sábado, 24 de setembro de 2005

Arquitetura da Exclusão

Este post com a notícia logo abaixo, não faz parte do objetivo desse blog.
Mas a hipocrisia é algo que me irrita.

Para quem lê sobre a notícia publicada, logo o primeiro olhar lançado de banda, inevitável - até porque passamos por momentos de descobertas de corrupçao - é político, mas...

De qualquer forma, "nos" chama a atenção qualquer atitude política que criará benefício [ou não] a um caso social, já que como sociedade somos regidos por leis que foram criadas, apenas, para não vivermos num caos absoluto e eu me pergunto - aqui nesta cidade maravilhosa - se não vivemos num caos absoluto. Mas isso é outro assunto.

A grande indignação tem nome: "apartheid social". O interessante é que antes da rampa, denominada de "rampa antimendigo", os mendigos não eram considerados excluídos pela sociedade. Ai, que já antevejo um pensamento atravessado torcendo o nariz:"mas o que se pretende aqui?" Respondo:"nada!"

Poderia ser mais poética - o blog é meu! - e divagar sobre o "nada", mas divagando fugiria da questão, então continuo...

Não sei se tive um insigth ou se cheguei à uma brilhante conclusão - aconteceu muito rápido! Mas concluo que: viver na rua, sem amparo social e psicológico, não é exclusão. Ser mendigo, ou estar mendingo [ passando nesse momento, à uma fase otimista, de crer que: há quem tenha sido e já não seja ou, que há quem não tenha gostado de não ser e nas horas vagas - como hobby - se traveste de mendingo, apenas para ter o "gostinho"], é fazer "parte" da sociedade.

Fiquei pensando se eram considerados como "parte da paisagem", daí o incômodo aos maus tratos só vir à luz após a rampa anti-eles, anti-mendigos/paisagem. A classificação é minha!
Mas terei classificado direito, ou alguma outra fatia da sociedade poderá se virar contra mim? Antecipadamente peço desculpas - afinal, como blog - não há grana e se quiserem indenização, com lágrimas ofereço meu patrimônio:este "nuvens" aqui.


Mas brincadeiras à parte, não interessa aqui ser contra algum partido ou político ou a própria sociedade da qual faço parte, mesmo sem ser paulista ou morar em Sampa. Mas fica difícil não reparar que uma rampa mobilizou cabeças pensantes como urbanistas, advogados, integrantes da Igreja Católica e sociólogos. Poderia gastar "letras" comentando sobre o que a Igreja Católica faz pelos mendigos na sua porta...ups...não os tenho visto....?! ?! ?!

Mas o "bacana" é que os direitos dos mendigos passaram a existir. Até que enfim a "sociedade" acordou . Mas quando será que o direito de "pessoas" vai começar a existir? Melhor:"quando será que o direito de "ser humano", incluído na sociedade, vai se tornar prioridade?"

Vivo me enganando, sou muito sonhadora, mas acho que depois da "rampa" pessoas da nossa sociedade aparecerão lutando por esses direitos.

Mas chega do cansativo blá-blá-blá e segue a notícia - parte dela - da Folha de S.Paulo com seu link, para não maçar mais meus 2 leitores. "Cris C."

Obstáculo em passagem subterrânea pode levar a "apartheid social", afirmam especialistas

A decisão do prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), de colocar rampas antimendigo na passagem subterrânea que liga a avenida Paulista à Doutor Arnaldo foi criticada por urbanistas, advogados, integrantes da Igreja Católica e sociólogos. A medida, segundo alguns deles, pode levar a um "apartheid social" na cidade.
Os obstáculos estão sendo colocados em um local onde vive um grupo de cerca de 30 moradores de rua, entre os quais crianças e um bebê de dez meses.
Serra, com a justificativa de reduzir os assaltos na área, iniciou a construção dessas rampas, com piso chapiscado (áspero), que dificultam a tentativa de dormir no local. A obra já começou em um dos lados da passagem. Os sem-teto estão concentrados no outro.
Rubens Adorno, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, disse que a criação das rampas é uma ação "tapa-buraco".

