Quando veio,
Mostrou-me as mãos vazias,
As mãos como os meus dias,
Tão leves e banais.
E pediu-me
Que lhe levasse o medo,
Eu disse-lhe um segredo:
"Não partas nunca mais".
E dançou,
Rodou no chão molhado,
Num beijo apertado
De barco contra o cais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.
Abraçou-me
Como se abraça o tempo,
A vida num momento
Em gestos nunca iguais.
E parou,
Cantou contra o meu peito,
Num beijo imperfeito
Roubado nos umbrais.
E partiu,
Sem me dizer o nome,
Levando-me o perfume
De tantas noites mais.
E uma asa voa
A cada beijo teu,
Esta noite
Sou dono do céu,
E eu não sei quem te perdeu.





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4 comentários:
Gosto deste cantor do Norte...
Obrigada.
Beijinho, Cris.
Gosto muito dele. :)
Conheci o Paulo, irmão dele, um doce, era amigo de uma amiga minha.
Beijinhos, Maria
Este bom malandro fez um trajecto sui generis. Ainda me lembro duma cavaqueira a quatro, com ele com o José Duarte, aquele que fazia o "Cinco Minutos de Jazz" e a Fernanda do "Mundo da Canção", depois de um festival de jazz no Rivoli. Para além do jazz declarava-se grande fã do Prince, e queria-nos convencer que o mesmo (Prince) viria a ser recordado numa carreira semelhante à dos Beatles. Assim não foi. Em contrapartida ganhou-se um outro Abrunhosa e uma colecção de óculos, bastante mais discretos do que o Elton John.
Abreijos.
Muito mais discretos. Já vi os olhos dele. Ele fica bem de óculos escuros.
Abreijos
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