espanha e que este trabalho lhe dará a "oportunidade de conhecer" o país.

"Vou a começar a voar", disse o arquiteto momentos após assinar o acordo para a construção do centro cultural da Fundação, que abrigará o museu dos Prêmios Príncipe de Astúrias.

Niemeyer afirmou que este projeto, cujo custo foi avaliado inicialmente em 24 milhões de euros (US$ 28,8 milhões), é "muito importante" para ele porque admira muito a Espanha e pela "possibilidade de fazer uma coisa diferente", que marcará o seu trabalho na Europa.

O arquiteto, conhecido principalmente pela construção de Brasília, projetou também vários edifícios em outros países, entre eles o Museu de Arte Moderna de Caracas, a sede do jornal "L'Humanité" e do Partido Comunista na França e a sede da editora Mondadori, em Milão.

O projeto asturiano será a primeira obra na Espanha do arquiteto, que em 1989 se absteve de viajar a Oviedo para receber o prêmio Príncipe de Astúrias das Artes.

A construção do centro na cidade de Avilês causou uma polêmica entre o Governo asturiano e o prefeito de Oviedo, a capital regional, Gabino de Lorenzo, que pretendia recebê-lo em sua cidade.

Ao ser perguntado se se poderia desenvolver o mesmo projeto em algum outro lugar, Niemeyer respondeu com uma negativa e explicou que cada um de seus projetos se inscreve no entorno para o qual foi desenhado, o qual faz parte da arquitetura.

"A arquitetura sempre tem uma explicação", disse, dando como exemplo o Museu de Arte Moderna de Niterói. "Eu cheguei, vi o mar, vi as montanhas, vi uma paisagem fantástica que devia ser preservada", acrescentou, para explicar que quis fazer o mesmo com o projeto para Astúrias, uma região visitada por sua equipe de colaboradores antes de ele iniciar o desenho.

O arquiteto lembrou que, quando foi a Le Havre (França) para edificar uma praça, resolveu construí-la quatro metros abaixo do nível do solo para protegê-la dos ventos. "Cada lugar tem a solução adequada", ensinou, insistindo que "o espaço faz parte da arquitetura" e que um estudo do entorno precede sempre e determina cada um de seus trabalhos.

O presidente de Astúrias, por sua vez, destacou que a construção do centro cultural por Niemeyer é motivo de celebração não só para a sua região, mas para toda a Espanha, por tratar-se de um "grande acontecimento". Ele considerou que o centro será "a figura de proa" de um projeto mais amplo de transformação urbana e dará esperança a uma cidade "que sofreu muito com a industrialização".

A assinatura do acordo foi feita no estúdio do arquiteto, no Rio de Janeiro, em cujas paredes estavam pendurados os desenhos do museu. Ele terá uma grande estrutura em forma de concha para o auditório e um segundo elemento arquitetônico, unidos por uma espetacular passarela ondulada.

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Maquete que faz parte do projeto do Museu dos Prêmios Príncipe de Astúrias, na Espanha


A equipe de arquitetos de Niemeyer viajará este mês para trabalhar no terreno.

Sobre os prazos de construção, Álvarez brincou com a construção de Brasília, que levou de 1957 a 1963, embora tenha sido inaugurada em 1961. "Eu gostaria de comemorar o centenário de Niemeyer com uma grande festa em Astúrias, a inauguração do museu e com sua presença", disse.


fonte: Agência EFE

Arte gótica e celebração de imagens de espíritos

Tate Britain Art Gallery London
"The Nightmare", do pintor Henry Fuseli é destaque da mostra


O poeta Philip Larkin foi o autor da famosa afirmação de que os ingleses descobriram o sexo em 1963, mas uma nova exposição na galeria de arte Tate Britain sugere que tal descoberta se deu bem antes, em 1782, o ano no qual londrinos curiosos se aglomeraram na exposição de verão da Real Academia para examinar com assombro, confusão e deleite a pintura "The Nightmare" ("O Pesadelo"), de Henry Fuseli.