nham, nham, nham

Salsicha vienense completa 200 anos de existência

A salsicha vienense, de Frankfurt ou de Estrasburgo - dependendo da região onde é produzida -, inventada em Viena por um açougueiro alemão, faz 200 anos em 2005.
Em 1805, o alemão Johann Georg Lahner, jovem açougueiro da cidade de Gasseldorf (Alemanha), residente em Viena, ofereceu pela primeira vez a seus fregueses uma salsicha feita com dois tipos de carne, bovina e suína, envolta em intestino de cordeiro.

Ele batizou sua invenção de "Frankfurter Wiener Wurst", ou seja, salsicha vienense e de Frankfurt, nome que depois foi alterado dependendo dos países ou regiões onde passou a ser produzida.
O sucesso desta salsicha de aroma delicado foi imediato e chegou a ser o prato favorito dos músicos Johann Strauss e Franz Schubert.
Em 1893, a inovação atravessou o Atlântico e foi levada para a Exposição Universal de Chicago onde, segundo a lenda, um vendedor ambulante teve a idéia de vendê-la com pão, dando origem ao cachorro-quente.



Hot Dog Francês

Ingredientes:
1 salsicha tipo vienense
150g de queijo gruyère ralado
1 colher (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de leite
4 colheres (sopa) de creme de leite fresco
2 colheres (sopa) queijo parmesão ralado
1 baguetinha

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Chova ou faça sol

É preciso não esquecer nada

É preciso não esquecer nada:
nem a torneira aberta nem o fogo aceso,
nem o sorriso para os infelizes
nem a oração de cada instante.

É preciso não esquecer de ver a nova borboleta
nem o céu de sempre.

O que é preciso é esquecer o nosso rosto,
o nosso nome, o som da nossa voz, o ritmo do nosso pulso.

O que é preciso esquecer é o dia carregado de atos,
a idéia de recompensa e de glória.

O que é preciso é ser como se já não fôssemos,
vigiados pelos próprios olhos
severos conosco, pois o resto não nos pertence.

Cecília Meirelles



"Pipas e Balões"

Candido Portinari

Roy Liechtenstein - Vida Animada - SP


De 22/09 a 22/11

Instituto Tomie Ohtake
Entrada Franca

Mostra traz pela primeira vez ao país a obra do artista que, ao lado de Andy Warhol, criou a arte pop. A curadora Lisa Phillips selecionou 78 desenhos, colagens e estudos representativos do seu trabalho. Horários: de terça a domingo, das 11h às 20h. O Instituto Tomie Ohtake fica na av. Brigadeiro Faria Lima, 201, Pinheiros (entrada pela r. Coropés). Informações: (11) 6844-1900.

Asterix

Yves Herman/Reuters

Urdezo ao lado da capa
da nova aventura de asterix



Asterix e Obelix viverão uma nova aventura em seu 33º álbum, cuja capa foi apresentada nesta quinta em Bruxelas pelo desenhista e roteirista Albert Uderzo, apesar de o conteúdo ainda ser um segredo guardado a sete chaves.

O novo livro, que se chamará "Le Ciel Lui Tombe sur la Tête" ("O Céu Cai sobre sua Cabeça"), começará a ser vendido no dia 14 de outubro em 27 países e 25 idiomas com uma tiragem de 3,5 milhões de exemplares.

O título faz referência ao único medo dos gauleses: que o céu caia sobre suas cabeças, como sempre lembra Abracurcix, o chefe da aldeia. O lançamento das novas aventuras dos gauleses está sendo preparado há vários meses em meio a uma grande campanha de marketing.

Até o Manequinho, símbolo da capital belga, aderirá à moda. A estátua do menino urinando localizada no centro de Bruxelas será vestida como Obelix, o forte guerreiro de tranças que caiu no caldeirão de poção mágica quando era pequeno e detesta ser chamado de gordão.

