
E por que haverias de querer minha alma
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
Hilda Hilst
foto: Hiroshi Hayakawa
Na tua cama?
Disse palavras líquidas, deleitosas, ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro. E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
Jubila-te da memória de coitos e de acertos.
Ou tenta-me de novo. Obriga-me.
Hilda Hilst
foto: Hiroshi Hayakawa





;
5 comentários:
Uau, lindo demais! Posso copiar e mandar pro Kai?
Claro que pode... nem precisava perguntar.
Beijos
Lindo poema!
Beijão, Cris.
um poema que tem tanto que se lhe diga...
bjs Cris
Maria e Luis, Hilda escrevia com paixão, sempre.
Beijinhos aos dois.
Postar um comentário