No local, em meio aos usuais retratos e paisagens, o quadro de Fuseli mostrava o corpo prostrado de uma moça adormecida, com um ogro ou íncubo de aparência depravada sentado sobre o seu peito, e a cabeça de um cavalo cego aparecendo ameaçadoramente através de cortinas de veludo vermelho. O que isso poderia significar?

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Demorou uma década até que o chefe da Igreja da Inglaterra procurasse esclarecer as coisas ao denunciar Fuseli como um dos "libertinos da pintura". Fuseli, naturalmente, repeliu a acusação, insistindo que jamais criaria obras para "a multidão excitável".

Mas a verdade é que "The Nightmare" tinha tudo a ver com sexo: com a sua cabeça jogada para trás, e os braços pendendo frouxamente e de forma sensual para fora da cama, a moça certamente sonhava com sexo.

Fuseli também parece ter acrescentado o seu próprio trocadilho. O "mare" de "nightmare" ("pesadelo") é derivado do alemão "mara", que significa um espírito atormentador que aplica pressão sobre o peito de um indivíduo que dorme.

Assim, Fuseli pode ter tido a intenção de fazer uma espécie de gracejo ao retratar juntos o "mara" - o demônio que aparece na pintura - e uma "égua" ("mare", em inglês) na forma de uma cabeça de cavalo. Ah, o material onírico.

"The Nightmare" logo se transformou em uma imagem popular, sendo copiado por outros artistas e reproduzido em pinturas. De fato, uma cópia do quadro foi pendurada na parede do consultório de Freud em Viena. E, atualmente, o original --que foi emprestado para a mostra pelo Instituto de Arte de Detroit - está atraindo novamente multidões como a peça central da exposição "Gothic Nightmares: Fuseli, Blake and the Romantic Imagination" ("Pesadelos Góticos: Fuseli, Blake e a Imaginação Romântica"), que ficará no Tate Britain até 1º de maio.

Não se trata de uma exposição de sexo. trata-se de uma exploração do mundo da fantasia, do misticismo, do horror e da perversidade sexual que encontrou expressão na arte e na literatura na Grã-Bretanha entre 1770 e 1830 e que, alimentado por romances, filmes e mesmo música popular, ficou mais tarde conhecido como gótico.

Na literatura, o trabalho icônico foi o "Frankenstein", de Mary Shelley, em 1818. Nas artes visuais, a tendência se traduziu em pinturas e desenho com temas fortes, homens musculosos inspirados nas figuras de Miguelangelo e ninfas nuas, assim como em uma miríade de fadas e demônios. De uma certa forma, esses trabalhos foram uma reação contra o racionalismo do Iluminismo. E, por um outro lado, eles representaram uma busca por uma mitologia unicamente britânica.

Mais sobre a exposição aqui.

They Can't Take That Away From Me

The way you wear your hat
The way you sip your tea
The memory of all that
No no they can't take that away from me

The way your smile just beams
The way you sing off key
The way you haunt my dreams
No no they can't take that away from me

We may never never meet again, on that bumpy road to love
Still I'll always, always keep the memory of

The way you hold your knife
The way we dance till three
The way you change my life
No no they can't take that away from me
No they can't take that away from me
Yeah yeah yeah

We may never never meet again, on this bumpy road to love
Still I'll always, always keep the memory of

The way you hold your knife
The way we dance till three
The way you change my life
No no they can't take that away from me
No they can't take that away from me
No they can't take that away from me
No they'll never never never never take that away from me
No they can't take that away...


"Nigth Geoemtry" - Jack Vettriano

segunda-feira, 6 de março de 2006

Voltei!!!

Renovada, pelo menos interiormente.

