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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Walled Horizons



As Nações Unidas foram palco de quarta-feira passada da première de "Walled Horizons" ("Horizontes murados", numa tradução livre), curta-metragem narrado por Roger Waters, ex-baixista do Pink Floyd, e que fala dos sofrimentos dos palestinos causados pela "barreira de segurança" que Israel ergueu para evitar a entrada de terroristas vindos da Cisjordânia.

O documentário, que tem 15 minutos de duração, foi feito em homenagem ao quinto aniversário da opinião emitida pelo Tribunal Internacional de Justiça, afirmando que o muro é ilegal.

"Walled Horizons" começa com uma imagem de Waters, compositor por trás do grande sucesso do álbum "The Wall", lançado em 1979, andando perto de um trecho do muro de concreto, acompanhado pela sombra gigante que projeta na parede.

"A razão para haver muros é sempre o medo, sejam os muros pessoais que construímos ao redor de nós mesmos, sejam muros como este, que governos amedrontados constróem ao redor deles mesmos", diz Waters.

"Eles são sempre a expressão de uma insegurança profundamente enraizada", acrescenta.

Israel justifica a construção do muro, que começou em 2003, com a onda de ataques terroristas que chegaram ao auge em 2002 com a intifada palestina.

O curta-metragem mostra altos oficiais de segurança israelenses envolvidos na construção do muro, afirmando que o projeto foi uma resposta desesperada à violência da intinfada, que começou em 2000.

Além disso, inclui imagens desoladoras de locais atacados por terroristas palestinos em Israel, antes da construção do muro.

Os cineastas também entrevistam um fazendeiro palestino que perdeu parte de seu terreno devido ao muro, e uma família que ficou dividida por ele.

O filme termina com a imagem de uma fila gigantesca de palestinos, que esperam em um posto de controle israelense para passar para o outro lado.

"Me enche de horror, o pensamento de viver em uma prisão gigante", declara Waters, enquanto picha o muro com os dizeres "We don't need no thought control" ("Não precisamos que controlem nossos pensamentos", numa tradução livre), verso da célebre canção "Another brick in the wall".

Os organizadores do projeto afirmam que o objetivo do filme é conscientizar as pessoas em todo o mundo sobre o impacto do muro na vida dos palestinos, cinco anos após a decisão da corte internacional.

"É, em primeiro lugar, um lembrete de que a corte mais alta do mundo essencialmente disse que não se pode construir uma cerca no quintal do seu vizinho", indica à AFP o finlandês Yohan Eriksson, diretor do curta-metragem.

Israel acusa a ONU de não agir com imparcialidade, favorecendo os palestinos.

Chris Gunness, porta-voz da Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos, defende que "além de ser uma forte defesa, o filme também é um exemplo equilibrado de jornalismo".

Já Philippe Lazzarini, chefe do escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários, diz esperar que a drástica redução deste tipo de ataque nos últimos anos, depois da construção do muro, encoraje Israel a repensá-lo.

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Procurei pela web para ver se encontrava um vídeo do curta, mas não. Fica a notícia.


fonte: agência AFP

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Custe o Que Custar" (CQC), com Marcelo Tas

CQC no Congresso Nacional




Você já assistiu ao CQC? Se não, não perca. Todas as segundas feiras, às 22h15 na Bandeirantes.

Quem se lembra de Ernesto Varela? O repórter que atormentava políticos e outras personalidades com perguntas constrangedoras está encarnado em outra turma. Pode perguntar para o criador do personagem: Marcelo Tas, de 46 anos. Há muito dele impregnado na equipe do "CQC" ("Custe o que custar"). Tas é o âncora da atração, junto com Rafinha Bastos e Marco Luque, uma espécie de telejornal cômico com o resumo das notícias da semana, inspirado no programa argentino "Caiga quien caiga".

A minha pauta preferida é o "Proteste Já" com o Rafinha Bastos, mas todo o programa é imperdível, os repórteres são inteligentes e têm o raciocínio rápido quando fazem suas entrevistas. Ontem assistindo ao programa, fiquei sabendo que toda a equipe do CQC está proibida de entrar no Congresso Nacional e por isso disponibilizaram uma página para colher assinaturas para reverter essa situação. Abaixo, transcrevo o que diz o site, quem quiser ir direto, é só clicar no link.

http://www.cqcnocongresso.com.br/


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Uma das maneiras mais fundamentais de garantir e manter a liberdade de expressão num regime democrático é ter livre acesso aos políticos e parlamentares responsáveis por zelar por esse mesmo regime.

Esse direito foi retirado dos repórteres do programa CQC, "Custe o que Custar", no ar pela Rede Bandeirantes de TV, que estão proibidos pela Câmara/Senado de entrarem nas dependências do Congresso para realizar suas tarefas jornalísticas.

A liberdade de expressão existe para ser exercida e não apenas para ser letra morta no papel. De que adianta vivermos num Estado de Direito que nos garante certas prerrogativas se não podemos exercê-las de fato? Como pode a própria Câmara nos assegurar um direito que ela mesma nos cassa?

A Constituição Federal, no Capítulo 1, Artigo 1º garante que "É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento e a difusão de informações ou idéias, por qualquer meio, e sem dependência de censura, respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer."

Assim, por que não podem os repórteres do CQC entrar na Câmara/Senado para entrevistar os parlamentares? Parlamentares que, mais do que ninguém, devem ser ouvidos sobre os assuntos que pautam a discussão pública – e que já recebem dezenas de outros veículos de comunicação.

A alegação de que os profissionais do CQC não seriam jornalistas, e que por isso não poderiam ter acesso à Câmara/Senado, não se sustenta.

O CQC é um programa jornalístico e seus repórteres (também jornalistas) realizam perguntas e questionamentos inerentes a essa profissão. A pauta da atração é questionadora e pouco tradicional, mas respeita os limites éticos exigidos pelos padrões da imprensa nacional.

Pedimos, assim, não apenas à audiência do programa, mas a todos aqueles que prezam a manutenção do Estado de Direito e a liberdade de expressão, que manifestem seu apoio ao direito dos repórteres do CQC de circularem pelas áreas permitidas da Câmara/Senado sem qualquer constrangimento.




fonte:Revista na TV, Band
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