Uderzo escolheu Bruxelas para o lançamento de sua última criação porque considera que "sem a Bélgica, Asterix e Obelix poderiam não ter existido".
Foi no país que, nos anos 50, Uderzo conheceu René Goscinny, roteirista original da série, e eles começaram a trabalhar juntos e a prosperar graças a muitos belgas ativos na indústria dos quadrinhos.

A capa do novo álbum é quase igual à do primeiro, "Asterix, o Gaulês", mas com outro fundo, outro tipo de título e sem legionários romanos.

Primavera dos Livros 2005

23 a 25 de setembro | das 10hs às 22hs00
Jockey Club Brasileiro | Praça Santos Dumont, 31 - Gávea

Entrada R$2,00
Estudantes R$1,00

Entrada Franca
Menores de 12 anos
Maiores de 65 anos
Professores e Bibliotecários

Dez Chamamentos

Ao Amigo

Se te pareço noturna e imperfeita
Olha-me de novo. Porque esta noite
Olhei-me a mim, como se tu me olhasses.
E era como se a água desejasse.

Escapar de sua casa que é o rio
E deslizando apenas, nem tocar a margem.

Te olhei. E há tanto tempo
Entendo que sou terra. Há tanto tempo
Espero.
Que o teu corpo de água mais fraterno
Se estenda sobre o meu. Pastor e nauta.

Olha-me de novo. Com menos altivez
E mais atento.

[I]
Hilda Hilst

"Rio de Janeiro"

Fotografia: Marc Ferrez

Documentário "Doutores da Alegria"

A história do grupo de palhaços-atores que leva alegria a crianças internadas em hospitais do país pode ser vista a partir de hoje, no cinema. "Doutores da Alegria- O Filme" recebeu o prêmio de melhor filme no "Festival de Cinema Brasileiro de Nova York" e o "Prêmio Especial do Júri" e o "Prêmio do Júri Popular" no Festival de Gramado deste ano.

Os atores que fazem parte da organização Doutores da Alegria atuam em dez hospitais de três estados e já visitaram mais de 350 mil crianças. A direção é de Mara Mourão, com Ângelo Brandini, Juliana Gontijo e Wellington Nogueira.

Documentário "Vinícius"

Sentado no chão, cercado de gente, Baden Powell do lado acariciando as cordas do violão com vigor e aparente displicência, Vinicius de Moraes puxa, com voz ébria e copo na mão, o coro final em ''Canto de Ossanha'': ''Vai, vai, vai, vai amar/ Vai, vai, vai, vai sofrer/ Vai, vai, vai, vai chorar/ Vai, vai, vai, vai viver''.

A cena do maravilhoso documentário "Vinicius - Quem pagará o enterro e as flores se eu morrer de amores?", de Miguel Faria Jr., é síntese do que se passa na tela nas quase duas horas de projeção - a première para convidados é nesta quinta-feira no Odeon BR.

O copo na mão, o sorriso e essas quatro palavras (amar, sofrer, chorar, viver) atravessam o longa-metragem. Apoiado nelas, mostra o filme, Vinicius ergueu - na coerência entre vida e obra - uma escola musical, poética e, por que não?, filosófica que deixou marcas diretas e indiretas em personagens dos mais diversos, de Chico Buarque a Tonia Carrero, de Zeca Pagodinho a Ferreira Gullar.

- Procurei depoimentos de pessoas da minha geração, que foi profundamente influenciada por ele - conta Faria Jr. "Para as canções, peguei uma geração posterior, com artistas de diferentes praias" - diz, referindo-se ao time que inclui nomes como Yamandú Costa, Mônica Salmaso, Zeca Pagodinho, Adriana Calcanhoto e Mart'Nália (o CD com a trilha será lançado pela Biscoito Fino).

Professor e aluno, integralista na juventude e hippie temporão aos 60, diplomata e boêmio... De volta àquela mesma sala da cena do início deste texto, Vinicius canta que "o amor só é bom se doer". O amor, o prazer e a dor, juntos no mesmo verso - outra das sínteses (im)possíveis do homem e artista, presentes em cada fotograma de "Vinicius".