Não fui para nenhum retiro, não me internei em clínica contra stress. Nada de nada. Mas parece-me que passei meses ausente, e por isso está tudo muito diferente. Talvez seja o efeito da temperatura...hoje estavam deliciosos 23ºC no relógio de rua.

Voltei a andar de patins, quer dizer, tentei. Ando numa boa com meu velho patins de bota branca, mas ele me faz parecer uma gringa e há uns anos comprei os tais em linha (in-line). São liiiindos, confortáveis, Rollerblade sei lá das quantas...uma coisa!!!


Mas quem disse que é fácil andar naquilo?! Já tinha experimentado, mas andar à sério, nunca! Confesso que passei a ter alguma resistência a eles desde que reparei que iniciantes em cima daquilo ficavam deselegantes, pareciam umas "patas-chocas", e levantavam os pés estendendo os braços tipo "Cristo" para virar de volta e fazendo um barulho tep-tep no chão. Sinistro.

Nessas férias, lembrei-me deles e que já os tinha experimentado e que havia me equilibrado bem; até arrisquei agachar o corpo andando com eles e me achei o máximo e coisa e tal. Apaguei a imagem do auxílio de mãos no pequeno espaço da loja e no pátio do jardim na rua perto de casa em Portugal.

Fui então. Eu e eles, dia de semana, mais vazio, quase ninguém à vista. Calcei-os, levantei-me e não andei. O primeiro pensamento foi que o jeito de freiar aquele par de patins lindérrimo era diferente do outro. Nada de viradinhas e pé no freio e cara de atleta. Nada! E fui.


Fui bem..., vira o pé para cá, ajeito o joelho para lá, gira lá as pernas e enfim, parece uma eternidade quando a coisa não dá certo. E chega a hora da parar e voltar. Voltar!!! Tentei girar.

Girei. Com a mesma velocidade que daria no outro tipo de patins. Não deu certo. É em linha e não tem direção assistida como um carro, as rodinhas não viram por isso o nome em linha - insisto para fixar - e ainda não inventaram o sistema de rodinhas independentes uma das outras e que ao menor pensamento do atleta obedecem instantaneamente...e no que tentei freiar, pé para baixo e para frente, só percebi que era: burra!!! Muito distraída!!! Burra, burra, mil vezes burra!!! O freio dessa coisa é atrás e apenas no pé direito. Ops!!! Pensar nisso tudo levou uma fração de segundo.

Veio o inevitável, eu ia cair, só de pensar no "micão" começo a rir e me desequilibro mais rápido, tenho tempo para pensar: caio de lado e de b... Foi perfeito e dolorido, mas pensei outra coisa também...

Foi o melhor, a queda não foi tão dura. Apareceu uma roxinha discretíssima e preciso achar alguma criança de 7 ou 8 anos para me ensinar o macete da paradinha.

Practice! Practice! Practice! Mas Deus é Pai! Como diria a vovó e o verão vai aabar e o povo irá diminuir nas ruas e poderei aprontar muitos "king-kongs" com pouquíssima platéia e no próximo verão já posso competir internacionalmente. Ha!!! Me aguardem!

Mas o melhor de tudo? Eu não parecia uma gringa; elas não caem!!!


Cuide dele com carinho

Brigas de casal podem fazer mal ao coração

Brigas de casal não resultam só em irritação e às vezes, lágrimas. Elas podem endurecer as artérias, de acordo com um estudo da Universidade americana de Utah.

Mas o que causa o espessamento e a obstrução das artérias é diferente em homens e mulheres.

Nas mulheres, os problemas de circulação acontecem quando elas ou o parceiro demonstram hostilidade para com o outro. No homens, o problema é causado quando um dos dois quer controlar o outro.

Pelo menos um dos parceiros do estudo tinha 60 anos ou mais e nenhum dos 300 participantes tinha problemas cardiovasculares.

Cada casal foi convidado a escolher um assunto, como dinheiro, parentes, crianças, férias ou divisão de tarefas domésticas. Qualquer assunto que fosse causa de desacordos no casamento.

