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terça-feira, 4 de junho de 2013

Abre o olho!







Fabinho, interesseiro e dissimulado, usa o fato de ter vivido num lar de crianças órfãs como artifício para parecer um cara amigo, boa gente e cheio de boas intenções. Personagem comum no nosso dia-a-dia, é um puxador de tapetes e quem o conhece verdadeiramente, de outros tempos, é aniquilado com suas intrigas com a clara intenção de que não atrapalhem seus objetivos. Alguns, que mesmo que não o conheçam há muito tempo, são capazes de enxergar sua fraqueza de caráter e outros, que necessitam sobreviver a base de bajulações, são suas vítimas. Gosto muito quando alguém se lembra de colocar esse tipo de personagem numa novela, mais real impossível, serve para abrir os olhos dos incautos.




fonte:Novela Sangue Bom

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Você se sente manipulado?

Ou melhor, você sabe quando está sendo manipulado?


O assunto correu ontem, numa conversa onde alguém disse que aquele que conduzia o assunto manipulava os demais involuntariamente. Discordei, mas isso me levou a pensar em quando somos realmente manipulados e pensei em diversar situações, mas falarei apenas de duas.

Sinto-me manipulada pela violência, ela me restringe os movimentos e me conduz a caminhos menos inseguros do que outros os quais sei que são totalmente inseguros. Não vou a todos os lugares que gostaria, portanto ela me comanda, me manipula, mesmo sem ter uma presença física.

A manipulação sempre me incomodou.

Um belo dia qualquer há muitos (muitos mesmo) anos atrás, cismei que precisava me conhecer melhor e decidi fazer terapia. Na época escolhi o terapeuta de um dos meus tios e lá fui eu.

Foi tudo muito bem na primeira sessão (uma vez por semana), até que na sessão seguinte, o dito terapeuta apareceu sentado com uma mola nas mãos, que irritantemente jogava de um lado para o outro durante toda a sessão, sem parar.



Achei que ele queria que eu falasse sobre a mola, perguntasse sobre aquilo e por esse motivo não perguntei. Claro que na cabeça do terapeuta, muito provavelmente, haviam duas situações: se eu perguntasse, seria avaliada como a fulanda A e se eu não perguntasse, seria avaliada como a fulana B. Normalmente eu perguntaria, mas como me senti manipulada, resolvi fazer o papel da fulana B e preferi ser avaliada de forma errada (eu era muito novinha, devia ter uns 18/19 anos e adorava contrariar).

A terapia durou um mês, não por culpa da mola, mas porque ele disse que eu deveria comprar e dar um presente a um conhecido em função de um sonho que tive com a pessoa, onde ganhava um cãozinho. Fiquei em estado de choque. Tanto que até hoje lembro com quem sonhei e qual era o presente que ganhava no sonho. Somei a mola com o presente a ser comprado e me "demiti" na sessão seguinte e o surpreendi (isso me causou uma grande surpresa na época). Pediu-me explicações do que havia ido mal e eu, com o ar mais blasé do mundo disse que apenas não tinha mais tempo devido aos estudos.

Acho que normalmente percebemos quando somos manipulados, é daí que vem o confronto com a situação.


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