Óleo de dendê ameaça oragontagos

A alta demanda da indústria internacional por óleo de dendê pode levar o orangotango à extinção dentro de doze anos, de acordo com um relatório divulgado nesta sexta-feira pelos grupo Friends of the Earth em conjunto com grupos internacionais de proteção de símios.

O relatório diz que as plantações de dendezeiros se tornaram a principal razão do declínio da espécie na Indonésia e na Malásia.


Especialistas acreditam que cerca de 5.000 orangotangos morrem por ano.

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Primavera


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.
Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.


Há bosques de rododentros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.


Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvi­dos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.

Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.

Cecília Meirelles
Nosso

Do amor,
Diz-me
Se te amas.

Cristina Caetano

Bienal de Arquitetura de SP



Treze países participarão da Sexta Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, que será aberta ao público no dia 22 outubro, informam os organizadores.

A Bienal abordará a vida urbana por uma visão da arquitetura como ponto de conexão entre a realidade e a utopia, disse Pedro Cury, um dos organizadores da exposição.

A mostra, que será realizada na sede da Fundação Bienal de São Paulo de 22 de outubro a 11 de dezembro, será dividida em sete áreas nas quais o público poderá conferir das tradicionais representações de países até mostras especiais de arquitetos convidados.

Na área de convidados estrangeiros, integrada por nomes representativos da arquitetura mundial, merecem destaque o espanhol Alberto Campos Baeza, o chileno José Cruz Ovalle, o mexicano Ricardo Legorreta, o francês Henri Ciriani e os portugueses Eduardo Souto de Moura e Gonzalo Byrne.

Proteína de gambá pode combater veneno de cobras

Pesquisadores desvendam mecanismos da imunidade de marsupiais
à picadas de serpentes

Gambás e outros marsupiais caçadores de cobras são naturalmente resistentes ao veneno das
serpentes.

Aos poucos, uma equipe de pesquisadores do Instituto Oswaldo Cruz começa a entender o mecanismo por trás dessa imunidade.

Em 2002, os cientistas identificaram e isolaram do sangue do gambá sul-americano (Didelphis marsupialis) duas proteínas que inibem toxinas presentes no veneno das cobras.

O grupo acaba de clonar e seqüenciar os fragmentos de DNA responsáveis pela síntese dessas moléculas.


No futuro, as proteínas podem dar origem a um novo soro para o tratamento dos acidentes com cobras, tanto no homem como nos animais. Os resultados se mostram ainda extremamente promissores para o tratamento de doenças como o câncer de mama.

quarta-feira, 21 de setembro de 2005

Poética


De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
- Meu tempo é quando.


Vinícius de Moraes




Kandinsky

Free Free

Como diria o "grande filósofo": "... de graça, até injeção na veia...do olho!"

Cinema é bom. Se for de graça, então... Além de nas areias de Copacabana, também há filmes com entrada franca no British Council, no Instituto Cervantes e nas Lonas Culturais.

No British Council, passam filmes da mostra Brasil com Z, como "Favela rising", que acompanha a trajetória de Anderson Sá, que abandonou o crime organizado e se tornou líder do AfroReggae; "Favela Shakespeare", documentário que acompanha os últimos dias de montagem de uma leitura de "Antonio e Cleópatra" na Faixa de Gaza, na fronteira entre as favelas de Vigário Geral e Parada de Lucas, e "Samba no pé", documentário sobre samba narrado por Haroldo Costa.

Já o Instituto Cervantes abrigará sessões da mostra Cine en Construcción, com filmes como o equatoriano "Fuera de juego" e os argentinos "Otra vuelta", "Próxima saída" e "Cidade pequena", além de uma seleção de 20 documentários do Festival de Albacete, na Espanha, que tratam de temas relacionados à América Latina contemporânea.