Os comentários foram codificados por estudantes de psicologia como sendo amigáveis ou hostis, submissos ou dominadores e controladores.

Por exemplo, comentários como "você pode ser tão bobo às vezes" ou "você é sempre tão negativa" foram classificados como hostis ou dominadores. Sinceramente, esses dois exemplos não me tirariam do sério...

O estudo envolvendo 150 casais foi apresentado em uma conferência da Sociedade Americana Psicossomática e os casais foram pagos para participar. Um exame para checar sinais de doenças do coração também foi realizado.

Quando os resultados foram analisados, o estudo concluiu que as mulheres que fizeram os comentários mais hostis durante a discussão apresentaram os maiores níveis de calcificação - indicando a formação de placas nas artérias que obstruem a passagem do sangue para o coração.

Os maiores níves de calcificação foram encontrados em mulheres hostis que interagiam com maridos também hostis.

Já os maridos mais dominadores e controladores, ou os que tinham mulheres com este tipo de comportamento, apresentaram mais problemas de espessamento das artérias.

Os casais mais hostis foram conduzidos a aconselhamento psicológico. Nenhum dos 300 voluntários foi classificado com um caso de emergência médica, mas alguns apresentaram níveis altos o suficiente para serem aconselhados a procurarem um médico.

O líder da equipe, Tim Smith, admite que "desavenças são inevitáveis em relacionamentos, mas a forma com que falamos quando discutimos os problemas podem ser uma oportunidade de fazer algo saudável".

O médico diz que para proteger o coração ele aconselha em primeiro lugar a não fumar, a se exercitar e a ter uma dieta saudável, "mas em algum lugar da lista estaria 'preste atenção aos relacionamentos'.

A chefe de informação médica da Fundação Britânica do Coração, Belinda Linden, explica que "existem muitas evidências de que emoções como a depressão, raiva e hostilidade estão ligadas a um aumento do risco de doenças do coração".

Para ela, o que este estudo mostra é "como um relacionamento marital pode afetar a circulação e o coração das pessoas".

Segundo Linden, estas emoções podem estar presentes quando há pressões nos relacionamentos, como falta de apoio ou dificuldades financeiras.

n.r.: e façam muito exercício físico, é ótimo para descarregar raivas e desentendimentos.


fonte: BBC Brasil

Encomenda


Desejo uma fotografia
como esta — o senhor vê? — como esta:
em que para sempre me ria
como um vestido de eterna festa.


Como tenho a testa sombria,
derrame luz na minha testa.
Deixe esta ruga, que me empresta
um certo ar de sabedoria.


Não meta fundos de floresta
nem de arbitrária fantasia...
Não... Neste espaço que ainda resta,
ponha uma cadeira vazia.



Cecília Meirelles
foto: Robert Adams

Gargalhada


Homem vulgar! Homem de coração mesquinho!
Eu te quero ensinar a arte sublime de rir.
Dobra essa orelha grosseira, e escuta
o ritmo e o som da minha gargalhada:


Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah!


Não vês?
É preciso jogar por escadas de mármores baixelas de ouro.
Rebentar colares, partir espelhos, quebrar cristais,
vergar a lâmina das espadas e despedaçar estátuas,
destruir as lâmpadas, abater cúpulas,
e atirar para longe os pandeiros e as liras...


O riso magnífico é um trecho dessa música desvairada.


Mas é preciso ter baixelas de ouro,
compreendes?
— e colares, e espelhos, e espadas e estátuas.
E as lâmpadas, Deus do céu!
E os pandeiros ágeis e as liras sonoras e trêmulas...


Escuta bem:


Ah! Ah! Ah! Ah!
Ah! Ah! Ah! Ah!


Só de três lugares nasceu até hoje essa música heróica:
do céu que venta,
do mar que dança,
e de mim.


Cecília Meirelles
foto: Man Ray
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