Nessa cidade todo mundo é d’Oxum
Homem, menino, menina, mulher
Toda essa gente irradia magia
Presente na água doce
Presente na água salgada
E toda cidade brilha
Presente na água doce
Presente na água salgada
E toda cidade brilha
Seja tenente ou filho de pescador
Ou um importante desembargador
Se der presente é tudo uma coisa só
A força que mora n’água
Não faz distinçao de cor
E toda cidade é d’Oxum
A força que mora n’água
Não faz distinção de cor
E toda cidade é d’Oxum
É d’Oxum, é d’Oxum

Feminina, sensual, ingênua, dócil e infantil, desejosa de curar, ajudar e cuidar dos fracos. Afetividade, familiaridade, concordância, maternidade, altruísmo.
OXUM representa a mãe da criação que toma conta dos filhos dos outros em gestação e até o décimo sexto dia de nascimento. Diz-se que ela é provedora, atende às necessidades dos outros e que portanto, merece o reconhecimento dado a uma mãe.
OXUM entidade é muito imponente, delicada, graciosa, geralmente bonita. Não se zangam com facilidade. Não gostam de brigas. Não sabem recusar. Adoram crianças pequenas. Algumas são ambiciosas, adoram o luxo, o conforto e a riqueza, julgam que para vencer na vida consiste em usar seus encantos para conseguir o que querem. Mas também tem seu lado intrigante, hipócrita, mentirosa, interesseira.
Segunda mulher de Xangô, deusa do ouro, da riqueza e do amor.
À OXUM pertence o ventre da mulher e ao mesmo tempo controla a fecundidade, por isso as crianças lhe pertencem. Dona da água doce, gosta de usar colares, jóias, brincos de ouro e tudo que se relaciona com a vaidade, flores, etc.
Orixá das águas doces é a própria Vênus. Por um lado é a moça faceira e sedutora, por outro preside os mistérios femininos, a maternidade, a magia, profundezas da imaginação, a riqueza, crescimento e a fecundidade.
OXUM a estrela, mostrando sua luz na imensa escuridão da mente humana.
OXUM, a senhora das águas doces, e de parte das águas do mar, é a aiabá da beleza, da fertilidade, da feminilidade e do charme.
Poderosa rainha que conquistou o coração de XANGÔ também de BARÁ, ou OGUM, recebendo o nome de ÁPARA sendo muito semelhante com IANSÃ.
Dona de uma elegância e de uma astúcia surpreendente.
Dama da mais alta hierarquia. Foi ela que criou a galinha da angola, ave que por ter o corpo pintado e ostentar um osu na cabeça é tido como feito - iniciado - . Entidade da medicina curativa, madrinha da procriação e da gestação que toma sob sua proteção todos os seres humanos desde a concepção até que comecem a andar e adquirir conhecimento. Evita abortos e complicações durante a gravidez.
OBÁ tem muito ciúme e raiva de OXUM, a ninfa das cascatas, e ódio mortal da relação que XANGÔ mantem com a charmosa senhora dos rios, ribeirões e lagos límpidos.
A esperta OXUM foi junto com IANSÃ a causadora do aleijão de OBÁ, quando ludibriada perdeu a orelha esquerda.
Pela tradição nos terreiros, não se pode deixar dançar perto uma da outra.
OXUM é a água que produz todas as qualidades de som, esposa rica de XANGÔ, a senhora do Ijexá. A graciosa rainha, cuja idés de ouro imitavam o burburinho das cascatas. Ela se vestia de ouro e de bronze, tinha dentes belos e era muito elegante e esperta. Seu canto era lindo.
OXUM meticulosa cozinheira. Vaidosa, maternal, sensual, esposa mais rica do rei de Oió.
n.e.: Oxum, no sincretismo religioso, é Nossa Senhora da Conceição, e seu dia é 8 de dezembro.





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