E sucessos do cinema, como "Fábio Fabuloso", "Tainá 2 - A aventura continua", "Mais uma vez amor" e animações que fizeram a felicidade das crianças, como "Mamãe virei um peixe" vão ocupar as Lonas Culturais


n.r.: e por favor, tenham compreensão se ao chegar a lotação estiver esgotada, não briguem e nem quebrem nada. Numa cidade com a população do RIO , tentem imaginar que realmente é possível que várias pessoas tenham chagado antes de "você" e por isso já não cabe mais ninguém.
Não repitam a "bagunça" do Theatro Municipal à "um real"...sejamos civilizados, ou pelo menos, tentem!
"Nem preciso dizer que tenho pavor de qualquer "coisa" de graça".

Nirvana lança nova compilação com três inéditas




Chega ao mercado americano em novembro uma nova compilação do Nirvana.

Sliver vai trazer 22 faixas da banda, incluindo 3 inéditas, além de material que apareceu na caixa With the Lights Out, lançada no ano passado.

A imagem da capa foi criada por Courtney Love e a filha, Frances Bean Cobain. A menina de 13 anos tem estado envolvida nas decisões relacionadas à obra do pai, de acordo com o advogado da família.

O projeto também contou com a colaboração e aprovação de Dave Grohl e Krist Novoselic.

Ernesto Varela Ressuscita


Marcelo Tas de volta aos palcos


O jornalista Marcelo Tas vai entrar em cena nesta quinta-feira, 22, na pele de seu personagem cara-de-pau, o repórter Ernesto Varela, simultaneamente no teatro e na Internet.
A comédia "Como Chegamos Aqui? - A História do Brasil Segundo Ernesto Varela" será mostrada no Centro Cultural Telemar, no Rio de Janeiro, terá sua estréia transmitida ao vivo na Internet pela TV UOL a partir das 19h30 desta quinta-feira.
A peça nasceu da experiência de Tas com a Web. "O 'Tas na Zona' e especialmente o 'Blog do Tas', que mantenho no UOL há dois anos, são a grande inspiração e estímulo para esta volta do Varela. Agradeço imensamente aos deuses que criaram a Internet. Eles são responsáveis pela volta do Varela e por minha volta aos palcos do teatro."


"Ernesto Varela"

segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Meu

Segunda-feira e não precisa fazer sentido, ter senso, direção ou objetivo.
Porque tudo sempre tem de servir pra alguma coisa?
Pra quê explicar? Deixa só estar e ser.
Não quero pensar, gastar neurônios, criar rugas, não quero ter intenção.
Não quero nada!
Como é bom não querer!
Basta estar viva, se perceber e se observar.
Não pensar! Não!
Basta a noção do corpo como invólucro, como capa.
Noção de presença.
Mesmo que o espelho não identifique, que faça perguntas.
Não estou a fim de responder.
Não respondo, não quero pensar!
Basta ser. Basta sentir. Basta estar.
É seguro, macio.
Basta a serenidade da cabeça vazia com a sensação de cabeça no lugar.
E continuo sentindo, sem me incomodar, sem noção de espaço.
O momento é meu e por isso ele é tão bom.
Não quero que rime.
O momento é o meu lugar.

Cristina Caetano

Corrupção em Benefício do Povo

O Jogo: "Escândalo!"
O tabuleiro é uma pizza, deputados são corruptos e celebridades, pés-de-cana

Imagine um tabuleiro de pizza ao qual deputados corruptos e juízes ladrões tenham trânsito livre. Metáfora da realidade brasileira? Para os publicitários que criaram o jogo "Escândalo!", sim.

De uma rodela de tomate partem os participantes do jogo em que o pior do ser humano pode aparecer. Um caminho de intrigas, acusações, corrupção - moral e financeira - até a vitória. Por bem ou por mal.

-Eu estava com o meu amigo e sócio Marcos Saboya e, ao ler o jornal, sugeri: "É tanta falcatrua que dá para fazer um jogo"- conta o publicitário Renato Gomes, coordenador do projeto.

Marcos Saboya encarou a idéia e começou a rascunhar o que seria um jogo baseado na fartura de escândalos que diariamente tomam conta do noticiário. Há muito tempo, aliás.

- É um jogo inovador e que pretende mostrar como fazer escândalo e ganhar dinheiro com isso - explica Saboya.

O resultado é, de fato, um jogo recheado de armações, intrigas, chantagens. Foram seis meses trabalhando no projeto até definir quais seriam os personagens, as estratégias e regras. Durante os testes, Marcos tentou aproximar ao máximo o jogo da realidade. 'Escândalo!' aborda temas muito conhecidos por parte dos brasileiros, como corrupção, lavagem de dinheiro, pedofilia e outros atos imorais ou ilegais.

O jogo teve tiragem de cinco mil exemplares e pode ser encontrado nas livrarias Letras & Expressões, Livraria da Travessa e Dante, no Rio de Janeiro. Em breve, haverá pontos de venda em São Paulo e Brasília e países como Estados Unidos e Itália já demonstraram interesse em revender o jogo. Se cuida, Bush...

n.r.: enquanto "o acontecimento do ano" não vira uma grande pizza, o "brasileiro" não se descuida e se diverte com a pizza.
E já que falamos em comida:"são 23hs00 e vai tudo bem em algum lugar conhecido como república das bananas".

DOE SANGUE


Hemorio precisa de mais doadores de sangue

O Hemorio informou nesta segunda-feira que ainda não há sangue suficiente para o mutirão de cirurgias. Desde a semana passada, a entidade está chamando os doadores para reforçar o estoque de sangue. Segundo a diretora técnica do Hemorio, Clarisse Lobo, serão operadas mais 80 pessoas por semana.

"Precisamos de quatro novos doadores para cada um desses pacientes. Para esta semana, ainda precisamos de um terço de doações a mais do que costumamos ter. Acreditamos que isso representa cerca de 150 doações necessárias nesta semana, além daquelas que a gente já recebe normalmente".

A diretora informou ainda que empresários e pessoas interessadas em mobilizar doadores de sangue podem entrar em contato pelo Disque-Sangue (0800-2820708). A entidade disponibilizou uma van para transportar grupos interessados em doar sangue.

Pipoca D.O.C.

Pipoqueiros do Rio terão selo de qualidade



Prêmio "Pipoca de Ouro - 2006"


Marcela Alves Gomes Pereira tem só 2 anos e ainda está aprendendo a falar, mas não hesita em apontar e dizer para a mãe que quer pipoca quando se aproxima da carrocinha de José Pinto Aguiar, o Paulista, de 65 anos, que todas as tardes trabalha em frente ao prédio 66 da Praia do Flamengo.

Apesar do advento da pipoca de microondas, pipoqueiros como Paulista não perderam espaço e freguesia. E agora vão se tornar os primeiros ambulantes a receber um selo de qualidade da prefeitura. Antes disso, vão fazer adaptações nas carrocinhas e cursos de manipulação de alimentos, segurança e primeiros socorros, com a Vigilância Sanitária e a Defesa Civil.

"Os pipoqueiros fazem parte da tradição da cidade. Nossa idéia é requalificá-los", diz João Pedro Figueira, secretário municipal de Governo.

Tamanha tradição muitas vezes passa de pai para filho. O cearense Mascilom Torres Pontes, de 75 anos, saiu de Ipu em 1960 para morar no Rio. Tentou ganhar a vida como sapateiro, mas foi vendendo pipoca que conseguiu sustentar a família a partir de 1971. Em 1995 se aposentou, mas a carrocinha e o ponto na Praça Quinze passaram para o sobrinho Antônio.

Duas Mulheres


Convite


Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou
mistério

A quatro mãos escrevemos este roteiro
para o palco de meu tempo:
o meu destino e eu.
Nem sempre estamos afinados,
nem sempre nos levamos
a sério.


Lya Luft




Tomie Ohtake
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